terça-feira, 13 de março de 2012

DA SÉRIE – CHUPETADA NO GLOBOESPORTE.COM - II (O REI ESTÁ MORTO? VIVA O REI)

CBF passa a ser lucrativa
Na segunda parte da reportagem que chupetei no site Globoesporte.com sobre a passagem e a renúncia de Ricardo Teixeira da presidência da CBF segue a parte que enriqueceu a entidade e o supremo mandatário. Leiam e analisem:
“Quando Teixeira assumiu, a CBF tinha apenas dois patrocinadores (incluindo o fornecedor de camisas). Nos seus dez primeiros anos de gestão, apesar de bons contratos, a entidade sofreu prejuízos. A partir de 2003, segundo os balanços da entidade, a CBF passou a dar lucro. E trabalhou no azul desde então, a não ser em 2006. No ano passado, o lucro da entidade foi de R$ 83 milhões. Atualmente, dez marcas são exibidas no site oficial da entidade: Nike, Itaú, Vivo, Guaraná Antarctica, Seara, Nestlé, Extra, Gillette, Volkswagen e TAM”.
“Um dos contratos que asseguraram a lucratividade da entidade foi fechado com o Kentaro Group, sediado em Londres mas ligado a um fundo árabe, que garantiu cerca de US$ 2 milhões (cerca de R$ 3,5 milhões) por amistoso. Por conta disso, a entidade recebeu críticas - já que foi forçada a enfrentar times de nível muito baixo e jogar muito mais fora do Brasil”.
“Para 2012, por exemplo, a Seleção tem mais cinco amistosos agendados: Dinamarca (26 de maio, na Alemanha), Estados Unidos (30 de maio, nos Estados Unidos), México (3 de junho, nos EUA), Argentina (9 de junho, nos EUA) e Suécia (15 de agosto, Suécia). A entidade tem contrato com o Kentaro Group até 2014. Além dos confrontos do time canarinho, algumas atividades realizadas pela Seleção Brasileira também são organizadas pela empresa, entre elas a preparação para a Copa de 2006, em Weggis, na Suíça”.
Caso ISL
De acordo com a rede britânica BBC, diversos dirigentes da Fifa receberam US$ 100 milhões em comissões da empresa de marketing ISL (extinta em 2001 por falência) para ter contratos de direitos de transmissão e anúncios publicitários nos anos 1990. Teixeira e Havelange estariam na lista dos cartolas beneficiados. A BBC diz que Teixeira recebeu US$ 9,5 milhões através da empresa Sanud, localizada no paraíso fiscal de Liechtenstein e que tinha ele e a ex-mulher Lúcia Havelange como sócios. A reportagem da BBC diz que Ricardo Teixeira e os outros envolvidos chegaram a um acordo com a justiça suíça, pondo um fim à questão. Ex-aliado e atualmente desafeto de Teixeira, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, prometeu em outubro do ano passado que tornaria público os arquivos do "caso ISL" até dezembro. Em janeiro, o dirigente suíço disse que não poderia ainda revelar os arquivos por conta de uma medida judicial.
Polêmicas com ídolos da Seleção
Nos 23 anos de poder de Teixeira, sua relação com imprensa e ídolos da Seleção sempre foi problemática. Logo no primeiro mandato, teve crise com jogadores da Copa de 90 que tamparam o símbolo da Pepsi na foto oficial da equipe. Depois, reclamou da atuação do time de Sebastião Lazaroni na Itália - eliminação para a Argentina nas oitavas de final.
Os quatro maiores artilheiros da história da Seleção também já tiveram problemas com Teixeira: Pelé, Ronaldo, Romário e Zico. Com o Rei do Futebol, o dirigente trocou acusações pela imprensa no início dos anos 1980, já que o ex-camisa 10 reclamou que sua empresa teria feito proposta melhor pelos direitos de transmissão do Brasileirão e acabou perdendo para a Traffic. Pelé ainda processou a CBF por uso indevido de imagem em um álbum de figurinhas da Copa de 1970. Os dois chegaram a fazer as pazes, mas o "Atleta do Século" ficou fora do processo de escolha do Brasil para 2014, não ganhou cargo no COL e foi acolhido pelo governo federal como "embaixador do Mundial".
Atual parceiro de Teixeira no conselho de administração do COL, Ronaldo também trocou farpas com o dirigente. Em 2009, o Fenômeno revelou que não tinha bom relacionamento com o presidente da CBF e que os dois pouco se falaram depois da campanha ruim na Copa de 2006:
- É muito fácil, na hora que ganha, estar do seu lado, levantar o troféu e ser campeão junto com os jogadores. Na hora que perde, é fácil também apontar alguém para Cristo e crucificar essa pessoa. Também não me importa, absolutamente para nada, ter um relacionamento com uma pessoa que demonstra ter duplo caráter - disse Ronaldo ao jornal "Folha de S. Paulo".
No fim do ano passado, o ex-camisa 9 aceitou fazer parte do comitê da Copa e afirmou que o problema com Teixeira já estava superado. Na última quinta, o Fenômeno chegou a dizer que "seria uma pena" se o dirigente realmente deixasse o comando da entidade.
Coordenador técnico da Seleção na Copa de 1998, Zico sentiu-se traído pelo dirigente por causa da desistência da candidatura do Brasil para sediar o Mundial de 2006, já que o Galinho era um dos principais envolvidos na campanha. Porém, em 2011 o ídolo do Flamengo participou do sorteio das eliminatórias de 2014 e mostrou reaproximação com o cartola.
Como deputado federal, Romário tem sido um dos maiores críticos de Teixeira no comando do COL e da CBF. Além de mágoa por garantir que tinha a promessa do dirigente de que estaria na Copa de 2002, o Baixinho tentou convocar o desafeto para depor na Câmara dos Deputados recentemente e mostrou-se a favor da renúncia. Em dezembro do ano passado, o ex-camisa 11 visitou Ronaldo e Teixeira na sede do COL e elogiou o trabalho do Fenômeno. (na coluna de amanhã, a repercussão da saída de Ricardo Teixeira. Viúvas e outros tantos...”

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