segunda-feira, 30 de abril de 2012

MONTILLO EM FASE RUIM ENTRA NA BERLINDA


Montillo de novo pouco produziu. O jogador se recuperou de lesão muscular misteriosa e atuou durante os 90 minutos. De acordo com o novo procedimento do clube, nenhuma contusão de jogador será detalhada à imprensa.
No fim da partida, porém, Montillo revelou que as dores da lesão ainda o incomodam e chegou a dizer que tais dores o perseguem há um tempo. Por conta disso, o argentino terá uma conversa em particular com os médicos do clube, para buscar uma solução definitiva.
”No primeiro tempo eu ainda estava com algumas dores da lesão que tive na semana que passou, mas não vale como desculpa. Atrapalhou, mas tenho que começar a falar com o doutor e saber o que está acontecendo, por que não consigo jogar sem dor”, revelou Montillo.
”Vou falar com ele, era para eu ter saído, mas eu gosto sempre de ficar em campo e acompanhar o time na vitória e na derrota. O Mancini perguntou várias vezes para mim se eu queria sair e eu falei para ele que não. Sou um jogador que gosto de falar (dar entrevista) quando jogo bem, mas eu também falo quando jogo mal. Hoje foi um dia ruim para mim, joguei mal e assumo a responsabilidade que tenho que assumir”, completou.
Por fim, o meia pediu desculpas à torcida pela atuação aquém do esperado. “Quero pedir desculpas à torcida que veio ao campo. Começamos errado de novo, tomando gol, conseguimos empatar, mas ficamos nervosos e não fizemos uma boa partida. Temos que melhorar muitas coisas para quarta-feira."

domingo, 29 de abril de 2012

CLÁSSICO DAS MULTIDÕES VOLTA A DECIDIR O CAMPEONATO MINEIRO



Como nos velhos tempos quando América e Atlético faziam o maior dos clássicos do campeonato mineiro. Enchiam os 30 mil lugares disponíveis do velho Estádio Independência. Paravam a jovem cidade de Aarão Reis. Falo por ouvir dizer e porque li nas enciclopédias que chegaram ao meu tempo. Peguei parte disso, porém o Cruzeiro já estava morro acima e o Coelho morro abaixo. Inverteu-se agora, ou pelo menos no momento.
Enquanto o Galo tinha lá suas dificuldades pra passar pelo Tupi com o empate em l a l, em Juiz de Fora, e a vitória aqui por l a 0, discutível, o América, terceiro colocado no G-4, eliminava o Cruzeiro com duas vitórias e uma superioridade indiscutível: 3 a 2 e 2 a 1.
O time de Givanildo de Oliveira mostrou maior competência em todos os aspectos. Desde o primeiro jogo, quando vencia por 3 a 0 e permitiu a reação cruzeirense pra 3 a 2, gerando certa margem de dúvida para o segundo jogo, quando os azuis precisariam apenas de uma vitória simples pra ir à final do Campeonato Mineiro contra o Galo.
No confronto decisivo encarou o rival com motivação, e sem medo das tidas provocações de Alessandro que geraram mal estar na turma do Cruzeiro. O gol aos 2m, contra de Victorino, que atravessa uma fase tétrica, mostrou as intenções americanas. O Cruzeiro teve um pênalti bem maroto de Neneca em Diego Renan. Batido com violência por Wellington Paulista, foi defendido com estilo por Neneca – o melhor goleiro da competição – e no rebote WP9, com o gol vazio, chutou pra fora.
Então o América mostrou que os deuses do futebol estavam com ele, premiando o melhor. Levou o gol de empate marcado pelo artilheiro WP9 e não se assustou. Outro gol celeste e a vaga iria pra Toca. Neneca pegou tudo, tomou bola na trave e aos 47m, quando o Cruzeiro tornara-se um time de pelada, desesperado atrás do segundo gol, tomou o golpe definitivo.
Podia ter levado antes. O contra-ataque era do América. Mancini entrou no desespero e mexeu mal, fez uma miscelânea, uma salada de legumes podres, e Fábio Júnior fez 2 a l. Se as mexidas de Mancini não deram certo, as de Givanildo foram na mosca. Gente certa no lugar certo. Este sempre foi o esquema do América em todo campeonato até nas derrotas mais horrorosas e inesperadas.
Agora, Meu bom, caso eu queira fazer análises prévias e precipitadas, diria: a - O título será do Galo, porque foi o melhor durante toda competição. b - Como gosta de dizer afirmar a plebe ignara: o Coelho engrossa com a Raposa e entrega tudo pro Galo; c - O Galo tem mais time que o América.
Ou então evocaria o fato principal do futebol: o time só é melhor que o outro após o apito final do árbitro. Não custa lembrar Real Madrid e Barcelona, considerados os dois maiores times do mundo, eliminados da final da Copa dos Campeões da UEFA.
As duas partidas que América e Atlético farão a partir do próximo domingo – apesar da vantagem do Galo de dois empates, ou uma derrota e uma vitória pelo mesmo saldo de gols – têm a sanha dos mata-matas da Copa do Brasil, onde não falta é surpresa. No caso do clássico mineiro, nem se trata de surpresas ou de alguma zebra caso o América seja campeão. As semifinais o credenciaram ao título. Não é preciso torcer pelo Coelho, nem de nenhum grau de boa vontade pra ver isso.
O Atlético, conforme estabelece o regulamento do campeonato, foi primeiro colocado da fase de classificação, enfrentou o Tupi, quarto colocado. O Cruzeiro, com as vantagens iguais às do Galo, enfrentou o América, terceiro colocado. Teoricamente, o regulamento já estabelecia uma diferença: o melhor do G-4 contra o pior do G-4. O segundo melhor contra o terceiro colocado, ou penúltimo do G-4. Na pratica, o melhor passou por grande aperto contra o pior e o penúltimo eliminou o segundo e suas vantagens com duas vitórias.
Qualquer coisa nesse sentido ocorreu no Paulistão: o Corinthians ficou em primeiro lugar na fase de classificação e enfrentaria o oitavo, ou último colocado no G-8 (na competição deles classificam-se oito), a Ponte Preta. O time de Campinas teria ainda que jogar no Pacaembu, terreiro do Timão. Numa partida só, sem volta. Ao contrário daqui. Resultado: a Macaca tirou o poderoso Timão do título.
Não vou discutir que o Atlético tem melhor time, porque há controvérsias. O grande time começa pelo grande goleiro. O melhor é Neneca, do América. São dois treinadores perspicazes: Cuca já tomou água na cumbuca de Givanildo, como seu jogador. A decisão terá campo especial, gramado novo, porque, sem dúvida, será disputada no novo Independência. Como nos velhos tempos.
Pode-se levar em conta a questão do desgaste? Pode. O Galo está em duas frentes: decisão do Mineiro e busca de vaga na fase seguinte da Copa do Brasil. Perdeu a primeira em Goiânia por um placar difícil: 2 a 0. Difícil porque entra em campo com tal derrota no lombo e tem que usar a questão do cobertor curto. Marcar gol, sem levar nenhum. “Se tapa a cabeça, descobre os pés. Se cobre os pés, destapa a cabeça”, com se diz lá no São Domingos do Anta. O fato de não marcar gol no campo do adversário traz a desvantagem ao Galo. Tem de fazer 3 a 0 pra seguir em frente, ou 2 a 0, pra levar a decisão pros pênaltis. Se permitir gol do Goiás, a bruxa voa sem vassoura.
O desgaste emocional, portanto, será enorme. Cuca terá de enfrentar essa onça com todos os seus principais caçadores. E o jogo é quinta-feira, pelo menos é o que marca a tabela da CBF. No domingo, o Galo terá de enfrentar a correria, a disposição, a vontade e a determinação do América.
Duas grandes vitórias e um presente maior ainda, para o simpático Coelho de tantos bons amigos, na festa de seus 100 anos. Mais uma final no Campeonato Mineiro, como nos velhos e bons tempos do clássico dos milhões.
Fluminense e Botafogo decidirão o Campeonato Carioca, o que não ocorre desde 1970. O famoso clássico Vovô. Confesso que o Botafogo me surpreendeu nessa arrancada da Taça Rio, com Osvaldo de Oliveira. Impressionante como Maicosuel e Loco Abreu voltaram pra dar uma cara nova – de campeão – ao Fogão. A atropelada dada no Vasco não deixa nenhuma margem de dúvida. Ah, contra o tricolor, a história será outra. Ou não, Mário Sérgio Carraro?
Meu bom, como diria Pedro Archanjo, herói da Bahia e de Jorge Amado, “quem tem santo bom não morre debaixo de cachoeira”. Baixou no Neymar o Santo Protetor dos grandes craques santistas – Axé, Rei Pelé! – e o menino virou caboclo danado em cima dos adversários. Toma porrada, cai e levanta. Joga beijinho pros seus carrascos e parte para o gol. Marcou 3 e arregaçou com o São Paulo de Emerson Leão. Será que alguém duvida que o Peixe será tricampeão paulista?
Assisti, também, o dérbi campineiro ( coisa horrível e os amiguinhos de lá gostam). Consegui localizar os meus sobrinhos emprestados Zé e Gustavo, casados com a futura mamãezinha Tuca e com Fabiana, minhas sobrinhas, no Brinco de Ouro da Princesa (Céus!). Vi pela TV que foram embora mais cedo quando o Guarani liquidou a Ponte Preta deles. Corrijo: Zé é pontepretano, Gustavo é palmeirense. No fundo, a dor de cotovelo é a mesma. Quem aposta: Santos x Guarani, em dois jogos?

sexta-feira, 27 de abril de 2012

GUARDIOLA CANSADO DEIXA O BARÇA

A eliminação da Liga dos Campeões da Europa para o Chelsea, terça-feira, foi o prenúncio do fim da era Guardiola no Barcelona. Nesta sexta-feira, o comandante do time culé anunciou em entrevista coletiva que vai deixar o clube após o fim da temporada. Ele afirmou que já havia comunicado à diretoria que deixaria o cargo, mas que preferiu não informar ao elenco da equipe catalã. O auxiliar Tito Vilanova será o novo técnico de Lionel Messi, Xavi & cia.

- Não é uma situação fácil pra mim. Lamento a incerteza que gerei por conta disso. É um erro que assumo. Mas a exigência como treinador é muito grande. Por isso renovava de ano em ano. Quatro anos é uma eternidade como treinador do Barça. No início de dezembro, comuniquei ao presidente e ao Zubizarreta que minha etapa aqui estava acabando. Mas eu não podia dizer isso aos jogadores, pois o treinador é um dos pilares no vestiário... Desgasta tudo, e tem me desgastado. Esta é a principal razão para a minha saída- disse o treinador.
O presidente do Barcelona, Sandro Rossell, aproveitou para acabar com as especulações e anunciou Vilanova como o novo treinador. Tudo sob os olhares de alguns jogadores do elenco, entre eles Iniesta, Puyol, Xavi, Fabregas, Piqué, Busquets e Valdes.
- A decisão do Pep foi uma das mais difíceis que tive que aceitar. Por mim, continuaria. Mas é uma decisão pessoal dele. Eu nunca havia visto uma reação como a de terça no Camp Nou. Isto é o espírito culé. Esperamos continuar administrando da melhor maneira possível. O próximo técnico do Barça será Tito Vilanova. Tito é uma pessoa já do clube e vai diretamente ao encontro do nosso projeto - anunciou Rossell.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

PREFERI O CANAL QUE VALIA, NO OUTRO ERA SÓ UMA FESTA


Na minha quarta maluca, cheia de futebol, fiz opção pelos jogos que valiam alguma coisa: acompanhei primeiro o jogão, cheio de emoções, da eliminação do poderoso Real Madrid pelo Bayern de Munique diante de 90 mil pessoas no Estádio Santiago Bernabeu. Praga de Lionel Messi. Perdeu pênalti na eliminação do Barça contra o Chelsea e Cristiano Ronaldo. Estão empatados.
Não é a verdade do futebol notável. Barça e Real continuam os melhores do mundo. Este esporte prega algumas peças inesquecíveis: deixa os melhores de fora, enquanto o competitivo Bayern decide o título da Copa da Uefa no estádio escolhido antes da competição: a sua Arena em Munique.
Chelsea, espera-se, entra nessa história como coadjuvante da grande festa.
Depois vi a pelada insossa entre Portuguesa 0 x 0 Bahia no Canindé, na abertura dos jogos das oitavas de final da Copa do Brasil. Não tinha nada melhor pra ver.
Até o ótimo seriado Lei e Ordem estava repetido.
No horário curiango da Tv Globo, 10 da noite, optei pelo jogo Goiás x Atlético. Com algumas rápidas passagens pela Alterosa no amistoso América x Argentino Juniors, inaugurando o novo e belo Independência. Peguei, inclusive, o primeiro gol de Alessandro no empate. O segundo, da vitória por 2 a l, não vi.
Nem Cuca, nem os torcedores que viram o jogo pela televisão, nem aqueles que foram ao Serra Dourada, encararam os vândalos goianos e saíram na porrada com eles, ninguém gostou da atuação do Galo. Incluso este locutor que vos escreve.
O time esteve amarrado, sem força de competição, ou de contra-ataque. Parecia receoso de sair e tomar gols. Nem o fato de entrar com três volantes – Pierre, Donizete e Felipe Soutto – encorajou os atleticanos.
Gol na casa do adversário conta muito nas competições de mata-mata. Falo o óbvio, visto que Cuca, Cuquinha, e as pilastras da Cidade do Galo sabem disso mais que eu. O Goiás conseguiu não tomar gols e fazer boa vantagem nos 2 a 0. Pra classificar-se o Galo precisa fazer 3 a 0 no Estádio Independência. Uma tarefa difícil, mas nada impossível.
Na festa do Independência, vi em fotos a carinha simpática e alegre do meu amigo Afonso Celso Raso; ao lado do sisudo prefeito Márcio Lacerda e do misterioso secretário Sérgio Barroso, que resolveu, na festa, dar as caras.
Será que vi o governador Antônio Anast-azia? Vou conferir. Também só me interessei nas fotos dos amigos que comandam o América – Afonsinho, os Salum, Chico Preto, Alencarzinho, - pra compartilhar de suas alegrias, após uma espera injustificada.
O currículo de vitórias de Souza é enorme. A idade, 33 anos, no futebol atual representa experiência. O histórico de contusões não preocupa tanto. Penso que virá somar bastante no elenco do Cruzeiro até por sua versatilidade: joga no meio e na lateral. Não é nas laterais que residem os grandes problemas do time? Sei lá se isso é uma verdade final.
Não se espera do Souza que seja aquele fogoso volante/lateral dos tempos do São Paulo. Até porque aquele time, salvo melhor juízo, comandado pelo mestre Telê Santana, era muito superior ao Cruzeiro de Vagner Mancini. Se jogar seu feijão com arroz estará bom demais.
No treino de luxo que fez contra o Argentino Júniors, América e Alessandro mandaram recados diferentes para Fábio e Roger, líderes da reação contra os gestos do atacante americano na comemoração do terceiro gol do Coelho: “Vejam bem o que lhes espera no domingo.”
Vou ser bem claro, meu bom, quanto à nota acima: ninguém falou nada disso. A suposição é minha e a vontade ficou apenas com os jogadores e com Alessandro. Além da torcida americana, claro!
Sem Montillo e Walyson? Duvido. Mancini prepara armadilha para o ardiloso Givanildo de Oliveira. Domingo, na hora do vamos ver, aparece o Cruzeiro com o argentino no meio e três atacantes na frente. WP-9 já está confirmado. Caso assuma de novo o esquema 4-3-3, Vagner Mancini se lasca!
Rei, Rei, Rei, Reinaldo é nosso Rei. Impressionante como apareceu um monte de amigo de Reinaldo alegre com a sua contratação como treinador do Villa Nova, todavia a maioria cética quanto ao seu sucesso. Por quê? Reinaldo merece voltar ao sucesso no futebol, agora como treinador.
Até pra quebrar o tabu de que craque de futebol não dá certo como treinador. Zico já teve excelente momento como técnico. Falcão tenta. Cerezzo é vitorioso lá fora. Beckenbauer foi campeão do mundo com a Alemanha. Crufty dirigiu grandes times. Didi fez sucesso na seleção peruana.
Por que não Reinaldo? Existe pra ele, reconheço, um tabu que será difícil quebrar: o seu recomeço como treinador acontece tarde demais.
O Internacional perdeu pênalti, a torcida colorada deu aquela força, porém no final não conseguiu ir além do empate sem gols com o Fluminense. A partida disputada no Beira-Rio inaugurou as oitavas de final da Copa Libertadores da América. Tudo permanece igual e até o empate, com gols, classifica os gaúchos. O Flu precisa vencer o jogo de volta, dia 10, no Engenhão. Eta torneizinho complicado, meu bom!
O Santos, como tem acontecido com o futebol brasileiro nos últimos tempos, caiu diante do Bolívar e da altitude de 3.600 metros de La Paz. Perdeu por 2 a l no Estadio Hernan Siles. Interessante. Os três gols foram marcados em jogadas de falta fora da área. Campos fez dois para o Bolívar e Maranhão, no rebote de uma falta cobrada por Neymar, anotou o gol santista.
O Peixe não precisa jogar muito no nível do mar, se usar a Vila Belmiro, pra vencer o Bolívar e se classificar. Como os cartolas querem levar o jogo do dia 10 próximo para o Pacaembu, pode ser que Neymar e Cia. Tenham que correr um pouco mais. A vitória simples por l a 0 mantém os santistas no torneio.

terça-feira, 24 de abril de 2012

GALO VAI Á GOIÃNIA PRA FICAR NA COPA BRASIL SEM MEDO DO CARRASCO


Há quem reclame do calendário do futebol brasileiro. Porém, o sacrifício do sobe e desce do avião atrás dentro de competições diferentes faz parte do histórico de qualquer equipe grande ou bem colocada nos campeonatos estaduais e no ranking da CBF. É a vida. Mal chegou de Juiz de Fora onde teve difícil compromisso pela semifinal do Campeonato Mineiro no empate com o Tupi, o Galo pega outro osso: o Goiás, no Serra Dourada, a primeira partida do mata-mata nas oitavas de final da Copa do Brasil.
Essa bobagem de que o Goiás nunca traz boas recordações ao Galo tem que ser colocada de lado. Os tempos são outros. Ambos precisam de afirmação. No Brasileiro do ano passado, o Goiás caiu e o Galo quase foi atrás. Tudo foi mudado, portanto. São duas grandes equipes em seus estados correndo em busca de novas conquistas.
É verdade que o Galo terá a responsabilidade de quebrar um tabu: eliminar o Goiás pela primeira vez em disputas diretas. Estiveram em campo por cinco vezes, em mata-matas, e os goianos seguiram em frente.
O jovem artilheiro André, agora totalmente do Galo, que pagou pequena fortuna pra tê-lo em definitivo, leva na base do otimismo, com base nos tabus que o time já quebrou no Engenhão, onde jamais havia vencido. Fez 2 a 0 no Fluminense.
As duas últimas eliminações do Atlético para os goianos foram pela Copa Sul-Americana, ambas na fase brasileira da competição. Em 2004, o Goiás venceu por 4 a 2 no Serra Dourada. Em Belo Horizonte, o Galo não passou de um empate, por 1 a 1. Já em 2009, o placar de 1 a 1 da partida de ida se repetiu na volta. Na decisão por pênalti, o tabu foi mantido: Goiás 6 a 5.
O Cruzeiro, de ressaca ainda com a derrota no clássico, tem uma semana de folga. Volta a jogar só no final de semana a segunda partida contra o América, quando tem de vencer, por qualquer placar, pra chegar às finais do Mineiro. O jogo está confirmado pra Arena do Jacaré, conforme quer os azuis, mandantes da partida.
Na Copa do Brasil, dia dois, na outra quarta-feira, o Atlético-PR espera o Cruzeiro na Arena de Curitiba. Penso que Vagner Mancini voltou a subir no telhado e, portanto, esses dois jogos são importantes pra seu emprego.
Nada contra o América, pelo amor de Deus! Todavia tá difícil engolir esta reabertura do Estádio Inconfidência no meio a um amontoado de dúvidas, perguntas sem respostas, e obras inacabadas. Nem as autoridades se garantem: a PM e os Bombeiros falam em novas vistorias pra aumentar a capacidade do estádio liberado pela Promotoria pra 10 mil pessoas. Número chulé. De estadinho de beira de estrada.
Pior ainda que a solução encontrada para os 6 mil pontos cegos: vender ingressos mais baratos. Imaginem bem se a capacidade do estádio não for aumentada – ficar em 10 mil, com quer a Promotoria – com 6 mil lugares cegos, o Independência terá, na realidade, 4 mil lugares disponíveis. Mais fulero ainda. Tudo isso passa nas barbas do governador Antônio Anast-azia. O centenário América é apenas outro iludido com a obra política do Palácio da Liberdade, por ocasião das eleições últimas.
Com a capacidade que lhe derem nesta quarta-feira, compensa o torcedor comparecer porque o Independência está bem bonito. Eu o conheci na minha época de repórter da Inconfidência, cuja cabine de madeira era ao lado da cabine da TV Itacolomy, com entrada pela Ismênia Tunes. Embaixo ficava a torcida do Galo. Do outro lado, as cabines das demais emissora pra onde passei ao me transferir para a Guarani. Uma sujeira só. Um paraíso de pulgas, marimbondos e merda de cachorro. Hoje, afora seus problemas citados, uma bela obra arquitetônica. Viva o Coelhão!
De acordo com o capitão Harley Wallace, da Polícia Militar, a capacidade máxima de público do Novo Independência será de 23.018 lugares, e não de 25 mil. Para o jogo de inauguração, a única limitação momentânea de circulação do público está em um setor próximo à Rua Ismênia Tunes, onde há apenas dois banheiros e dois bares concluídos, e deveria haver o dobro. De qualquer forma, as obras estão em andamento e, caso sejam concluídas a área poderá ser totalmente liberada, sem restrições.
O amistoso contra o Argentinos Juniores dá charme às festividades de reinauguração. Não podia nunca acontecer num jogo sem expressão. Afinal, atrás de tudo tem a despedida de Euller, uma legenda na vida do Coelho.Ele deve jogar de 30 a 40 minutos do segundo tempo do amistoso.
Vou deixar pra falar mais sobre o terceiro gol do América sobre o Cruzeiro, marcado por Alessandro.Renderá, com certeza, muita polêmica. Até porque tenho na minha caixa de entrada algumas mensagens que pretendo colocar no foro das contendas desta Trincheira democrática. O goleiro Fábio e Roger estão revoltados. Alessandro abriu espaço pra paz, dizendo que é amigo dos dois atletas, com quem conviveu bem na sua época de Toca da Raposa.
Dou meu pitaco atual, sem defender ninguém. Fábio terminou o jogo de cabeça quente porque numa autocrítica, sentiu que voltou a falhar, apesar de a defesa do pênalti, mal cobrado por Fábio Júnior. Não tem ido nas bolas chutadas em direção ao seu gol e faz apenas aquele olhar à “Rodolfo Valentino”. Nem tem saído das metas nas bolas cruzadas, que passam à sua frente. Fábio é o goleiro das bolas impossíveis e anda devendo.
Quanto a Roger, penso que Vagner Mancini devia nos intervalos dos jogos procurar alguém dos times adversários e pedir que goze o marido de dona Deborah Secco. Cutuque a onça que assim ele sumirá em campo e Mancini terá de trocá-lo. Claro que o resultado será outro: Roger se tornará a fera que comandou as viradas do Cruzeiro. Sem choque de 300 volts, Roger não mostra aquele belo futebol e sua mortal perna esquerda.





segunda-feira, 23 de abril de 2012

GALO E COELHO SAEM NA FRENTE NAS SEMIFINAIS – mas donos das vagas nas finais só serão conhecidos no próximo final de semana.



Dos quatro disputantes das semifinais do Mineiro, o América esteve mais próximo de praticamente garantir sua vaga nas finais. Abriu 2 a 0 no Cruzeiro, perdeu um pênalti mal cobrado por Fábio Júnior, porém fez 3 a 0 depois. Então veio o gesto de desprezo do autor do terceiro gol, Alessandro, sinalizando aos companheiros com as mãos que tudo estava acabado. Mas faltava bom tempo e aquela arrancada que os azuis têm dado nos últimos minutos, surpreendendo os adversários. Bobo e Roger marcaram recolocaram o Cruzeiro na disputa pra decepção dos americanos.
Já Tupi e Atlético fizeram um jogo bem diferente daquele de domingo passado. O de agora foi movimentado, cheio de oportunidades e o empate em 1 a 1 teve sabor de injusto para os alvinegros de Beagá que criaram mais e tiveram mais posse de bola. Porém, nada disso conta. O empate se não foi de todo bom para os dois teve lá suas vantagens. O Galo daqui joga por outro resultado igual pra chegar às finais.
O Galo Carijó de Juiz de Fora precisa de uma vitória mínima. Os cartões amarelos aplicados pra acalmar a partida desfalcarão os times no jogo de volta. Por exemplo, o Galo daqui não terá Pierre, pilastra importante de seu esquema de defesa, e o de Juiz de Fora perdeu a experiência e a velocidade de Alan taxista.
O resultado de Xis de Fora, portanto, manteve em aberto a briga por esta vaga. Porém, apostar no Galo de Beagá segue como a melhor opção. Ainda que o time de Cuca tenha indigesto compromisso no meio-da-semana contra o Goiás, em Goiânia, pela Copa do Brasil.

Penso que a saída de Pierre permitirá a volta de Felipe Soutto. Cuca terá outros problemas pra resolver a semana toda. Encaixar Richarlyson dentro de certo esquema que amanse seu espírito peladeiro. Acalmar, também, Danilinho, lutador como atleta e brigão, ameaçador, rezingueiro no gramado, como se tivesse tamanho pra enfrentar os gigantes defensores. Conselho serve, também, pra Bernard.
NO CLÁSSICO DA ARENA do Jacaré, o Coelho botou até os 29m do segundo tempo. Antes, com as alterações feitas por Mancini ( Amaral no lugar de Marcos e Bobo; de Fábio Lopes no de Valter, o Cruzeiro ameaçou certa reação. Contudo, veio o gol de Alessandro que deu a partida como liquidada, mexendo com os brios cruzeirenses. Rapaz, aos o jogo virou de repente. Praga, só pode ser! Neneca vinha agarrando tudo. De repente, aos 40m, soltou o chute de Roger, de fora da área, e Bobo botou nas redes. 3 a l.
Ainda ótima vantagem.
Após 44m, todavia, Roger trabalhou a bola dentro da área e bateu cruzado: 3 a 2. Pronto. Agora com uma vitória domingo por qualquer placar o Cruzeiro estará na final. A vantagem americana, ainda, é boa: empate ou vitória. Só que o adversário ganhou moral na sobrevida. Não tinha nada nos 3 a 0. A dor de cotovelo de Alessandro, dispensado por insuficiência técnica do Cruzeiro e do Atlético, falou mais alto que a razão. No final, Roger deu troco e convocou a sua rapaziada para o jogo da decisão.


O QUE TEM ocorrido com o Cruzeiro que só joga nos minutos finais do segundo tempo ninguém sabe. Nem o treinador Mancini. Pra cada partida ele tem uma desculpa nova que a torcida não aceita. Só não pedem sua cabeça por enquanto porque as viradas acontecem após as substituições processadas pelo treinador. Estava escrito que um dia os azuis não conseguiriam tempo suficiente pra virada total. Contra o América foi assim.
OS FINAIS DOS ESTADUAIS se aproximam e apenas uma zebrona apareceu até agora. A vitória da Ponte Preta (3 a 2) diante do poderoso Corinthians, diante de 25 mil pessoas no Pacaembu, é de deixar embasbacado qualquer simples mortal. Culpa destes regulamentos loucos que os cartolas dos times, das federações, com aprovo da Globo: o time lidera a fase de classificação num porrilhão de jogos e decide tudo, contra o oitavo colocado num jogo só. Vem a zebra e derruba o líder favorito.. Timão fora do Paulistão.
Quem pagará o pato será o goleiro corintiano Júlio César, que falhou nos três gols.
CRAQUE É ASSIM. Passa bom tempo do jogo sumido, desapontando os torcedores. De repente, acerta o pé. Faz maravilhosa assistência e gol. Foi Neymar na vitória do Peixe por 2 a 0 sobre o Mogi Mirim, na Vila Famosa. A Jóia do Santos guardou pra si o grand finale. Saiu driblando e dentro da área colocou no canto. Golaço do menino. Santos segue em frente.

 Gesto de Alessandro foi considerado ofensivo por Roger e Fábio e botou fogo na decisão entre América x Cruzeiro

sábado, 21 de abril de 2012

Não gosto de volei, mas sou mineiro uai!

O Sada Cruzeiro conquistou o título da Superliga Brasileira de Vôlei pela primeira vez na manhã deste sábado (21). O time mineiro soube como aproveitar a lesão de Lorena para vencer o Vôlei Futuro com parciais de 24/26, 25/18, 25/13 e 25/19 em um confronto nervoso disputado em São Bernardo. Logo no começo da partida, com o placar empatado em 5/5, aconteceu a primeira confusão. Lorena invadiu a quadra adversária com o dedo em riste e recebeu o cartão amarelo. O cubano Camejo e Maurício também se envolveram no entrevero e foram advertidos. Após alguns minutos de paralisação, o jogo recomeçou e permaneceu equilibrado. Com os dois times empatados em 24/24, Wallace mandou um saque para fora. Na sequência, Lorena, que passou a vibrar muito depois da confusão, fechou a parcial para a equipe de Araçatuba. No segundo set, o Cruzeiro foi superior desde o começo. Com eficiência no saque e um sistema defensivo sólido, o time mineiro reagiu e não teve sua liderança ameaçada no placar durante toda a parcial. O ataque da Acácio fechou o período e decretou o empate. Logo no começo do terceiro set, após um ataque, Lorena sentiu uma forte cãibra na panturrilha direita e, chorando, foi obrigado a deixar a quadra. Enquanto o jogador recebia massagem do lado de fora, o Cruzeiro crescia. O time mineiro aproveitou o abalo do adversário e contou com um saque errado de Vini para fechar a parcial. Antes do início do quarto set, Ricardinho discutiu com Douglas com a esperança de tentar desestabilizar o Cruzeiro. Com o placar em 14/13 a favor do Cruzeiro, Lorena fez uma tentativa desesperada de voltar à quadra, mas estava claramente sem condições ideais de jogo. O líbero Serginho recebeu o cartão amarelo e foi o último advertido da partida. Nas arquibancadas em São Bernardo, a torcida do Cruzeiro fez a festa e lembrou o cenário das partidas de futebol. Os seguidores do time mineiro, inclusive, chegaram a acender sinalizadores dentro do ginásio. Depois de marcar o 24º ponto do Cruzeiro com um ataque improvável, o levantador William comemorou intensamente com uma corrida pela quadra, atitude que desagradou os adversários. Em um saque potente de Filipe, o time mineiro finalmente garantiu o título inédito.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

CHEGOU A HORA DA ONÇA BEBER ÁGUA: NÃO DÁ MAIS PRA FAZER JOGO DE COMPADRES.


Em Juiz de Fora, no Estádio Municipal, à tarde, Galo Carijó e Galo não poderão repetir mais aquele jogo de espera polícia, cerca Lourenço, de compadre, sei lá o nome que se pode dar a arrumação de domingo passado e que acabou num insosso 0 a 0, classificando os dois times pra semifinal.
Nem na Arena do Jacaré, à seis da noite, Coelho e Raposa não terão como reprisar as atuações do final de semana passado. O América com time reserva levou de 4 a 0 do Guarani. O Cruzeiro suou bicas pra virar uma derrota parcial de 2 a 0 para o placar final de 3 a 2 contra o Uberaba, lanterna da competição.
Agora é pra valer; o Atlético, como primeiro colocado da fase classificatória, tem a vantagem de dois empates ou de uma derrota e uma vitória pelo mesmo placar, pra seguir em frente após duas partidas. Indo à final, terá as mesmas vantagens.
Na semifinal, o Cruzeiro como segundo colocado, tem às mesmas vantagens do Galo diante do América.
Portanto, rezem para seus times porque a onça vai beber água limpa. Espero.
A RECLAMAÇÃO – ou denúncia? – de Alexandre Kalil contra Assis, irmão de Ronaldinho Gaúcho, é bem séria. Foi feita ao blog do jornalista paulista Ricardo Perrone. Assis roubou do Galo o garoto Fred, de 16 anos, e o levou para o Internacional, que, claro, apoiou a pirataria. Revelou, também, o caráter da família: se dizem gremistas, mas preferem o Inter e o Flamengo.
O fato ocorreu em 2010 e segundo Kalil o garoto deveria vir pra Cidade do Galo, porém desceu na Beira-Rio. Hoje tem contrato com o Inter e multa de R$ 50 milhões. Como falta ética entre os clubes, como no caso da briga Inter e São Paulo pelo meia Oscar, o futebol brasileiro conviverá com as piratarias do Internacional de Porto Alegre.
PORÉM TIME QUE É bom o Colorado não faz. Só fica na fama. Nesta quinta-feira, seu time perdeu ( l a 0 ) para o inexpressivo Juan sei-lá-o-quê do Peru e terminou como o oito pior na classificação geral da Taça Libertadores. Pegará o Fluminense na outra fase. O tricolor carioca é o primeiro.
O Santos em ritmo de treino, numa pelada fenomenal, venceu o Strongest da Bolívia, fraquíssimo, na Vila Belmiro, por 2 a 0, placar feito nos minutos finais. Neymar apanhou bastante, mas deixou o dele.
O BAIXINHO Cleisson Veloso Pereira, da FMF, foi “sorteado” com a tradicional bola gelada pra apitar Tupi x Atlético, em Juiz de Fora, visto haver acordo entre os times pra prestigiar a arbitragem da casa.
Azar de América x Cruzeiro que bateram o pé por árbitro de outro planeta e virá o gaúcho macho, bravo como ninguém, Leandro Pedro Vuaden apitar o clássico. Numa das bandeiras, o excelente Altemir Hausmann.
ATÉ O INSTANTE em que este filho do Sodico escrevia esta tradicional e impecável Trincheira não havia nada a respeito do efeito suspensivo pra Roger. Sobre o assunto me escreveu o popular Leonardo IG- BH:
InJustiça.
Finalmente a justiça funcionou!
Fiquei feliz com os desdobramentos do caso Roger.
Não precisou mais que um jogo para que ele se mostrasse renovado com a punição que lhe foi dada pelo tribunal.
Ontem, logo ao entrar mostrou ao árbitro que já tinha entendido o espírito da regra.
Assim que um adversário deu uma cotovelada em seu companheiro correu para mostrar com gestos o que ocorrera e pediu um cartão.
Regenerado!
Agora é sério. Por favor, me explique.
O que aconteceu no tribunal?
Ouvi dizer que o advogado de defesa não estava presente...
Verdade? Então não houve defesa? E a pena era de 4 a 12 jogos?
Eu devo ter entendido tudo errado.
Eu entendo que talvez sua ficha fosse ótima, antecedentes e tudo mais, mas se ele não tinha defesa, como ficou com a pena mínima?
E a punição ele vai cumprir ou vai ficar para o próximo campeonato mineiro?
Fiquei imaginando... Mais ou menos como aquele jornalista... adia para a eternidade o cumprimento da pena.
Alguma coisa do tipo você mata alguém em Minas Gerais, recorre em liberdade, aí se muda para o Rio de Janeiro e fica livre?
Sei não, a gente fica bravo com a corrupção no Planalto e não vê que na nossa cozinha está tudo errado.
PS. Procurei você no Facebook. Não encontrei. Não tem? É uma ferramenta interessante onde você poderia divulgar suas ideias.

Resposta: Detesto Facebook. Sem chance de encontrar-me lá. Sobre suas dúvidas, confesso que não sei responder. No futebol mineiro, existem os espertos e os que pensam que são mais espertos do que os outros. Roger se ficar de fora fará falta.
CUCA ANUNCIA zaga reserva em Juiz de Fora, e como consolo terá a volta de Leandro Donizete. Lamento a saída de Filipe Soutto da equipe. Apesar de estes percalços na zaga – sem Rever e Daniel Marques – o Galo vai forte pra pegar o Tupi de Moacir Junior. Veja aí: Giovanni; Marcos Rocha, Lima, Luiz Eduardo e Richarlyson; Leandro Donizete, Pierre, Danilinho e Bernard; André e Guilherme.
Guilherme teve lesão muscular e está fora da fase final do Mineiro. Cuca escolhe outro nome até domingo.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

FINALMENTE MANCINI SE RENDE À VERDADE – goleada sobre Chapecoense convence técnico que Cruzeiro rende mais no 4-4-2

Por pura sorte, o convencimento de Vagner Mancini sobre o erro de escalar o Cruzeiro com três atacantes não passou do ponto. Foi preciso que o time saísse atrás nos três últimos jogos e conseguisse a virada com as alterações exigidas pelo bom-senso pra que o técnico revisse sua posição. Montillo não pode carregar sozinho a responsabilidade de armar a equipe, até porque não é a sua principal característica.
Contra a Chapecoense, os azuis tomaram o perigoso gol de Fabiano, aos 32m do primeiro tempo, e só conseguiram providencial empate no sufoco, aos 43m, em uma das muitas bolas levantadas na área, contra a defesa alta deles, e que Thiago Carvalho mandou às redes, meio sem querer. Bola levantada por Marcos naquele estilo “seja o que Deus quiser”. E quis.
Providencial porque deu tempo no intervalo de Mancini repensar o esquema. Ainda assim demorou e o time retornou sem mudanças no segundo tempo. Aos 14m, vieram as alterações: Roger no lugar de Walyson e Elber no de Marcos. Os dois incendiaram a partida. Logo depois Wellington Paulista empatou com belo chute de perna esquerda de fora da área, no ângulo.
As rápidas movimentações de Elber e o domínio de Roger no meio, fugindo bem da marcação do volante Vanderson, o que Montillo não conseguia fazer, botaram o Cruzeiro vivo. Aos 29m, em jogada pessoal, driblando em fila dois defensores, Anselmo Ramon chutou cruzado da esquerda e fez 3 a l. Belo gol.
O mais bonito, no entanto, aconteceu aos 33m: Roger enfiou uma bola de três dedos pra WP-9 pelo lado esquerdo. Com um toque preciso encobriu o goleiro Rodolfo e encerrou a goleada: 4 a l. Aos 36m, Montillo saiu, alegando cansaço e Amaral entrou na sua vaga.
MANCINI ESCONDE O JOGO – Apesar de admitir que o Cruzeiro teve melhor desempenho nos três últimos jogos foram do esquema com três atacantes, que já foi funcionou, porém não funciona mais, Mancini diz-se em dúvida com relação ao time que escalará contra o América, pelas semifinais do Mineiro, neste domingo. Claro que sabe, mas quer deixar Givanildo de Oliveira coçando a cabeça.
O esquema 4-4-2 permite ao time reduzir o espaço no meio-campo. No 4-3-3 o Cruzeiro atua com apenas dois volantes. Estes se perdem nas coberturas dos laterais e na assistência aos zagueiros. Resultado. O esquema defensivo todo falha. Qualquer pressente que o Cruzeiro levará gol antes do intervalo. Isso acontece. O time leva até mais de um gol. Volta no 4-2-2 e muda a situação.
Com Elber ao lado de Roger e de Montillo então a coisa esquenta. Roger fica mais e os outros dois aprontam uma movimentação intensa que desorienta os adversários.
Disse Mancini, após a partida pela Copa do Brasil:
”Nos últimos jogos, o time tem sido mais produtivo com dois atacantes, mas às vezes existe a necessidade de iniciar dessa forma (com três). É sempre assim, se você entra com dois, todo mundo pede três, se você entra com três, o pessoal pede dois. O importante é você estar vencendo os jogos, com dois ou três atacantes, às vezes até quatro, quando o Montillo faz o quarto atacante”.
E continuou:
”Esse equilíbrio você tem que achar ao longo das decisões que vamos ter agora. Não dá para afirmar hoje que a gente vai jogar desta forma, porque talvez seja alterado daqui para frente. Hoje, o Roger modificou o jogo, ele e Elber entraram em um momento onde nossa equipe necessitava de um pouco mais de velocidade. O Elber é veloz por movimento e o Roger é veloz por pensamento”.
Todavia, o mais importante é que Vagner Mancini reconheceu Mancini reconheceu – diga-se de passagem tardiamente e não por falta de alerta - os erros do início do jogo e ressaltou o poder de reação da equipe. Só não me agrada a desculpa costumeira, que poderia ser gravada e rodada nas entrevistas coletivas:
“Mais uma vez a gente entrou um pouco mais morno do que deveria ser. A equipe teve alguns erros de posicionamento, uma equipe que não fez aquilo que pode fazer, deu chance para que a Chapecoense, marcando bem, jogasse no nosso campo. A lição que a gente tira é que a gente tem reagido bem, mas não temos iniciado bem os jogos”.
Que discurso surrado!

A QUARTA-FEIRA encheu os olhos dos paulistas que não falaram de outra coisa a não ser a goleada (6 a 0) do Corinthians sobre o Deportivo Tachira, da Venezuela, no Pacaembu. Os visitantes tiveram um jogador expulso por agressão covarde e quase mortal em Danilo. O time deles já é fraco e com 10 tornou-se presa fácil.
O Corinthians precisava do empate pra sair primeiro do grupo.
No outro jogo da quarta, o Fluminense venceu o argentino Sarandi, em Buenos Aires, e ficou com o primeiro lugar da classificação geral. Isso lhe dará direito de jogar as segundas partidas do mata-mata em casa até a final.
NÃO ME SURPREENDI com a derrota do Real Madrid, em Munique, diante do Bayern (2 a l). O time de Mourinho perdeu para um adversário pesado e que poderá surpreender, também, no jogo de volta no Santiago Bernabeu. Dizem os grandes conhecedores e analistas do futebol europeu – eu sou foca no assunto – que os alemães têm a melhor defesa da Europa e um contra-ataque letal.
JÁ A DERROTA do Barcelona, ainda que em Londres, (l a 0, gol de Drogba, assistência de Ramirez) causou-me surpresa. Time por time, claro, o Barça é bem melhor. E provou em campo. Teve os tradicionais 68% de posse de bola, chutou duas bolas na trave e errou diversas oportunidades, inclusive com Messi. No Camp Nou, o Chelsea não escapa...

terça-feira, 17 de abril de 2012

PARA CRUZEIRO BASTA EMPATE SEM GOLS NESTA QUARTA, mas Mancini escala time ofensivo contra o Chapecoense na Arena do Jacaré.

Não há como Vagner Mancini fugir do esquema mais ofensivo contra o Chapecoense nesta quarta?
Claro que há. No papel, é bonito falar em três atacantes. Contudo, tal esquema tem colocado o Cruzeiro em cada encrenca brava.
Tanto que Mancini precisa do intervalo do jogo pra dar bronca na rapaziada e mexer no time, escancarado no meio-campo, aberto aos contra-ataques inimigos.
Seus problemas são vários: não terá Léo, Diogo Renan, e, possivelmente, Roger. Na defesa, a vaga de Léo fica com Thiago Carvalho, 23 anos, ex-Boa Esporte. Será sua terceira partida ao lado de Victorino. Na lateral da esquerda, Everton. Na direita, como desmoralizou Marcos, Mancini deverá improvisar Amaral. Inclusive domingo contra o América. Haja coração, China Azul.
No ataque, caso perdure sua teimosia, o técnico usará Walyson, Wellington Paulista e Anselmo Ramon. No meio, Montillo volta ao lado de Guerreiro e Marcelo.
A Chapecoense jogou barro na parede; espera colar. O técnico Itamar Schulle (?) falou em poupar alguns atletas após vencer o Criciúma (3 a l) e classificar-se pra semifinais do Campeonato Catarinense.
Me engana que eu gosto! A Chapecoense jogará contra o Avaí no próximo domingo, em Floripa. Daí poupar os melhores, pois entende que as chances de seu time em avançar para as oitavas de final da Copa do Brasil são bem menores que as de ganhar o caneco barriga verde. Daí, se colar... Colou.
A FMF ANUNCIA, até porque tem uma linda e competente Assessora de Imprensa, Nina Abreu, mas que arma a tabela é a poderosa Rede Globo, dona do campeonato mineiro. Por isso, anunciou que as duas primeiras partidas da semifinal serão disputadas no próximo domingo, em horários a seu gosto.
Ou seja: o Galo, primeiro colocado na fase de classificação, enfrenta o Tupi, quarto colocado, às 4 da tarde no Estádio Mário Heleno, em Juiz de Fora. Às seis e meia, caso o Sportv queira nos presentear com tal partida, sem o tal “pagar-pra-ver”, na Arena do Jacaré, acontece o clássico América e Cruzeiro. Mando do Coelho.
PAU NA MOLEIRA – O clássico Atletico x Cruzeiro não pára de render até hoje, principalmente por causa da reunião do TJD. Aí, como foro democrático de discussão a Trincheira abriu-se pra receber críticas bravas contra ela e outros.
Diz MARCELO DE ANDRADE- BH, participando no meu blog: “Clássico em vencedor dentro e fora de campo”.
“ Há uma tentativa de alguns da imprensa, além de você – vide Jaeci em sua coluna hoje, Emanuel Carneiro na Itatiaia, Afonso Alberto ontem – de igualarem os atos do Danilinho e do Roger. A do Danilinho foi entrada forte de jogo. A do Roger foi desleal. Na do Danilinho, o agredido teve a chance de se defender, como assim o fez Montillo ao pular assim que o Danilinho o toca – isso ficou claro na imagem”.
“A entrada do Roger foi covarde. Não deu chance do agredido se defender, além de quase causar uma catástrofe e o Danilinho perder o movimento de um ou mais membros ao ser atingir na medula”.
“Se for julgar no tribunal uma entrada igual à do Danilinho no Montillo, teríamos que ter de 2 a 3 julgamentos por jogo. Quase todo jogo há entradas daquele jeito. Um exemplo? Montillo também teria de ser levado ao tribunal por causa daquela entrada forte de jogo no Richarlyson. Veremos como o Tribunal vai agir. Estamos atentos e observando a cor do Tribunal, ou se ele não tem cor. E podem brigar à vontade, porque o título já tem dono: O Galo. Quem viver, verá”
COMO BRIGA DE GALOS está proibida na Constituição Federal, Tupi e Atlético optaram pelo jogo de compadre.
SÓ NÃO ENTENDI a explosão de ira do Cuca ao ser perguntado por um repórter se viu aquele confronto compadrescamente disputado.
“Quem diz isso não sabe nada de futebol: como vou sair em cima do Tupi se ele quer jogar lá atrás? Se saio, levo o contra-ataque”.
Cuca comemorou o objetivo conquistado, num jogo considerado por ele, como atípico. Porque não explicou. Apenas disse que “Nos propusemos a ser o primeiro e, ao longo das 11 partidas, vencemos nove e empatamos duas. Temos a vantagem que o primeiro tem, isso se formos até a final. De certa forma, foi bom”.
“Tivemos uma viagem a Manaus desgastante, um jogo desgastante, enfrentamos um calor forte e vencemos. Viajamos para cá, não fizemos um bom jogo, mas conseguimos parte do objetivo, que era não perder. Queríamos vencer, mas não conseguimos e saímos com o empate, que nos dá a primeira colocação”.
“A gente valorizou a posse de bola. Se isso não contenta a todo mundo, problema de quem não está contente”.
É, mas o pessoal que pagou ingresso e foi ao estádio saiu de lá cuspindo marimbondos, como diria o saudoso Fernando de Campos Sasso. E tome vaia no Cuca e adjacências.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

ROGER E PIERRE SENTAM-SE NO BANCO DOS RÉUS.

O meia Roger, do Cruzeiro, o volante Pierre e o Atlético, e ainda o árbitro Renato Cardoso Conceição serão julgados nesta terça-feira, às 19h, pela segunda comissão disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais, pelos episódios ocorridos no clássico de 8 de abril, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, pela 10ª rodada da fase de classificação do Campeonato Mineiro.

O cruzeirense Roger foi denunciado pela Procuradoria do TJD-MG por atingir o meia-atacante Danilinho, do Atlético, com uma cotovelada na nuca durante o segundo tempo. Ele está incurso no artigo 254-A, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), com pena prevista entre quatro e 12 partidas.(Site Uai)

domingo, 15 de abril de 2012

RODADA PRA SER ESQUECIDA – Atlético, Cruzeiro, América e Tupi, semifinalistas, não respeitaram seus torcedores.

O que não me falta são torcedores, leitores e telespectadores, tuitando e enviando-me mensagens pra que eu cumpra minhas aposentadorias. Dizem que me tornei ranzinza. Que nada tá bom pra mim; que critico times, jogadores, companheiros, cartolas e não elogio ninguém.
Verdade, ando meio exigente. Mas pergunto: quem concorda com a falta de respeito demonstrada pelos dois Galos – o da Capital e o Carijó – no empate de 0 a 0 em Juiz de Fora?
Coisa recomendada!
Os times entraram em campo sob orientação de que o empate seria bom para ambos. Arriscar pra que então? Você viu que no final até o apitador entrou no clima da palhaçada: anunciou dois minutos de acréscimo e após sugestões de alguns atletas reduziu pra apenas um minuto.
Nem isso cumpriu: terminou com 45 segundos de acréscimos.
Os torcedores no Estádio Municipal de Juiz de Fora não gostaram do lamentável espetáculo: vaiaram os dois times, foram embora antes do final e nem quiseram comemorar o título de campeão do interior, nem a classificação ao G-4 do Galo Carijó.
Direis: ambos jogaram com o regulamento debaixo do braço. Muito bem. Não usaram desodorante. O regulamento fedia.
O torcedor pagou pra ver 90m de futebol e só conseguiu ver os 13 primeiros minutos. Com certeza, os atletas acertaram em campo: “Pô, tá correndo à-toa, amigão! O empate é bom pros dois. Vamos tocar a bola, sem entrar na área”. E foi assim. Nem as vaias, nem algumas entradas mais duras de desavisados acordaram Tupi e Atlético.
Sugestão da Trincheira: se algum indignado deixou seu difícil ganho na bilheteria, recorra ao Estatuto do Torcedor. Procure o PROCON e o Juizado de Pequenas Causas. Junte recortes e críticas dos jornais, testemunhas e peça seu dinheiro de volta, em dobro. Não é pelo valor, e sim pelo desaforo.
Pra ilustrar o horroroso quadro, alguns jogadores “torceram” joelhos, tornozelos, levaram terceiro cartão amarelo e não jogam a próxima partida que coincidentemente será entre os Galos no mesmo estádio.
Porém, os dependurados e amarelados agora ficam lisos pras partidas decisivas e finais.
Você conseguiria destacar alguém individualmente nos times? No Atlético daqui, ninguém jogou nada. Aliás, apenas Neto Berola apareceu mais com aquele ridículo corte de cabelo novo. Visual de moicano. Danilinho torceu algo; Bernard e André não torceram nada. Nem jogaram!

NO CRUZEIRO, após permitir que o lanterna do campeonato abrisse 2 a 0 na
Arena do Calçado, Vagner Mancini se regozijou com a oportunidade de virar o jogo e vender seu comercial na imprensa. Dito e feito. No final, dizia que a bronca de vestiário foi decisiva na virada pra 3 a 2. Já não tinha dito isso depois de outro jogo? Emoção teve, mas o torcedor azul passou raiva, também, e descontou no pobre do Marcos autor do segundo gol uberabense, contra, no segundo tempo.
Antes, Araújo fez l a 0 sob os olhares complacentes da defesa cruzeirense. Aos 14m do primeiro tempo. Gozado que Mancini deu bronca no vestiário, porém o Zebu marcou primeiro no segundo tempo: este contra do Marcos.
Como o técnico azul gosta bastante da meninada da base, tirou logo o lateral e o expôs a a estrondosa vaia. Será que ninguém nunca fez gol contra?
Como sempre acontece, a reação cruzeirense foi natural. O segundo gol saiu aos 10m, portanto o Cruzeiro tinha tempo suficiente pra reação. Ela começou com Wellington Paulista que marcou no lance seu nono gol na competição.
Depois, o Uberaba teve o beque Gabriel expulsou e a coisa facilitou. Até Victorino fez gol, o de empate. Sem querer, WP9 chutou o goleiro rebateu; a bola foi na cara do uruguaio e entrou.
Nos acréscimos, WP-9 fechou a conta em 3 a 2 com o seu décimo gol. Artilheiro isolado, dois na frente de André.
Pra você ver que Vagner Mancini levou o jogo tão a sério até Fábio Lopes, Gilson, Amaral e Bobo jogaram.
Bom, é verdade que Vagner Mancini tem boa desculpa pra justificar a escalação desse time misto do Cruzeiro. Nesta quarta-feira, tem parada indigesta na Copa do Brasil contra o Chapecoense, na Arena do Jacaré.
No jogo de ida, como todos se lembram, houve empate de l a l em Chapecó. Outro empate igual aqui, a decisão será nos penais. O empate sem gols é do Cruzeiro. Contudo, novo empate acima de l a l é do Chapecoense.
Gosto sempre de lembrar nesses casos que a Copa do Brasil prega as maiores surpresas. Você imagina que seu time é melhor, empatou lá com gol, fica mais fácil aqui e na hora do vamos ver, dá zebra. Ou alguém se esqueceu do Santa Cruz e do Paulista – este comandado por Vagner Mancini – que tiraram o Cruzeiro da Copa Brasil no Mineirão, sem situações equivalentes?

QUANDO EU FALO da falta de respeito com o torcedor, vejo no América de Givanildo exemplo lato. O América não está mais na Copa do Brasil e, portanto, não precisava poupar qualquer jogador. Lançou contra o Guarani, uma equipe toda mudada e sem entrosamento. Ou seja, fez outra bobagem.
Ah, já estava com o terceiro lugar garantido. O jogo não mudaria nada. Com certeza mudou a expectativa desses meninos dentro do clube. Várias pessoas, inclusive o próprio treinador, vão olhá-las de viés como derrotadas vergonhosamente pelo Guarani e de goleada – 4 a 0.
Nos anais da FMF ficará registrada a derrota por 4 a 0, gols de Márcio Santos, Magalhães e Marinho (2).
Quem alertará para o detalhe que o jogo não valia nada para o América, além de seu respeito junto aos torcedores? Não me interessa quantos pagaram ingresso pra ver tal vexame cometido por Givanildo de Oliveira. Me interessa que foram americanos e, talvez, vários principiantes. Givanildo costuma, nesses episódios tirar o dele da reta e dizer que a goleada serviu pra que ele fizesse alguns estudos. Papo furado.

DA ASSESSORIA DE IMPRENSA do Tupi – “Pela quarta vez em sua história centenária (antes em 1985, 2003 e 2008), o Tupi Futebol Clube é Campeão Mineiro do Interior. O título – o primeiro do Ano do Centenário - foi conquistado na tarde de domingo, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio (em Juiz de Fora), após o empate com o Atlético - 0 a 0. Além disso, os Carijós garantiram vaga nas semifinais do Campeonato Mineiro, ao lado dos três times de Belo Horizonte”.
“ Esta etapa do torneio começa no próximo final de semana. Em Juiz de Fora, o Tupi (4º colocado na primeira fase) enfrenta de novo o Atlético (1º) e, na capital, o América (3º lugar) pega o Cruzeiro (2º). Os jogos de volta, com mando de campo invertido, estão marcados para os dias 28 e 29 de abril. Os vencedores dos confrontos fazem a grande final da competição, em maio”.

BEM NÃO POSSO generalizar os acontecimentos da última rodada da fase de classificação do Mineiro, visto que alguns jogos foram bem sérios. O clássico do sul-mineiro, por exemplo: Boa e Caldense não aspiravam mais nada mas a rivalidade exigia deles, em respeito aos torcedores, bom jogo. O Boa venceu por l a 0 e a partida agradou.
Outra que mexeu com duas cidades foi América-TO e Democrata, em Teófilo Otoni. A vitória por 2 a 0 dos locais os manteve na elite e empurrou a Pantera pro Módulo II. O jogo foi dramático.
Finalmente, a vitória do Nacional de Nova Serrana sobre o Villa Nova, no Alçapão do Bonfim, que quase deu ao caçula do Mineiro a vaga no G-4. O Leão namorou o modulo II bom tempo, mas conseguiu safar-se na beirada do buraco.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

GALO E CRUZEIRO LUTAM O ASSALTO FINAL NA BUSCA DA VANTAGEM

Conformado com a realidade imutável do terceiro lugar no G-4 do Mineiro, o Coelho recebe o Guarani na Arena do Jacaré no domingo. Na garganta seca pela eliminação da Copa do Brasil em Goiânia só passa precações e pragas contra o juiz Paulo Godoy Bezerra que anulou o gol de empate americano. Apito amigo do Goiás. No Mineiro, o América espera apenas a rodada final pra saber qual será seu adversário no mata-mata. Quase certo que seja o Cruzeiro atrás três pontos do líder Galo, que enfrentará o quarto colocado, conforme estabelece o regulamento.
Como todos os jogos serão no mesmo dia e horário, o América teve o privilégio da Arena do Jacaré e o Cruzeiro optou pela Arena do Calçado, em Nova Serrana, onde pega o Uberaba brigando contra o rebaixamento.
O Galo terá o mais indigesto dos adversários: irá a Juiz de Fora num duro confronto contra o Tupi – Galo Carijó. Com 16 pontos, o Tupi precisa garantir a vaga do quarto lugar, o que conseguirá com o empate. Atrás dele estão Nacional e Caldense com l3 pontos. O time de Nova Serrana enfrenta o Villa Nova em Nova Lima. O Leão tem 10 pontos e com empate se safa do descenso.
Outra guerra particular acontece em Teófilo Otoni. A reação tardia do Democrata Pantera, penúltimo colocado com 7 pontos, coloca em risco a subida do América-TO que saiu do buraco negro, mas permanece na boca. Tem 8 pontos e se perder esta partida, desce e a Pantera se salva.
A situação do Uberaba, lanterna com 6 pontos, é crítica. Precisa vencer o Cruzeiro de goleada. Finalmente, Boa x Caldense encerra as duras disputas: o Boa tem 9 pontos e está ameaçado do descenso. A Caldense, com 13, tem tênues esperanças de pegar a vaga do G-4.
CUCA TERÁ problemas pra escalar o time em Juiz de Fora, com problemas de lesões e suspensões. No jogo de esconder a escalação, o treinador atleticano diz que espera a palavra final do Departamento Médico sobre Serginho, Leandro Donizete e Escudero. Contra o Penarol, o capitão Rever, com dores no tornozelo direito, ficou em BH. Deve voltar contra o Tupi.
Não poderão jogar Marcos Rocha e Pierre, suspensos. Cuca afirmou que se tivesse certeza de não enfrentar forte pressão em Juiz de Fora e de conseguir a vitória sobre o Tupi pouparia o time titular todo. Tá bom, Cuca!

NO CRUZEIRO, Montillo suspenso pelo terceiro cartão fica de fora contra o Uberaba domingo. Uma pena! As pressões pela escalação de dois meias com certeza fariam Vagner Mancini mudar de ideia e colocar o argentino e Roger juntos. Pode acontecer até a escalação do camisa 10 ao lado do garoto Elber e a saída de Walyson, mal fisicamente. Marcos receberá nova chance, já que Diego Renan será poupado. Everton fica na lateral esquerda.
(foto de Alexandre Guzanshe/DA Press-EM)
FALANDO EM ROGER, a procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais denunciou contra o armador cruzeirense, o volante Pierre, o árbitro Renato Cardoso Conceição e o próprio Atlético pelos acontecimentos no clássico. Danilinho foi salvo pelo gongo. Todos serão julgados na próxima terça-feira..Alguns entendidos, já preveem até 12 jogos de suspensão pra Roger. Ele está denunciado por causa daquela cotovelada dada em Danilinho. Chupetarei aqui as demais informações: Roger está incurso no artigo 254-A, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), com pena prevista entre quatro e 12 jogos de suspensão. Efeito Suspensivo nele moçada!

BAIXOU O ESPÍRITO de Guardiola, comandante do Barcelona, no técnico argentino Carrasco, do Atlético Paranaense. Não quis escalar volantes de ofício contra o Criciúma, na Arena da Baixada, jogo de volta da Copa do Brasil. Botou Paulo Bayer, 37 anos e mais dois armadores. Manteve a linha de 3 zagueiros, com um dos laterais subindo mais.
Na frente, 3 atacantes- entre eles o colombiano Guerron, ex-Cruzeiro.
Enfiou 5 a 1 nos barrigas verdes, após sair perdendo por l a 0. Guerron marcou 4 gols e errou 4 mais que feitos. Marcasse todos, iria apresentar uma lista de músicas ao Fantástico. O Furacão agora espera o vencedor de Cruzeiro x Chapecoense que empataram (l a l) na primeira partida. Te cuida, Vagner Mancini!

OUTRO TIME que se garantiu na próxima fase da Copa do Brasil foi a Portuguesa paulista. Tá cai que não cai no campeonato deles; no entanto conseguiu excelente atuação e a goleada por 4 a 0 sobre o Juventude.

A PERGUNTA QUE ME persegue pelas ruas e locais que freqüento: compensa tanto desgaste de Atlético e Cruzeiro numa competição de tão baixo nível como o Campeonato Mineiro correr atrás da “vantagem do empate” na fase final? É certo que são 11 rodadas sem o menor interesse, exceto nos clássicos Cruzeiro x América; América x Atlético e Atlético x Cruzeiro. Nesses jogos, as emoções fervem.
Os trabalhos das pré-temporadas dos três times são colocados à prova. Nas derrotas os treinadores correm grande risco, como, também, arriscam-se atletas. De uma hora pra outra deixam de ser heróis e viram vilões.
Tudo pra quê? A vantagem nos jogos das semifinais e da final. Quem terminar a fase de classificação em primeiro lugar entra com tal vantagem na fase seguinte. Com dois empates na semifinal passa à final. Aqui com dois empates, também, será campeão.
À luz fria da razão, numa competição onde dois times disputam o título como grandes favoritos e um terceiro – América – corre por fora, diria que a vantagem é significativa; é só conferir os ganhadores de títulos sob essa vantagem. Na prática, tem sentido apenas pra estabelecer uma disputa entre os grandes arquirrivais.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

GALO GOLEIA, CRUZEIRO EMPATA E ERRO DE JUIZ TIRA COELHO DA COPA BRASIL JUNTO COM O TIGRE

A quarta-feira cheia de jogos da Copa do Brasil não foi das mais interessantes para o futebol mineiro. O Ipatinga apesar de sua luta e vontade foi café pequeno pro Grêmio: perdeu o jogo de ida ( l a 0, no Ipatingão) e levou goleada de 3 a 0 no Olímpico. O América tinha vários caminhos a seguir no Serra Dourada e esteve perto de trilhar um dos vitoriosos, eliminando o Goiás. Contudo, encontrou pela frente o apito amigo goiano que lhe expulsou o lateral Pará no meio do segundo tempo e lhe roubou o gol lícito do empate final em 4 a 4, suficiente pra se classificar.
O Galo em Manaus nem tomou conhecimento do Penarol. Fez 5 a 0, eliminou o jogo de volta e consagrou André – autor de três gols – como um dos artilheiros atuais da Copa do Brasil. O time local vendeu caro a derrota e chegou a botar uma bola na trave do Galo. Guilherme e Fellipe Soutto completaram a goleada com belos gols em chutes de longa distância.
André fez a alegria do narrador Mário Henrique, que pelo off-tube, pode extravasar toda a sua emoção alvinegra em belas narrativas dos gols do Bebê (apelido que pôs em André) principalmente o último deles marcado de bicicleta.
Já os azuis, com seus três atacantes, negaram fogo outra vez. No primeiro tempo, deixaram de despachar a Chapecoense, no gramado ruim da Arena Índio Condá, em Chapecó, por culpa de seus artilheiros Anselmo Ramon e Wellington Paulista que perderam três gols incríveis, frente a frente com o goleiro Rodolfo.
O trio, também, não se acertava no jogo coletivo. Walyson isolou-se por um lado e não fez nada de produtivo. WP9 como tem acontecido passou o tempo todo se jogando no gramado, cavando faltas e fazendo outras tantas. Anselmo Ramon teve duas bolas da vez nos pés e chutou longe. Apesar disso era o mais consciente.
Vagner Mancini errou de novo na escalação e quis corrigir com a entrada de Walter, quando podia ter entrado com ele e Roger, ou Elber. Trocou Walyson por Walter e conseguiu dele o gol de empate. Ah, me esquecia! O Chapecoense, enquanto o Cruzeiro perdia seus gols, decidiu marcar o seu com o beque Souza, gigante de quase dois metros de altura. Fábio nem se mexeu. O empate, portanto, só veio na fase final com Walter. Ao pensar na vitória, Mancini entrou com Roger no lugar de WP-9 e pouco depois com Elber no de Diego Renan, machucado.
A surpresa de entrar com Diego Renan pela direita e Everton na esquerda, sacando Marcos, também não funcionou. O Cruzeiro não apoiou pelos lados, os laterais não ajudaram Montillo anulado por Wanderson, e abriram duas avenidas na defesa celeste.
A vaga para as oitavas de final será decidida na próxima quarta-feira, dia 18, na Arena do Jacaré. Empate sem gols dá a classificação ao Cruzeiro, pelo critério gol na casa do adversário. Léo ficará de fora, suspenso, pela expulsão em Chapecó aos 34m do segundo tempo.
Bastou o Coelho enfurecer-se e com 10 homens sair em busca do empate que lhe daria a passagem às oitavas de final da Copa do Brasil, diante do Goiás, em Serra Dourada, que o diabo do tal apito amigo apareceu. O Coelho vinha apático no jogo, teve Pará expulso e levava de 4 a 1. Aí cresceu: fez 4 a 2, 4 a 3 e marcou o gol de empate em 4 a 4, após confusão na área. O juiz Paulo Godoy Bezerra invalidou o gol alegando falta no goleiro Harley. Mentira dele! Harley saiu do gol e trombou com um americano. Erro do goleiro revelado pelo Cruzeiro. O placar final: 4 a 3.
Com a classificação, o Goiás enfrentará o Atlético nas oitavas de final
O Ipatinga lutou além de seu limite. Na derrota por 3 a 0 em Porto Alegre tomou o primeiro gol logo aos três minutos. Conseguiu endurecer a partida para os gremistas e só se entregou nos 15m finais. Os argentinos Bertoglio e Miralles e o volante Léo Gago fizeram os gols do Tricolor, que teve certa dificuldade e só confirmou o triunfo nos 15min finais do segundo tempo. O time não é bom e segundo sua diretoria o Tigre passará por reforma geral para a disputa da Série B. Mandará parte do elenco embora.

NA BOCA DO POVO – Meus conhecidos colaboradores mandam seus recados na bancada de discussão popular da Trincheira:
Rubens Bagni Torres – São João Del Rei: - “Prezado Flávio, bela resenha, como sempre. Andei meio sumido por problemas de saúde, mas continuei lendo suas resenhas. Pitaco: pra piorar o Alexandre Kalil fala que o Walter é uma aberração e pergunta quem é ele? Acho que deveria estar mais bem informado e responder a altura e não com ofensas pessoais dizendo que o mesmo estava gordo: ele se esqueceu do Daniel Carvalho em 2011?”

Resposta: é próprio do Kalil não deixar nada contra o Galo sem resposta. Walter declarou que “sabia que eles iriam pipocar contra a gente”. Falou e tomou.

Leonardo IG/ BH – “Em quase tudo, de acordo, (com a minha coluna sobre o clássico, imagino). Como não poderia deixar de ser, posso não concordar com alguma coisa, né?
Não se pode criticar o árbitro. Se não tivesse o jogo de cintura que mostrou a partida terminaria numa delegacia.
Não concordo. Se os atletas merecem ir para a delegacia, será melhor assim.
Fraco o juiz. Omisso. Deu continuidade a uma arbitragem sem critérios e onde um erro para lá um erro para cá está tudo bem. Falso.
“Não viu” o lance do Danilinho, mas viu o lance do Montillo sobre o Richarlysson.
“Não viu” uma sequência de faltas do fraco Diego Renan sobre o Bernardo mas viu a sequência do Pierre no Montillo.
“Não viu” falta para cartão vermelho no lance do Roger, mas viu para amarelo!!!
Não se pode criticar o árbitro? Como não? No mesmo barco que o Guilherme, Anselmo Ramon temos que criticar todos.
Não podemos é achar normal que o árbitro passe em branco naquela falta do Danilinho aos 4 segundos de jogo e 3 minutos depois deu cartão amarelo para o Renan Ribeiro e Wellington Paulista.
Ele (o árbitro) teve responsabilidade direta sobre o curso do jogo e consequentemente pelo resultado. Sua omissão foi determinante. Sem juízo de valor: prejudicou a quem? Ao jogo. Em tempo, acho absurdo a imprensa concordar com o discurso do Roger de “por fogo no clássico”.
“Por fogo” deveria ser uma sequência de dribles fenomenais, uma bola na trave... Responder aos insultos da torcida e agredir o adversário é execrável”.

Resposta: Também posso discordar de alguma coisa, né? Quando disse que não se poderia criticar o árbitro por usar jogo de cintura é porque ele conseguiu levar a partida até o fim sem expulsar meia dúzia de atletas. Errou, no entanto, em deixar Roger até o fim. A afirmação “este jogo vai terminar na delegacia” é uma expressão do saudoso Jota Júnior, narrador da Itatiaia e Guarani. Aquele do “vai buscar lá dentro”. Queria dizer: o jogo terminará em confusão. Só isso.

João Batista – TV Horizonte – BH: “O futebol mineiro precisa acordar e sair dessas agressões dentro e fora de campo que não levam a nada. O agressor do Montillo, Danilinho, deveria ter sido expulso, bem como o Roger. Duas besteiras de jogadores que já estão calejados. Levar para dentro do campo a insanidade das torcidas, é pura bobagem e não dá o bom exemplo da paz desejada nos estádios do país da copa.
O Sr. Kalil devia aprender a ficar calado e não trocar farpas com jogadores bestas como esse Walter que deveria jogar mais e calado, pois ele ainda não jogou nada no seu time para ficar tirando casquinha de imbecis no adversário.
Tá na hora de melhorar as relações no futebol, tanto dentro quanto fora de campo. Em especial por aqui que só temos dois clubes na primeira divisão do Brasileiro. Ignorância atrai ignorância e o próximo clássico se dará em clima de guerra desnecessária, quando o bom seria ser sempre um bom espetáculo de futebol e não de pancadas e ofensas.

Iraq Rodrigues - Lagoa Santa – “Flávio, surpresa, para mim, foi só a violência que campeou na coincidentemente chamada Arena. Era tourada, telecatch (lembra-se ?), juiz sem pulso nem categoria (esperado, em se tratando desse juizinho que já aprontou antes) e, principalmente, a queda do Roger me meu conceito, após aquela agressão covarde em Danilinho. Aquele golpe não é permitido nem no UFC. Mas os times ainda estão em construção. O Galo é para 2013”.

Resposta: Penso que é melhor que tal construção não passe deste ano, Iraq.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

CUCA BARRA RENAN POR INSTABILIDADE – A realidade é outra: instável está o treinador que faz média com parte da torcida.


As justificativas de Cuca pra barrar Renan Ribeiro no jogo de hoje contra o Penarol, em Manaus, pela Copa do Brasil, não deve ser levada a sério. Por muito mais, Réver, Richarlyson, Danilinho, não tiveram uma saída da equipe tão traumática. Renan paga por um erro de toda defesa e do próprio treinador. Afinal, no comando dele, Cuca, o Galo ganhava de 2 a 0 e permitiu o empate. Culpar apenas Renan Ribeiro pelo resultado é uma baita sacanagem, própria de treinador forasteiro contra os meninos da base.
Giovanni, contratado ao Grêmio Barueri, no começo do ano, jogou 12 vezes pelo Galo só ano passado e levou 19 gols. Participou de duas vitórias, três empates e sete derrotas. Esteve no lugar de Renan Ribeiro nesse período por nove partidas seguidas, com Dorival Júnior. A chegada de Cuca terminou com seu reinado cambaleante.
Apesar de afirmar que “agora é a minha vez”, Geovanni sabe que a diretoria corre atrás de outro goleiro, mais experiente. O presidente Alexandre Kalil teria uma lista com vários nomes no bolso, contudo não se arrisca errar como aconteceu na vinda de Carini, Marcelo e Fábio Costa. Ou o Galo contrata pra valer ou as preocupações dos torcedores continuarão.
Vamos ver o que sucederá esta noite contra o Penarol. Se o Galo vencer com diferença de dois gols elimina a partida de volta.
TAMBÉM O CRUZEIRO de Vagner Mancini joga esta noite. Sua parada é mais indigesta que a do Galo. Enfrenta o Chapecoense, em Chapecó, Santa Catarina, onde nunca jogou contra qualquer time catarinense. Apenas em 95, o Cruzeiro esteve por lá, contra o Internacional de Porto Alegre, sendo derrotado por 2 a 0. Novidades, nenhuma. Mancini continua teimoso e promete manter o esquema de 4-3-3. Roger no banco, Walyson no ataque com WP9 e Anselmo Ramon.

O “santo” Danilinho, aquele que não foi nada covarde na entrada em cima de Montillo logo no início do clássico, classificou de desleal a jogada de Roger. A cotovela do meia cruzeirense foi, também, condenada pelo treinador Cuca, porém mais respeitosamente.
O procurador do TJD, após analisar a súmula do árbitro Renato Cardoso Conceição, que deu apenas cartão amarelo a Roger, deve indiciar o cruzeirense por jogo violento. No entanto, o lance de Danilinho passará em branco no interesse do procurador do TJD.

Por incrível que possa parecer o Coelho tem situação cômoda logo mais contra o Goiás no Serra Dourada. É verdade que empatou na partida de ida, na Arena do Jacaré, em 0 a 0. Na época eu afirmei: o resultado é ruim pro Goiás que não fez gol aqui. Em casa, os goianos têm de vencer; este é o único resultado que lhes interessa. Já o América, além do empate sem gols que levaria a decisão para os pênaltis, qualquer outro com gols lhe dará a classificação. Claro que a vitória, também. Givanildo promete mexer pouco no time que jogou sábado pelo Mineiro.

Apertado está o Tigre. Perdeu a primeira partida em casa e enfrenta agora o Grêmio, no Olímpico de Porto Alegre, com a necessidade de fazer um placar a partir de 2 a l e continuar na Copa do Brasil. Tem gente que acha que é mais fácil elefante voar. Sei lá, no futebol tudo pode acontecer. Até urubu voar de costas!

terça-feira, 10 de abril de 2012

CLÁSSICO SEM VENCEDOR DENTRO E FORA DO GRAMADO


O clássico teve placar justo
(2 a 2), foi bem movimentado, bom de se ver em quase que integralmente, todavia na repercussão e catando os cacos teve mais perdedores do que vencedores dentro e fora do gramado. A começar com a insistente escalação de três atacantes por parte de Wagner Mancini – que pretende repeti-la nesta quarta em Chapecó, contra a Chapecoense, pela Copa do Brasil – e a terminar com a declaração absurda de Cuca considerando o Atlético dono da partida.
Pra ele, o placar foi injusto e o Cruzeiro o conseguiu por pura sorte, visto ter sido dominado os dois tempos.
À lista de perdedores somam-se a incompetência dos atacantes atleticanos que tiveram chances de fazer marcador maior no primeiro tempo e liquidar o jogo; a apatia celeste ao se entregar totalmente ao domínio do adversário, a ponto de levar o primeiro gol, aos 24m, do baixinho Danilinho, ainda mais deitado.
E a ferocidade deste mesmo atacante, que na saída de bola quase quebrou a perna de Montillo e o juiz Renato Conceição só olhou. Os atletas perderam o bom-senso, como Roger que entrou no intervalo, junto com Everton nos lugares de Marcos e Walyson, logo aos 9m do segundo tempo, acertou o meio-campo cruzeirense, porém passou ileso na agressão covarde e pelas costas no Danilinho.
Erro do árbitro que puniu a agressão com apenas cartão amarelo.
A perseguição de Pierre a Montillo, também, não o fez vencedor. Pelo exagero das faltas foi expulso e prejudicou o time. Os goleiros Fábio e Renan Ribeiro também não ficaram fora do rol de perdedores. Fábio, aos 38m do primeiro tempo, saiu mal no gol de André, foi combater Danilinho na linha de fundo, tomou a bola entre as pernas e o artilheiro do Galo completou em cima da linha.
O primeiro gol de Anselmo Ramon, o goleiro atleticano falhou no tempo da bola, quis agarrá-la quando devia apenas desviá-la num tapa. Errou feio, como errou sua zaga em não acompanhar Anselmo Ramon. O artilheiro empatou o jogo aos 34m, da fase final, mas no primeiro tempo perdeu gol incrível. Montillo passou por Renan Ribeiro e rolou a bola pra Anselmo Ramon, na marca do pênalti e ele chutou por cima.
Ainda com o placar em 2 a l, outro erro crasso de Guilherme: aos 31 minutos, num belo chute de Fillipe Soutto, que explodiu na trave. Na sobra, Guilherme, na cara do gol, isolou. Céus, os times erraram demais, pensei comigo ao ver o vídeo gravado em casa.
O jogo foi um barril de pólvora pronto pra explodir. Aos 3m de bola rolando, Renan Ribeiro e Wellington Paulista já estavam amarelados, sem falar naquela entrada brava de Danilinho em Montillo.
Não se pode criticar o árbitro. Se não tivesse o jogo de cintura que mostrou a partida terminaria numa delegacia. Os jogadores queriam se matar, jamais jogar bola.
NO APÓS JOGO, a coisa foi pior ainda. Vagner Mancini tentou convencer que o esquema de três atacantes não prejudicou o time no primeiro tempo. Tudo ocorreu pela apatia geral. A reação veio por meio da sacudida que ele teria dado na moçada durante o intervalo. Que nada, o time melhorou com Roger que engoliu o meio-campo do Galo, deu mais liberdade pra Montillo e fez tremer os atleticanos da criação.
Disse Mancini:
“De forma alguma. Esse esquema vai ser mantido até que eu ache que vale a pena. Nós não devemos atribuir ao sistema de jogo aquela apatia do início de jogo. Se tivéssemos entrado com mais um jogador no meio-campo, poderíamos ter tido isso. Então não vamos atribuir ao esquema, mas à atitude de cada um, que foi diferente no segundo tempo. Se eu tivesse voltado com mais um atacante em vez de mais um meia, talvez a gente tivesse a mesma performance”.
Além das substituições, Vagner Mancini deu outros motivos pra reação do Cruzeiro
“A cobrança que houve no intervalo. Nós sabemos que aquele não era o nosso time. Disse a eles, cobrei mais empenho. Num momento como esse, o cara volta para o segundo tempo renovado, com mais energia. Mas, além de tentar chegar ao empate, nós tínhamos de frear uma equipe que foi muito rápida no começo do jogo, mas que, ao longo do jogo, com a imposição do Cruzeiro, caiu no segundo tempo”.
Até nesse ponto concordo com ele, porque o meio-campo cruzeirense não jogava nada e fazia da defesa uma avenida por onde entravam os atacantes alvinegros em velocidade. Everton, como lateral esquerdo, e Diego Renan indo pra direita, mais Roger no meio, acertaram o setor. Acabaram com o fatídico 4-3-3 que não deu certo contra time grande.
CUCA FECHOU a lista dos absurdos, ao afirmar que o Galo esteve melhor os 90 minutos. Segundo ele, o primeiro tempo foi bem jogado, e o Cruzeiro não deu um chute. Retórica, claro, força de expressão. Apesar de dominado o Cruzeiro chegou a pregar sustos em Renan Ribeiro.
Cuca comete o disparate: “O segundo tempo foi bem melhor jogado pelo Atlético que pelo Cruzeiro, em minha opinião”.
Por que tal justificativa? Motivo: a torcida entusiasmou com a possibilidade da devolução da goleada. A avalanche do primeiro tempo mostrava isso. A frustração do empate puxou a Massa pra baixo e as manifestações aconteceram. Cuca ficou na contramão.
Cuca tentou justificar o injustificável com a participação dos deuses do futebol que sopraram a sorte pro lado azul. Além da incompetência geral pra paralisar o crescimento do adversário, os comandantes do túnel não fizeram uma leitura normal da partida.
Pensamos da mesma forma quanto ao primeiro tempo: Cuca lamenta as chances desperdiçadas e diz que “nós pecamos em não matar o jogo. Tivemos um pênalti, que o Bernard preferiu a vantagem da jogada. O tempo vai ensinar. Num lance fortuito, a bola bate em alguém, encobre o goleiro, erramos o tempo de bola e o Cruzeiro fez 2 a 1. Vira outro jogo. Tivemos bola na trave, perdemos gol”.
Pênalti? Teve mesmo Cuca?
“O Cruzeiro teve sorte do resultado. No futebol, não existe merecimento. Se existisse, deveríamos vencer pelo que jogamos. O empate, para nós, teve gosto de derrota, ainda que a gente continue três pontos na frente”, disse. “O Cruzeiro teve eficácia, competência para fazer o gol, e sorte pelo resultado, com bola na trave deles. Tomamos o segundo gol num contra-ataque nosso.”
Não entendi. O Galo contra-ataca, mas quem faz o gol é o Cruzeiro. Vamos torcer que o Penarol nesta quarta-feira, em Manaus, pela Copa do Brasil não conte com a mesma sorte do Cruzeiro. E que o Atlético esteja com o pé na forma e sem a pressão que sofreu dos seus 17 mil torcedores que lotaram a Arena do Jacaré na esperança de ver sua equipe, 100% no Mineiro, devolver o vexame dos 6 a 1. Com todas as desculpas do Cuca, a torcida deixou a Arena cuspindo marimbondos, como diria o saudoso Sasso.

terça-feira, 3 de abril de 2012

CLÁSSICO EUROPEU SEM TEMPERO: Messi só apareceu por causa da arbitragem amiga

Não sou provinciano ao extremo de afirmar que no nosso “derby” – a velha corrida de cavalos que os paulistas levaram pro futebol – tenha craques refinados e consagrados como os que a gente viu na vitória do Barcelona por 3 a l sobre o Milan. Lá, também, alguns enganadores, como os daqui mesmos; outros, verdadeiras sumidades que esfumaram feito marés bravias nas más administrações de certos nossos cartolas.
Ah!!! Entretanto as emoções que o público de 95 mil pessoas no Camp Nou não sentiu sobrarão na acanhada Arena do Jacaré e seus 18 mil lugares ocupados só pela Massa alvinegra. Jogo de uma torcida só? Não levanto mais essa questão, porque é matéria decidida.
Não me agrada; parece que nossas forças de segurança, vencidas pelas forças das torcidas organizadas, morrem de medo de dividir o aconchegante estadinho de Sete Lagoas pela metade.
Dizia eu, após desligar minha Philco 17 polegadas, valvulada como pede a situação financeira aqui pelos lados do barraco no alto do Santo Antônio, que o clássico da Copa dos Campeões Europeus não teve tempero; não teve nem sal; nem o futebol de Messi.
Fez dois gols de pênaltis, no meu entendimento ambos mal marcados, - no primeiro Messi estava impedido ao retomar a bola, saía da figura A pra figura B (sic) e no segundo tive a impressão que a bola não havia entrado em jogo.
O Barça teve 61% de posse de bola, ou seja, usou seu expediente usual de neutralizar o adversário. O Milan, líder do Campeonato Italiano, esse ano é arremedo de time. Não contratou ninguém, em razão da grave crise financeira porque que passa o futebol da Bota – a nós aí, Sílvio Lancelotti!. Sem falar na burrice de seu treinador Alegri, ao lançar Pato vindo de séria contusão e tirá-lo de campo 10m depois. Céus!
Normalmente, nos nossos clássicos a disparidade não é de 60% de posse de bola contra 40%. No máximo, um time joga melhor no primeiro tempo e o outro no segundo. Ou então um deles é melhor, cria as melhores chances, aí leva um gol no final e perde a partida. Os catedráticos da bola dirão: “os clássicos são decididos nos detalhes”.
Muito bem, dito isso, ficamos acertados que, em paz, com espírito desarmados, cada qual com o seu cada qual, torcerá pelo sucesso da sua equipe. Quem puder ir à Arena que vá. Seja feliz na ida e na volta; e que este seja, também, o último grande jogo da Arena de Sete Lagoas. Nada contra...
O GRÊMIO DE FOOT-BALL PORTOALEGRENSE formava no elenco de grandes clubes no meu disputado campeonato de times de botões que eu patrocinava na varanda de minha casa, na ex-Rua das Flores, 241, em Caratinga. Ali por volta do início dos anos 60, quando vim tentar a sorte na imprensa esportiva da Capital, os gaúchos tinham um time de encher os olhos. Aliás, um não: dois. O Internacional também tinha um timaço.
Porém, o adolescente filho de dona Geralda já inscrevera o Grêmio de Lupicínio Rodrigues, o Flamengo de Dida e o Santos de Pelé, ao lado do EC Caratinga de Caturé, Biguá, Galofante, Nico, e mais tarde de Moacir, Benejam, João Batista, Acyr e outros, na lista de seus times preferidos.
O time do Grêmio veio jogar em Beagá, salvo melhor juízo, pela Taça do Brasil contra o Atlético no Independência. Lá fui eu, atrás do impetuoso microfone da Rádio Inconfidência. Os gremistas liquidaram o campeão mineiro por 4 a 0. Fantástico time com nomes que não me esqueço: Ortunho, Milton, Vi, Gessi, Joãozinho e o melhor de todos, o zagueiro Airton. Um gigante forte, perfeito nas bolas aéreas e de técnica apurada nas bolas rasteiras.
Dizem até que foi o único beque que driblou Pelé dentro da área.
Airton morreu esta semana no anonimato pro resto do País. Não devia. Com certeza idolatrado pela torcida gremista que o tratava carinhosamente por Airton Pavilhão. Aos 77 anos, Airton Pavilhão estava internado no Hospital Ernesto Dornelles, em Porto Alegre. Sofria com uma infecção generalizada. O corpo foi velado no Salão Nobre do Estádio Olímpico.

Segundo pesquisei em sites, Airton Ferreira da Silva começou a carreira no Grêmio depois de uma negociação curiosa. Foi comprado do Força e Luz por 50 mil cruzeiros mais um pavilhão de arquibancadas, fato que lhe deu origem ao apelido.
Ficou famoso por ser defensor de alta técnica, e poucas faltas. Airton permaneceu no Grêmio de 1954 até 1960, quando se transferiu para o Peixe e atuou ao lado de Pelé. Mas foi jogando contra o Rei do Futebol que teve seu momento histórico, num de seus lances mais emblemáticos. No Olímpico, Airton aplicou um lindo “chapéu” no camisa 10 do Santos e ficou marcado por ser “o único zagueiro a driblar Pelé”.
Airton permaneceu apenas um ano no Santos e depois retornou para o Grêmio, em 1961. Ficou no Olímpico por mais seis anos.
Ainda teve passagens por Cruzeiro de Porto Alegre, Cruz Alta e pela Seleção Brasileira, em 1962, antes da Copa do Mundo.
No Grêmio, o zagueiro conquistou seis títulos do Campeonato Gaúcho e o Torneio Sul-brasileiro e ainda foi campeão Pan-Americano pela Seleção Brasileira, junto como saudoso Ênio Andrade, do Internacional e ex-treinador do Cruzeiro. Atualmente era conselheiro do clube gaúcho.

GIVANILDO MUDA O COELHO COM MEDO DO REGULAMENTO

Devia ser o contrário: Givanildo dá mais força ao Coelho pra vencer o Goiás nesta quarta-feira, na Arena do Jacaré, pela Copa do Brasil, e garantir a vantagem do segundo jogo, semana que vem. Mas não. O técnico americano teme que o Goiás faça o placar com dois gols de diferença aqui e elimine a partida de volta.




Se tem lá suas razões, ou não, Givanildo saca da equipe uma das grandes revelações do América nos últimos tempos, o jovem lateral Bryan.
Não é o que tenho dito aqui: na hora do vamos ver sobra sempre pro pessoal da casa, tido como inexperiente ou possuído de outras fraquezas.
No caso de Bryan, o treinador entende que ele marca mal. Penso diferente. O jogo exige alguém que saiba atacar bem pelos flancos; e Bryan sabe. O Coelho tem que fazer o resultado aqui sem medo de ser eliminado já pelo Goiás.
Fingir apenas de grande não é o caminho certo do América. Tem que agir como grande time.
Pará entra na vaga de Bryan e Dudu reforça a marcação no meio-campo. Ou seja, a saída de Bryan é descompasso tático. Um simples empurrão de Dudu praquele lado esquerdo e o problema de marcação nas subidas de Bryan estaria resolvido.
Além do que o Goiás de agora não tem nada a ver com o Goiás de anos atrás. É bem mais fraco. Do tamanho ou menor que o Coelho.

JÁ O TIGRE DO VALE DO AÇO que tá com a vaga no quadrangular final do Modulo II do Campeonato Mineiro praticamente garantida tem que pensar com a cabeça do Givanildo de Oliveira. Recebe o Grêmio no Ipatingão e se perder com diferença de dois gols não visita Porto Alegre.
Sua tarefa nessa segunda fase da Copa do Brasil é encrencada diante do campeoníssimo da competição – junto do Cruzeiro – o tricolor gaúcho. Na primeira fase, o Ipatinga passou fácil pelo modesto Real Noroeste/ES eliminando o jogo da volta.
Esta partida está marcada para às sete e meia da noite, no Sportv.
O treinador do Tigre, Ney da Matta, pelo menos tem a vantagem de não mudar a equipe que tem vencido no Módulo II, apesar de os salários atrasados e a falta de infra-estrutura do clube. No próximo sábado, o Ipatinga joga contra o Formiga, no Vale do Aço, pelo mineiro.

TENHO UMA EQUIPE de colaboradores que é de fazer inveja aos principais colunistas deste País. Leiam com atenção a opinião do Leonardo IG - BH, assaz protagonista de boas discussões neste espaço democrático.
“Flavio, a exposição dos clubes na TV nos moldes de programação da TV exige deles muito mais do que futebol. Exige astros, verdadeiros participantes de um reality show futebolístico para seus apresentadores tirarem proveito de suas macaquices (mais do que as lindas jogadas) e aumentem seu ibope”.
“No futebol televisivo vale muito mais o jogador que não vai aos treinos, que se envolve com problemas extra-campo do que um gol. Vale mais o presidente falastrão, boquirroto que o clube organizado com as contas em dia”.
“Um gol é repetido uma vez, duas e se foi impedido talvez um pouco mais. Uma falta ao treino vale a semana inteira. A seleção de gols a serem mostrados na TV é feita de um modo todo especial, novelesca – é quase fantástico!”
“Cada um que vai ao estádio é menos um que vê a TV. É melhor fidelizar o indivíduo em sua TV...O futebol segue (infelizmente, e como seria diferente?) o rumo que nossa sociedade caminha”.
“Saí do apoio da Globo para a filosofia, mas afinal de contas, passa por aí mesmo.
A conta quem paga é o próprio dinheiro, e ele cobra caro”.

Resposta: assino em baixo.

OUTRO QUE sempre participa de nossos debates é o companheiro João Batista, gerente comercial da Rede Catedral de Comunicação (TV Horizonte). Diz ele:
“Flávio, os dois maiores Cru/Galo, já classificados para o turno final deste nosso acanhado campeonato, farão mais um clássico sem valer nada, a não ser a vontade do Galo devolver a derrota no último encontro dos dois rivais”.
“Acidentes 6x1, não acontecem repetidas vezes na história do futebol. 5 x 0 já aplicamos seguidamente no Galo, mas é coisa do passado. Os times ainda em formação e com boas campanhas neste Mineiro/12, certamente farão a final e um deles levantará o caneco de mais um campeonato ainda acanhado e com estádios horríveis”.
“Torço para que um dia tenhamos um campeonato que nos motive a ir aos estádios e voltar a ter a paixão pelo futebol aflorada. Quem sabe com os novos Independência e Mineirão, não resgatemos isso”.

Resposta: Com certeza voltaremos, JB, desde que o Governo cumpra as promessas de novos estádios na Capital. Quanto ao clássico, me desculpe, mas vale algo sim, além da vingança dos 6 a l. O primeiro lugar que dará ao time vencedor a vantagem dos empates nas finais.

FINALMENTE RECORRO ao atleticano – e primo – Iraq Rodrigues/BH que tem o dever de revisar em casa e corrigir os erros constantes que a minha caduquice comete na Trincheira. Nesta mensagem ele demonstra um lado pessimista – jamais visto! – de seu atleticanismo xiita.
“Espero estar errado, mas o que o meu Galo vem apresentando em campo não dá para segurar o trio de atacantes do Cruzeiro. Nosso meio campo inexistiu no jogo de hoje contra o Uberaba. Sobre devolver aqueles 6 a 1, é hipótese pouco provável”.
“Se conseguirmos o empate, fico satisfeito, pois agora temos saldo de gols melhor. Mas ainda fica a última rodada que será decisiva para a definição do primeiro lugar. O time do Galo ainda é fraco”.
“Continuamos sem lateral na esquerda e, na direita, tem que ser o Marcos Rocha, senão vai fazer água com as arrancadas do Anselmo Ramón por aquele lado. Carlos César não aguenta o rojão”.
“Se o Bernard voltar, com o mesmo ímpeto de quando se machucou, ainda vai fazer falta o ritmo de jogo. Bem, alea jacta est. Resta esperar”.

domingo, 1 de abril de 2012

GALO SÓ DEIXA RAPOSA DORMIR COMO LÍDER UMA NOITE e parte para devolver aqueles 6 a 1 atravessados na garganta.

É minha gente, uma semana pra orar, confessar os pecados, passar pelo purgatório do futebol e terminar domingo no céu, dependendo pra qual time você torce. Este filho de Sodico pretende passar uma semana no céu: autografo meu livro Caraúna aqui no Amarelim da Prudente de Morais, nesta segunda,
Na quarta, assumo o volante da minha BRW, 2010, 1.0 e chispo pra Caratinga, onde comemoro os 30 anos da minha princesa Juliana. Quem puder ir, no entanto, que vá ao clássico de domingo. Ele promete. Tanta coisa em jogo que não dá pra gente afirmar que é apenas pra cumprir tabela, pois Atlético e Cruzeiro estão classificados.Vou falar sobre isso depois, há tempo.

O GALO NÃO DEU TEMPO de o arquirrival curtir os sabores da liderança do Campeonato Mineiro e voltou a ocupar o primeiro lugar após vencer o Uberaba, no Triângulo Mineiro, sem fazer força pra chegar ao placar de 3 a 0. Nem o susto inicial provocado pela boa jogada do menino Thiaguinho, de 19 anos, clone de Neymar, após fazer fila na defesa atleticana e chutar mal, despertou o time de Cuca. As entradas de Carlos César, Eron e Danilinho não surtiam nenhum efeito. Apenas Guilherme se destacava dos demais. Aos 10m, ele sofreu pênalti de Bruno Moreno, bateu com enorme competência e fez l a0.
No segundo tempo, as entradas de Mancini, Felipe Soutto e Richarlyson deram alma à equipe. Estes queriam mostrar serviço. Aos 12m, triangularam Serginho, Rever e Danilinho que marcou 2 a 0, num chute bem colocado de fora da área. Aos 24m, Guilherme fez lançamento genial e colocou Mancini na cara do gol. Ele driblou Fernando e marcou o terceiro e último gol: 3 a 0. Daí pra frente deu sono.

JÁ CRUZEIRO X BOA foi um jogo bem movimentado com boas defesas de ambos os goleiros, Gledson e Fábio, porém o Cruzeiro tem motivos pra comemorar além da vitória por 2 a 0 no Melão, em Varginha atingiu a marca de nove jogos invictos e Montillo, além de marcar um gol, jogou até o fim sem levar o terceiro cartão amarelo. Diego Renan, também, passou em branco e credenciou-se a jogar o clássico domingo que vem.
O Cruzeiro reclama pênalti em Walyson no final do primeiro tempo que Alicio Pena Juiz, o árbitro da partida, ignorou. Os gols foram no segundo tempo. Wellington Paulista acertou forte cabeçada no cruzamento de Marcelo Oliveira, pelo lado esquerdo, e fez l a 0 aos 12m. Foi seu sétimo gol na competição e é artilheiro isolado
Aos 21m, depois de Anselmo Ramon chutar na trave, excelente bola que Montillo lançou-lhe, o argentino tabelou com Marcos, recebeu na frente e marcou 2 a 0.
Com o placar maior, Vagner Mancini colocou Everton na vaga de Diego Renan; Eber na de Walyson e Walter na de Anselmo Ramon.

O FAMOSO LEÃO DO BONFIM não deu conta da fragilizada Pantera de Valadares, lanterna do Campeonato Mineiro e perdeu por 2 a l, no Alçapão de Nova Lima.
Resultado trágico porque colocou o Villa na briga direta com América-TO, Uberaba, e Democrata Pantera contra o descenso. Devo lembrar que dois caem. Por que não? O Boa também tá na briga: tem os mesmos 8 pontos do Villa, contra 7 do América-TO; 6 do Uberaba e 4 da Pantera, que apesar da vitória não deixou o último lugar.
Na briga pela última vaga do G-4, o Tupi ficou na melhor. Venceu o América (2 a l) na quarta-feira na Arena e foi beneficiada pelo empate em l a l entre Guarani e Caldense, neste domingo, em Divinópolis.
Faltam duas rodadas. A décima no domingo terá o clássico Atlético x Cruzeiro com torcida única, atleticana, na Arena do Jacaré. Jogam ainda: Uberaba x América, Nacional x Boa; Caldense x Villa Nova; Democrata Pantera x Tupi; Guarani x América-TO
A última rodada, 11ª, será de América-TO x Democrata; Boa x Caldense; Villa Nova x Nacional; América x Guarani; Tupi x Galo; Cruzeiro x Uberaba.
Chii, a situação tá braba pros lados do Uberaba