quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

JORNALISTAS ENCARAM PREPOTÊNCIA DA GLOBO E DO SEU PAU MANDADO, A FEDERAÇÃO MINEIRA DE FUTEBOL.

JORNALISTAS ENCARAM PREPOTÊNCIA DA GLOBO E DO SEU PAU MANDADO, A FEDERAÇÃO MINEIRA DE FUTEBOL.


A nota do Sindicato dos Jornalistas repudiando as imoralidades anunciadas unilateralmente pela FMF atira certo, mas no alvo errado. A FMF trata-se apenas de um pau mandado da Rede Globo. A emissora entende que a entidade administradora do Campeonato Mineiro e representante da CBF em Minas, no Campeonato Brasileiro, é obrigada a submeter-se aos seus caprichos. Não se trata, apenas de desrespeitar o trabalho dos repórteres e cinegrafistas das outras emissoras, ou das emissoras de rádio, mas de aquinhoar, também, a informação que é um produto de domínio público. Aos demais, o resto; à Globo todo espetáculo comprado por ela, como se lhe coubesse, também, as demais informações surgidas durante o evento.
Episódio que lembra os antigos coronéis baianos de Ilhéus, donos das imensas fazendas de cacau e de tudo que envolva as colheitas do produto, inclusive os pobres cacaueiros, como se vê nos romances de Jorge Amado.
Portanto, Justiça neles, companheiros. Pau nos donos do futebol tupiniquim. Leiam abaixo a nota do Sindicato.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) considera as normas anunciadas pela Federação Mineira de Futebol (FMF) para a cobertura nas arenas esportivas do Estado um abuso de poder e o cerceamento do direito ao trabalho dos profissionais de imprensa que não pertencem à emissora detentora dos direitos de transmissão dos campeonatos Mineiro e Brasileiro, a Rede Globo.
A organização limita o trabalho dos demais jornalistas à Tribuna de Imprensa, impede o acesso livre ao gramado, proíbe o contato com os jogadores nos vestiários e dá plenos poderes à Assessoria de Imprensa da Federação e à emissora detentora dos direitos de transmissão para escolher quem entrevistar, quando e como, o que vai provocar total prejuízo às edições esportivas de jornais e às coberturas das rádios e outras TVs. Tal despropósito vilipendia leitores, ouvintes e telespectadores dos demais veículos de comunicação.
As regras, que contêm todo o tipo de infâmia, obrigam emissoras de rádio a informar a frequência de seus microfones, para não macular a cobertura ao vivo da rede televisiva. Essas normas são um desrespeito à natureza plural das transmissões e das reportagens esportivas, pois se destinam a beneficiar apenas um veículo de comunicação em detrimento da qualidade do jornalismo.
O SJPMG, que sempre se posicionou quando houve tentativa de cercear o trabalho dos jornalistas, sai, mais uma vez, em defesa do direito ao trabalho e da diversidade da informação. O Sindicato vai tomar as medidas cabíveis para garantir a todos os profissionais da imprensa o direito de trabalhar livremente nas arenas esportivas de Minas Gerais. A entidade vai organizar e mobilizar os profissionais que estão sendo prejudicados com a execração e o confinamento, além de acionar todas instâncias envolvidas na questão. Agindo assim, sai em defesa da pluralidade no jornalismo esportivo, garantindo tratamento igual ao trabalhador jornalista, independentemente de seu veículo de atuação. O SJPMG não compactua com esse desrespeito à informação de qualidade e levanta preocupação quanto ao que poderá vir durante a realização da Copa do Mundo em Belo Horizonte.
Não é admissível que apenas uma emissora, embora tenha investido na competição, fique com o monopólio de um espaço público como as arenas esportivas de Minas Gerais, reconstruídas ou reformadas com verbas municipais, estaduais ou federais e nas quais historicamente foram respeitados os espaços dos mais afortunados e dos menos aquinhoados veículos de comunicação.
Por tudo isso, a FMF mostrou-se autoritária, ditatorial, e seu ato fere de morte o direito ao trabalho e à informação. A decisão da entidade beira à censura e, ao mesmo tempo, submete ao abuso do poder econômico jornalistas esportivos dos demais veículos de comunicação do Estado.
E, por assim entender, o SJPMG vem a público manifestar seu repúdio a esse rol de absurdos e declarar seu integral apoio aos profissionais das coberturas esportivas no estado

UM VELHO COMPANHEIRO MANDA NOTÍCIAS, ENFIM. O advogado e jornalista Max Chinait durante vários anos militou na imprensa esportiva mineira como produtor e apresentador de um programa às segundas-feiras à noite, direto de um restaurante, pela Itatiaia. Grandes entrevistas! De repente, resolver juntar as trouxas e voltar pra bela São Lourenço, sua terra natal. Sujeito de sorte. Ainda mais tratando-se de São Lourenço e seu belo parque e de suas famosas águas termais. Andava sumido. Agora mandou mensagem pra alegria daqueles que sempre admiraram sua inteligência.

“Caríssimo colega Dr. Flávio. Você está dando um prejuízo incalculável aos jornais que tratam de futebol. Recebo todos os dias os seus comentários. Diga-se, elogiável pela matéria abordada e também (o que é raro, o português escorreito). Parabens. Há 22 anos retornei às minhas origens. A Cidade de São Lourenço”.
“Quando da cirurgia por que você passou, rezei e pedi a Deus pelo sucesso. Estou advogando, ainda, mas por pouco tempo. Tá na hora de descansar, não é? Setenta e quatro anos, graças a Deus. Vou tomar por empréstimo as palavras do saudoso Professor, amigo e responsável por ter optado (obrigado) em deixar o banco, Ariosvaldo de Campos Pires, (que é uma caixa de tortura mental para os funcionários e clientes. .Você já disse isso) :. "Não me surpreendo que tenhas sido alçado a tão elevado posto, porém tão tardiamente, sim". Sucesso. Apareça. Fique com Deus”.

RESPOSTA: Obrigado amigo Max e faça da Trincheira a sua casa, também. Surpreenda cada vez mais os amigos, quando quiser pitacar sobre futebol, que você tão bem conhece e, com certeza, ainda deve acompanhar. Nem que seja de longe. Abraços, também.

Um comentário:

  1. Rádios que lucram com o futebol deveriam contribuir com os clubes, pagando-os.

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