domingo, 11 de março de 2012

GALO PARTE ATRÁS DO PRIMEIRO TÍTULO NA COPA BR

O sabor da conquista da Copa do Brasil ainda não passou pela boca dos atleticanos. Sem perder a esperança no time em formação, e líder do Campeonato Mineiro, a massa alvinegra se prepara pra outra jornada em busca deste troféu que colocaria o time antecipadamente na Taça Libertadores das Américas. O adversário da estréia, Cene do Mato Grosso do Sul, até então comandado por Velloso, ex- goleiro atleticano, vai mal no estadual deles.
Neste sábado, enquanto o Galo goleava (4 a 2) o Nacional de Nova Serrana, na Arena do Jacaré, o Cene perdia (l a 0) para o inexpressivo SERC, em casa.
O Cene está de treinador novo, Eder Taques. Confesso que desconheço o instrumento tocado por esse moço antes.
O Galo derrotou o Nacional, porém teve que cavucar o gramado da Arena atrás da vitória. Ficou em desvantagem duas vezes: 1 a 0, 2 a 1. Então reagiu e acabou de vez com a festa do time do Senador.
Manteve a liderança, com 100% de aproveitamento.
No início, Marcos Rocha destacou-se: fez pênalti que o Nacional transformou em l a 0 com Alex Maranhão. Os 12m, dois após levar esse gol, Marcos Rocha soltou torpedo de fora da área e empatou: l a l. Menino bom de bola este lateral do Galo.
Na etapa final, Cuca corrigiu a besteira que fizera na escalação: tirou Carlos César e colocou Mancini. Só que o momento era do Nacional. Voltou a marcar aos 11m, num contra-ataque com Eder: 2 a 1.
Como aconteceu nos jogos contra o Cruzeiro e América o Nacional não conseguiu segurar a vantagem. Permitiu a reação do Galo, principalmente após a entrada de Neto Berola no lugar de Filipe Soutto. Aos 14m, Guilherme recebeu de Berola e achou André livre na área. O novo artilheiro do campeonato empatou: 2 a 2.
Então só deu Atlético: numa dessas, a bola melou pra Guilherme na cara do goleiro Ranieri: 3 a 2. Não demorou e André, agora com 7 gols, fechou o placar final: 4 a 2, em jogada de Neto Berola.

LIÇÃO PARA MANCINI: DEIXAR ELBER FORA DO BANCO É BURRICE.

O time que Wagner Mancini colocou em campo contra o Villa Nova na Arena do Jacaré só não levou um sapeca iaiá, graças à presença, de novo, do goleiro Fábio e da falta de pontaria dos atacantes do Leão. Antes do 15m, o Villa já tinha botado Fábio pra trabalhar: Eliandro ganhou de Léo na corrida, e chutou em cima do goleiro celeste.
No segundo, Gilson presenteou Eliandro, que driblou Victorino e Fábio. Do fundo passou para Alex Santos, artilheiro da equipe, chutar longe do gol vazio.
A fatalidade acabou escalando melhor o Cruzeiro. O time que jogava num 4-3-3 fétido. Apenas Guerreiro marcava no meio. Everton, no lugar de Roger, só pensava em armar. Aí Anselmo Ramon machucou-se e Mancini colocou seu “protegido” Rudnei.
Tempo pra um comentário: além de Rudnei, no banco estavam Árias e Amaral, além do menino Élber. Vai gostar de volante assim no Paulista de Jundiaí.
A opção do treinador foi fechar o meio e colocou um dos guarda-roupas.
O Cruzeiro só levou perigo ao gol do jovem goleiro Elisson – por sinal jogador de sua base – aos 14m num chutaço de Everton. O único dele. Elisson fez uma defesa espetacular.
A entrada de Rudnei tornou o meio menos vulnerável e liberou Montillo. Aos 38m, o argentino em jogada genial colocou Walter na cara do gol. O atacante matou no peito e com um toque de classe marcou seu primeiro gol no Cruzeiro: l a 0.
No segundo tempo, o Leão voltou com Thiaguinho, outra revelação azul expulsa da Toca. Foi dos pés dele que nasceu a segunda melhor chance do Villa na partida. O atacante driblou dois jogadores do Cruzeiro na linha de fundo, tocou para Henrique, que passou para Eliandro.
O próprio Thiaguinho se posicionou dentro da área para receber de volta, mas acabou errando o chute, de frente para o goleiro Fábio.
Aos 29, Élber entrou no lugar de Gilson, apagadíssimo, e incendiou o jogo. Rápido, escorregadio, puxou os contra-ataques do Cruzeiro e ocupou todos os espaços que antes ninguém ocupava. Teve inclusive sua chance de marcar: ele lançou Montillo na linha de fundo. O argentino cruzou para a área e o goleiro Elisson salvou duas vezes, uma com o próprio Élber e outra com Wallyson.
Aos 31 minutos, Wallyson recebeu de Elber pelo lado esquerdo e fez um belo lançamento pra Montillo na área. O craque driblou Anderson Tôto e chutou de perna esquerda, um golaço: 2 a 0.
Quatro minutos depois, Walter que não foi tão bem como no jogo contra o Rio Branco, no Acre, marcou um gol de mão e foi expulso pelo árbitro, por acúmulo de cartões amarelos.
Com a expulsão de Walter, Mancini fez a última bobagem da partida. Tirou Walyson e colocou Amaral. Na frente apenas Montillo. O Villa Nova foi pra cima e a torcida pediu pelo amor de Deus por juiz apitar o final.
Tem jeito não. Se não aprendeu até hoje, Vagner Mancini não aprende mais. É treinador de time pequeno apegado a volantes brucutus.
Cruzeiro enfrenta a Caldense, domingo que vem, às seis horas da noite, em Poços de Caldas. Já o Leão do Bonfim recebe o Galo em Nova Lima, no mesmo dia, às quatro da tarde. A vice liderança foi recuperada, porém a confiança no time ainda não apesar da sexta vitória seguida.

COELHO RECEBE BOAVISTA PRA MUDAR SUA TRISTE HISTÓRIA NA COPA BR. Nesta quarta-feira, o Coelho pega o Boavista-RJ, no jogo de volta, na Arena do Jacaré, às 8 e meia da noite pra seguir na Copa do Brasil com uma vitória. Se possível mudar uma escrita negativa que o acompanha no torneio há nove competições.
Saiu da disputa na primeira fase do torneio. No jogo de ida, houve empate de 0 a 0 em São Januário. O América trouxe uma ilusória vantagem.
Se houver novo empate aqui, com gols, o Boavista fica com a vaga. Outro empate sem gols, o mata-mata será decidido nos pênaltis. A vitória classifica qualquer um deles.
No Mineiro o Coelho conseguiu excelente vitória em Teófilo Otoni, de virada e segurou o terceiro lugar. O veterano Fábio Junior e o menino Kaio foram fundamentais, marcando os gols da virada americana. O Dragão saiu na frente com gol de Diego Faria na cobrança de pênalti no primeiro tempo.
No próximo domingo, o América encara o Boa Esporte e o Dragão recebe o Tupi.

PANTERA PERDE OUTRA E ESTÁ PERTO DO FIM - O Guarani, em Divinópolis, fez bela virada em cima da Pantera por 3 a l com dois gols de Marinho e um de Chico Marcelo. Thiago Bocão anotou o gol do Democrata. Uberaba e Caldense empataram em 0 a 0 na bela Poços de Caldas, enquanto o Tupi goleou o Boa Esporte por 3 a 0, em Juiz de Fora, mas não o tirou do G-4.

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