quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

CRUZEIRO ENFRENTA SUA NOVA FILIAL EM JOGO ADIADO DA PRIMEIRA RODADA

 

Que minha cansada memória se lembre, o Nacional é a quarta filial que o Cruzeiro monta no interior. As outras tiveram sucesso nas suas praias. O Ipatinga foi aquela que chegou mais longe e foi até campeã mineira e disputou a Série B do Brasileiro. Araxá e Atlético de Três Corações foram outras e serviram pra revelar bons jogadores.
O Cruzeiro entra em campo, nesta quinta-feira, às sete e meia da noite contra no Farião em Divinópolis, porque o time do ZZ Senador, montado em Nova Serrana, ainda não tem um estádio. A prefeitura daquela cidade constrói a praça de esportes que terá o nome do famoso senador biônico, ex-presidente do Cruzeiro.
Pior informação do que esta só mesmo a fornecida pelo técnico Vagner Mancini: o time será o mesmo que derrotou (3 a 0) o Tupi de Juiz de Fora. Ou seja, vai jogar até aprender.
Outra notícia ruim: Walter estará fora, pois não estava inscrito na Federação Mineira de Futebol no dia em que a tabela marca a partida. Trata-se de jogo adiado.

O atacante Fábio Lopes, 26 anos, novo “reforço” do Cruzeiro só foi apresentado esta semana pelo clube. Diante do clima hostil e da falta de conhecimento de seu currículo, o atleta mostrou pelo menos personalidade forte ao responder às cutucadas dos repórteres. Uma de suas respostas: “Todo mundo um dia foi desconhecido e teve um currículo a desejar. Tenho personalidade para trabalhar no Cruzeiro e mostrar aqui que sou capaz”.
Vagner Mancini botou lenha na fogueira sobre este assunto ao informar que Fábio Lopes não é recomendação sua. Pelo que me consta o presidente de um clube pode contratar quem quiser sem dar satisfações ao treinador.
Além do que Fábio Lopes foi indicado por alguém mais capaz: Levir Culpi, com quem trabalho no Cerezo Osaka do Japão.
 No futebol brasileiro, ele defendeu Moto Club-MA, Coritiba, Toledo-PR, Santa Rita-AL, Bragantino, CSA-AL, Asa-AL e Icasa-CE. O atacante atuou pelo Daejeon Citizen, da Coreia do Sul. Mas não vê o Cruzeiro como a chance mais importante de sua carreira: “Não levo assim, é uma chance muito boa. O Cruzeiro dispensa comentários, vou procurar aproveitar oportunidade e tenho certeza que vou colher bons frutos”. Se jogar a metade da autoconfiança mostrada, Fábio Lopes será, realmente,um reforço.

SALUM SAI NO ATAQUE EM DEFESA DA POSSE DO AMERICA

Marcus Salum afirmou que analisou detidamente o contrato entre a BWA e o Atlético e acalmou os americanos numa entrevista à TV Alterosa. Disse: “O Estádio Independência é de propriedade do América Futebol Clube, com escritura e registro, e isso não vai mudar”.
Esclareceu ainda:“O América foi procurado pelo governo que pediu o controle do estádio para as reformas visando resolver o problema das obras no Mineirão. Nós cedemos sob certas condições, que estão muito claras no contrato. O América tem a preferência no vestiário principal em qualquer jogo, tem preferência em caso de jogos de dois times mineiros e temos dois camarotes para todos os eventos”
“Além disso, temos toda a programação visual do Independência baseada nas cores do América. Para completar, a torcida americana vai poder entrar pela rua Pitangui, que é o lugar onde eles gostam de ficar. Temos direito também a uma receita bruta de todos os lucros que o estádio arrecadar. Isso foi acertado e feita uma cessão por 20 anos. Depois desse período, o América volta a administrar a arena”.
É, caro Salum, tudo bonito, mas a questão gira em torno da parte comercial. A BWA ganhou a concorrência do estado para este período em que o América estiver fora e assinou o contrato de parceria com o Galo.
Questionado a respeito,  Salum não deu detalhes: ”Eu não sou advogado e não vou entrar em detalhes. Só sei que no edital diz que nenhum outro clube pode administrar o estádio. Somente a empresa que ganhou a licitação. O governo é quem deve tomar as providências”.
Estou quase entendendo a posição do Atlético na história toda.
No meio deste imbróglio todo, o esquentado Alexandre Kalil atirou outra enorme pedra na água e causou vários tsunamis. Caso seja mantido o atual modelo de administração do Mineirão a ser inaugurado ano que vem,  o Galo não tem interesse em mandar suas partidas no estádio.

Segundo Kalil  o Atlético só teria direito a ingressos no Mineirão: “Todas as propriedades do Mineirão são da concessionária. O Atlético tem direito ao ingresso”, “Nós estaríamos na mão do futebol da década de 50. Você é o dono do espetáculo e não tem direito a nada, quando o futebol moderno fala que devemos ter todas as propriedades do estádio. É porque o Mineirão não quer que a gente jogue lá”,
O Urso Bravo tá coberto de razão. Há inversão de valores. O certo é o clube ficar com toda arrecadação do estádio e pagar um percentual à concessionária. .
Disse mais ainda, na entrevista ao Sportv: “O Atlético se interessa em negociar com o Mineirão. Mas eu não posso negociar sem opção. Porque o contrato do Mineirão é uma vergonha”
“ Hoje, não precisa ir na Europa não, na Argentina, no Chile, todas as propriedades são dos clubes ou parte delas são terceirizadas com percentuais. No estádio que o poder público financiou, os donos do espetáculo vão ter direito a ingresso. Do jeito que o Mineirão está, não interessa ao Atlético. Agora, o Atlético é uma empresa que tem todo interesse em negociar.”
Essa é uma briga que a torcida tem que comprar com o seu clube do coração.

SECRETARIA AMEAÇA CONTRATO DO GALO


A Secretaria de Estado Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) informou que poderá revogar a licitação de concessão de exploração do Estádio Independência, vencida pela BWA Administração de Arenas, caso essa empresa tenha descumprido condições impostas pelo governo de Minas Gerais no contrato.
Na segunda-feira, veio a público um contrato assinado entre a BWA e o Atlético, no qual o clube firma parceria com a vencedora da licitação de administração do Estádio Independência pelo período de 27 anos. Estranhamente, a concessão dada pelo governo de Minas à BWA é de dez anos. No entanto, pelo edital de licitação, o governo de Minas impede a participação na administração de instituições e membros do conselho de clubes esportivos.
Embora os dirigentes alvinegros não confirmem oficialmente a informação, o acordo com a BWA foi assinado em 19 de janeiro e registrado dia 8 de fevereiro no 1º Cartório de Ofícios e Documentos. Consta no contrato que o clube receberia parte do aluguel caso outra equipe atue no estádio ou receba eventos, mas ficaria responsável, com a vencedora da licitação, pelas despesas de manutenção. O Galo seria responsável pela administrção do Independência e teria lucro integral sobre a renda de suas partidas.
A proporção de lucros ficaria em 45% do Atlético; 45% da BWA; 5% do América e os 5% restantes do governo estadual, responsável pelo financiamento das obras, que custaram cerca de R$ 130 milhões. ( Do Superesportes)

SERVIR A DOIS SENHORES AO MESMO TEMPO
A BWA estranha: quer servir a dois senhores ao mesmo tempo. Reuniu-se com a diretoria do Cruzeiro, terça-feira. O simpático sócio-diretor da BWA Bruno Balsimelli, veio a BH convidar o Cruzeiro pra uns acordos comerciais visando a  utilização do estádio do Horto. Uai, a BWA pretende entregar todo controle aos times mineiros, ou de sua parte no acordo com o Atlético dividirá lucro com o Cruzeiro, numa forma de cala boca? Vamos esperar e analisar.


4 comentários:

  1. Flávio,
    Dividir receitas e despesas não é administrar. É o que ocorre, por exemplo, com um acionista de uma SA. Ele sofre todas as consequencias da boa ou má administração da empresa, mas quem administra é a diretoria. Algumas ações podem até ter poder de decisão sobre alguns temas, mas administrar não administram. Não contratam, não pagam fornecedores, não dão quitação, não decidem investimentos. Só recebem os dividendos, aumento ou perda de valor de suas ações, conforme a empresa é bem ou mal administrada. A única administração que existe na sociedade é a da própria sociedade, não do estádio: uma prestação de contas, que é o que se dá quando uma pessoa administra um negócio no qual outra investiu e espera obter lucros.
    Me espanta que se questione esse negócio, onde o atlético paga a metade das despesas, recebe a metade dos lucros e, ainda, se obriga a jogar todas suas partidas no mineirão, quando o América obteve uma reforma de 120 milhões em um estádio que lhe custou 500 mil, em troca da cessão 10 anos de sua gestão, mais 5% do faturamento bruto. Veja bem: bolada do américa são 120 milhões, envolvendo dinheiro público, mais 5% do faturamento anual, por 10 anos de cessão. Isso para um time do tamnho do américa e para um estádio como o independência era, antes da reforma. Esses valores todo mundo parece achar normal...

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  2. Escrevi "se obriga a jogar todas suas partidas no mineirão", mas quis dizer "se obriga a jogar todas suas partidas no Independência"

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  3. Varela, grato por sua participação e vou republicá-la na minha coluna com a sua autorização. Posso?

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