quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

PITAQUEIROS FALAM DO TEXTO DE QUINTELA

Natal está aí, e o saco deste papai noel tá cheio. Um ano em que paguei todos os meus pecados. Abri no final do ano espaço à discussão de uma teste proposta pelo jogo decisivo do Mundial Inter Clube entre Barcelona 4 x Santos 0 e alguns usam o espaço pra criticar a Imprensa, como se fosse ela responsável pela falta de imaginação dos treinadores brasileiros. Deixo o espaço ainda à deriva. Quem tiver idéia melhor ou sugestão inteligente que as usem.

PAULO HAMACEK

Caro Flávio. Lendo o texto reproduzido do pitaqueiro Marcelo Quintela, do qual você destaca “que chega até as profundas do inferno”, infelizmente, até agora , não ouvi , li ou vi alguém da nossa gloriosa imprensa (?) fazer mea ou nossa culpa por não criticar essas coisas erradas , notórias , do nosso futebol de bufões endinheirados. Temos que conviver com os nossos analistas falando em linha burra , agarra/agarra/, vendo nossos professores ( quando as câmeras estão em cima ) mandando jogar por dentro , enfiado , etc e tal .
Alguns letrados de S. Paulo, ainda cometem a heresia de dizer que “time x ou y joga com duas linhas de 4” quando, por maior esforço possível, não conseguimos enxergar nada disso. Enquanto isso , o nosso maior "treineiro", Muricy ficou 5 meses para estudar o Barcelona e , não aprendeu nada . Fico imaginando os médios e os piores treineiros .
Nossa imprensa deveria questioná-los sobre táticas , treinamentos de fundamentos , posicionamento , cabeceio, etc (?).. Poucos tem respostas convincentes. Mesmo com as defesas jogando , erradamente , dentro da área , a todo momento tem um impedido . Porque só arremessam o lateral paralelo a linha lateral ? Será que o treineiro não ensinou ao jogador, que a bola pode ser arremessada para o meio ou para trás ? Por que tanta falta, por trás , próximo a grande área ? Será que o treineiro não ensina?
Por que a defesa joga agarrada no goleiro e existe um buraco tão grande entre o meio de campo e o ataque?? Será que o professor, também, não enxerga essas coisas ?? Estas questões e outras rotineiras do nosso futebol , há muito, os nossos analistas , comentaristas , articulistas , etc , deixaram de perguntar , escrever , cobrar dos nossos dirigentes , diretores de futebol, treinadores , etc . Na pior das hipóteses , se houvesse um interesse maior pelo nosso futebol , o dono da CBF deveria convocar uma reunião com os 40 presidentes das series A e B , uns 60 técnicos ( o rodízio é tão grande que não dá para levar só 40 ) e cobrar uma nova postura do futebol brasileiro . Até agora , a coisa continua e continuará na mesmice de sempre . Leio e assisto muito sobre o futebol , sendo que no BRASIL , a única modernidade lida , que tenta colocar alguma coisa mais arejada sobre futebol é o ex-jogador Tostão (?) . È muito pouco para a atual decadência do nosso futebol .
No jornal O Tempo, não sei se foi terça ou quarta , um advogado , por sinal um bom texto , escreveu sobre as atuais mazelas do nosso futebol , comentou sobre os 6x1 , não levantou dúvidas ,mas acha estranho , muito estranho , um empresário estar patrocinando tantas coisas e ainda ser dono ou quase dono de tantos jogadores que atuam dos 2 lados . È muito estranho .
PS : na reunião da CBF , deveriam ser convocados , também ,uns 200 analistas , comentaristas , etc .

Resposta: por uma questão de respeito à opinião alheia, coisa que, normalmente, o torcedor ou o leitor não tem, publico sua mensagem que não acrescenta nada à discussão de “uma idéia” proposta no texto de Quintela. A mesmice está aqui neste seu texto. Ah, e quando digo que “chega as profundas do inferno”, refiro-me a minha Trincheira, espalhada pelo Brasil e pelo mundo. Agressões à imprensa, auto-suficiência no conhecimento da causa, e generalização incorreta sobre a atuação do analistas.
Ao mesmo tempo que diz que não viu, ouviu ou leu qualquer analista falar sobre o assunto antes, você cita em baixo o pára-quedista Tostão. Outro chato de galocha que pensa que é dono da verdade absoluta. De tudo que você escreveu, deduzo apenas que você é leitor de o Tempo, jornalzinho merreca; ouvinte da Itatiaia e telespectador da Globo. Pronto, domina a imprensa toda. Passar bem. Feliz Natal e ótimo ano novo.

HAYDN PIMENTA

Que texto primoroso! Sinto-me recompensado por alguém que tenha tido espírito e capacidade de veicular o que sentia na alma. O Barcelona poderá ter dado uma lição definitiva, a nós brasileiros, sobre as imposturas que nos querem fazer crer, não só sobre o esporte de modo geral, mas o futebol em particular. Como de resto, esta lição é válida para todos os aspectos da vida nacional que vive de imposturas e cultos à mediocridade e falsas excelências. Não é difícil identificá-las no cenário diário de nulidades, que desfilam diante de nossos olhos, ouvidos e inteligência, enevoados, tampados e embotada pelas torrentes de imposturas da mídia e representações políticas, associativas e profissionais país afora. O tempora, o mores, assim como Ruy com as nulidades, Cícero foi profeta preciso!

IRAQ RODRIGUES

Flávio, não sei quem merece mais parabéns: você que nos enviou ou o Fábio que nos proporcionou, através da sua coluna, este ensaio fantástico?. Deveria ser lido por todos os brasileiros, principalmente por torcedores de futebol.Feliz Natal.
PS: Parabéns maior para o autor.

ADÃO RODRIGUES

Flávio, muito obrigado pelo envio deste texto. Que maravilha!!! Se eu tivesse recebido isso antes, o meu Cartão 2012 estaria pronto num piscar de olhos…Fiquei estarrecido com tanta lucidez.Simplesmente magnífico!
Ele escreveu tudo o que eu gostaria de ter falado.
Falou tudo. Não faltou nem poesia.
Valeu amigo!!

KLEBER GUIMARÃES JR

Flávio, sempre leio suas colunas e acho que você é muito coerente e inteligente no que faz, mas queria te fazer uma pergunta: o Sao Paulo liberou três jogadores mais 10 milhoes de euros para o Cruzeiro na troca do Montillo...o mesmo pediu para o Cruzeiro escolher os jogadores. O que você acha se o Cruzeiro escolhesse o Dagoberto, Marlon e Cassimiro, mais 10 milhoes de euros? Melhoraria o plantel, ficaria com caixa para outras despesas e nao mais falaria sobre essa novela Montillo.
Um abraço Juninho.

Resposta: Seria mamão com açúcar. Não creio que o Cruzeiro deixaria de fazer negócio. Ocorre que o São Paulo não colocou o seu elenco todo à escolha do Cruzeiro. Fez uma lista de disponíveis que viriam por um ano. Ou seja, o Cruzeiro funcionaria como barriga de aluguel do SP e mandaria em troca seu melhor jogador por 8 milhões, grana máxima oferecida pelos paulistas. Bom Natal, amigo.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

ENTRETANTO EU VI O BARCELONA JOGAR.

A epidemia nacional ainda é falar bem do Barcelona e esculhambar o futebol tupiniquim. Meu mano Fábio Paceli, morador em Brasília, enviou aos Anselmo um texto de um certo pitaqueiro, Marcelo Quintela, por sinal de uma profundidade de encher os olhos. Não conheço o autor e nem sei qual instrumento ele toca. De qualquer maneira, peço licença pra reproduzir tal obra nesta Trincheira que chega até às profundas do inferno. Com o devido respeito:

Pensei que eu já tinha visto um time jogar bola... Não tinha ainda. Vi dia 18 de dezembro de 2011. Só agora entendi o que nossos pais querem dizer ao se referir aos tão saudosos tempos do Santos de Pelé e seu esquadrão. Eu, nascido três anos depois da conquista de 70 no México, só fui ver um show nos gramados quando testemunhei muito menino a seleção de 1982. Depois disso, como todos os brasileiros, me acostumei a chamar de “futebol-arte” umas gingadas pra cá, umas pedaladas pra lá, uns showzinhos particulares de uns pés iluminados, e que tão rápidos correram para o rico esporte europeu.


Entretanto, eu vi o Barcelona jogar.


O Barcelona é uma empresa. Seus clientes são exigentes. Não aceitam menos do que um espetáculo. E quem quer conquistar o mercado do entretenimento mundial tem sim que buscar excelência em tudo que faz, planeja, semeia e colhe, pela força do mérito e não da sorte. Os empresários da bola descobriram o que um dia antropólogos vão tentar explicar: A gente é simplesmente doido por uma linda partida de futebol. Não sei o que acontece com a alma humana... O futebol é nossa arena e os jogadores, nossos gladiadores. Nossos times são nossa representação, nossa síntese, nossa forma de demonstrar paixão... E no Brasil isso ultrapassa o limite da compreensão.


Mas agora já posso dizer que eu vi um time jogar de verdade...


Só me resta voltar a “quase-me-divertir” com os torneios nacionais e latino-americanos, onde a mediocridade, a indolência, a sacanagem, a bandidagem e a politicagem IMPERAM sem nenhuma voz a se levantar pra denunciar essa MÁFIA ao redor dos campos. Voltarei também a admirar dentro do campo a nossa famosa cultura do jeitinho, da catimba, do “juiz-sempre-ladrão”, do “recuar-para-jogar-no-contra-ataque” depois de fazer “meio-gol”. Voltarei a toda essa preguiça de atletas cansados que ganham milhões e ainda assim têm a cara de pau de forçar o segundo cartão para não viajar com o time no domingo de balada. Voltarei a essa novelinha-das-seis que a TV e toda a mídia dão um jeito de ficar emocionante para quem sofre muito e se contenta com pouco.


Eh, mais nunca esquecerei... eu descobri o que é um time de verdade. Amante do futebol, nunca esquecerei...


A ufanista seleção brasileira seria massacrada pelo Barcelona. Porque a “seleção” é a mais concreta evidência dessa ZONA, dessa ganância atrapalhada que mistura dinheiro privado com coisa pública e prepara a COPA DOS SUPERFATURAMENTOS, a política de caixa 2 que caracteriza nossos períodos eleitorais TODOS!


Já o SANTOS... Ora, NÃO É DO SANTOS QUE ESTOU FALANDO. O Santos foi quem nos permitiu assistir a isso tudo quando venceu o Brasileirão que o levou à Libertadores, e venceu os latinos todos, levando ainda seu Regional no meio do caminho, tendo sido então catapultado a essa final privilegiada. Foi o Santos quem nos levou à Tóquio, à sala de aula, pra tomar umas boas surras na bunda! Na bunda de santistas, mas também de Corinthians, palmeirenses, flamenguistas, gremistas, comentaristas, cartolas e todos os brasileiros...


O Santos? O Santos não tem nada haver com minha reflexão. O Santos é o que temos de menos pior!


Coloca o Neymar dentro da estrutura que o Messi tem ao redor de si e todos saberão que ninguém é “o melhor jogador do mundo” sozinho. Quem sabe, vestindo a camisa do Messi, nosso jovenzinho moicano faria coisas ainda nunca vistas, impensáveis aos nossos olhos...Minha questão, desse modo, é outra: Somos nós... Nós somos soberbos demais para futebol de menos.


E nosso atual futebol é só reflexo da cultura da qual a gente idiotamente se orgulha: A cultura do “deixa como está para ver como que fica”; a cultura do nivelamento por baixo que domina nossas escolas, universidades, empresas, ONGs, publicações, ações sociais e políticas e TUDO nesse país.


Acorda gente!


Alguém viu o Barcelona dar chutão, “chuverinho” pro nada, bola rifada pro meio do campo?


Alguém viu algum “espanhol” comemorar que conseguiu proteger a bola até que ela saísse por escanteio? (e a torcida aqui ainda vibra com isso!!!). Alguém viu o Barcelona recuar todo o time depois do primeiro gol? Viram algum jogador cansado? Não perceberam os caras tentando tirar a bola da mão do Rafael quando o jogo já estava em seu final? (Aliás, se não fosse o Rafael...)


Alguém viu o Messi “provocar” a falta? Viram-no se jogar dentro da área feito ator de cinema sem ninguém ter lhe tocado? Não perceberam quantas e quantas vezes ele poderia ter caído? Mas será que a torcida do Barcelona se contenta com bola parada perto da área porque falta coisa melhor para fazer em campo?


Enquanto você está pensando que estou nos ridicularizando, veja como somos ridículos mesmo: nos nossos campos, quando um de nossos times está ganhando de quase 1 x 0, nossos melhores jogadores sofrem uma “quase - falta” e ficam “quase-mortos” estrebuchando na grama, em dramáticos giros e convulsões. Aí param o jogo, brigam os demais, o juiz autoriza a entrada do carrinho, os paramédicos recolhem o lesado, o carrinho se move lento para fora do campo, os comentaristas até fingem que estão preocupados, e então, o cidadão cruza as linhas laterais, levanta “quase-mancando”, solicita sua reentrada imediata em jogo, já pulando... E volta como se nada tivesse acontecido... Meu Deus! A gente acha que isso é um espetáculo? Só se for de teatro! Se toda vez toda a torcida vaiasse queria ver se algum desses “heróis” continuaria a fazer a cena de sempre...


Nós temos orgulho da malandragem!


A gente é assim...


Aí, no encontro com a EXCELÊNCIA no Japão, fica essa postura brasileira toda subserviente, afetada, psicologicamente submissa, reverente demais para quem queria ser campeão. O Santos parecia o adolescente que encontrou ontem com seu ídolo – seus personagens de games de futebol – e, emocionado, subiu no palco para pedir autógrafos e abraços, cortejando gente de seu próprio tamanho.


O Santos encontrou com o futuro. Tomara que tenha encontrado o seu próprio.


Tomara também que o Brasil ex-país do futebol aprenda a lição. Eu, sinceramente, não acredito. Tem que mudar todo um povo e sua corja de “políticos, covardes, estupradores e ladrões”... tanto os da esquina como os que roubam grandes somas sob o teto do Congresso Nacional! Todo mundo quer ganhar fácil nesse país-que-não-é-sério... Não é sério!


Bom...


Mas de minha parte – e o motivo que escrevo é só para desafiar você a fazer o mesmo – vou em 2012 procurar semear com muito trabalho e dignidade, aceitando perder no meio do caminho para ganhar no final, um dia, quando chegar a hora, quando eu estiver preparado, sem rezas, mandingas, choro nem vela. Minha obrigação como pai, marido e profissional é investir, treinar, me dedicar, plantar as melhores atitudes, regar os melhores hábitos, buscar o melhor gerenciamento de meus problemas.


No mais, de GRAÇA só tenho o Amor de Deus. O resto é mérito, conquista, peleja, suor, sangue e lágrimas...!


Em 2012, vou procurar voltar com amor para casa e com toda garra para o trabalho... Com “sangue-nos-olhos” sim (!), mas sem pisar em ninguém, mas sem ter medo de nada; sem desrespeitar quem quer que seja, mas sem “síndrome de vira-lata”; sem achar que ser o melhor possa ser um golpe de sorte, e ao mesmo tempo, sem comemorar as derrotas alheias como se elas fossem aplainar as trilhas das minhas vitórias.


Em 2012, desafio você a barcelonizar! Pra cima deles, meu irmão!!!





terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A barca atleticana sai diariamente cheia da Cidade do Galo. Depois da remessa inicial com gente importante, chegam os lambaris emprestados e que ficarão também na temporada 2012: o meia Chiquinho e o atacante Cristiano, que ajudaram o Ipatinga no acesso à Série B este ano.

Chiquinho vai para o Nova Iguaçu, do Rio de Janeiro. Já Cristiano acertou com o Comercial, de Ribeirão Preto.
Outros tiveram o futuro definido: o lateral-esquerdo Guilherme Santos e o volante Toró, emprestados para o Figueirense. Renan Oliveira, que foi envolvido na negociação com Leandro Donizete, do Coritiba. Jheimy, artilheiro do Boa Esporte, foi repassado ao Sport.
Tem mais. O dia de Alexandre Kalil anda cheio na tentativa de esvaziar a folha de pagamento. Caio que estava na Ponte Preta ficará por lá mesmo. Daniel Carvalho pode ser a moeda de troca com o Palmeiras por Pierre. Aguardem!!
Falam em Danilinho e Tardelli. Ambos custariam algo em torno de 13 milhões de dólares. Dá arrepios em Kalil. Galo não tem caixa pra tanto? Esta Trincheira pensa que é mais fácil o macaco traçar a onça.
O maior pepino que o Cruzeiro tem nas mãos foi herdado da administração ZZ e a turma da geral baba-ovo não fala nada. Já foram anunciadas as saídas de Vitor e Ortigoza, todavia continua encruada a de Ernesto Farias. Seu salário de R$ 200 mil mensais é o grande empecilho.
Pelo Cruzeiro, o argentino sairia de graça. Mas quem que assumir um salário de futebol europeu? Os três estrangeiros do Cruzeiro ano que vem serão Victorino, Montillo e Arias. O atacante Bobo salvou por isso: não é estrangeiro, mas joga tão mal quanto os que estão na berlinda, Ortigoza e Farias.

Outros tiveram o futuro definido: o lateral-esquerdo Guilherme Santos e o volante Toró (foto de Maria Tereza/Superesportes), emprestados para o Figueirense. Renan Oliveira, que foi envolvido na negociação com Leandro Donizete, do Coritiba. Jheimy, artilheiro do Boa Esporte, foi repassado ao Sport.

A arbitragem nacional representada por tipos como Djalma Beltrami, tenente-coronel da PM carioca e irmão do excelente secretário da Segurança Pública do Rio deveria merecer de todos nós a patente de superior e honesta. Hum!
O cara largou o futebol e foi dedicar-se à PM como comandante do 7º BPM de São Gonçalo em substituição ao PM de igual patente que está envolvido na morte daquela Juíza em Niterói, Patrícia Acioli. Vai daí, que o Beltrami tomou posse num dia e foi preso pela Polícia Civil no outro.
Segundo investigações, vários PMS, entre eles Beltrami, recebiam R$ 160 mil de propina do tráfico por mês.
Informações da Agência Globo: Paulista de 45 anos, Beltrami fez parte do quadro de árbitros da Ferj de 1989 a 2011, quando se aposentou por idade em maio. Também era dos quadros da CBF (1995 a 2010) e da Fifa (2006 a 2008).
Não foram poucas suas passagens polêmicas como árbitro de futebol. Beltrami apitou a Batalha dos Aflitos, como ficou conhecido o jogo decisivo entre Grêmio e Náutico na Série B de 2005. Expulsou quatro jogadores do time gaúcho e marcou dois pênaltis a favor da equipe pernambucana, mas o placar foi de 1 a 0 para os tricolores.
Em 2007, ano em que o Corinthians foi rebaixado para a segunda divisão, sua atuação na vitória do Goiás sobre o Inter por 2 a 1, na última rodada, até hoje não é esquecida pela Fiel. Beltrami mandou voltar duas vezes um pênalti que os goianos, rivais do Timão na luta contra a degola, não estavam conseguindo converter. Combinada ao empate entre Corinthians e Grêmio, a vitória do Goiás obrigou o time paulista a disputar a Série B no ano seguinte.
Em 2009, Beltrami deu quatro minutos de acréscimos no segundo tempo de Santos x Atlético-MG, mas encerrou a partida antes do tempo determinado. Ao perceber o erro, recomeçou o jogo. E, aos 50 minutos, anulou um gol legítimo do Santos, que perdeu por 3 a 2.
No Rio de Janeiro, a última vez em que apitou uma final de campeonato estadual foi em 2007, quando o Flamengo foi campeão (em disputa por pênaltis) em cima do Botafogo. No fim da partida, que terminou 2 a 2, Dodô foi lançado em condição legal, mas o assistente anotou impedimento. O atacante alvinegro concluiu para o gol e recebeu de Djalma Beltrami o segundo cartão amarelo, sendo expulso de campo.

BARÇA ESNOBA TÍTULO E NEM FAZ FESTA PELA CONQUISTA

Os atletas, dirigentes e torcedores do Barcelona não fizeram numa grande comemoração pela conquista do mundial inter clube, além daquela costumeira farra do gramado. Talvez perigosa esnobação ou certeza de que o troféu iria para a galeria do Nou Camp. A autoconfiança dos catalões - jamais confundida com menosprezo aos adversários - é tamanha que eles entram em campo com aquela certeza de liquidar logo o jogo. Sem nenhum receio. Preocupação que existe apenas nos adversários do Barça.
Tão logo a delegação desceu em Barcelona, Pepe Guardiola passou a trabalhar o jogo desta quinta-feira contra o L`Hospitalet, no Camp Nou, partida de volta pela Copa do Rei. Na ida, o Barça venceu por apenas l a 0, no campo deles.
Keita, Daniel Alves, Adriano, Maxwell – brasileiros – Alexis Sanchez e os argentinos Lionel Messi e Mascherano já foram liberados de férias e se reapresentam dia 29. O time B, de espanhóis, jogará a partida desta quinta-feira.
Quem não quer jogar num clube desse?
O Coelho se agita e busca novos nomes: após anunciar o lateral-direito Rodrigo Hefner para a vaga de Marcos Rocha, devolvido ao Galo, contratou atacante Bruno Meneghel, 24 anos, que está parado desde agosto, sem clube. Bruno começou no Vasco, passou pelo Brescia, da Itália, Resende, Goiás, Náutico e estava no Criciúma onde se desentendeu.
O São Paulo pulou fora da disputa pela contratação de Walter Montillo, por considerá-lo fora dos padrões nacionais. O empresário do atleta, Sérgio Irigoitia, insiste em levar Montillo para o futebol paulista e só lhe resta agora o Corinthians, mesmo assim desdenhando. Sua diretoria já manifestou também contrária aos valores do Cruzeiro.
Montillo acompanha tudo de Buenos Aires, de férias, talvez desconheça que o filme do seu empresário queimou-se no Cruzeiro.
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 Presidente Gilvan Tavares bota um fim nas especulações sobre a venda de Montillo: só saí por 15 milhões (Foto Jorge Gontijo)

O presidente Gilvan Tavares mandou o diretor de futebol, Dimas Fonseca, jogar pesado com o referido empresário goela larga. O gringo afirmou que a pedida do Cruzeiro é irreal. Para ele, o negócio entre 8 a 10 milhões de euros seria normal.
Paras as negas dele, claro! A mercadoria é do Cruzeiro e está avaliada em contrato por 15 milhões de euros. Aí veio a boca azeda do ZZ Senador, que nem manda mais, e diz que venderia o craque por 10 milhões. Dimas rebateu as declarações de Irigoitia, e ironizou com surpreendente maldade:
-Valor irreal foi o que o Cruzeiro pagou por Montillo, em 2010, muito baixo dada a qualidade técnica do argentino. Vendeu-nos por U$ 3,5. Então é preciso que seu procurador respeite o Cruzeiro, respeite a diretoria do Cruzeiro e respeite também o seu atleta. Querendo ou não, ele (Irigoitia) tranca as portas dele no Cruzeiro Esporte Clube.
Vocês recordam como a Trincheira exigiu neste episódio de Montillo uma atitude firme da diretoria? Enquanto ZZ Senador dizia que tinha de vender pra cobrir despesas que nunca foram cobertas no Cruzeiro, o presidente eleito rebatia que manteria Montillo.
E as propostas foram divulgadas, discutidas, opinadas, pelo empresário na mídia paulista e criavam um clima de incerteza, apreensão, na torcida celeste. Bem no estilo do ZZ Senador. Tal atitude do diretor Dimas Fonseca, com certeza em consonância com o novo presidente, acaba logo com as especulações e coloca esparadrapo na boca larga do falastrão Irigoitia.

domingo, 18 de dezembro de 2011

BARCELONA ENSINOU OUTRA VEZ COMO JOGAR FUTEBOL





A declaração de Neymar aos jornais do mundo que acompanharam a decisão do Mundial Inter Clubes reflete o grau de maturidade que atingiu o jovem santista. Por outro lado reflete a despreocupação dos jogadores brasileiros com informações prévias sobre os adversários. Mesmo os mais famosos.
Neymar e Cia ignoravam tudo que a imprensa do planeta, a internet, e os veículos importantes destacam todos os dias as qualidades do Poderoso Barça, o melhor time do mundo no momento?
Lionel Messi, a principal estrela do evento, que tentaram comparar ao jovem Neymar, fez declarações sem reparos. Lionel Messi tem certeza de que seu time fez uma exibição de gala e inesquecível na goleada (4 a 0) sobre o Santos.
Entretanto, minimizou o fato. Entende que o futebol praticado pela equipe, que a destacou como a melhor do mundo, se aperfeiçoa dia-a-dia nos últimos anos. E a fórmula usada está longe de passar apenas por seus pés.
– Não é a primeira vez que jogamos bem assim, mas por ser uma final contra o Santos talvez tenha mais destaque. A realidade é que o time está acostumado a fazer isso. O nosso grupo é forte, temos gana de conseguir mais coisas, o técnico está sempre em cima de nós, preparando todos os jogos como se fossem finais...
-A ideia é sempre manter a posse de bola, seja qual for o rival. E a verdade é que jogando com esses jogadores é muito fácil consegui-la. O Barcelona é o melhor time do mundo, isso é indiscutível, e faz com que todos nós nos beneficiemos um do outro.

Já a Jóia santista que não viu nem a cor da bola e entrou na roda de bobo que o Barça colocou o Peixe o tempo todo, afirmou:
-Eu não sei se o time deles é imbatível, mas hoje é a melhor equipe do mundo. Aprendemos a jogar futebol. Eles possuem jogadores fantásticos. O que vivemos aqui vai servir de lição para levar de volta ao Brasil. O Barcelona ensinou como se joga futebol.
O mundo inteiro ficou impressionado com o futebol do Barcelona. Não apenas os santistas. A imprensa estrangeira destacou a conquista como “a vitória dos deuses”.
Fiquei deslumbrado com o esquema de multiplicação do Barça que jamais vi em outra equipe. Nem na seleção holandesa de 74 e 78, a famosa Laranja Mecânica. O esquema surpreendeu o Peixe de tal forma que com 15m, os espanhóis já venciam por 2 a 0. Claramente se vê o trabalho de Pepe Guardiola na equipe que não tem zagueiros e nem centroavante fixo. Joga girando constantemente, arrebentando a marcação adversária conservadora.


Se o Barça pode, nos limites daqui, os clubes brasileiros podem também. Por que Murici Ramalho disse após a partida que o esquema 3-7-0 não tem condições de ser aplicado no futebol brasileiro?
Segundo o treinador santista, o “no Brasil seria um absurdo, viraria caso de polícia e mandariam prender o técnico. Temos o costume no Brasil de que o número de atacantes indica ofensividade, mas o Barcelona prova que é possível jogar bem e fazer gol sem nenhum atacante. Quem sabe aos poucos a gente não comece a aceitar isso no futebol brasileiro também.”
Murici levou um passeio tático de Guardiola. Bem que poderia ter conversado mais com técnico catalão e saber dele como ser ousado e utilizar tal esquema. Voltaria ao Brasil e montaria um Barça moreno. Neymar vestido de Messi. Revolucionaria o pobre futebol tupiniquim tão carente de imaginação e ousadia.
Seria eterno campeão até à adaptação dos demais treinadores desacostumados a trabalhar com a base. Lembram-se o que reproduzi do Messi no início da coluna?
Segundo ele o time prepara-se há anos para ser o melhor do mundo. Necessariamente as jogadas não têm que sair dos meus pés.
Suponho que pra fazer l/3 do que Lionel Messi faz em campo, cada time tem seu craque. Apenas faltam treinadores brilhantes, arredios ao 3-5-2 e ao 4-4-2. Aquela história de dois becões e dois atacantes: um cabeça de bagre grande, alto e outro velocista imbecil.

sábado, 17 de dezembro de 2011

GILVAN CONFIRMA FURO DO SUPERESPORTES

A INFORMAÇÃO que Antônio Melane passou aos leitores do Estado de Minas e do Superesportes, desmentida dias depois pelo presidente eleito Gilvan do Pinho Tavares, foi confirmada na posse do novo mandatário. Trata-se, realmente, do colombiano Diego Arias, 26 anos, o reforço de Seleção que o combalido caixa do Cruzeiro permitiu fazer

Vi Diego Arias em recente atuação defendendo o PAOK da Grécia, contra o Rubin Kazan e gostei. Volante canhoto, de boa colocação, bom toque de bola.

Mais um volante além de Arias, Amaral e Rudnei: Marcelo Oliveira. Vem por empréstimo do Corinthians. Jogou o Brasileiro no Atlético Paranaense. Aí o torcedor reclama: o Cruzeiro só traz jogadores de times caídos. Tem problema?

Penso que não. Marcelo Oliveira é canhoto, joga pelo lado do campo e atua como volante ou lateral. Só não posso garantir que seja melhor do que Gabriel Araújo e Diego Renan, este totalmente sem apoio da comissão técnica e dos dirigentes.

Gilvan seguiu à risca minhas recomendações: no dia da posse, enquanto o ex ZZ Senador insiste que é preciso vender Montillo já pra cobrir o rombo de R$ 22 milhões. O novo presidente informava à imprensa que Walter Montillo só sai do Cruzeiro por 15 milhões de euros. Por trás dos panos, o empresário dele faz o jogo do Corinthians e tentar tirar seu pupilo da Toca da Raposa. Com apoio de ZZ Senador.

Parte pequena da torcida execra o jovem goleiro Renan Ribeiro e exige de Kalil outra grande contratação para a posição. Esquecem-se das tentativas fracassas anteriores e solucionadas apenas com definição do rapaz.

No momento, a bola da vez é Gomes, ex-Cruzeiro, terceiro goleiro no seu time inglês.

Então. Caso Gomes venha, não descarto as agressões sofridas por outros ex-cruzeirenses ( que o digam Léo Silva e Guilherme). Agora, na reserva do Tottenham (Inglaterra) e Gomes vê uma transação apropriada na volta ao Brasil. Ainda que seja pra jogar no Atlético. Não esconde, entretanto, várias propostas da Europa, bem vantajosas.

Será que a permanência de Pierre no Galo pode dar pra trás? Seria uma tremenda sacanagem do Palmeiras. A primeira proposta de Kalil não agradou ao Palmeiras. A Troca de Rafael Cruz e Ricardo Bueno por Pierre. O supervisor do Palmeiras, César Sampaio, levou a proposta ao Felipão que respondeu negativamente.

Scolari mandou dizer a Kalil que gostaria de ver Richarlysson, Neto Berola ou Bernard ( Felipão tem goela de leão!), o que a diretoria alvinegra não aceitou. O assunto renderá, ainda, durante a semana.

NEYMAR OU MESSI? ISSO ACABA NESTE DOMINGO

Estou com Murici Ramalho: o resultado da decisão neste domingo não apagará a verdade definitiva de que o Barcelona é o maior time do planeta no momento. O Santos seria aquele que bateu no maior, foi campeão do mundo inter clubes e que tem um craque fenomenal, mais dia, menos dia, nas manchetes dos jornais espanhóis.

É matéria de imprensa, sempre gerada na imaginação dos pautistas, a disputa pessoal entre Lionel Messi e Neymar. Como tantas outras que perduram por aí em todos os esportes.

O peso de cada craque em suas equipes é, também, por demais conhecido. Todavia, os repórteres insistem questionar – e deixar de “saias justas” – os companheiros de Messi e Neymar sobre o papel de cada um em sua equipe e como serão decisivos na partida.

Só serve pra encher páginas e espaços. Bacana mesmo é ver Daniel Alves visitar a concentração do Peixe, na véspera do jogo. Brincar com Neymar. Ouvir as gozações costumeiras. O episódio traz novo ensinamento aos treinadores conservadores: concentração pouco ajuda.

O técnico Pepe Guardiola acredita no seu grupo, na seriedade e responsabilidade de cada atleta, e eliminou a concentração antes das partidas. Coisa boa, hem Daniel Carvalho?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

KALIL REELEITO COM 61% DOS VOTOS

O OTIMISMO do desembargador Irmar Ferreira, as bravatas arrogantes de sua assessoria, e a disposição do conselheiro Fred Couto não foram suficientes pra convencer o Conselho Deliberativo do Atlético. Conforme o esperado, Alexandre Kalil foi reeleito presidente do clube com 61,90% dos votos. Compareceram 380 conselheiros e Kalil recebeu 235 votos, contra 79 de Fred Couto e 61 do desembargador. Três votos foram anulados e houve dois votos em branco. A soma dos dois adversários não supera a votação de Alexandre Kalil
Após a contagem dos votos e a confirmação de sua reeleição, Kalil falou à Imprensa:
“Queria agradecer ao apoio maciço do Conselho Deliberativo do Atlético, um reconhecimento do trabalho que foi feito. Queria dizer que para o ano que tivemos e pelo último resultado que tivemos, o resultado é muito significativo para mim”, disse Kalil, referindo-se à campanha ruim no Campeonato Brasileiro, que terminou com a goleada por 6 a 1 para o Cruzeiro.
Em 2008, quando se elegeu pela primeira vez, para ocupar a vaga de Ziza Valadares, que renunciou, Kalil recebeu 271 votos, contra 130 para Sérgio Bias Fortes e apenas um para Itamar Vasconcellos. Houve um voto nulo. Compareceram 403 dos 474 conselheiros com direito a voto.
O Superesportes registrou que Kalil falou também que recebeu o clube desestruturado e trabalhou para reorganizar a casa. Porém, dentro das quatro linhas, o resultado não veio. A equipe conquistou um Campeonato Mineiro, em 2009, e fracassou nos demais torneios, passando sufoco em duas edições do Brasileiro para afastar o risco de rebaixamento.
”Claro que não foi feito o que deveria, como eu gostaria, mas foi feito. Fazer é muito difícil. Queria deixar meu agradecimento profundo aos funcionários do Atlético, não vou citar nomes, mas eles fizeram uma corrente muito grande de orações para minha vitória e ela chegou até mim”, disse Kalil.

O presidente do Galo deixa as comemorações de lado e já concentra as forças na execução do planejamento para 2012: “Não tem nada de grande euforia, alegria. Sabemos que vamos sentar amanhã e continuar a luta que foi sanear o maior clube de Minas Gerais, colocar no lugar dele”, ressaltou Alexandre Kalil.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

IRMAR AFIRMA TER OS 180 VOTOS DA ELEIÇÃO E KALIL PAGA PRA VER

A eleição presidencial no Atlético, de repente, pegou fogo. Fred Couto diz que a oposição é ele e que o desembargador Irmar Ferreira não tem apoio de 180 conselheiros como informa. Alexandre Kalil falou do acúmulo de trabalho no final do Brasileirão pra impedir a queda do time à Segunda Divisão que não sobrou tempo de ligar para os conselheiros e pedir votos. O máximo que fez foi enviar a cada um o relatório de sua administração.

Sobre o jantar de adesão promovido pela chapa do desembargador, com a presença de 180 conselheiros, Kalil ironizou. Mandou seus espiões ao jantar e eles contaram 30 pessoas. Porém, apenas a metade vota no Irmar.

Esta revelação de Kalil feita no Jogada de Classe, da TV Horizonte, foi respondida pelo desembargador no programa seguinte;

Curto e grosso, o candidato opositor afirmou que Kalil tinha razão porque estava presente ao evento. Levando isso a sério, existe algo de verdadeiro nas contas de Kalil, porém ele escondeu certa verdade: não registrou sua presença no evento, sim de espiões.

Irmar narrou seus encontros com Fred Couto, sem resultado positivo, na tentativa de unir as oposições. Fred não teria aceitado a vice e nem de abrir mão pra uma terceira via. Então, Irmar disse no programa Jogada de Classe:

“Melhor assim. Em vez de vencer um, vou vencer dois”.

No fim do mês de novembro, Irmar Ferreira afirmou que Alexandre Kalil havia adiantado R$ 42 milhões correspondentes às receitas de 2012 e acusou o atual presidente de não repassar ao Fisco os impostos oriundos dos salários dos funcionários do clube.

Por telefone, Kalil me disse que o Atlético tem sim problema com o Fisco como todos os clubes brasileiros e com a volta do Clube dos 13 negociará em conjunto com a receita uma solução para o problema: “Imbecil é quem tentar resolver o problema do fisco no futebol brasileiro sozinho. Os clubes necessitam e vão conseguir um acordo conjunto”.

“Além do mais expor mazelas fiscais do clube ao público na época de eleição não é política correta. Por que não falou nisso antes, no próprio Conselho, afinal ele só tomou conhecimento de tais dados porque era membro do Conselho Fiscal”.

Fred Couto, o primeiro entrevistado do Jogada de Classe, da TV Horizonte, esclareceu que sempre foi eleito de Alexandre Kalil. “Não sou mais, não voto nele mais”.

-Tem doze anos que a culpa é dos outros, a culpa agora é dos jogadores. Vai para casa Alexandre Kalil e deixa o Atlético em paz “afirmou Fred Couto no seu tuíter.

Alexandre Kalil, no Jogada de Classe de segunda-feira, rebateu as críticas recebidas por Fred Couto.

- Este candidato da oposição quando nossa alma estava sangrando, teve a frieza de ir para o computador e passar mensagem a todos os conselheiros, tentando virar a eleição em cima de uma tragédia que ele esperava ser muito maior : o nosso descenso para a Segunda Divisão. Esse rapaz não tem a menor condição de ser presidente do Atlético. Não conhece a alma do atleticano

A eleição presidencial no Atlético será nesta quinta-feira dia 15, a partir das 8h da manhã até às 17h. De imediato começará a apuração. Já acompanhei de longe outras eleições catimbadas, disputadas a muque e por gente brava.

Espero que esta de agora não resvale pra tal caminho, apesar do sangue quente dos três candidatos.

Me desculpem os demais candidatos. Não vou ficar em cima do muro. Não sou conselheiro do Galo, nem sócio e nem torcedor. Não tenho força pra mudar qualquer voto indeciso em qualquer eleição. Mas se pudesse votar, votaria no Alexandre Kalil.

Sou apenas um pitaqueiro, amigo dos amigos, que por sinal são poucos neste grotesco mundo da bola. Alexandre Kalil é um deles.

Daqueles que se estiverem morrendo no sol, puxo pra sombra. No qual não vejo defeito.

Também não me sinto à vontade pra colocar defeito nos outros, apesar de não serem meus amigos.

Prevejo uma disputa acirrada, voto a voto, e a vitória de Alexandre Kalil no final. Por que ele merece

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

PONTO FINAL NA TRISTE HISTÓRIA

E COM A MENSAGEM do meu primo Iraq Rodrigues, atleticano, boto um ponto final nesta história de o Atlético vender ou entregar o jogo contra o Cruzeiro. Encheu o saco!
“Achei que esse assunto já tivesse sido enterrado com trinta pás de cal. Mas, vejo, o assunto continua rendendo. Eu, atleticano que sou - e você bem sabe - não admito dizerem o que o Atlético vendeu a derrota. Acredito que os jogadores - e nisso são culpados - estavam mais preocupados em não entrar em férias com uma perna ou um pé machucado, estar em boas condições físicas para encarar as festas de Natal e Ano Novo. Réveillon no Brasil é samba no pé. Mas que foi uma falta de vergonha na cara, lá isso foi. O alívio e a euforia da goleada sobre o Bota e a manutenção da equipe na Série A, contribuíram para isso. E muito. Mas não precisavam dar tanto mole. Uma coisa é certa: se o time precisasse da vitória para não cair, ganharia. Fica a vergonha, o péssimo exemplo de profissionalismo. Percebi que jogadores menso experimentados, como o Bernard, por exemplo ficaram meio sem entender o que estava acontecendo. Fez-me lembrar a virada do Santos sobre aquele campeão Italiano (Milan ?), onde o técnico, ante a inexorável virada, se perguntava :"Che sucede ? Che sucede ? " ...e Pelé e companhia deitavam e rolavam...e os italianos, aturdidos, não entendiam nada...assim foi. Só que ao Atlético faltou um mínimo de vontade e vergonha para oferecer alguma resistência. Nenhuma torcida merece isso. Claro que não vou deixar de ser atleticano pelo episódio. Vou carregar para o túmulo essa vergonha da derrota, mas nunca de ser alvinegro em qualquer lugar e em qualquer situação. Esses que hoje aí estão, dirigentes e jogadores, são os únicos culpados. Mas eles não são o Atlético. Esse é um SER único, imortal, motivo de amor maior de  uma grande nação, o orgulho de ser ostentada em cada peito atleticano, com aquelas três letras imortais, CAM, com milhares de significados, lindos, bajuladores, pejorativos e tudo o mais, como o são sempre os que destacam, os que vivem no topo, os que são motivos de briga, de amor, de paixão, de ódio, de reconciliação, de viver ou morrer a cada partida disputada, de ressuscitar a cada jogo encerrado...De grita GALÔÔÔ a cada fogo de artifício estourado.
E dá-lhe Galo, carajo. Feliz Natal”.


domingo, 11 de dezembro de 2011

TSUNAMI DE VERGONHA NO FUTEBOL

Em que pese os bons ventos soprados pelos lados de Juiz de Fora (Tupi campeão da Série D), de Ipatinga (Tigre de volta à Série B) e de Varginha (ótima campanha do Boa Esporte, quase subindo à elite), o futebol mineiro por seus maiores representantes apequenou-se.
América voltou à Segundona; Cruzeiro se safou na última rodada e o Atlético esteve perto de despencar também. Campanhas indignas e que encheram todos os torcedores das Geraes de vergonha.
Daí sobreveio a decepção maior que gerou ilações perigosas em todo Brasil: na última partida, o clássico, Cruzeiro x Atlético, apenas com torcedores azuis na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, gerou dúvidas na goleada celeste por 6 a 1.
Em casa, na frente das tevês, a apaixonada torcida alvinegra, desabou levada num tsunami de dúvidas, especulações e mentiras: o Atlético vendeu o jogo!
Não direi que é um fato novo. Já passei por tais circunstâncias diversas vezes nos meus 50 anos de crônica esportiva.
Lembro-me de certa decisão do campeonato mineiro que os atleticanos acusaram seu goleiro Hélio de vender-se ao Cruzeiro. A carreira do rapaz só não acabou porque ao ser dispensado, Felício Brandi decidiu contratá-lo. Aí as fofocas aumentaram.
Em 1978, na Copa da Argentina, a seleção peruana teria entregue o jogo aos hermanos e foi goleada, tirando do Brasil a chance de disputar a final.
Até a intocável Seleção Brasileira caiu na boca azeda do povo derrotada na final de 2008 pela França.
Foi motivo até de uma imbecil CPI na Câmara Federal.
Futebol não é nada disso. Nasceu como lazer, cresceu como paixão e sobrevive por amor.
No entanto, entre suas fases romântica e profissional de agora, o futebol foi invadido por súcias marginais na eterna busca da fortuna fácil e roubada. Os clubes, as federações, as confederações e a própria Fifa são tungadas de maneira vergonhosa, sob os olhares complacentes das autoridades.
Nem a Receita Federal dos países se interessa na origem das fortunas em dólares e euros que rolam nas transações ilícitas, ilegais, subterrâneas. Não questiona e nem investiga a riqueza rápida dos dirigentes; espera que eles se escondam atrás da imunidade parlamentar e fecha os olhos.
Todavia, este mundo podre e de negociata mantém-se distante dos campos de futebol. Por simples razão: cada jogo envolve centena de profissionais e tentar “comprar” resultado deles ou de alguns é risco que nenhum cartola gosta de correr. Ainda que isso possa ajudar seu time a conseguir a vitória salvadora...
No entanto, as provocações e as manchetes que agora mantêm vivas tais especulações de imoralidade, suborno e corrupção são salutares. Provocam as autoridades e não deixam que o assunto seja varrido pra debaixo do tapete.
O presidente do Atlético, Alexandre Kalil, exige que o Ministério Público e a Polícia investiguem o episódio; descubram quem no time do Atlético se vendeu, caso sejam verdadeiras as acusações. Ao contrário, nada se provando, que os caluniadores sejam levados à Justiça e punidos.
Desta forma, creio que a tendência do assunto é extinguir por ser calcada em especulação maldosa, despejada na sociedade por mentes doentias, dominadas por paixões inescrupulosas.
Tais transmissores da maldade não se importam que existam famílias decentes de atletas sofrendo do outro lado. E até outras envergonhadas, apesar de vitoriosas, posto que se duvidou de sua capacidade de entrega, de comprometimento, na busca do placar salvador.
Vivo do futebol, como jornalista esportivo, colunista e comentarista. Renego a podridão que ameaça sua beleza, onde o especulativo e o ganho fácil abominam a técnica e a sua pureza. Quero distância!!!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

FIM DE TEMPORADA FIM DE ANO. FAÇAMOS AS PAZES

Estive durante meses esgrimindo com alguns de meus leitores, anônimos ou não. Fomos duros uns com os outros. Muitas vezes sem razão e desrespeitando a opinião alheia. Chegamos ao fim do ano e as luzes brilham em nome da paz eterna. Brigar por causa de futebol? Que desvio de cultura. Futebol é lazer, é feito para aproximação das pessoas, sejam elas diferentes de credo, cor e opinião. Agredir fisica e moralmente alguém que torce por time diferente, ou porque tem uma obrigação diária de opinar e a gente não concorda com as suas opiniões é o fim do mundo. Somos seres humanos, inteligentes, bem educado. Reproduzo mais uma leva de opiniões, dirigidas ao meu blog, e das quais não me foi possível falar na época.
Agora peço paz: que todos tenham um feliz natal, cheio de amor e alegria, saúde e que o ano que vem a gente volte a se encontrar aqui, com os espíritos mais desarmados. Abraços a todos. Considerem-se respondidos que acordo com as suas férteis imaginações. Flávio Anselmo


Anônimo disse...

Parece-me que a imprensa de mg está torcendo para o cruzeiro cair. A maioria só fala em desgraça do time azul. Será que os comentaristas viraram torcedores, ou melhor, tiraram a máscara?

29 de novembro de 2011 09:01

Violeiro estelar disse...

A imprensa atletica, isto inclui Flavio Anselmo, quer vingança por 2005.,, querem o cruzeiro na segundona para poder dizer que agora as equipes voltaram a ser iguais.. so esquecem que para o atletico chegar aos pes do cruzeiro precisa primeiro conseguir um misero titulo de copa do Brasil e pelo menos uma libertadores.... e para igualar o cruzeiro seria necessario ao atletico nascer de novo.. O cruzeiro é time grande atletico se tornou mediano, luta todo ano para nao cair esta é a realidade.

29 de novembro de 2011 09:07

FLAVIO ANSELMO disse...

Anônimo e Violeiro Estelar - pelos horários das mensagens são as mesmas pessoas - escondidas atrás do anonimato. Mão respondo a covardes. Eu mostro a cara, porque vcs não mostraram também? Façam como tenente Altamiro.

29 de novembro de 2011 12:00

Anônimo disse...

Ê Flávio, este violeiro tá pegando no seu pé direto hein, ê violinha irritante, vai zuar o capeta lá no inferno!!

29 de novembro de 2011 15:19

Violeiro estelar disse...

Cara eu sou eu... apenas o violeiro nao tenho varias caras... me chamo Thales mas gosto do nick violeiro estelar... eu nao me escondo de nada nem ninguem!! se te ofendi me desculpe falei alguma mentira?? acho que nao ne.. agora o anonimo ai em cima tem sindrome de vitima para eles a midia de minas e toda atleticana e querem ferrar o cruzeiro.. eu penso diferente a midia é a midia e os que sao alvinegros vao sim rir por dentro, rir de prazer em ver o time cair... so isto.. este papo de campanha contra é papo de nego complexado.. pelos meus posts vc deveria ja me conhecer Flavio.. ja disse nao quer brigas com voce.. curto seu trabalho mas eu falo o que penso.

Abraços do sempre VIOLEIRO ESTELAR NUNCA ANOMIMO!!!!

A o horario de sempre que eu entro, veja os outros posts... e quando chego ao trabalho checo a net por 15 minutos depois maos a obra.

29 de novembro de 2011 15:59

Anônimo disse...

Às vezes, quando a verdade vem à tona, desequilibram os amantes do futebol. Desculpe-me pelas verdades ou inverdades, Flávio. Mas, que a mídia quer derrubar o cruzeiro, isso é real. Como não sou covarde, nem serei, meu nome é Wéverton e sou professor. Isso mesmo, meu caro, professor de português. Perdoe-me pelas árduas palavras.

29 de novembro de 2011 19:03

Reginaldo Bessas disse...

Pessoal tá vendo assombrassão em tudo! Agora é a mídia atleticana??? Os erros que o Cruzeiro, da adm. Zezé Perrela cometeu não tem como serem escondidos, ou o Cruzeiro tem um timaço e tá jogando o fino da bola? Tem chance de ganhar domingo? Tem,afinal torcida única e é um clássico! Tudo pode acontecer,agora que o time corre risco de rebaixamento, isso corre, é inégável.

30 de novembro de 2011 08:23

TRINCHEIRA DO TORCEDOR LÚCIDO E EDUCADO


Reproduzo algumas das dezenas de mensagens que me chegaram por tuíter e email ainda relativas as repercussões da goleada azul (6 a l) sobre o Galo, as declarações bombásticas do presidente Kalil, etc, etc. Várias delas foram deletadas. Eu as li e como baixavam o nível com palavras chulas, contra mim e outras pessoas, eu decidi não publicá-las. Essa Trincheira é democrática, todavia não é uma lixeira das descargas de pessoas mal educadas, grosseiras, anti-sociais. Usam o futebol pra dar vazão às suas frustrações pessoais.

DEPUTADO ANDRÉ QUINTÃO

Faço registro e agradecimento especial ao deputado André Quintão, uma das gratas revelações da política mineira, pelas carinhosas palavras que me mandou por intermédio de meu filho Flávio Jr, hoje dedicando-se com exclusividade à Rádio Assembléia, onde chegou como terceiro colocado num concurso público. Obrigado, deputado.

ADÃO RODRIGUES – ( artista plástico) - BH

Me desculpe esse comentário tão longo, amigo Flávio!
Torcedores de o Cruzeiro dizerem que houve dinheiro rolando no resultado do clássico é até admissível.
Tá errado, mas, é coisa de torcedor cego de razão. Zuação ignorante sem propósito sério de acusação.
Porque quem se vende na decisão de um clássico como este, de rivalidade reconhecida no país inteiro,
vai ser sempre aquele que prostituiu, não é verdade? Que aceitou ser corrompido. Uma coisa horrorosa!!
O presidente Kalil esta certo. Isso é cadeia!!
Agora, os próprios torcedores de o Atlético admitirem isso; eu confesso que não entendo mais nada.
Estou reconhecendo poucos atleticanos mesmo de fato nesta parada.
Apaixonados pelo Clube Atletico Mineiro como dizem, verdadeiramente engajados na causa atleticana,
Não estou vendo nem um depois deste jogo de domingo.
Quem é atleticano mesmo e eu tenho grandes amigos, verdadeiros atleticanos,
não podem dizer isso jamais…
Pelo contrário, eles tem que combater essa acusação até a morte.
Na semana anterior a do clássico, a cidade estava toda alvinegra, e agora?
Admitamos amigo torcedor, o time do Atlético amarelou, tremeu, abriu as pernas,
diante do Bombardeio Azul na Arena do Jacaré, sô!
Se não foi isso, então foi aquela feijoada regada a vinho sangue de boi no sábado?
PS. Sou Cruzeirense sim, mas, acima de tudo sou um Torcedor do Futebol Mineiro. Sei que isso raríssimo, muitos não acreditam mesmo.
Torci muito para o Galo sair da zona de degola, torci adoidado para o Coelho não cair e passei noites em claro pra Raposa não desabar à Segundona…
Pode acreditar, quem me conhece mais de perto sabe que estou falando a verdade!

JOÃO BATISTA - BH

É isso Flávio. O Cruzeiro tinha que fazer uma partida impecável ontem, ou seja jogar tudo em 90 minutos contra o Rival. Era vida ou morte.
Agora o Galo poderia ter jogado um pouco mais, pois o time não conseguiu fazer nada em campo. Não creio apenas na eficiência do Cruzeiro,
Pois esse time Celeste não vinha ganhando de ninguém, jamais aplicar uma goleada implacável no atlético.
Afinal, pelo menos deu uma alegria, um presente de natal a sua torcida. Mas não dá para acreditar que esse time continue para o ano que vem,
Precisa de mudanças na diretoria e elenco, Mancini merece crédito no comando, até os próximos fracassos.

EDSON NUNES – (Lar dos Meninos) BH

Olá, caro amigo Flávio:
Apesar do tempo que nos falta, em virtude do nosso trabalho, continuo acompanhando e admirando seu trabalho, sempre
com muito profissionalismo e com isenção absoluta.
Gostaria de deixar aqui o meu pitaco: Estão falando muito - pessoas irresponsáveis - que o Cruzeiro comprou o jogo que ganhou, legitimamente,
por 6 X 1 do Atlético - Clube que merece o maior respeito de todos os torcedores responsáveis. Além de ser uma babaquice, sem tamanho, pensar que Atlético ou Cruzeiro poderiam vender um jogo, além de ferir a dignidade de jogadores e dirigentes, estão abafando os méritos dos jogadores do Cruzeiro que foram jogadores e homens bravos que sabiam que teriam que jogar muita bola para salvar o time da degola e salvar também suas próprias honras. O time do Atlético não jogou bem, todo mundo viu isso. Só não podem deixar de ver é que uma das causas do Atlético não ter jogado bem, foi porque o Cruzeiro não deixou. Os celestes sabiam que era matar ou morrer - e matou. O resto é papo e quem não merece nenhum crédito.
Não sou fã do jeito de expressar do presidente do Atlético, mas admiro como ele defende os interesses do seu clube, sempre dando a "cara a tapas" e ele e nem o Zezé merecem essa baboseiras que estão fazendo a maioria de desinformados acreditar.
Será que essa turma de irresponsáveis que se dizem defensores ou torcedores mineiros, - não são todos, somente aqueles que se manifestam de maneira leviana - não percebem que assim só desvalorizam o nosso futebol? E o que pensar dos profissionais que utilizam do orgulho ferido de
muitos torcedores fanáticos, somente para permanecerem em evidencia, enquanto o futebol profissional está em "recesso"? não serão capazes de serem criativos com responsabilidade?
Por fim, manifesto minha solidariedade ao Kalil, ao Zezé, aos jogadores profissionais, e à imprensa responsável.

PAULO HAMACEK – BH

Pois é Flavio, o sujeito de cabeça quente, prepotente, mandão e, quase sem exceção, todos querem reproduzir suas bravatas, diz (na entrevista ) e foi textualmente reproduzida sua frase " DÁ A IMPRESSÃO , E ATÉ EU ACHO , QUE HOUVE UM ACERTO PARA ENTREGAR O JOGO PARA O CRUZEIRO " tá esperando o que de não propagação , especulação , aproveitamento ,etc ? Esse papo todo de Ministério Público, que os jogadores não fizeram ,etc , é cortina de fumaça para esconder as frases proferidas , supostamente , de cabeça quente “.

JARBAS SOARES JUNIOR – Ministério Público - BH

Muito adequadas as observações, como sempre.

WENDERSON ROSA BATISTA – advogado - Sete Lagoas

Vamos parar de lero-lero e vamos ser sinceros? O GALO vendeu a partida, como se explica uma queda de rendimento e uma apatia tão gritante? Caras como: Réver, Pierre, Bernard não demonstraram nem 5% do que sabem e jogam. Não é papo de perdedor, mas quem conhece minimamente os bastidores do futebol, sabe do que os torcedores mais atentos estão dizendo...
Abraços e a partir de ontem, deixei de acreditar definitivamente no meu país, nas instituições e principalmente, na idoneidade de quem dirige meu time, o GLORIOSO, mas estuprado, CLUBE ATLÉTICO MINEIRO!!!







quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

KALIL EXIGE..ll

DESABAFO SEM PROVAS típico foi aquele dos atleticanos Guilherme Dantes e de sua amiga Natália Mambrini. Colocaram uma faixa em frente à sede do Atlético, em Lourdes, levantando suspeitas sobre uma possível venda a partida na goleada. Para a imprensa, declarou:


"É mais um desabafo mesmo. Não tem nada que eu possa provar. Minha indignação maior é com os jogadores mesmo. O que eu vi no domingo não dá para entender o que aconteceu. Eu vi aquela atitude dos jogadores no clássico. Aquilo foi um desrespeito com a torcida atleticana. O sentimento é de indignação...”

Sobre Alexandre Kalil, falou: "Se ele fez parte disso, ele tem duas caras. Mas não deixo de reconhecer o que ele fez pelo Galo. Mas é tudo muito estranho, essa ligação com o Ricardo Guimarães com o Atlético".

Com o devido respeito à dor e a indignação do torcedor e da torcedora, mas atirar para todos os lados, sem material de prova, e achar estranha uma relação entre o presidente e o ex-presidente do clube, são irresponsabilidades de todo tamanho.

A SUSPENSÃO DO PAGAMENTO do bicho considero uma bobagem, em que pese Kalil ter dito também que pagará “se a torcida clamar”,o que considero improvável, ou se os jogadores pedirem. Ou seja, existe uma brecha entre cancelar e suspender.

Na entrevista de segunda-feira à rádio Itatiaia, falou na possibilidade de pagar o combinado, ainda que tenha sido irônico sobre essa chance. Bem no estilo Kalil:

“O bicho foi dado, só que não foi dada a data. Pode ser numa hora que a torcida faça um clamor para pagar o bicho, que eles mereçam, ou pode ser em 2052”.

E continuou: “Aqui, não vai todo mundo de bolso cheio para as férias, rindo com a mulher, com a namorada, com a amante. Acabou. Bateu na nossa cara, no nosso coração, vai ter preço mensurável. O paizinho acabou, serão três anos de padrasto”.

O DESAFIO QUE LANÇOU ao Ministério Público foi o ponto alto da atual posição do presidente Kalil. Para ele “o Ministério Público, em vez de ficar proibindo tambor e bandeira, que tome atitude, que investigue a venda do jogo, que vá fundo, que quebre sigilo telefônico de presidente de clube, de presidente de banco, de jogador, de treinador, do diabo a quatro, e descubra o que aconteceu. O Atlético está aberto”.

Disse, ainda, “se o Ministério Público confirmar qualquer tipo de venda de resultado, a punição é uma só: “Quem fez isso tem de ira para a cadeia, tem que mudar para outro planeta, porque, onde ele estiver o atleticano vai querer pegar ele.”

O dirigente vem ressaltando desde o final do jogo que não aceita ser responsabilizado pelo vexame da equipe em campo: “Honestamente, eu estou há três anos aqui assumindo tudo. Assumo qualquer derrota. Essa goleada, infelizmente, o presidente não vai pôr nas costas.”

Penso que a atitude do presidente ao convocar o Ministério Público serve pra colocar água na fervura das ilações perigosas. Porém, é gastar dinheiro do contribuinte que não tem nada com a história. Trata-se de um conto de bruxas a ser investigado. De um lado, a constatação de interesses políticos da oposição em manter o assunto na mídia; do outro, a posição de defesa da situação. O Galo não merece isso.

K ALIL EXIGE DO MP INVESTIGAÇÃO SOBRE DENÚNCIAS DE ENTREGA-I

Estive com o presidente Alexandre Kalil dentro do limite de tempo que o protocolo da ocasião pedia. Não costumo confundir as situações. Estava ali na Igreja de São Sebastião, no Barro Preto, em atendimento ao convite que só se manda aos amigos, para o culto ecumênico da formatura do jovem Felipe Naves Kalil, na turma de medicina da Faculdade de Ciências Médicas. Não era ocasião própria pra se falar de futebol. Eu não estava ali como comentarista ou entrevistador, ou repórter atrás de fatos novos de um assunto requentado pela oposição às vésperas de eleição. Fui cumprimentar o amigo pelo sucesso de seu filho de 21 anos. Em cinco minutos tomava rumo do estacionamento onde se encontrava meu fusquinha 66.
No carro, calcei as galochas, botei o guarda-chuva aberto entre mim e a janela do motorista, pra me esconder da chuva miúda, que molha bobo e inunda meu pobre veículo por dentro. Ah, passei um dos guardanapos de papel que trago no porta-luvas para essas ocasiões. Desembaciei meu parabrisa e segui caminho de casa.
Na cabeça, o aviso de Kalil: “Eu vou lá”. Na dúvida, perguntei: “Lá aonde?” Kalil esclareceu: “No programa Jogada de Classe”.
Aí sim, vou querer esclarecer minhas dúvidas e passar a limpo as denúncias feitas.
Já escrevi aqui diversas vezes que não faço jornalismo investigativo. Problema do Ministério Público e das Polícias. Assim, não gosto de denúncias vazias, sem provas, “aquelas do dizem por aí que o fulano rouba...” Não me meto nessas e por isso nunca tive problemas com a Justiça. Ao contrário, alguém falou mal de mim e do meu filho, no extinto Diário da Tarde, aquele lixo dos Diários Associados, e cobramos na Justiça. Ganhamos a indenização. E o Carlos Cruz, atual presidente da AMCE, à época editor de esportes do jornal escreveu no dia seguinte, em sua coluna, um texto condenando nossa atitude. Pensei em outra ação, contra ele e o jornal. Aí Zenóbio, diretor geral, meu ex-colega de TV Itacolomi e Rádio Guarani, ligou pedindo desculpas. Aceitei.
O caminho mais correto de Alexandre Kalil é esse mesmo. Convocar o Ministério Público e a Polícia Federal e exigir uma investigação profunda. Depois, cadeia pra quem aceitou suborno. Se nada ficar provado, ação criminal contra quem andou pelas redes sociais caluniando atletas e dirigentes por absurdas e inconseqüentes paixões clubísticas.
Em primeiro lugar peça às autoridades pra convocar os nomes da oposição que têm jogado baixo e com acusações também sem base. O fato de tratar-se de eleições presidenciais de um clube de futebol não lhes dá imunidade pra distribuir panfletas, releases nos facebooks, tuiteres, e outros bichos, agredindo a honra de pessoas conhecidas. O assunto é amplo, continuo amanhã analisando cada resposta do presidente e as denúncias.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

POR ESSA NINGUÉM ESPERAVA. NEM OS DEUSES.

Se os deuses do futebol pretenderam dar uma mãozinha ao Cruzeiro pra evitar seu rebaixamento, exageram na dose. Nem Cruzeiro, nem Atlético mereciam o resultado do clássico.Não mereciam pelo que fizeram no pré-jogo. Cruzeiro quase caindo, e o Galo salvo uma partida antes.

No entanto, durante o confronto apenas os azuis jogaram e os adversários ficaram submissos, abobalhados. Levaram gigantesco tombo do favoritismo implantado, da autoconfiança inexplicável, como se o simples fato de estarem em campo jogariam o rival pra segunda divisão.

As justificativas do lado alvinegro podem vir de várias especulações. Mas não existe nenhum maior que descompromisso depois da goleada sobre o Botafogo (4 a 0) que garantiu o Atlético na elite.

Daí pra frente o time desmobilizou-se e acalmou diante da euforia da crônica atleticana . O rival, mobilizado e assustado, buscou as últimas forças numa reunião de baixo de chuva em Atibaia.

Foi para o jogo cheio de energia e comprometimento com a vitória.

A arrogância de um (Galo) contra a humildade do outro (Cruzeiro) foi castigada pelos deuses do futebol.

Surpreso, acreditando no resultado apenas depois do apito final do juiz, pude apurar o estrago que o Cruzeiro fez na vida do Atlético: o placar de 6 a l, buscado o tempo inteiro da partida – um gol anotado aos 9m do primeiro tempo e o último aos 45m do segundo.

Hoje a vida atleticana virou de ponta à cabeça. Por isso, disse que o Atlético não mereceu tamanha vergonha, e o Cruzeiro não merecia comemorar como conquista do título o fato de golear o arquirrival e fugir da zona do rebaixamento.

Ambos fizeram feio no Brasileirão. A goleada cruzeirense escondeu fatos que precisam ser apurados; que não tire a nova diretoria do clube do compromisso de mudar o futebol e não repetir os vexames de 2011.

A atuação espetacular de Roger é pra ser celebrada agora como se ter um craque experiente no time pode servir de alento a qualquer instante. Se é um falastrão e amigo do ZZ, até chamado de Senadorzinho, não importa. Fez em 90m o que vários não fizeram a competição inteira.

O jogo foi tão cruzeirense que nem nos permitiu testar o retorno que o jovem Gabriel daria em tremenda fogueira de substituir Fábio. A saída de Paraná permitiu uma invenção mais sadia, a presença de Léo pelo lado direito, com raça e juventude, anulando por completo Bernard.

Fabrício voltou aos bons tempos – será por se despedir da Toca da Raposa? - , mas Leandro Guerreiro foi imbatível.

A seriedade da zaga formada por Victorino, Naldo e Diego Renan surpreendeu positivamente. Quem afirma que Diego Renan não sabe marcar, ficou de queixo caído. Ele foi excelente zagueiro. Charles lhe deu o apoio esperado

Falar mais o que de Roger? Fez gol, ele deu passes perfeitos, carrinhos e abusou da técnica individual O gol mais bonito aquele de cabeça do WP9 teve a marca do craque: Roger achou um corredor pelo lado esquerdo e foi levando. Por fim, o passe em alto estilo, que cabeça-de-bagre não consegue fazer.

O herói do clássico, que Montillo, nas cabines, aplaudiu muito.

Bom, tudo deu tão certo, foi tão abençoado, que até os atacantes estiveram no jogo. Não só porque marcaram, mas e, principalmente, porque infernizaram a defesa do Galo.

Depois vou falar sobre a repercussão da vitória do Cruzeiro e da derrota do Atlético.

Acompanho tudo aqui de longe, em Caratinga.

Vim participar da formatura de minha netinha mais nova, Sophia, numa festa encantadora que só avós, pais e tias conseguem entender e emocionar-se.

No dia seguinte, logo após acompanhar pela tevê a goleada do Cruzeiro, ainda abismado ver o festival de dança de minha filha Juliana, na Universidade de Caratinga. Fantástico. Coisa de produção global, com o parco recurso financeiro da iniciativa. Todos ou quase todos os alunos e ex-alunos de Juliana na sua academia Aplauso. Ela é diretora geral do espetáculo, coreógrafa e a principal bailarina. Emocionante, muito mais que o clássico. Descobri neste domingo e que eu já sabia: minha filha Juliana é, além de tudo, uma grande artista. Um gênio. Filha maravilhosa eu já sabia.

Passo pela repercussão do clássico. Querem jogar o peso da derrota nas costas do Alexandre Kalil. Com qual direito? Ah, ele teria prometido bicho de um milhão pela fuga do rebaixamento e agora fala que não vai pagar?

Esteve errado num ponto: prometer bicho contra o rebaixamento. Isso tinha que ser obrigação dos atletas bem pagos e em dia.

Ficou frustrado com a goleada? Ele é o maior torcedor do time. Perguntem para o torcedor se ele deve pagar o tal bicho?

Só parte da imprensa cobra dele tal atitude. Como presidente, pode agir assim. Os descontentes pulem fora, ou metam a mão no bolso e paguem o vexatório “bicho”.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

FALTA ESTE TÍTULO NA GALERIA DA TOCA

O resignado cruzeirense CDP me ligou, sorridente. Estranhei.

“O Flávio, estive com meu psiquiatra hoje, por sinal cruzeirense mais fanático do que eu – afinal não aceito ninguém de minha relação que não seja torcedor do Cruzeiro; sou radical – e ele me convenceu a abandonar as doses de Rivotril, ou qualquer outro calmante. Me disse pra eu exercitar o seguinte pensamento: dane-se se o nosso glorioso estrelado for rebaixado. Quem deverá sofrer mais é o Zezé que colocou o clube nessa situação. Você concorda?
-Cada qual pensa à sua maneira – respondi.
“Tem mais, você ficará impressionado com a imaginação do meu médico. Definitivamente, um gênio! Justiçou-se desta maneira: o Cruzeiro tem um bicampeonato na Libertadores? O Galo tem?
-Não tem não. O Atlético foi campeão da Conmebol, que corresponde à Sul-Americana.
“O time deles já ganhou a Copa do Brasil?”
-Não.
“Pois é, nós somos tetra campeões – 93 (diante do Grêmio) 96 (Palmeiras) 2000 (São Paulo) 2003 (Flamengo). Quantas o Galo venceu?”
“Nenhuma”.
“Já em matéria de Brasileiros, eles estão na frente da gente. Campeões em 71 e da Segundona, não sei quando”. Nós só temos o Brasileiro de 2003.
-É vero- respondi pra ver até onde meu amigo chegaria.
“Foi então que ZZ Perrela, vaidoso e arrogante, ao ver o time disparar este ano no primeiro turno, resolveu desmanchá-lo negociando vários jogadores. Chamou Joel Santana e como a botar o Cruzeiro pra reagir, mandou Dimas Fonseca dispensá-lo”.
- Até aí tudo certo, amigão.
“Tenho quase certeza de que ZZ reuniu-se com seus assessores, puxas sacos, jogadores mais chegados, e disparou: “gente outro título Brasileiro não quero. Quero ganhar título que não temos e os rivais têm. Quero ser campeão da Segunda Divisão. E invicto! Tratem, portanto, de rebaixar este time...”
-Tolice, cara. Nenhum dirigente faria isso. Além do que o Cruzeiro nem caiu, ainda. Se vencer o Galo neste domingo, acabou. Se empatar, porém Atlético-PR e Ceará empatarem, também, acabou.
Sabem daqueles caras que juravam conhecer um acerto entre os franceses e brasileiros, na Copa de 98, para a Seleção entregar o jogo final? Meu amigo é um desses.
Não se convenceu das opções que mostrei. E contra-atacou:
“Quem me garante que o ZZ não mandou, na realidade, mala preta para o Ceará derrotar o Bahia?”
Bati o telefone na cara dele e fui cuidar da minha vida. Tinha coisas mais importantes pra cuidar...
NA QUALIDADE DE um dos líderes do grupo alvinegro, preservado e respeitado no meio da torcida, Réver fez um apelo aberto à diretoria do Galo e, especialmente, ao presidente Alexandre Kalil: planejar junto de Cuca um elenco para a temporada 2012 toda, o que facilitaria a montagem de uma equipe na briga pelo título.
Réver entende que o maior problema que os treinadores enfrentaram nesse ano foi o entra-e-sai de atletas.
“Esse rodízio de jogadores é prejudicial. Espero que a diretoria esteja atenta para não cair nesse erro. Dois anos consecutivos passando por isso não é fácil”.
Em 2011, os dirigentes do Atlético anunciaram 22 contratações. Até o mês de setembro, o elenco ganhou novos atletas em todos os meses. Já a saída de jogadores, nesse mesmo período, só não ocorreu em maio .No Campeonato Brasileiro, o Galo, mais uma vez, lutou contra o rebaixamento. A equipe só reagiu com a chegada do técnico Cuca, que definiu um time base.
Conforme estudos e estatísticas apresentados pelo Superesportes, o Galo em 2011 teve a seguinte movimentação em seu elenco:
Contratações
Dezembro 2010: Patric, Toró, Richarlyson, Magno Alves, Wesley, Jóbson
Janeiro: Leonardo Silva, Giovanni, Mancini, Lee
Fevereiro: Luiz Eduardo
Março: Guilherme Santos, Guilherme
Abril: Dudu Cearense, Marquinhos Cambalhota
Maio: Gilberto
Junho: Caio
Julho: André
Agosto: Pierre, Triguinho
Setembro: Didira, Carlos César
Saídas
Dezembro 2010: Fabiano, Aranha, Fernandinho, Ale, Jataí
Janeiro: Cáceres, Obina, Edison Mendez, Jairo Campos
Fevereiro: Nikão
Março: Diego Souza, Diego Tardelli, Diego Macedo, Jóbson
Abril: Ricardinho, Zé Luís
Junho: Rafael Cruz
Julho: Jheimy
Agosto: Patric, Toró, Giovanni Augusto, Wendel, Guilherme Santos, Ricardo Bueno
Setembro: Caio
Embaixador do Futebol Brasileiro Para a Copa de 2014, Pelé recebeu com alegria e elogios a nomeação de Ronaldo Fenômeno como Supervisor do Comitê da Copa, convidado por Ricardo Teixeira. Talvez a primeira indicação de André Sanches, presidente do Corinthians e a partir de janeiro/12 diretor de Seleções da CBF. Afirmou que os problemas passados devem ser esquecidos em nome do sucesso do Mundial. E que Ronaldo será importante, também, na aproximação do Governo Dilma com a CBF, por causa das brigas políticas entre Ricardo e Blatter pela sucessão na Fifa.

Sobre o Campeonato Mundial Inter Clubes, a partir de 8 de dezembro, Pelé disse que é “admirador do futebol do Barcelona, que conta com Lionel Messi e a base da seleção espanhola campeã da Copa do Mundo de 2010.
Concorda que a equipe catalã já mereça um lugar entre os grandes times da história, mas ainda vê o elenco de Guardiola muito longe do Santos que ele, Pelé, defendeu no fim dos anos 50 e da década de 60.
"Não tem comparação. O Barcelona está aparecendo agora, o Santos se manteve por 15 anos. Claro que o Santos foi muito melhor".
Vi e tenho visto ambos jogarem. Pelé tem razão. O Santos era melhor, inclusive individualmente. Até porque o Rei valia por 30 Lionel Messi e uns 10 Maradonas.
Pelé se disse “ansioso pelo possível duelo entre Neymar e Messi caso Santos e Barcelona se classifiquem para a final do Mundial de Clubes, em dezembro”
Pelé voltou a afirmar que considera o brasileiro um dos grandes craques da atualidade, apesar de ter apenas 19 anos. Para a premiação da Fifa de Melhor Jogador da temporada, porém, o ex-atleta vê o argentino como favorito, por jogar na Europa e ter mais experiência. "O Neymar apareceu só há dois anos e na Europa já conhecem o Messi há muito tempo".



quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

PAULO AFONSO - CHARGE PRÉ CLÁSSICO

MULHERES, SEJAM BEM VINDAS TAMBÉM AO FUTEBOL

A Arena do Jacaré já tem lotação completa no clássico desde quarta-feira. Os mais entusiasmados dirão: “que beleza, a China Azul quebrou de novo o recorde de público na Arena de Sete Lagoas.” Tal entusiasmo eu teria no Mineirão. Colorido pelas torcidas dos dois times, mesmo após a vergonhosa campanha que ambos fizeram no Brasileirão. No entanto, uma sensação de alívio me chega como o minuano gaúcho bem de leve, ao ver as arquibancadas – tanto nos jogos do Galo, como da Raposa – solidárias mulheres, de todos os padrões sociais, torcendo junto dos seus maridos e filhos.
Outras jovens, belas e reluzentes, sozinhas ou acompanhadas, trazendo-nos a esperança de que nem tudo está perdido.
Houve certa época que as mulheres fugiram dos estádios, aqui e em todo País. Apenas as mais fanáticas, heranças da família, arriscavam ir às arquibancadas, sufocadas e/ou protegidas por seus parrudos parceiros nas torcidas organizadas. Parceiras em todas as obras e de convivência com as violências predominantes. As mocinhas assustadas freqüentavam as cadeiras especiais.
Novos tempos, novas medidas, estatutos especiais, cadeiras no lugar das arquibancadas, e as mulheres voltaram ao convívio das massas. Ali é o melhor lugar de ver o jogo e torcer por seu time prefiro. As emoções fortes vêm no calor dos gritos, dos esbarrões sem propósito e dos suores que democratizam o futebol.
A Arena do Jacaré, tão criticada, permitiu convívio maior das mulheres com o futebol. Aposto, entretanto, que o governador Tonico Anast-azia nem sonhou com tal possibilidade. Entre os inúmeros erros que cometeu contra o futebol mineiro este ano, acertou, sem querer, neste detalhes.
No meu livro “Marias Chuteiras”, eu presto diversas homenagens às mulheres discriminadas com o apodo de “marias chuteiras”. Por quê? Não existiriam antes, “as marias gasolina”, ou as “marias do radinho”, cada qual atrás do que lhes apetecia no momento, a fugir das duras e cínicas regras da sociedade de então?
Agora, por exemplo, eu me revolto contra a imprensa machista que quase inocenta Mancini e Paraíba, ex-São Paulo e agora no Sport do Recife, indiciados por crime de estupro.
Em favor da atitude dos agressores, a imprensa machista informa que “moças de bem não freqüentam tais festas”. Conferiram a lista de presentes. Outro absurdo: eram moças de programa; foram para a festa atrás de sexo. Mas sexo forçado? O estupro é considerado quando uma das partes não admite, ou não quer, fazer sexo e se submete à força à vontade do outro. Seja homem, ou mulher.
Cabe aos machões que freqüentam tais festas saber controlar-se e respeitar a vontade alheia. Aqui a lei é condescendente. Se o acusado tem dinheiro, retaguarda, escapa das punições, nem tão fortes assim. Façam uma besteira dessa nos Estados Unidos, que se metem a exemplo de democracia para fundo, atacam os pequenos, são arrogantes, porém fazem cumprir suas leis. Duras leis, por final.
Nas manchetes dos programas, a discriminação está presente: “fulano é preso em balada regada a bebidas e mulheres”. Peraí, qualquer festa tem bebida, mulheres/homens, música e, às escondidas, o pó branco.
Por que não dar manchete de outra forma: “moça estuprada em festa regada a bebidas e homens”?
Ao ver mulheres frequentando arquibancadas, analisando futebol, entrevistando, apresentando programas esportivos – ainda que as remunerações sejam aquém às dos homens – penso comigo: realmente existe algo no ar. Efeito Dilma? Talvez. Patrícia Amorim presidente do Flamengo. Nem tanto, no passado outras ocuparam os mesmos cargos.
Mulher nas arquibancadas é um passo gigantesco pra educar o animalesco mundo das torcidas organizadas, que, graças a Deus, me parece escasseia ou se educa.
Mais do que os textos das leis que as autoridades fingem aplicar, esse pessoal macho das torcidas precisa mesmo é de mulher. Fina, educada, cheirosa e fanática. Que nem saiba o nome do goleiro de seu time do coração.
Boca suja de Luxemburgo no caso RG10. Após escrever sobre civilidade no futebol graças a maior presença do sexo feminino nos estádios e da esperança que dirigentes como Patrícia Amorim, presidente do Flamengo, trazem pra gente, descubro aqui nos meus alfarrábios, uma matéria que copiei do site Globo.com e colei nos meus documentos pra comentar qualquer dia.
Numa de suas entrevistas coletivas, no Ninho do Urubu, a intimidade de Ronaldinho Gaúcho foi um dos temas de Vanderlei Luxemburgo. Por causa daquele vídeo que ficou poucas horas no ar no youtube, colocado por um usuário chamado de “radiologia9”. Nele, um homem de boina, identificado pelo responsável como sendo RG-10 aparece em cenas muito íntimas. O youtube tem como política remover vídeos que contenham cenas consideradas impróprias.
No entanto, Luxemburgo banalizou o episódio, com bom humor e palavras rasteiras. Para os jornais onde esta Trincheira é publicada, recomendo o corte dos termos rasteiros de Luxemburgo. Para os leitores que a recebem ou a leem no meu blog, vou manter o linguajar. Perguntado se viu o vídeo, Luxemburgo respondeu:
- Eu sou manja rola? Vou ficar manjando rola, vigiando jogador? O problema é problema particular de cada um. Cada um tem a sua maneira de ser. Não sou manja rola de ficar sabendo se ele está no quarto do hotel tocando punheta (risos). Tem que sair da frente que essa porra espirra. - disse Vanderlei Luxemburgo.
No fim da coletiva, Luxemburgo ainda perguntou aos jornalistas presentes quem tinha visto o vídeo publicado na internet.
- Me deixa eu fazer uma pergunta pra vocês? Quem viu o vídeo do Ronaldinho? Qual o tamanho?
Questionada se o suposto vídeo indiscreto de Ronaldinho Gaúcho era prejudicial à imagem do Flamengo, a presidente Patrícia Amorim disse, via a assessoria de imprensa, que não vai se pronunciar sobre o assunto antes de o próprio Ronaldinho Gaúcho comentar o caso.
Viram como mulher é sagaz e o homem, bobo da corte.