terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

INDEPENDÊNCIA DO DR ANAST-AZIA GERA CONFUSÃO

Não bastasse a confusão que aprontou no futebol mineiro com a sua precipitada demolição, com a sua enrolada reinauguração, o Estádio Independência, que o América anuncia como seu, poderá transformar-se em objeto de disputa judicial. Caso isso aconteça, então é que o imbróglio esquentará e o estádio só será entregue ao público após a Justiça decidir, em definitivo, quem cuidará dessa galinha de ovos de ouro.
Uma informação da Rádio Itatiaia botou lenha na fogueira e estufou as veias do pescoço do inflamado dirigente alviverde Marcos Salum. Segundo a emissora, o Galo firmou contrato de exploração comercial com a empresa BWA, consórcio vencedor da licitação feita pelo governo, pelos próximos 27 anos.
A BWA tem direito a explorar o local por 10 anos.
Pelas informações o Galo teria 45% do lucro da nova arena, assim como a BWA. O Coelho, que já é chamado de “antigo administrador do estádio”, ficaria com 5%, que nem o Governo do Dr. Anast-azia, que, afinal, investiu dinheiro público na reconstrução do Independência e tem o controle sobre o local por 20 anos.
Meto a minha colher de pau na discussão. Tem dinheiro público no negócio? Tem dinheiro meu, seu, dos meus filhos, do cidadão comum.
Então por questão moral o tal contrato não poderia ser firmado ainda que o Ministério Público tenha se pronunciado favorável a ele. A origem do contrato é de uma licitação, aí vem a engraçadinha da BWA e negocia parte dele com o Atlético.
Ah, a questão é meramente comercial e não envolve a administração do estádio. Bonito, né? O Independência sem ser explorado comercial vale tanto quanto uma casca de banana. Outra coisa: o contrato tem uma cláusula que proíbe a locação do estádio ao Cruzeiro ou qualquer outro time quando este for o mandante em partidas contra o Galo. Então este curioso filho do Sodico questiona: e nos jogos em que o América mandar contra os alvinegros, não poderão ser lá também não? Céus.
Eu chio tanto quanto Salum, visto que o Dr. Anast-azia prometeu aumento para os aposentados do Estado na sua campanha, ao lado do ex-Aecinho. Então, como o aumento não foi dado por falta de grana, entendo que o meu aumento foi para as obras do Independência e do Mineirão
O presidente do Galo, Alexandre Kalil, guarda sua enorme boca pra comer sua devida farinha no momento certo:  “O Atlético não tem nada a dizer, se reserva ao direito de ter o seu momento”, disse o Urso Bravo à Rádio do Manézinho Carneiro.
Já a BWA ( não levo muita fé nesse pessoal, não minha gente!) por meio da assessoria de imprensa, disse que só fala após tomar posse do estádio que nós construímos. Que beleza!  Pra nosso governo, o Independência tem a reinauguração prevista pra meados de março (?) e nós, povo das Geraes, gastamos cerca de R$ 130 milhões na reforma. Carinha, não?
Voltaremos ao assunto.

O PINGA FOGO DA TRINCHEIRA FERVE SEMPRE NO INÍCIO DA SEMANA.

Vamos às mensagens do momento:

Vanderlei ( Pantera) Lima – BH – “sempre bom receber a Trincheira. Afinal de contas, na nossa atual imprensa esportiva, e a única pena que nao tem demonstrado ter apegos a cartolas, fato que o acompanho desde o convívio com os amigos da AMCE”.
“Realmente a crise no Cruzeiro parece nao ter fim e até agora nao sei o que mudou por lá. Na semana passada, a folha publicou uma foto do Roger e sua esposa Débora Secco no desfile técnico da União da Ilha no sambódromo, ao lado de Montillo, que estava com um dos filhos no colo.”
“Por incrível que pareça na foto, logo atrás, estava o ex presidente ZZ Perrela, igual um papagaio de pirata. Recentemente ele deu uma entrevista na sede do clube e quando o Cruzeiro foi dar uma nota à imprensa sobre as dividas do clube, a nota foi conjunta. Parece que o ZZ virou eminência Parda no clube. Vai ficar lá igual fantasma e o atual presidente igual um fantoche. A torcida vai ter mais um ano daqueles. Um time sem comando dentro e fora de campo. Lamentável. Parabéns pela Trincheira”.

Resposta: Previ essa divisão de comando antes das eleições. Gabinete de honra pro ex-presidente, por onde passam as decisões. E o gabinetinho pro atual. Por onde não passa nada, além dos problemas e das dívidas.

Júnior Brasil – BH (Rádio Itatiaia) “Caro Flávio, suas palavras batem muito com o comentário que fiz do jogo do Cruzeiro. Só tem um detalhe, o jogador da máscara é Rudnei e nao Rudmar”

Resposta: caro Brasil, dentro das minhas crises de caduquice tenho dito que os leitores são meus grandes revisores. E antecipadamente, peço desculpas a todos. Detesto ler imediatamente após as besteiras que escrevo, por isso os enganos como esse acontecem.

Flávio Barão – BH – “Sou repórter da Rádio Teófilo Otoni, trabalhei no estádio Castor Cifuentes no domingo e gostaria de esclarecer alguns fatos. Nossa equipe voltava de Nova Lima, ouvindo a Grande Resenha, da Rádio Itatiaia. Ficamos estarrecidos ao ouvir do repórter Guilherme Gonzer, que estava no gramado; e, posteriormente, do Emanuel Carneiro, que o jogador Danilo, do América TO (envolvido naquele choque com o outro zagueiro do próprio América) teria sido atendido pelo médico do Villa e que o Dragão não tinha médico no estádio”.
“Me desculpe, mas o próprio repórter desta emissora me perguntou o nome do médico, que é o Dr. Eder Detrez. As imagens da TV Globo o mostram chegando no jogador Danilo, rápida e simultaneamente ao médico do Villa, que 'também' prestou socorro ao jogador contundido. Eu e outros colegas da imprensa entrevistamos o Dr. Detrez, médico do América, ao lado do jogador Danilo, logo após o ocorrido, para inclusive acalmar os familiares e amigos que estavam nos ouvindo em Teófilo Otoni”.
“O médico acompanhou o jogador ao hospital. Ouvimos o Dr. Detrez pelo telefone, logo após o jogo, falando do Hospital e dando informações sobre o estado do atleta”.
“Tais informações errôneas e irresponsáveis de uma emissora com tanta audiência colocam em cheque profissionais, como o Dr. Eder Detrêz, a diretoria do América TO e todos que trabalham pelo clube. É lamentável que a emissora que se intitula a “rádio de Minas” se limite a cobrir apenas um lado da notícia, mesmo estando in loco”.
“Só espero que o fato do clube mandante ser de uma cidade que investe generosa verba publicitária não tenha influência no conteúdo informativo. Afinal "nós vendemos espaço, não vendemos opinião".
P.S. No jogo de sábado, também com cobertura da Rádio Teófilo Otoni, a Caldense não tinha médico. Quem atendeu os jogadores da Veterana foi o Dr. Marcus Vinícius, médico do Atlético. Nós informamos o fato in loco, ao vivo. Será que só nós percebemos?

Resposta: Chii, Guilherme, sua barra tá suja em Teófilo Otoni. Quanto ao comentário sobre a influência  de Nova Lima na notícia, me desculpe, Barão, mas não tem nada a ver. Analise bem o que você afirmou: o que isso se envolveria no contexto da informação?

Reginaldo – BH - “Olá meu amigo Flávio Anselmo,discordo do seu comentário. Não acho que Berola tenha amigos na imprensa, nem tão pouco que a camisa do glorioso tenha pesado. Berola apesar de não ter sido titular, foi destaque positivo na maioria das partidas que entrava e chegou a tirar o galo de sufocos em alguns jogos. Sem puxar a
sardinha, acho que é merecido. Queria o quê? Wellington Paulista? Anselmo
Ramon? Fabio Júnior? Kempes? Guilherme o outro atacante do galo? Tem jeito
não meu amigo, o prêmio é merecido sim, pode colocar sua mão a palmatória.

Resposta: a mensagem de Reginaldo vem a propósito de uma crítica que fiz sobre a escolha de Berola no Troféu Telê Santana. Como atleticano apaixonado que é, conforme diz em sua mensagem, Reginaldo tem direito analisar da maneira que entender, face sua paixão. No meu caso não.
Eu escolheria Kempes, do América, claro, e até Jheimy, ex-Galo, que pelo Boa Esporte foi destaque como artilheiro. Tem gente que olha só para o próprio umbigo e se esquece do interior, né Reginaldo? Aliás, Jheimy foi contratado pelo Sport do Recife e é o segundo artilheiro do time no Campeonato Pernambucano. Um abraço.

5 comentários:

  1. Não é bem isso, segundo o que li, do referido contrato:
    1- O atlético fez um acordo com a empresa para dividir despesas e receitas e ter preferëncia no agendamento de jogos excetuado o caso dos do América.
    2- É pouco provável que haja proibição arbitrária aos jogos do cruzeiro. É interesse de quem ganha com a utilização do estádio que mais eventos ocorram lá, independentemente de quem seja o mandante. Só que o atlético tem que ter direito a se manifestar também, pois o clube se obrigou a realizar TODOS seus jogos no independëncia.
    3- A administração é da empresa, que terá que prestar contas ao Atlético uma vez que este arca com 50% das despesas e tem direito a 45% das receitas.
    4- O contrato é entre privados, não envolve dinheiro público. Nao beneficia nem prejudica o estado. A licitação já ocorreu e seus termos, criticáveis ou não, foram outros.
    5- O contrato é benéfico até o cruzeiro que tem sua posição nas negociações para jogos no Mineirão fortalecida (é o único clube que terá disponibilidade para jogar lá com frequencia). 6- A única parte que perde com o contrato é a empresa administradora do Mineirão, que perde poder de barganha para explorar os clubes mineiros. Se o estádo criar óbice ao negócio está defendendo os interesses dessa empresa, ninguém mais.
    7- Se este contrato é imoral, me responda Flávio, quanto o América pagou para receber o Independëncia?

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Meu caro, Barão! Não foi apenas eu que não percebi o doutor Éder Detrez no campo. Outros companheiros também não o viram no momento. Segundo o que vi posteriormente nas imagens, o doutor realmente lá estava. Porém, a calça branca com a camisa vermelha e branca do médico dificultaram a identificação do ponto onde estava. No entanto, se você realmente ouviu o que disse no dia do jogo, inclusive na Resenha, então constatou que em nenhum momento falei sobre o médico do América-TO. A minha intenção ao ouvir o doutor Gustavo Albergaria, na Jornada, foi apenas informar o ouvinte sobre o estado do atleta Danilo (que sofreu uma convulsão). O meu equívoco foi não ter insistido na localização do dr. Éder Detrez.

      Agora, gostaria de entender que relação é essa que você coloca quando diz:

      “Só espero que o fato do clube mandante ser de uma cidade que investe generosa verba publicitária não tenha influência no conteúdo informativo. Afinal "nós vendemos espaço, não vendemos opinião".“

      Quem você pretende atacar com esse argumento?

      Você realmente deve ser um repórter perfeito, certo? Jamais cometeu um equívoco, não é mesmo?

      Passe bem aí em Teófilo Otoni, que é uma cidade de vários amigos!

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  3. Guilherme, menino do Gonzer, algumas bolas vão ao goleiro. Outras às redes. O que não pode é o reporter bater na trave. Vc não persistiu numa informação que era sua, vc era dono dela. De qualquer forma, continua tão bom como toda a linhagem. Siga em frente.

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    1. Mesmo depois de bom tempo, vale a resposta.

      Reconheço o erro, Flávio. Foi um falha péssima! Nenhum problema ao admitir. No entanto, só respondi ao colega de Teófilo Otoni porque acho que não foi legal o questionamento implícito sobre o meu caráter. Quem me conhece sabe que, desde o berço, fui criado e cobrado para uma conduta correta em sociedade e justa com todos ao meu redor. Abraço e obrigado pelas observações!

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