domingo, 4 de março de 2012

QUEM TEM PADRINHO NÃO MORRE PAGÃO. NÃO DIZIAM NOSSOS AVÓS?

Se vocês quiserem saber o que mais me agradou nessa minha volta aos estádios e no convite de Ricardo Raso, diretor da ADEMG, pra conhecer a Arena do Jacaré, direi: de tudo. Cercado de atenção do pessoal da casa, atendido com a maior gentileza pelos assessores Rivelli e Felipe.
No carro, revi dona Geralda, durante anos dedicada contato do Mineirão com os visitantes. Ricardo ciceroneou-me arena afora, até o gramado, vestiários, cabines, restaurante e etc. Revi vários companheiros e até algumas figuras indesejáveis – o que se há de fazer?
Dei um beijo cheio de saudade na Nina Abreu, assessora da FMF, que tem feito trabalho espetacular, atestado no material que me entregou e que é distribuído à Imprensa. Em cores.
Encontrei-me até com o desaparecido Caju, quem diria!
Mais legal: assisti bom clássico. Disputado com vontade e atrapalhado apenas pelo juiz – como sempre – Igor Júnio Benevenuto, ainda verde pra tal tarefa de apitar jogos do tamanho de América e Atlético.
Pude constatar, outra vez, a força da meninada americana, bem prestigiada por Givanildo Oliveira e a recuperação – acredito – de Guilherme, que entrou aos 19m do segundo tempo no lugar de Richarlyson e confirmou o acerto de sua contratação.
Quero de público agradecer ao Ricardo Raso. Me permitiu reencontrar com meu antigo ambiente de trabalho nos fins de semana; aquela agitação de microfones, papagaios, torcedores inflamados, loucura própria de estádio de futebol da qual fui protagonista durante anos e anos.
Do jogo, falar o quê? Vitória justa ou não do Atlético por 2 a 1?
Na pesagem geral, o empate seria justo também. O Coelho teve Leandro Ferreira expulso aos 43m do primeiro tempo por entrada maldosa e valorizada pela experiência de Richarlyson.
Imediatamente, Givanildo de Oliveira exibiu sua ousadia: meteu dois meninos China e Caio e tirou dois veteranos- Luciano e Adeílson.
Nos primeiros 20m o jogo tendia mais pro lado alvinegro: foi um sufoco na defesa americana. Neto Berola, Leandro Donizete, André e Escudero tiveram chances de marcar, mas foram impedidos por Neneca.
Devido o forte calor, o juiz deu parada técnica aos 20m. O América voltou enfurecido.
Reidratado a turma do Coelho voltou disposta e até exagerou nas entradas. Leandro Ferreira prejudicou o time com sua expulsão antes do final do primeiro tempo.
Apesar de ter um homem a menos, o enfurecido Coelho do segundo tempo fechou os espaços do Galo que voltou com Serginho no lugar de Pierre. Portanto, mais ofensivo. Rodrigo, Moisés, Caio, Bryan e China tinham vitalidade e fôlego. Botaram o pessoal do Galo na roda até fazer l a 0, aos 10m. Rodrigo lançou na área para Moisés, que driblou Renan Ribeiro e a bola sobrou para Fábio Júnior empurrar para as redes: 1 a 0.
No gol, Mário Caixa Henrique, pela Itatiaia, narrou que Renan Ribeiro falhou. Faz isso não Caixa! O mérito fica com a meninada do América que envolveu defesa e o goleiro até Fábio Júnior marcar. As costas do jovem Renan Ribeiro já pesam demais!
Eu acompanhava o jogo das sociais, atrás do Cuquinha, irmão de Cuca, aquele que disse prum repórter do Jogada de Classe que “quando aquele velho aparece mudo de canal, porque ele só mete o pau no Cuca”. Quase toquei no seu ombro e pitaquei: hoje Cuca trabalhou direitinho. Já havia trocado Pierre por Serginho. Aos 12m. Danilinho entrou no lugar de Mancini. Colocou Guilherme no lugar de Richarlyson. Na mosca! Ficou tudo igual: time leve de um lado e de outro. Onze do Galo contra 10 do Coelho.
No primeiro lance, Guilherme mandou o torpedo de fora da área e Neneca trabalhou bem e com dificuldade. Logo depois, o Galo mandou a bola na trave, cobrança de falta de Serginho. Amadurecia o empate. Veio aos 35m, com Guilherme, no rebote do chute de Danilinho.
Cantei a virada para Ricardo Raso, de família americana. O pai Afonso, presidente do Conselho americana, não apareceu; assistiu o clássico em casa. Tá certo. Calor exagerado. Adivinhei o óbvio. Tava na cara. Aos 39m, Escudero cruzou da esquerda e Marcos Rocha mergulhou pra fazer 2 a l contra o seu ex-time.

                                                 Galo comemorou muito o gol de Guilherme (foto de Jackson Romanele - DA/EM)

Voltei encantado com o papo, com a mordomia, com os amigos que revi. Fui à cabine do América não tinha ninguém. Na do Galo, tomei café e comi pãozinho com Alexandre Kalil e filhos, além de rever a simpatia de Domenico Bhering e Adriana Branco.
Duro foi enfrentar o engarrafamento de mais de uma hora e meia na BR-40.
No mais, este domingo ficou na memória. Grato Ricardo Raso e equipe. ]

NACIONAL VENCE A PRIMEIRA NO ESTÁDIO NOVO E BOA ENTRA NO G-4

Estreando a Arena do Calçado, em Nova Serrana, o Nacional conseguiu sua segunda vitória na competição: l a 0 sobre o Guarani. Pulou pra sétimo lugar. O Boa entrou no G-4 com 8 pontos, passando o Villa Nova que tem uma partida a menos, contra o Tupi. Jogam dia 21. O Leão tem 7 pontos. A briga tá boa, também, nessa última vaga.

3 comentários:

  1. Caro Flávio, o pessoal da Itatiaia está precisando de usar óculos, pois a entrada do
    Leandro Ferreira no Richarlyson foi de uma
    total covardia, pegou no joelho, e o pessoal
    teima em dizer que foi no pé, inclusive o jogador do América. Quando virem o lance na televisão irão ver que foi uma entrada forte,
    desleal, e que não se faz num colega de profissão. O pior é que ainda aparecem comentaristas sabições, que sabem tudo, e no
    fundo não estão com nada, só dizem asneiras, e
    medindo as palavras para não ficarem mal com os
    donos do campeonato. Uma lástima.

    Um abraço

    Luiz Rossi Filho

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  2. A entrada foi desleal e dura, sem dúvida. Mas teve um pouco de cena do Rick e a inexperiência do juiz. Dava uma dura no Leandro, metia-lhe o cartão amarelo e salvava o clássico que estava muito bom.

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  3. Tenho certeza de que os gramados é que sentiam sua falta, Papai querido!!! Estou muito feliz com a notícia. Flávio Anselmo, literalmente de peito aberto, não pode abandonar o campo! Te amo!

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