quarta-feira, 7 de março de 2012

OUTRA AULA DO BARÇA E DE MESSI, MAS NINGUÉM APRENDE NADA.

Confesso que já não sei mais com o que me empolgar nos jogos do Barcelona e nas atuações de Lionel Messi. O jogo coletivo, o toque de bola constante, suave e harmonioso, a ausência de violência, a sutileza dos passes com ótimo aproveitamento, a entrega individual em favor do coletivo – até mesmo do maior craque do mundo, Lionel
Messi. A goleada (7 a 1) sobre o Bayern Leverkusen foi mera repetição de filmes passados, só que desta vez o personagem central, o mocinho, extrapolou: marcou cinco gols, sem repetir nenhum lance.
Deu lençol no goleiro (fraco) alemão, Leno, com a perna esquerda, com a direita, de biquinho. Pegou rebote do arqueiro como qualquer matador; fez gol de fora da área, e de toque sutil. Enfim chegou aos 12 gols marcados na Liga dos Campeões da Europa e colocou o Barcelona nas quartas-de-final.
Me impressiona como ninguém aprende a lição pública do Barça do jovem treinador Pep Guardiola, apesar de repetida quase semanalmente. Não vou nem falar em aprender os toques sutis e a maestria de Messi porque aquilo é coisa de gênio, produto único no mundo atualmente. Todavia, armar uma equipe nos moldes táticos do Barcelona, ainda que o rendimento fique longe, muito longe, do original, é possível. Creio que apenas a vaidade pessoal dos técnicos tupiniquins impede tal aproximação com a modernidade.
Outra coisa: Guardiola respeita a vontade de Lionel Messi que é fominha de bola. Seu time goleia e ele não pede substituição e nem aceita que o técnico, para poupá-lo, o tire durante a partida. Exemplo de profissionalismo.
Mais ainda, agora para os técnicos que gostam da chamada ação entre amigos e detestam trabalhar e ensinar gente da base. Guardiola não perde a chance de renovar om time com a meninada do Barcelona B. Contra o Bayer, ao sentir o jogo decidido colocou Tello (autor de um dos gols), 20 anos, e Muniesa, de 19. Ah, se um dia qualquer treinador com o espírito de Pep Guardiola baixasse nas Geraes. Um sonho que, parece, eu não mereço mais viver.

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