terça-feira, 31 de janeiro de 2012

GILVAN FALA O QUE NÃO DEVE E LÊ O QUE NÃO QUER. CRISE ABERTA NA TOCA POR FALTA DE TATO DA DIRETORIA

Outro dia, em declaração pública durante entrevista coletiva na Toca da Raposa, o inexperiente e mal assessorado Presidente do Cruzeiro, Gilvan Tavares, rechaçou uma possível cobrança dos atletas – de um direito deles, diga-se de passagem – dos salários atrasados. Usou uma expressão irônica, imprópria de um dirigente: “Essa miséria que os jogadores ganham, se atrasar três dias, faz muita falta”.
Demorou um pouco, porém os atletas deram a resposta. Com certeza esperando que o pagamento prometido para o dia seguinte fosse feito e como não aconteceu entregaram uma carta à Imprensa rebatendo a ironia presidencial. Confira na íntegra:

“Estamos indignados com a declaração irônica do presidente (Gilvan de Pinho Tavares) sobre o atraso de salários.
Fomos completamente surpreendidos com a matéria publicada na página do Cruzeiro no globoesporte.com, principalmente porque até o presente momento nenhum atleta do elenco comentou sobre esse assunto publicamente, nem tampouco deixou de realizar os trabalhos propostos pela equipe técnica nesta pré-temporada, muito pelo contrário!
Estamos há mais de 15 dias concentrados realizando todas as nossas obrigações, focados em nosso objetivo para 2012 e entendemos a complicada situação que o Clube se encontra.
Sendo muito ou pouco, o salário é um direito de todo o trabalhador. Gostaríamos de deixar claro que independente da nossa insatisfação perante tal declaração, continuaremos cumprindo com nossas obrigações - com ou sem quitação de salário na data prometida. Ass: Atletas”

A liderança do movimento esteve com o capitão Fábio. Apesar de justa, não teve resposta dos dirigentes porque todos se esconderam. Com certeza, Gilvan deve lamentar profundamente não ter seguido o plano original de despachar Dimas Fonseca e chamar Alvimar de Oliveira Costa para a vaga de diretor de futebol. Aceitou calmamente a imposição de ZZ Senador, que queria mesmo Dimas na presidência. E aí Alvimar não aceitou e nem deixou. Os Perrelas andam trocando chumbos.

Não me iludo com estrelas cadentes. Prefiro jovens em busca do futuro

O professor Kleber Cavalcante, graduado em Física, da equipe Brasil Escola, ensina o seguinte: “Quem nunca fez um pedido ao ver uma “estrela cadente”? É muito comum vermos, em noites estreladas, as chamadas “estrelas cadentes”, assim como é comum lembrarmos, que ao vermos estes corpos cruzando os céus, temos que fazer um pedido”.
“Mas, o que são estrelas cadentes?”
“Estrelas cadentes não passam de um fenômeno luminoso que acontece na atmosfera terrestre ocasionada pelo atrito entre corpos sólidos vindos do espaço, os chamados meteoritos.
Os meteoritos são pedras espaciais entram na atmosfera a uma velocidade de 250 000 km/h e se incandescem devido ao atrito. Isso ocorre a uma altura de aproximadamente 50km, da superfície da Terra, e dura apenas alguns segundos. Alguns desses corpos se desintegram e ionizar o ar dando origem a um rastro luminoso”.
“Outros, porém, atingem a superfície, algumas vezes causando estragos em casas e automóveis, esses são chamados de meteoritos, e são de grande importância astronômica.
Em uma noite escura e sem nuvens, podemos observar, cerca de dez estrelas cadentes no intervalo de uma hora, algumas com um estrondo parecido ao de um trovão bem distante”.
“Então se lembre, ao fazer um pedido para uma estrela cadente você estará fazendo um pedido para uma pedra vinda do espaço que fatalmente se desintegrará”.

Que belo exemplo. Façam a analogia com as “estrelas cadentes” do futebol e apurem como estas também fazem estragos terríveis quando se transformam em “meteoritos”. E não são poucos, certo? Alguns permanecem – ainda na comparação da Trincheira – mesmo “estrelas cadentes” aqui na terra. Brilham de dia, de noite. Elas enchem de paixão o coração dos torcedores.
É...estas, todavia, são em pequeno número. Os meteoritos têm sido em número bem maior e assombrando mais esses mortais, apaixonados pelo futebol.
Daí, enquanto guardo minha boca pra comer minha farinha, matuto sobre as besteiras que os treinadores fazem deslumbrados com as “estrelas cadentes, ou decadentes?” em detrimento aos meninos da base, apressados atrás de um futuro que os torne “estrelas” por longo tempo antes que a fase de meteorito os abrace.

OUTRO QUE SE VAI E NÃO VOLTARÁ JAMAIS

Vagner Mancini afirmou que Thiaguinho não teria espaço no Cruzeiro sem vê-lo ao menos treinar. Aí como apoio do pessoal da diretoria que detesta a base – inclusive Dimas Fonseca, que estava lá - o atacante foi jogar a temporada 2012 no Villa Nova. Fica por empréstimo até o fim do Campeonato Mineiro, com possibilidade de continuar na Série D, caso o Leão consiga a vaga. E outro que sai pelo ralo maior do futebol brasileiro. Coisa armada, sem dúvida.
Thiaguinho, de 20 anos, foi revelado pela base celeste e se destacou na conquista do Brasileiro Sub-20, eleito melhor jogador do torneio e artilheiro da competição, com sete gols.
Em 2011, Thiaguinho esteve emprestado ao Goiás. Já falei sobre isso. Teve bons e maus momentos, como de resto todo time goiano que acabou na Segundona.
Cuidado, presidente! Jogam-lhe bolas nas costas!

GALO SONHA COM UMA ESTRELA QUE NÃO TEM NADA DE CADENTE

O Atlético ainda sonha em contratar o volante Wesley, destaque do Santos em 2010. Neste mesmo ano foi jogar no Werder Bremen, da Alemanha. O jornal Bild divulgou que o alvinegro fez uma oferta de 4,5 milhões de euros pelo jogador.
A informação consta na seção de transferências do site do Bild. Diz, ainda, que existe grande possibilidade de o negócio sair. Wesley chegou ao Werder Bremen no segundo semestre de 2010, depois de participar das conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil. Ele tem contrato em vigor na Alemanha até junho de 2014. O jornal alemão citou outros clubes brasileiros interessados: Santos e Internacional.
PITAQUEIROS DO MEU BLOG ME PUXAM AS ORELHAS E COM RAZÃO:

Anônimo - Como assim o Galo está a 11 anos sem ganhar o Campeonato Mineiro? Pirou o cabeção?
Resposta: Pirei mesmo, Você tem razão. Caduquice ou informação mal interpreta. Obrigado pelo puxão de orelha. Ainda bem que minha Trincheira tem vigilantes leitores.

Ricardo - Nunca vi uma visão tão preconceituosa e sem profundidade sobre liberdade de expressão e imprensa quanto a sua: "Não contesto a força que detêm como veículos de mídia impressa, com absurda aceitação nesse país de analfabetos... Afinal, quem lê Abril, jornais e demais revistas é da elite abonada, acostumado aos grandes negócios, subtraindo o dinheiro do País em nebulosas transações".
Então, se a pessoa é rica e lê Veja, é, consequentemente, analfabeta e subtrai dinheiro do país? Lamentável este tipo de visão vir de um profissional de imprensa. Ah, imprensa mineira, né? Essa sim é um poço de credibilidade e imparcialidade.
É por essas e outras que dois certos senadores cruzeirenses mandam e desmandam por aqui.
Resposta. Valeu o puxão de orelhas porque pequei pela generalização. Mas não é um fato que se lê pouco no País e que é grande o número de analfabetos? Não é fato que as revistas Abril são prepotentes e elitizadas?

Anônimo: - Sou cruzeirense, não gosto do Perrella, mas seu comentário foi excelente. Se tem uma coisa que a editora Abril nunca será, é ser imparcial. O que ela denuncia tem sempre relação com algum interesse da editora, e todo mundo aceita isso goela abaixo sem nem contestar.
Resposta: o leitor acima não aceita isso, não!

domingo, 29 de janeiro de 2012

COELHO VENCE EM GEVÊ E ARRANCA COMO LÍDER DO MINEIRÃO/12

A primeira rodada do Mineiro/2012, sem a estréia do Cruzeiro contra o Nacional de Nova Serrana, adiado porque o estádio da cidade não ficou pronto, teve três grandes vencedores Villa Nova, América-TO e Coelho porque iniciaram a competição ganhando no campo do adversário. O Leão derrotou o Guarani ( 2 a 1) em Divinópolis; o América-TO viajou mais de mil km pra derrotar o Uberaba ( l a 0) no Triângulo Mineiro. O Coelho fechou a rodada vencendo a Pantera, em Governador Valadares, por 3 a 1. Por causa desses três gols arranca como líder da competição.
Os times que começam com vitória fora de casa, dão imenso passo rumo à classificação do quadrangular final. Esta fase tem apenas 11 rodadas e os quatro primeiros disputam a segunda fase.
A rodada começou às quatro da tarde com a Caldense tendo enormes dificuldades pra dobrar o Tupi, em Poços de Caldas. Fez l a 0, gol de Max e foi só. A turma de Juiz de Fora não teve pontaria boa suficiente pra empatar a partida. Com dois gols de Alex, o Leão do Bonfim urrou alto em Divinópolis. Grande resultado de 2 a 1 sobre o Guarani, cujo gol de honra foi feito pelo veterano Eli Thadeu.
Bonito, também, fez o Dragão do Mucuri. O time de Teófilo Otoni derrotou o Zebu com um gol de Sandro Costa, no Triângulo e mandou aviso aos demais concorrentes. A disposição de chegar ao G-4 é a mesma do ano passado, com novos goleadores.3)

NOVO GALO USA APENAS UM TEMPO PRA VENCER SEM PROBLEMAS O BOA ESPORTE. PORÉM A TORCIDA VAIOU NO FINAL.

Na Arena do Jacaré, que apesar de Sete Lagoas sofrer uma tempestade terrível de manhã e na hora do jogo, mostrou um gramado sem poças dágua, pronto para o jogo, o novo Atlético de Cuca só jogou tão-somente 45m. Fez 2 a 0, mandou bola na trave, teve alguns destaques individuais e na fase final contribuiu decisivamente pra ruindade do confronto.
O Boa Esporte não saiu da defesa e nem exigiu nada de Renan Ribeiro. Nem no segundo tempo, quando o Galo afrouxou e as mudanças de Cuca não fizeram efeito. Enquanto esteve bem, os alvinegros construiriam o placar. Poderiam até fazer mais, com os lances desperdiçados. Guilherme livre na frente do goleiro chutou na trave,.
O primeiro gol foi uma bela jogada pessoal de Carlos César. Driblou dois e cruzou na medida pra André, de peixinho, fazer l a 0.
Foi só o que André fez o tempo inteiro. Carlos César ainda teve lampejos até sair na fase final pra entra de Marcos Rocha; também não acrescentou nada. Rever e Daniel Marques fingiram que corriam atrás de alguém. Mentirinha. Tinha ninguém não. Richarlyson vaiado pela pouca torcida esforçou-se o máximo, sem fazer nada de útil. Pierre foi, como sempre, lutador e um dos melhores da equipe, junto com o garoto Bernard que pegou no segundo tempo.
Escudeiro mostrou qualidades no passe. Serviu com classe a Bernard que fez o seu primeiro gol como profissional do Galo, após 29 partidas, e, também, a Guilherme que mandou na trave. Outro que pregou. Porém, não vi nada, nem velocidade em Leandro Donizete que justificasse a saída de Felipe Soutto. Além de Marcos Rocha, entraram, ainda, Wesley, no lugar de Escudeiro; e Neto Berola no de Guilherme. Nada acrescentaram.
Taí, gostei do juiz Renato Cardoso Conceição. Foi a primeira arbitragem que vi dele com acerto. Quem sabe, em 2012 as coisas aconteçam diferentes do previsto no setor dos apitadores.
COMO FIZ NO CASO DO CRUZEIRO, PELO AMISTOSO DE SÁBADO, VOU DAR NOTAS DE UM A CINCO NAS ATUAÇÕES DOS ATLETICANOS. Não acostumem, no entanto: Renan Ribeiro ( 3); Carlos César (3)(Marcos Rocha(2)), Réver (3), Rafael Marques (3) e Richarlyson (3); Leandro Donizete( 2), Pierre (5) Escudero (3) (Wesley (1)) e Bernard( 4); Guilherme( 1) (Neto Berola (1) e André (3)..
QUEM LEU AS REPORTAGENS DO JOGO EM VALADARES NÃO IMAGINA QUE O AMERICA TENHO FEITO 3 A 1 NA PANTERA.

Não ouvi rádio porque um filme na televisão me chamou mais a atenção. Na hora de escrever esta destemida Trincheira, fiz o que sei fazer. Busquei o site Superesportes pra informar-me dos detalhes do jogo. Tomei conhecimento do resultado – 3 a 1 – dos gols de Everton uiz, na cobrança de um escanteio e de Fábio Jr na cobrança de pênalti. Então li mais embaixo: quando o América construiu este placar o Democrata era melhor. Tinha maior volume de jogo mas não acertava os contra-ataques. Ora, ora...então melhor nesse período foi o América que acertou tudo, inclusive os gols. Ah, o Democrata levou os gols de bola parada. Isso não futebol não vale, havia me esquecido!
O texto diz o seguinte: “os donos da casa foram melhores em boa parte do jogo, mas pecaram nas finalizações e viram o América abrir 2 a 0 em jogadas de bola parada ainda na primeiro tempo. Na volta do intervalo, o Democrata conseguiu diminuir, mas voltou a repetir os erros da etapa inicial e não teve forças para reagir. O terceiro gol do Coelho apenas enterrou qualquer possibilidade de empate. Outra vez de bola parada, numa cobrança de escanteio e o zagueiro Gabriel subiu e decretou a vitória final por 3 a l.
Então vai um aviso ao treinador Givanildo: não treine seu pessoal pra fazer gol de escanteios, faltas e pênaltis.

sábado, 28 de janeiro de 2012

NÃO É QUE AINDA EXISTE QUEM PENSA EM LEVAR GRANA NA VENDA DE MONTILLO AO CORINTHIANS.

   
BOA PARTE DA IMPRENSA PAULISTA, de tantos nomes famosos e saudosos, joga seu prestígio na lama com a arrogância e a prepotência dos novos e dos salvados do incêndio. O episódio da venda de Walter Montillo para o Corinthians expõe certos interesses inconfessáveis, no instante que alguns blogs, sites e colunistas insistem que conversações entre o clube paulista e o jogador, ou seu representante, ou inventam viagem do craque a São Paulo pra tratar do assunto pessoalmente com o clube de lá.
Montillo e seu representante desmentem, e o Cruzeiro repete a ladainha de que o jogador só irá embora se pagarem 15 milhões de euros da multa contratual. Os dirigentes corintianos já deram a transação por encerrada. Contudo, certa parte da imprensa paulistana insiste em criar factóides, inventar histórias e colocar Montillo no Parque São Jorge. Não pode ser apenas porque gosta este segmento de especular: existe algo de podre nesse empadão, ou seja, alguém correndo atrás do seu percentual de venda.
NOTICIARAM QUE Montillo esteve em São Paulo durante esta semana para negociar diretamente com o Corinthians. O jogador negou: "Colocam coisas que eu não faço ou não falo. Quarta-feira treinei no Cruzeiro. Nunca faria alguma coisa como assinar contrato com o Corinthians, tendo um contrato com o Cruzeiro. É falta de respeito falar que eu assinei com o Corinthians. Tenho uma família e uma casa. Fui para o treino e voltei para a casa".
Tratam o atleta, cujos exemplos profissionais são inatacáveis, como moleque. A posição de Montillo no episódio tem sido mais que elogiada. Como profissional, balançou com a proposta do Corinthians, porém nunca foi alé disso.
A CRISE FINANCEIRA do clube celeste, porém, ainda deixa nos corintianos a esperança de contar com o jogador para a temporada 2012. Nesta sexta-feira, a imprensa paulista chegou a especular uma possível retomada de negociação do empresário do jogador, Sergio Irigoitia, com o Timão, além do suposto interesse da diretoria celeste em liberar o atleta por menos de 15 milhões de euros.
Até prova ao contrário, prefiro acreditar no presidente Gilvan Tavares e no craque Montillo, ainda que no futebol a verdade tenha pernas curtas.
AMISTOSO RUIM DO CRUZEIRO:
Encarei como coletivo de luxo o amistoso insosso do Cruzeiro em Patos de Minas.
No primeiro tempo, o time quase abriu goleada não fosse a falta de apetite de Anselmo Ramon.
Fez 2 a 0, gols de pênaltis cobrados por Wellington Paulista e isso não passou boa impressão. Aquela história de dois gols em bola parada.
No segundo tempo, desinteressou-se e mereceu levar o empate.
O gol de Jonatas, escalado no intervalo, foi obra de jogada trabalhada, num belo passe do meia Joubert, o melhor do amistoso. O autor do gol do Mamoré mostrou também qualidades. Jonatas, 22 anos, Botou fogo no jogo e levou Léo ao desespero.
Canhoto, Jonatas atuou mais pelo lado esquerdo, em cima do estreante Jackson que substituiu Diego Renan no intervalo.
OUTRA VEZ ficou patente que o Cruzeiro anda mal nas laterais. Ninguém me agradou. Nem na direita, nem Gilson na esquerda. Não gostei de Amaral, nem do meio-campo com ele, Leandro Guerreiro e Marcelo Oliveira. Fraco na marcação e na saída de bola.
VOU DAR NOTAS- de um a cinco - pelas atuações, porque assim o leitor se informa melhor, caso não tenha assistido o jogo no Sportv: Rafael (4), Diego Renan (2) (Jackson (2), intervalo), Leo (3), Victorino (4) e Gilson (2); Leandro Guerreiro (2), Amaral (2) (Wallyson, (fora de forma) 29min/2ºT), Marcelo Oliveira (2) (Everton,(1) 34min/2ºT) e Montillo(4); Wellington Paulista(4) (Élber,( sem nota, entrou no final 40min/2ºT) e
Anselmo Ramon (2) (Bobo, sem nota, entrou aos 37m do 2ºt)




sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

CRUZEIRO NEGA DENÚNCIAS DA REVISTA PLACAR

 

Antes de publicar a “nota de esclarecimento” do Cruzeiro, gostaria de esclarecer o seguinte: não gosto da linha editorial da Editora Abril! Seja da revista Veja, ou da Placar. É uma linha arrogante, prepotente e, no segmento reportagens investigativas, julgam-se donas da verdade. Antes do julgamento das pessoas pelas instituições da Justiça promovem verdadeiros linchamentos públicos. Quem gosta e assina tais revistas sabe do que falo e, de sobra, conhece histórias em que a revista errou feio.
Contudo, respeito-lhes o direito de agir como bem entendem. Como leitor, faço que nem como telespectador: mudo de canal. Não leio as revistas da Abril nem nas salas de espera dos consultórios. Não contesto a força que detêm como veículos de mídia impressa, com absurda aceitação nesse país de analfabetos. A repercussão de suas matérias investigativas acontece mais em outros veículos, incapazes de agir por si próprios, porém com a tenacidade de vira-latas repetem sem “aspas e créditos”, as reportagens exclusivas das revistas.
As emissoras de rádio dizem: “estão na revista tal acusações sérias contra beltrano.” Então, o Ministério Público na busca dos 15m de fama dedica seu tempo precioso a recortar as reportagens, sem nunca investigá-las nas origens. As televisões – incluindo a poderosa Globo – vão no rastro. Outras revistas e jornais também. No caso destes últimos a repercussão fica na laje.  Afinal, quem lê Abril, jornais e demais revistas é da elite abonada, acostumado aos grandes negócios, subtraindo o dinheiro do País em nebulosas transações.
O pessoal do futebol é de rádio e televisão.
 Bom, digamos que a internet resgatou certa identidade ao brasileiro que não gosta de ler, tem preguiça de comprar livros, revistas e jornais. Aí as denúncias sobem e descem atrás dos denunciados, que, segundo dizia a macróbia dona Geralda, “não estavam, com certeza, numa Igreja rezando...”
Quanto aos dois lados envolvidos – revista Placar e denunciados – esclareço que me informei, por alto, das acusações da primeira, até por falta de interesse. Os maiores interessados são os conselheiros, os sócios, os torcedores, Ministério Público e Polícias Civil ou Federal. No caso dos leitores, acreditem ou não nas denúncias.
Por outro lado, quanto à nota de esclarecimento do Cruzeiro e do senador faço a parte da Imprensa que só deseja informar. Se querem acreditar na nota, ou não, depende de cada um que me prestigia neste momento.
Vamos à nota:

“O Cruzeiro Esporte Clube e o ex-presidente José Perrella de Oliveira Costa vêm a público esclarecer as informações veiculadas pela revista Placar na edição que vai circular nas bancas nos próximos dias.
Zezé Perrella informa que, definitivamente, não tem exercido mais nenhuma influência no comando do clube e que todas as decisões estão sendo tomadas pelo novo presidente, Gilvan de Pinho Tavares.
O ex-presidente não tem sequer manifestado opinião sobre qualquer assunto – entre eles a montagem do time – mas que, como torcedor, segue confiante nas ações da nova diretoria.
Sobre as questões financeiras, Zezé Perrella lembra que o clube vem enfrentando um momento delicado desde que os estádios da capital foram fechados para reformas visando a Copa do Mundo de 2014, o que acarretou grandes prejuízos com a queda acentuada de bilheteria e esvaziamento do programa sócio futebol, com a perda de quase 20 mil adeptos, contabilizando um prejuízo aproximado de R$ 30 milhões.
Por isso, o Cruzeiro viu-se obrigado a recorrer às instituições financeiras em 2011 assumindo compromissos que estão sendo saldados. Nessas operações, o ex-presidente foi avalista, como sempre fez durante seus anos à frente da presidência, um procedimento absolutamente normal.
Zezé Perrella informa que as demais dívidas, como foi exaustivamente explicado no passado, estão pactuadas no REFIS e sendo cumpridas regularmente, por isso não representam nenhuma preocupação à segurança administrativa do clube.
Financeiramente, o Cruzeiro continua sendo um dos clubes mais equilibrados do país, segundo ranking publicado pelo jornal O Estado de São Paulo e divulgado em veículos de grande circulação nacional.
Por fim, o ex-presidente explicou que não possui nenhum crédito junto ao Cruzeiro Esporte Clube”.

Querem um exemplo de como as notícias da Veja repercutem mais em outros veículos? Leiam o publicado hoje no Superesportes:

“Uma informação divulgada na manhã desta quinta, pelo colunista Lauro Jardim, da Revista Veja, garante que o time celeste procurou a Caixa Econômica Federal para pedir a liberação da receita relativa aos direitos de transmissão do Brasileirão deste ano. O pedido seria amparado no acordo com a detentora dos direitos e seria de aproximadamente R$ 50 milhões.
O Superesportes entrou em contato com o diretor de comunicação do Cruzeiro para confirmar a operação, mas a posição oficial pouco esclareceu sobre o tema.
“Quem pode confirmar isso é o setor financeiro. Tenho que entrar em contato com eles para, depois, confirmar ou não. Mas adianto o Cruzeiro não costuma liberar essas informações. Essas operações bancárias são comuns. O clube precisa manter seus compromissos. Todo ano, no mês de abril, nós publicamos o balanço financeiro do clube”, disse o cartola.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

COM QUEM FICARÁ A ARENA DO JACARÉ?

Tenho pensado cá comigo, nos intervalos de minhas leituras da coleção “Jorge Amado” que dormitava solitária na estante da sala: quem se interessará em arrematar a Arena do Jacaré na hasta pública marcada para fevereiro? Quem arriscará pagar 19 milhões por um bem enrolado num convênio entre a iniciativa privada e o governo do estado?
O terreno de 32 mil metros quadrados está localizado numa área cara, de 500 reais o m2. Tem benfeitorias planejadas pra um único fim: estádio de futebol.
Claro que pode ser transformado em arena de espetáculos artísticos, dependendo do que estabeleça o contrato com a ADEMG.
Os clubes da Capital, por motivos diferentes, não se interessam em gastar tanto dinheiro. A Arena do Jacaré já foi descartada por Atlético e Cruzeiro nos seus projetos de sócio-torcedor em razão da distância. Mais perto seria ideal. Para tanto, eles terão à disposição – não se sabe quando – o Estádio Independência.
O Coelho, por motivos óbvios, nem passará perto do foro de Sete Lagoas por ocasião do leilão público. Afinal, é ex-campo do Sete agora lhe pertence.
Não se conhece nenhum possível beneficiado. Contudo, são vários prejudicados, além da bela Sete Lagoas que poderá perder um dos seus cartões postais.
O Democrata, na terceira divisão, estará fadado ao sumiço debaixo das pesadas dívidas que lhe sobrarão. Com ele desaparecerá uma página importante da história do futebol mineiro.
O torcedor setelagoano – ou lacustre, como diria o ex-comentarista Sérgio Ferrara – dividido entre atleticanos e cruzeirenses – os mais novos – e democratenses e belavistanos – os mais antigos – serão privados de importantes jogos.
De repente, o seu sonho realizado ruiu como os três prédios no centro do Rio de Janeiro.
Só que no Rio de Janeiro os motivos e os culpados da tragédia ainda não foram encontrados.
Em Sete Lagoas, sim. Aécio, Anast-azia, o prefeito da cidade e outras sábias figuras políticas do PSDB interessadas em fazer campanha com a credulidade pública.

NÃO VOU RESPONDER as mensagens que recebi e selecionei esses dias, pra deixar à vontade os meus leitores. Minha opinião a maioria conhece – e respeita. Eu passo a conhecer a deles – e respeitá-las. Selecionei três. Vamos lá:

MAURO LÚCIO – PATOS DE MINAS
Flávio, antes de mais nada é muito bom voltar a receber a sua coluna diária.
Há muito não tenho lhe enviado minhas considerações a respeito dos diversos assuntos, não por que não mereçam ser comentados, mas é que ando meio sem paciência com o nosso futebol.
Mas hoje o faço para dizer que não sou eu o Mauro de Patos de Minas que envia sua coluna para o tal HUMBERTO GAGIGLIO de Betim, a quem, aliás, não conheço e também não concordo com a forma agressiva do seu julgamento quanto a qualidade do profissional Leonardo Figueiredo, cuja atuação não mereceu tamanha bronca que, ao que me parece, era dirigida à Globo.

JOSÉ ANTÕNIO MENDES DE SOUZA - BH
Caro Flávio, o histórico do Vasco, Corinthians e agora o Cruzeiro, demonstra que as dinastias trouxeram um prejuízo muito grande a estes três clubes. Vasco, com o final de dinastia Eurico Miranda, mergulhado em dívidas, foi fazer um estágio na segunda divisão.
O Corinthians, também foi rebaixado para a Segundona, no final da dinastia Dualib.
Agora vem o Cruzeiro. Muitos dizem que os Perrela fizeram muito bem ao Cruzeiro. Discordo. O Cruzeiro fez muito bem às finanças da família Perrela. Dizem que o Cruzeiro está devendo ao Senador 30 milhões. Será??
Não sou profeta nem tenho dons mediúnicos. Mas, o Cruzeiro namorou e noivou a Segundona em 2011. Na hora do casamento, pulou fora. Com este time de 10 apostas (novas contratações), vai disputar a série B em 2013.

REGINALDO SOUZA - BH
Olá Flávio Anselmo. Não acho que o time que esta sendo escalado pelo Cuca seja de amigos do treinador, como diz no seu texto. Você não é o Cuca, muito menos eu e nem sou formado em direito para fazer defesa, minha área é outra, sou apenas a "meia dúzia" de entendidos, mas cá para nós: a não ser Felipe Soutto, que poderia ser testado como terceiro homem de meio.
Quem mais mereceria iniciar como titular em sua opinião? Serginho? Mancini? Dudu Cearense? Lima?
Discordo na questão do Carlos César, acho que está no mesmo nível do Marcos Rocha. Essa é a única posição que haverá uma briga boa pela posição, o resto, tá sendo coerente e vamos aguardar para depois fazermos as críticas, pois nem começou e já estão falando bobagens.
Será que Bernard é amigo do Cuca? Danilinho, que ele conheceu esse ano? Então, não tem essa de amigo não.... é quem tá melhor mesmo e quem ele acha que vai render e tem que render para não ir pro banco.

Você concorda que Felipe Soutto tenha que sair do time sem ao menos merecer a chance de disputar a posição com Leandro Donizete, recém chegado? Na realidade, quem endossa o futebol de Donizete nas Geraes? Soutto, a gente tem visto jogar quase que constantemente. O outro, vindo de fora, experiente é verdade, vimos de vez em quando, nos jogos do seu time aqui ou pela televisão.Quando vimos!!!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

CUCA ESQUECE O VALOR DA CASA E PREFERE GOLEIRO DE FORA

Exceto por aqueles que não abrem mão de ver Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar com a camisa do Galo e Guardiola no banco, como treinador, os nomes que chegam à Cidade do Galo não recebem pesadas contestações.

Digamos: no outro lado da lagoa o tiroteio tem sido maior, sem falar nos três meses de salários atrasados, o que derruba o tabu orquestrado por ZZ Senador e sua tchurma das redações e dos microfones.

Alguns buscam chifres na cabeça de cavalo.

Como no caso do goleiro Renan Ribeiro. Onde o Galo encontrará disponível e por bom preço goleiro de igual categoria? Melhor, ainda: jovem e com enorme espaço de aprendizado?

Antes de correr atrás de Fábio Costa, Marcelo, e outros, como da vez passada, o melhor a ser feito é arranjar bom treinador de goleiros pra Renan.

Levem em consideração a pessoa em primeiro lugar. Renan Ribeiro justifica bom investimento, em razão de seu caráter e sua personalidade? Justifica. Invistam nele. Esqueçam as maças podres e ricas livres pela praça em busca de um muro seguro pra se encostar e encerrar a carreira.

A humildade de Renan Ribeiro fala por ele:

“Sou novo, tenho muito o que aprender ainda. Estou começando minha carreira. Procuro ver o que errei durante a partida para corrigir durante a semana e não cometer o mesmo erro. Estou aproveitando a pré-temporada para corrigir os erros de 2011 e chegar com tudo em 2012.”

“O torcedor tem que cobrar mesmo. A gente não conseguiu bom resultado em 2011 e somos pagos pra isso. Eles estão no direito de cobrar para entrarmos em campo e corresponder. Temos que acatar o que eles passam e nos unir cada vez mais pra melhorar.”

Bem, qual estrela assumiria seus erros? O torcedor do Galo teve mil chances de tirar lições já na saída de Diego, hoje no futebol espanhol. A sequência desesperadora não surtiu efeito e a esperança só veio com Renan Ribeiro.

Por que as tentativas de desestabilizá-lo agora?

Na tarde desta terça-feira, o técnico Cuca comandou mais um trabalho tático para ajustar a equipe visando à estreia no Campeonato Mineiro. O atacante André, com cansaço muscular, foi poupado. Em seu lugar, Cuca escalou Guilherme.

Numa análise por alto, tomando como base alguns treinos com bola da semana, Cuca deverá escalar contra o Boa, na Arena do Jacaré, um time bem diferente, priorizando seus amigos indicados. Não muda na lateral, onde mantém Carlos César, inferior a Marcos Rocha; Rever, claro, é titular. Novidade na estréia de Rafael Marques, superior a turma da reserva. Tudo bem! O esvoaçante Richarlyson na lateral esquerda, onde detesta jogar. Foi o que sobrou pra ele.

O meio-campo, reformado, será parte preponderante no novo esquema tático do professor Cuca e de seu assistente Cuquinha. Eta ferro! Na frente da zaga, Pierre e Leandro Donizete. Na armação, com a ajuda dos alas, Bernard, Escudero e Danilinho. Na frente André. Ou poderia ser Guilherme.

Sobram no banco: Lima, Werley, Marcos Rocha, Felipe Soutto, Serginho, Mancini, Triguinho e Neto Berola. E o Guilherme, também, certo. O outro zagueiro, Léo Silva, encontra-se no estaleiro.

Aqui se vê que o Galo, tirante as preferências contestáveis de Cuca, montou bom elenco. Trouxe quem deveria vir nas posições reclamadas. Agora é esperar pra ver como a coisa funciona.

Segundo Alexandre Kalil, é obrigação do Galo ganhar o Campeonato Mineiro. Não está de todo errado. Afinal, há 11 anos o time não levanta o caneco do Rural! É demais.

PRA LER E passar pra frente, por que o futebol mineiro não merece o que fizeram e fazem com ele, políticos e cartolas:

AQUELA JOGADA dos políticos perto das últimas eleições governamentais usando a Copa 2014 como mote continua dando prejuízos a terceiros em todas as partes.

Ano passado, o futebol mineiro foi apenado com a demolição dos dois estádios locais, sob pretexto de reformas. Burrice.

O Independência que seria o primeiro a ficar pronto está longe disso. Na jogada, inventaram a Arena do Jacaré então estádio modesto, construído por esforços próprios pelo Democrata. Os políticos prometeram mundos e fundos pra refazerem o estádio a fim de que substituísse Mineirão e Independência. Quanta burrice junta, meu Deus!

Quanta política porca, Jésus!

Convênios mal feitos entre a prefeitura tucana da cidade e o governo tucano de Minas fizeram via ADEMG uma obra emendada no Estadio do Democrata.

Para construir o estádio como se encontrava à época e mais seu centro de treinamento o Jacaré gastou 2 milhões e meio. Na reforma da Arena o governo botou 18 milhões e 20 mil cadeiras porcarias, plásticas.

O Democrata encheu-se de dívida e dia 14 de fevereiro, às14 horas, a Arena do Jacaré irá a leilão em razão de penhoras que chegam a 19 milhões. Avaliação de merda.

No condomínio Da Vinci, em frente ao estádio, o metro quadro custa 500 reais. Sem falar nas obras feitas, no estádio construído, no asfaltamento de araque feito no entorno, o avaliado próximo seria suficiente pra cobrir as dívidas, sem falar nas benfeitorias.

Afinal, são mais de 30 mil metros quadrados. O juiz da Terceira Vara Cível José Ilceu Gonçalves Rodrigues garante que o leilão é irreversível, a não ser que deixe de acontecer um lance mínimo.

Também como a FMF e o Estado já anunciaram jogos do Mineiro para o Independência a partir de março, resta ao Democrata segurar o pepino que Aécio e Anast-azia resta ao Democrata segurar o pepino que Aécio e Anast-azia jogaram em suas mãos. Após assumir a postura de cartão postal da bela Sete Lagoas, antes ocupada pela Lagoa Paulino, a Arena do Jacaré, que levou a cidade a todos os recantos do mundo, abrigando jogos importantes, voltará ao ostracismo.

Espero, entretanto, que os camarotes de Aécio, Anast-azia, do prefeito da cidade, Maroca, e daqueles que atolaram o futebol de Minas e o Democrata permaneçam intactos. De repente, o Nacional, hoje em Nova Serrana, cujo dono é o senador biônico ZZ Perrela, mude pra lá.

Voltaremos ao assunto, com apoio do nosso Editor Chefe, Edson Paredão, do jornal Boca do Povo, o único de Sete Lagoas que grita contra a situação de penúria do Democrata.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

GILVAN SÓ VAI FALAR GROSSO NO EPISÓDIO DE MONTILLO?

Gilvan Tavares marcou pontos com a torcida do Cruzeiro ao endurecer o jogo no caso da venda de Montillo. Todavia, tropeçou em seguida com anúncios de contratações bombásticas, encerrados com a perda de Osvaldo, já tido como certo na Toca, e a vinda do desconhecido e andado Fábio Lopes. Justifica-se, enquanto Vagner Mancini tira o dele da reta: “foi indicação de Levir Culpi, técnico do atleta no Japão”.

E isso basta como recomendação?

Levi, no comando técnico do Cruzeiro e do Atlético, indicou tantos ou mais cabeças de bagre como esse.

Pior, ainda, é Gilvan avalizar e contratar as indicações de Mancini: boas e baratas. Fogem da grandeza do Cruzeiro, ainda que seu caixa tenha sido raspado no final da administração e que as contas do clube sejam quase impagáveis e imensas.

Preferível, então, era não trazer ninguém de fora. Aproveitar o que se tinha na base.

Aí o Cruzeiro sofreu novo ataque: os verdadeiros donos da base celeste levaram os rapazes para o time de Nova Serrana, empresa de venda e compra de jogadores – todo mundo sabe a quem pertence.

Mancini faz o papel que lhe convém. Não coloca nenhum garoto da base nos seus planos. Prefere Jackson e Fábio Lopes, que, segundo ele, não são indicações suas – então por que permitiu suas contratações? Vetasse. – Como vetou a permanência de Gabriel Araujo, Sandro Manoel, Thiaguinho, e outros.

Lembram de Thiaguinho? Foi o destaque na conquista do título brasileiro de Sub-20 em 2010 e o melhor do torneio. Não ficou na Toca. Foi emprestado ao Goiás em fase de desespero e mesmo assim brilhou nas poucas partidas que fez. Mancini foi categórico:

“Não vai ser utilizado, não está nos planos. Eu já disse isso anteriormente”.

EXISTE ALGO de errado nessa história. Há algo podre no reino da Dinamarca. Coisas estranhas entre o céu e a terra, além dos aviões da Webjet. Será que Gilvan desconhece ou endossa?

Enquanto expressivos treinadores buscam renovar seus elencos, jovens técnicos de alma conservadora tentam o caminho do envelhecimento sob o argumento da experiência. Isso tem outro nome: arrumar emprego para velhos amigos.

As perspectivas que tenho são negras. Assim, sugiro que Gilvan reveja seus conceitos, despache logo essa comissão técnica, antes que seja tarde demais. Depois não adianta querer trocar os pneus do avião no ar.

A DISCUSSÃO SOBRE a decisão de Cuca de sacar Felipe Soutto do time, escalando o veterano e amigo Leandro Donizete ganha status de foro. Sou contra, por um motivo simples: Felipe conhece o Atlético, é filho do clube, já mostrou serviço como titular e caiu nas graças de todo mundo.

O moço que chega é desconhecido da maioria. Meia-dúzia de entendidos defendem a mudança em razão da experiência e do futebol que Donizete mostrou no Coritiba.

Filme repetido.

Quantos nomes famosos aportaram na Cidade do Galo, tiraram as chances dos meninos da base e não jogaram nada? Quase que de pronto foram devolvidos ou mandados embora. O mais lógico e decente – pra não ficar tão na cara a ação entre amigos – seria deixar a disputa entre eles correr no Mineiro.

Quem tivesse mais garrafas vazias pra vender!!!

Nesse status de foro recebi algumas opiniões a respeito. Vejamos

RONALDO CELSO SANTOS SILVA – Brasília: “ Flavio hoje me sinto muito feliz com a voltas das tuas crônicas muito obrigado. Só um pitacozinho: vc não acha que está muito cedo para dizer quem vai ser titular no Galo. Acho que o Felipe tem o seu lugar garantido e mais: ele vai ficar na vaga de um dos três da frente Escudero, Danilinho ou do próprio Bernard que na minha opinião é o famoso quase. Corre , corre e na hora de fazer o gol quase”.

REGINALDO SOUZA – B.COPACABANA – BH – “Oi Amigo Flávio Anselmo. As explicações sobre a saída de Felipe Soutto, foram dadas. Quero dizer que tb não concordo com a saída, mas acho que foi pertinente a explicação, inclusive com a concordância do próprio interessado. Tendo um time rápido como pinta o Galo 2012, precisaria uma melhor marcação e Leandro Donizete tem essa característica melhor”.

“ Imagina: Felipe Souto, Richarlyson, Escudero e Bernard, esse por opção, jogando todos pelo lado esquerdo, deixando Danilinho e Marcos Rocha (que pra mim será o titular) pela direita? Apesar de não concordar, acho que tá certo o Cuca, deixando Pierre e Leandro centralizados, presos na marcação, liberando os laterais.Para Felipe Soutto jogar, teria que jogar com Triguinho na lateral, que para o Cuca, joga como terceiro zagueiro, deixando o Felipe com mais liberdade pela esquerda”.

FORA DO ASSUNTO, mas como se trata de uma tribuna democrática, a Trincheira publica a mensagem de HUMBERTO GAGIGLIO, de Betim. Deixa, claro, no entanto, que não concorda com as críticas feitas ao companheiro Leonardo Figueiredo. É uma das jovens revelações do rádio mineiro pela Globo/CBN, chamado a prestar serviço na Rede Globo, nas férias de Bob Farias. Cumpriu com dignidade e competência o trabalho recomendado (no meu entendimento, claro).

Diz a mensagem: “Senhor Flávio Anselmo, recebo seus comentários que me são enviados pelo Mauro de Patos de Minas. A Globo começou mal, pois colocou para comentar aquela pelada, um dos mais sonolentos, insossos e cansativos novos comentaristas (?) dela, um tal de Leonardo O Sonolento.

O cara dá sono, fala só abobrinhas, fala em um nível de conversa só, arrastado. Essa globo não toma jeito mesmo. Por isso cai todo dia. Record,, fica viva que a hora é sua!!!!!”

Resposta: Com o devido respeito, você perdeu um gol feito, com a meta vazia. Chutou a bola pra fora do estádio. De qualquer forma, grato pela participação.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

NEM OS GOLS FORAM BONITOS NO PRIMEIRO CLÁSSICO DO ANO

A cara do amistoso em Uberlândia foi, realmente, de princípio de temporada. Jogadores sem suas melhores condições físicas, times desentrosados, treinadores não vendo nada além dos próprios narizes e uma pelada desanimadora. Por aquilo que a tevê em má hora decidiu mostrar o torcedor não pôde avaliar nada, como supremo crítico. Da parte deste filho do Sodico ficou a impressão que a opção pela quantidade, em vez de qualidade, feita pelo Cruzeiro dará enormes dissabores à torcida celeste.

O América, ganhador do clássico (3 a 2), também não passou com nota relevante no primeiro clássico. O amontoado que se viu de um lado, repetiu-se no outro. O placar, no entanto, refletiu bem a justiça do amistoso, no qual o Coelho quebrou o tabu de quase 10 anos sem vencer os azuis. Aquele marcador de 2 a 1 em favor do Cruzeiro, até quase o final do jogo, era mentiroso. Antes de empatar e fazer o terceiro gol, o América já fazia por merecer a vitória.

Interessante! O amistoso foi tão fraco técnica e taticamente que até os gols foram feios, produtos de falhas individuais. Os goleiros – Rafael, do Cruzeiro, e Neneca, do América – estiveram numa jornada das mais infelizes. Batidos tão-somente pela salada insossa e sem tempero que os treinadores – Givanildo e, principalmente, Mancini – resolveram servir às suas torcidas no segundo tempo com aquela quantidade absurda de substituições sem qualquer resultado prático.

INDIVIDUALMENTE, houve, também, poucos destaques. Vejamos:

No América, Neneca falhou demais. Erros tolos como soltar uma bola no momento da reposição; quase marcar um gol contra numa bola rifada pelo Cruzeiro, alta, na área, e ele falhou na defesa, recuperando-se a tempo, dando um tapa na bola em cima da linha. Falhou nos dois gols. No pênalti, cobrado por Wellington Paulista, caiu bem antes do chute pro lado direito e a bola entrou no meio. No segundo, num chute fraco do próprio WP9 deixou a bola passar entre ele e a trave.

A defesa americana melhorou com as entradas de Patric na vaga de Rodrigo Heffner, bem fraquinho, e de cabelos grisalhos; Lula no de Everton Luis, e Bryan no de Pará. No meio-campo, enrolado no primeiro tempo quando só teve de destaque Rodriguinho, autor do primeiro gol do jogo, numa falha do goleiro Rafael. Pulou duas horas depois que a bola passou. No segundo tempo, com Gilberto, Davi Ceará, Kaio, nos lugares de Moisés, Rodriguinho e Luciano tornou-se mais consistente e rápido nos contra-ataques. Melhorou na chegada e no apoio a Adeilson e Bruno Meneghel que substituíram Alessandro e Fábio Jr que desperdiçavam as chances criadas.

NO CRUZEIRO, apesar do primeiro tempo melhor, e da virada por 2 a 1 sobre os adversários, o time mostrou pouco. Dois laterais fracos no apoio – Diego Renan e Gilson – visto que o “esquema” inicial foi proposto pra que eles ajudassem nas ações ofensivas. No meio, Victorino e Léo erravam demais, apavorados. Notadamente o segundo zagueiro. A linha de três volantes – Guerreiro, Árias e Marcelo Oliveira – totalmente desentrosada. Ficavam lado a lado. Guerreiro, de cabelos curtos, encurtou as ideias, também. Árias, de toque curto, e boa tomada de bola, e Marcelo, voluntarioso, destacaram mais. Montillo foi o melhor do time. Sofreu o pênalti e deu assistência a WP9 no segundo gol. Porém, apesar de bem disposto e com vontade, suas pernas ainda estavam presas. Entraram no segundo tempo: Thiago Carvalho no lugar de Diego Renan; Mateus, no de Victorino; Everton no de Gilson; Rudnei no de Árias e saiu logo em seguida, contundido, pra entrada de Amaral. Aqui a interrogação persiste: jogadores médios, dinheiro jogado fora.

Montillo saiu no meio do segundo tempo e entrou o menino Sebá, fora de posição e afobado. Por que Mancini não deu chance ao garoto Ebert que é da posição e joga muito? Birrinha de treinador? Wellington Paulista foi o melhor dos atacantes, não apenas pelos dois gols. Pela movimentação também. Anselmo Ramon, Bobô e Walyson, outros participantes, não mostraram nada.

EM TEMPO: Adeílson, que marcou o empate aos 41m, e Bruno Neneghel, que cobrou o pênalti aos 47m, jogaram mais que Alessandro e Fábio Jr. Fiquem de olho neles!

Me ficou a sensação de que Vagner Mancini, ao contrário de Givanildo, terá problemas sérios para desatar o nó górdio que aprontou em seu time. Como funcionará a defesa sem dois laterais de marcação? Leandro Guerreiro será o terceiro zagueiro realmente ou a função cabeça a Árias? E o meia de ligação? Montillo nessa posição não é o mesmo. Precisa da liberdade de atuação como meia-atacante que é, de cair pelas pontas. Marcelo não mostrou aptidão para o cargo. Talvez segundo volante ou lateral esquerdo renda mais. O lugar será de Roger, ou haverá uma solução caseira? E o ataque será resolvido apenas com Valter? Não se pode esperar nada de Walyson fora de forma.

POR FALAR NA opção pela quantidade em detrimento da qualidade feita pelo Cruzeiro mais um dos “anunciados craques” chega aí, vindo do Japão: Fábio Lopes, de 26 anos, com passagens pelo Moto Clube, Coritiba, Toledo-PR, Santa Rita-Al, Bragantino, CSA, Asa-Al, Daejeon Citezen (Coréia do Sul, e Icasa até se emprestado por seis meses ao Cerezo Osaka, time de Levir Culpi, no Japão. Este é o novo reforço do Cruzeiro!

Segundo Mancini, a comissão técnica não tem qualquer culpa no cartório, porque o rapaz acima não é indicação de nenhum de seus membros. Então é coisa de empresário.

RICHARLYSON apareceu num site inglês como provável novo contratado do Blackburn na atual janela de transferência. A diretoria do Atlético desconhece o assunto porque não foi procurada. Somente o empresário João Souza, que se diz representante do clube inglês, esteve com o procurador do atleta, Júlio Fressato, da empresa que detém 50% dos direitos de Rick, e fez uma sondagem.

NÃO CONSEGUI me conformar, ainda, com a decisão de Cuca. Tirar Felipe Soutto do time pra colocar Leandro Donizete cheira coisa de ação entre amigos, já denunciada aqui. O lado da corda que arrebenta é sempre do mais fraco, no caso, a prata-da-casa. Alguns companheiros chegam a dizer que Donizete joga mais que Soutto. Como? Se assim fosse seria craque de Seleção e não apenas destaque do Coritiba. Outros justificam que ele é mais veloz que Soutto. Quem falou que no futebol o que tem que correr mais é a bola? Foi o craque Didi ou algum cronista cabeça de bagre?

Vamos conferir essas coisas no domingo quando o Galo recebe o Boa Esporte na Arena do Jacaré na abertura do Campeonato 2012.

PRIMEIRA MANCADA do ano: sorte do Cruzeiro não aceitar a sugestão da FMF de usar Fábio no primeiro jogo do campeonato. A entidade conferiu direitinho seus alfarrábios e viu que o goleiro, realmente, está suspenso. Coisa que o Cruzeiro já previra antes e nem levou Fábio ao Triângulo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

DENTRO DAQUELE HOMÃO, UM ENORME CORAÇÃO

Remoer este assunto torna-se desgastante e cansativo. Remoer saudade é penoso. Vive-se com ela. Guarda-se o lugar da pessoa afastada, seja a sua cadeira na mesa de jantar, o vazio no bar que frequentávam nos finais do dia, as fotos da viagem, as alegrias do sucesso, a tristeza das trombadas. A vida corre e somos obrigados a correr com ela, sem a pessoa afastada. Volto ao assunto da morte de Carlos Valadares porque amigos comuns fazem seus registros bondosos comigo e com ele. Justo com ele, desnecessário comigo. Fiz o que me restou do longo tempo de convívio com ele.
No velório, ao saber das colunas que escrevi que serviram pra comunicar a tantos a morte do amigo, Maria José e seus filhos Franklin, Dani e Flávia, demonstraram interesse em guardar tudo que se falou do triste episódio.
As minhas colunas estão aí, no blog. E as manifestações provocadas pelo que escrevi repasso à família e aos demais amigos dele, ou àqueles que não conheceram tão fascinante profissional – pessoalmente, claro, pois a imagem e o trabalho do jornalista Carlos Valadares atravessaram as fronteiras das Geraes e alcançaram todo Brasil.

MARQUINHOS MATOS – caratinguense morador em Brasília-DF - Flávio, Imagino a sua emoção ao falar da perda de seu grande amigo Carlos Valadares. Tive o privilégio de desfrutar por pouco tempo deste convívio, lembra? Com meu violão fomos até sua residência em Lagoa Santa e lá cantamos juntos todas as 8 músicas que eu sabia tocar, e ao lado de sua esposa Maria José. Passamos por momentos de muita alegria. Pena que foi embora fora do combinado”.

Resposta: E ele não se esqueceu. Sempre me pedia pra te levar à casa dele, outra vez, pra nova rodada de velhos boleros e sambas da boa época. Em tempo: Marquinhos é um exímio violonista. Nada de apenas 8 músicas.

AFONSO ALBERTO TEIXEIRA DOS SANTOS – BH

“Meu amigo Flavio, Como vc estou muito triste com o que o nosso Valadares fez. Foi embora muito cedo, sendo que tínhamos ainda muita coisa para fazermos juntos. Como faço todos os dias, leio a sua crônica logo que vc me envia. Flávio como sempre vc coloca no papel tudo que o seu coração pede. Foi assim quando outro grande amigo nosso se foi o inesquecível Elmer Guilherme e agora com o nosso também inesquecível Valadares.
Flávio, quando estive no velório, também vi o radinho com sintonia fixa na Itatiaia. Até aí tudo bem, mas quando vc diz que foi a emissora que ele começou, vc se equivocou. Como vc Flávio, eu também tive e tenho o privilegio de ter passado pelas minhas mãos vários companheiros que hoje são grandes cronistas esportivos. Um exemplo forte e que iniciou comigo e com o Valadares é o Márcio Doti.
O Valadares era balconista da antiga Bemoreira Ducal e o Márcio Doti era fiscal do Instituto de Pesos e Medidas. Eu formei uma equipe para trabalhar com futebol, iniciando com um programa de Esportes parecido com o “Bateria Esportiva”, vc se lembra dele não? Este programa iniciou em 1966 quando o Cruzeiro foi campeão em São Paulo vencendo o Santos por 3 a 2 no Pacaembu. Meu amigo já se vão 42 anos. Flávio, estou lhe dizendo isto, não por vaidade, sim por orgulho.
Este orgulho me enche de certeza de que também nas grandes amizades, como a minha e a do Valadares, saem também grandes profissionais. Exemplo o nosso querido BOCÃO. Que Deus o tenha recebido e dê a ele também a oportunidade de continuar ajudando lá de cima seus amigos aqui em baixo. Obrigado Flávio por vc ter lido com paciência o que coloquei. Mas a Itatiaia projetou o nosso amigo, mas foi a Radio Congonhas que o descobriu e estimulou para ele virar o jornalista que foi. Flávio sou um grande fã que vc tem. Jornalista como vc tem que ser perpetuado, com a caneta na mão, agora computador vc é imbatível. Também me orgulho muito de já ter trabalhado com vc e principalmente ser seu amigo. Um grande abraço”.

Resposta: Afonso, a ânsia de escrever leva-nos às mais terríveis das injustiças. Sabe aquela coisa de confiar na memória já tão inconfiável? Como pude me esquecer dos programas que vcs apresentavam na Rádio Congonhas, das viagens de noite para o Rio no Dorjão, das cochiladas que quase fizeram vcs entrarem num caminhão vindo no sentido contrário, todo iluminado, achando que era um posto de gasolina? Como esquecer da invasão ao Batalhão da Marinha no Rio e das metralhadoras armadas e postas contra os “ falsos terroristas” dorminhocos? Tudo vc me contou e o Valadares confirmou. O responsável pela “descoberta” de um grande jornalista da estatura de Márcio Doti já pode olhar por céu e afirmar: Deus, eu cumpri minha parte Vc está na prateleira de meus grandes amigos e todo orgulho que te move, move-me também. Nossa vida comum já merece um livro para as novas gerações. Grande abraço, extensivo à Thereza e filhos. E netos?

ADRIANA OLIVEIRA – BH “ Flávio, fiquei muito triste ao saber da morte do Valadares. Lembro-me bem de nossa passagem pela Manchete. Ele sempre foi um gentleman comigo e com a Dimara. Grande no tamanho e no coração. Perda irreparável e pessoa inesquecível. Beijos em você e na sua família”.

Resposta: Adriana e Dimara Oliveira, as meninas pelas quais a gente teve o maior carinho no início da carreira. Adriana é tão competente quanto a mana Dimara, apenas cumpriu metas diferentes. A Didi esteve linda no velório. Cometi outra falha quando afirmei que ninguém me seguiu quando deixei a Band: Dimara e Adriana foram comigo. Didi retornou depois pra fazer sucesso na Band.

CARLOS CABRITO BRITO - BAHIA

“Querido Flávio. Pensei que 2012 começaria com notícias do "politicídio", ou seja, a morte em série dos políticos, que tanta vergonha e humilhação nos causam. Eis que nos telejornais, só notícia de morte de pessoas simples e comuns como nós e agora amigo comunica a do Carlos Valadares. Se os bons morrem logo, imagine você, amigo, o que ficará sobre estas terras das saúvas. Seriam eles, os "imorríveis" Sarney e família X Jáder Barbalho e família e por ai vai a disputa Brasil a fora?
Estamos VIVOS, Flávio, para ver sol nascer?”

Resposta: Caro amigo Carlos, não desejo e nem torço pela morte dos tais políticos, porque têm uma dívida enorme aqui na terra e devem pagá-la. Valadares não tinha dívida nenhuma. Eu gostaria mesmo é que ele estivesse vivo – com muita saúde – pra ver o sol nascer na sua bela casa de Lagoa Santa, ao lado de sua família maravilhosa.

JORNALISTA BILL FALCÃO – BH

Prezado Flávio: cheguei agora de uma pequena viagem de fim de ano e fiquei sabendo, através de um e-mail seu, do falecimento do nosso grande amigo e colega Carlos Valadares, com quem tive o privilégio de conviver durante quatro anos na TV Globo.
Além de ser um sujeito grande, Valadares era uma grande figura. Foi o único atleticano que conheci que não me enchia o saco. Ao contrário: sempre me levava pra ver os jogos do Cruzeiro que ele narrava. Arrumava lá uma "vaga" de auxiliar de alguma coisa e eu ia ver o jogo na cabine da Globo, ao lado dele.
Provavelmente foi por causa de chefes idiotas que acabou saindo da Globo. Porque eu o vi trabalhando, fazendo entrevistas etc, e ele dava um duro danado.
Mais um grande amigo que se foi. Bertrand Russell, que morreu com 98 anos, dizia que uma das piores coisas de se ficar velho é que vemos os amigos morrendo e nada podemos fazer.
Eles nos deixam sós.
Que ele descanse em paz. Foi uma das pessoas mais generosas que conheci.
Suas duas colunas, a de ontem e a de hoje, que acabei de ler, falando sobre o velório, fazem justiça ao imenso coração de Carlos Valadares”.

Resposta: legal, Bill, grande testemunho. Com certeza foram imbecis que derrubaram Valadares na Rede Globo em pleno período de festas. Ele com incrível grandeza comandou a festa do fim de ano, o sorteio da caixinha dos funcionários, como se nada tivesse acontecido.
Com certeza, Bertrand Russell foi notável ao afirmar que a coisa ruim de se ficar velho é ver os amigos morrendo e a gente de mãos amarradas. Abraços.

MARCINHO PLACAS – BH

Parabens Flávio, faço das suas as minhas palavras. O nosso amigo Bocão que foi várias vezes em meu rancho na cidade de Três Marias para pescar, gostava de tomar um vermelho (mistura de Campari com pinga) e de contar muitos casos de futebol. Devo muito a esta pessoa com quem há 27 anos comecei a trabalhar com propaganda no Mineirão, onde estou ate hoje. Mas hoje peço a Deus e aos meus queridos pais para recebê-lo com muita alegria no lugar em que com certeza deverá ser o lugar mais lindo de possível. ORA, ORA, ORA............

Resposta: sem dúvida, Marcinho, sei da amizade que unia vocês dois. Valadares estará ao lado de seus país, dos deles e, porque não, de Milton Moreira, outro que subiu cedo demais.

JORNALISTA ALCINDO RIBEIRO – BH


Bela história, Flávio, sobre suas lutas e vitórias em parceria com o Carlos Valadares, o Popó, como vc o chamava. Trabalhamos juntos no Diário de Minas, e lá, vc deve se lembrar? Ele era o Boca de Aratanha, parecido com o Bocão, como foi apelidado pelo Osvado Faria, carinhosamente, claro. Como fazíamos todos que lidamos com ele. Compreendo sua saudade, pois senti isso quando partiu meu amigo-irmão Ary Franco, seu conterrâneo e amigo também. Mas, esta é a vida, da qual faz parte a morte. Não é verdade? Gostei de conhecer mais um pouco do seu trabalho, suas lutas pela classe, pela justiça e em defesa dos direitos. Vc é um bravo”.

Resposta: Amigo é outra coisa, Alcindo. O que seríamos de nós sem eles? Ary Franco abriu as portas do DM pra mim. Este sim, um bravo. A vantagem da amizade é a gente poder conhecer a alma alheia. Valadares aceitava toda brincadeira vinda de amigos. Certo dia, José Lino Souza Barros – outro grande amigo da gente – disse: “Dentista não cobra do Valadares por obturação. Mas por metro quadrado”. Nem lhe digo a resposta do Popó. Proibida. Obrigado por aceitar-me como seu amigo, o que me dá tremendo orgulho.

JORNALISTA JOSÉ CARLOS ALEXANDRE – Blog

“André Corrêa deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Flávio Anselmo fala de Carlos Valadares": Lamentável! Muita gente boa do nosso rádio indo embora.Vá com Deus, Valadares!”

JOÃO BATISTA – BH (Rede Catedral de Comunicação)

“Caro Flávio bonita e emocionante crônica. Conheci o Carlos Valadares e sempre o admirei, fico solidário com você. Abraço e um grande 2012. João Batista”.

Resposta: Obrigado João Batista, e aos poucos também a gente consolida uma boa amizade. Fique com Deus.

BEBETO E JÚNIA - BH

“Flávio, obrigado pela linda narrativa de uma amizade tão longa e sincera, que nosso querido tio Luiz descanse em paz”.

Resposta: Uma das melhores coisas da minha longa amizade com Carlos Valadares foi conhecer vocês, um casal maravilhoso. Tio Luiz tinha um intenso amor pela sobrinha Junia e se amarrava no facho de luz que Bebeto Que Delícia espalha por onde passa. A minha família ama vocês.

A EMOÇÃO ME FEZ OMITIR NOMES E EVENTOS.

Ao trazer pra Trincheira as emoções provocadas pela morte de Carlos Valadares dada por Orlando Augusto lá de Natal, cometi o pecado da omissão de fatos e nomes. Graças a Deus temos amigos de longa data que me fizeram recuar no tempo e acertar tudo. O leitor Gustavo. BH mandou a mensagem abaixo.

"Justa homenagem que vc faz ao grande Carlos Valadares se lembrando dessa época saudosa da imprensa mineira quando vocês criaram o programa Manchete Esportiva Minas e depois foram pra Record. Lembro que na Manchete vcs conseguiram o furo de transmitir direto de Assunção no Paraguai a final da primeira Copa Conmebol quando o Galo foi campeão, numa época em que conseguir essas imagens era muito difícil e vcs transmitiram com exclusividade. Tenho essa partida gravada até hoje. Pena que não foi o Valadares que trasmitiu. Acho que ele era candidato a algum cargo público naquele ano e estávamos em véspera de eleições. A partida foi narrada pelo Ronan Ramos (poderia ter sido também narrada pelo Bebeto "Que delícia!", grande narrador da turma que vcs tiveram a competência de formar). Saudades de Carlos Valadares..".


Fato verdadeiro. Com apoio do diretor João Veras, fizemos este jogo e outros do Mineiro, como a estréia do Cruzeiro em Uberaba, com Renato Gaúcho e tudo mais. Debaixo de muita chuva. Valadares candidato a vereador, também, ficou de fora.

Na relação do pessoal que apresentei na coluna de ontem, omiti, inexplicavelmente, o nome do Bodinho Kleiton Borges. Não era da turma dos meninos porque havia trabalhado comigo na Rádio Capital.

Os repórteres juniores eram Odilon Amaral e Flavio Jr. Os seniores Afonso Alberto, Kleiton Borges, Orlando Augusto, no Atlético, América e Cruzeiro. O produtor era o saudoso Alberto Decat. Nosso cinegrafista era o saudoso Milton Moreira – um artista – morto num acidente de carro quando se dirigia pra Patos de Minas a fim de cobrir um jogo do Atlético contra o Mamoré.

O ajudante de estúdio o nosso querido Maguila.

Foi Maguila quem me lembrou no velório que Dimara Oliveira estava certa. Valadares passou pela Band Minas por um ano e meio com os Campeões do Ringue. Não sei como pude me esquecer deste evento. Valadares chegou a levar-me num programa pra que eu fosse o comentarista do projeto. Não deu certo. Fracassei.

A luta livre foi um grande sucesso de audiência na TV que Valadares trouxe de São Paulo onde apresentava o programa na Record. Acabou lá e ele trouxe a trupe toda pra Beagá. Aqui botou o Maguila como o gorila de um soco demolidor. Daí nasceu a ideia de fazer Maguila um lutador de boxe famoso, contraponto daquele já famoso de São Paulo.

Mas isso é outra história, outra peripécia de Carlos Valadares.

Só gostaria de acrescentar estas participações dele, entre muitas outras internacionais, em Copas do Mundo, pela Globo, pelo SBT, Olimpíadas, Fórmula Um na Poderosa, antes de Galvão Bueno, a famosa reportagem no Fantástico, com Nelinho chutando a bola do gramado pra fora do Mineirão. E mais coisas e coisas.

Valadares não era desse mundo, quem conviveu com ele, foi seu amigo e sócio, como eu fui com o prazer de curtir sua bela família de Maria José, esposa: Franklin, Dani e Flavinha; seus pais, suas irmãs carinhosas com o mano caçulinha, pode afirmar que ele foi cedo demais, com apenas 65 anos. Só a saudade dele não nos basta.

O local de seu velório, na Av. Afonso Penal, 2152, foi bem escolhido. Uma casa histórica, construída por um político de Montes Claros, já falecido. O imóvel é tombado pela Prefeitura. O casal que a construiu de volta de uma viagem a Buenos Aires, onde ficou conhecendo a famosa Casa Rosada, sede do governo argentino, decidiu transformar sua mansão numa réplica, pelo menos na cor. E passou a chamá-la, também, de Casa Rosada, como ficou conhecida. Aí os donos atuais, os mesmo do Crematório Renascer, resolveram chamá-la de “Funeral House”. Esdrúxulo. Valadares merecia Casa Rosada, sei disso.

Suas cinzas segundo pediu ao Maguila, - sem confirmação da família – mas numa demonstração de amor à Lagoa Santa, onde viveu maravilhosos anos de sua vida, na orla da lagoa, serão espalhadas no meio exato da lagoa.Antes ela estivesse limpa e saneada pra receber as cinzas do meu amigo. Não digo sempre que amigo meu não tem defeito? Valadares não tinha e merecia uma lagoa santa e limpa.
Ora,ora,ora, meu caro Carlos Valadares.

domingo, 1 de janeiro de 2012

POPÓ FOI EMBORA PRIMEIRO. SACANAGEM

NOS MEADOS DOS ANOS 90, recebi convite pra deixar a Band MG onde estava desde 82 e levar o Minas Esportes pra Manchete. O Carlos Valadares havia recebido convite da mesma emissora como narrador nacional. Conversamos aqui e decidimos montar uma sociedade. Chamei a turma da Band, mas ninguém topou, apesar de a maioria ter ido pra lá pelas minhas mãos. Paciência. Começamos nova turma, com Odilon Amaral, Flavinho, Afonso Alberto, Alberto Decat, e Orlando Augusto. Valadares apresentava e eu comentava. A rapaziada fazia noticiário ao vivo.
Ficamos poucos meses na Manchete que estava em crise financeira. Que não nos atingia, mas atingia a parte técnica com constantes greves. Foi tempo suficiente entretanto pra gente agitar a mesmice da época. Promovemos o Verão Vivo na orla da lagoa em Lagoa Santa, de onde transmitíamos eventos quase ao vivo. Como era isso. Uma equipe de motoqueiros à nossa disposição, levava e trazia as fitas. Botamos umas 15 mil pessoas por dia na beira da lagoa.
Os problemas se avolumaram e decidimos mudar: aceitamos a proposta da Record que iniciava suas atividades em Minas. Uma enorme aventura. Não tinha público, e imagem ruim na Capital. Aos poucos, como fiz na Band, viajando pelo interior, por recomendação dos diretores da época, coloquei a imagem da Record em várias repetidoras municipais.Brigamos na Justiça com os bispos e ganhamos. Queriam nos tirar do ar pra botar um pastor, Não respeitaram o contrato vigente. Através de liminar ficamos no ar mais seis meses e aí fizemos acordo com eles. Durou uns cinco anos e então cresceram os olhos e eu decidi pular fora. Valadares, diante disso, saiu também. Nossa amizade cresceu mais ainda. Tempos depois ficamos um anos no ar no canal comunitário 13. Aí desistimos de vez dessas empreitadas. Tentamos entrar na Internet. Valadares montou um site com rádio, tevê e jornal. Mas em Lagoa Santa e mudou-se pra la. Eu tinha minha casa em Lagoa, no Condomínio Condados - ainda tenho - mas nenhuma disposição de mudar. Passei a colaborar para o jornal do Valadares e até cheguei a fazer alguns jogos com  ele pela sua rádio FM.
Entre nós, nos chamávamos de Popó e Palmerindo. Personagens do Chico City.  Gozações do tipo: " você se se esqueceu da coluna, ô Palmerindo" - que era eu. E eu respondia, gozando tb: "esqueci nada Popó, já mandei. Vc é que não sabe mexer com internet. Chame o Franklim, que é cobra no assunto."
Quem chega ao  Ipatingão, na entrada principal, encontra a placa alusiva a primeira transmissão ao vivo daquele estádio. Fizemos nós, pela Record, a decisão de uma Taça Belo Horizonte que acompanhamos do princípio ao fim. Sempre com um jogo ao vivo.Criamos na Record também a Copa Futebol Dente de Leite, transmistida do Independência por quatro anos, revelando jovens talentos. Vários estão por aí nos profissionais.
Otrodia, liguei pra sua esposa Maria José atrás de informações, porque o celular dele não atendia. Ela me revelou que a situação estava gravíssima. Há 60 ele estava internado no Madre Tereza. Dias antes eu havia falado com ele. Em razão dos problemas que tive há dois anos, com infecção hospitalar, tenho evitado - e ainda tenho trauma - de visitar hospitais. Além do que peguei uma gripe que me acompanhou por vários dias e sabia que minha visita causaria problema. Entreguei pra Deus e fiz como Valadares sempre fazia: rezei pra São Judas Tadeu por sua recuperação.
Como faço todos os anos nesse período entrei de férias totais.  Quem me deu a notícia foi o Orlando Augusto, lá de Natal-RN. "Perdemos o nosso Bocão, Flávio". Não levei aquele choque da surpresa, porque esperava por essa infausta notícia. Maria José me preparara antes. No Jogada de Classe mandamos um abraço pra ele, sabendo que não o receberia porque já estava entubado.
Os mais novos, não aqueles da geração de Odilon Amaral e Flávio Junior, e outros que minha memória falha não me permite lembrar quais, sabem o que representa uma perda como essa. Seus amigos estão desolados e são vários, dentre eles eu me incluo.
Mais um que sobe fora do combinado, conforme a vontade D'Ele. O time é enorme.
Que Deus olhe pelo nosso Bocão, apelido que  lhe deu Osvaldo Faria, na Itatiaia, e pelo meu particular amigo Popó. Nas minhas lembranças, Luiz Carlos Valadares, não deixarei nunca de reclamar dessa sua caduquice de partir tão cedo. Apenas com 63 anos. E quantos projetos, certamente, se a saúde nos permitisse, haveríamos de fazer juntos? Vá pelas mãos de São Judas, amigo.