sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

CRUZEIRO NEGA DENÚNCIAS DA REVISTA PLACAR

 

Antes de publicar a “nota de esclarecimento” do Cruzeiro, gostaria de esclarecer o seguinte: não gosto da linha editorial da Editora Abril! Seja da revista Veja, ou da Placar. É uma linha arrogante, prepotente e, no segmento reportagens investigativas, julgam-se donas da verdade. Antes do julgamento das pessoas pelas instituições da Justiça promovem verdadeiros linchamentos públicos. Quem gosta e assina tais revistas sabe do que falo e, de sobra, conhece histórias em que a revista errou feio.
Contudo, respeito-lhes o direito de agir como bem entendem. Como leitor, faço que nem como telespectador: mudo de canal. Não leio as revistas da Abril nem nas salas de espera dos consultórios. Não contesto a força que detêm como veículos de mídia impressa, com absurda aceitação nesse país de analfabetos. A repercussão de suas matérias investigativas acontece mais em outros veículos, incapazes de agir por si próprios, porém com a tenacidade de vira-latas repetem sem “aspas e créditos”, as reportagens exclusivas das revistas.
As emissoras de rádio dizem: “estão na revista tal acusações sérias contra beltrano.” Então, o Ministério Público na busca dos 15m de fama dedica seu tempo precioso a recortar as reportagens, sem nunca investigá-las nas origens. As televisões – incluindo a poderosa Globo – vão no rastro. Outras revistas e jornais também. No caso destes últimos a repercussão fica na laje.  Afinal, quem lê Abril, jornais e demais revistas é da elite abonada, acostumado aos grandes negócios, subtraindo o dinheiro do País em nebulosas transações.
O pessoal do futebol é de rádio e televisão.
 Bom, digamos que a internet resgatou certa identidade ao brasileiro que não gosta de ler, tem preguiça de comprar livros, revistas e jornais. Aí as denúncias sobem e descem atrás dos denunciados, que, segundo dizia a macróbia dona Geralda, “não estavam, com certeza, numa Igreja rezando...”
Quanto aos dois lados envolvidos – revista Placar e denunciados – esclareço que me informei, por alto, das acusações da primeira, até por falta de interesse. Os maiores interessados são os conselheiros, os sócios, os torcedores, Ministério Público e Polícias Civil ou Federal. No caso dos leitores, acreditem ou não nas denúncias.
Por outro lado, quanto à nota de esclarecimento do Cruzeiro e do senador faço a parte da Imprensa que só deseja informar. Se querem acreditar na nota, ou não, depende de cada um que me prestigia neste momento.
Vamos à nota:

“O Cruzeiro Esporte Clube e o ex-presidente José Perrella de Oliveira Costa vêm a público esclarecer as informações veiculadas pela revista Placar na edição que vai circular nas bancas nos próximos dias.
Zezé Perrella informa que, definitivamente, não tem exercido mais nenhuma influência no comando do clube e que todas as decisões estão sendo tomadas pelo novo presidente, Gilvan de Pinho Tavares.
O ex-presidente não tem sequer manifestado opinião sobre qualquer assunto – entre eles a montagem do time – mas que, como torcedor, segue confiante nas ações da nova diretoria.
Sobre as questões financeiras, Zezé Perrella lembra que o clube vem enfrentando um momento delicado desde que os estádios da capital foram fechados para reformas visando a Copa do Mundo de 2014, o que acarretou grandes prejuízos com a queda acentuada de bilheteria e esvaziamento do programa sócio futebol, com a perda de quase 20 mil adeptos, contabilizando um prejuízo aproximado de R$ 30 milhões.
Por isso, o Cruzeiro viu-se obrigado a recorrer às instituições financeiras em 2011 assumindo compromissos que estão sendo saldados. Nessas operações, o ex-presidente foi avalista, como sempre fez durante seus anos à frente da presidência, um procedimento absolutamente normal.
Zezé Perrella informa que as demais dívidas, como foi exaustivamente explicado no passado, estão pactuadas no REFIS e sendo cumpridas regularmente, por isso não representam nenhuma preocupação à segurança administrativa do clube.
Financeiramente, o Cruzeiro continua sendo um dos clubes mais equilibrados do país, segundo ranking publicado pelo jornal O Estado de São Paulo e divulgado em veículos de grande circulação nacional.
Por fim, o ex-presidente explicou que não possui nenhum crédito junto ao Cruzeiro Esporte Clube”.

Querem um exemplo de como as notícias da Veja repercutem mais em outros veículos? Leiam o publicado hoje no Superesportes:

“Uma informação divulgada na manhã desta quinta, pelo colunista Lauro Jardim, da Revista Veja, garante que o time celeste procurou a Caixa Econômica Federal para pedir a liberação da receita relativa aos direitos de transmissão do Brasileirão deste ano. O pedido seria amparado no acordo com a detentora dos direitos e seria de aproximadamente R$ 50 milhões.
O Superesportes entrou em contato com o diretor de comunicação do Cruzeiro para confirmar a operação, mas a posição oficial pouco esclareceu sobre o tema.
“Quem pode confirmar isso é o setor financeiro. Tenho que entrar em contato com eles para, depois, confirmar ou não. Mas adianto o Cruzeiro não costuma liberar essas informações. Essas operações bancárias são comuns. O clube precisa manter seus compromissos. Todo ano, no mês de abril, nós publicamos o balanço financeiro do clube”, disse o cartola.

3 comentários:

  1. Sou cruzeirense, não gosto do Perrella, mas seu comentário foi excelente. Se tem uma coisa que a editora Abril nunca será, é ser imparcial. O que ela denuncia tem sempre relação com algum interesse da editora, e todo mundo aceita isso quela abaixo sem nem contestar.

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  2. Nunca vi uma visão tão preconceituosa e sem profundidade sobre liberdade de expressão e imprensa quanto a sua. "Não contesto a força que detêm como veículos de mídia impressa, com absurda aceitação nesse país de analfabetos"... "Afinal, quem lê Abril, jornais e demais revistas é da elite abonada, acostumado aos grandes negócios, subtraindo o dinheiro do País em nebulosas transações". Então, se a pessoa é rica e lê Veja, é, consequentemente, analfabeta e subtrai dinheiro do país? Lamentável este tipo de visão vir de um profissional de imprensa. Ah, imprensa mineira, né? Essa sim é um poço de credibilidade e imparcialidade.

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  3. É por essas e outras que dois certos senadores cruzeirenses mandam e desmandam por aqui.

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