quinta-feira, 19 de abril de 2012

FINALMENTE MANCINI SE RENDE À VERDADE – goleada sobre Chapecoense convence técnico que Cruzeiro rende mais no 4-4-2

Por pura sorte, o convencimento de Vagner Mancini sobre o erro de escalar o Cruzeiro com três atacantes não passou do ponto. Foi preciso que o time saísse atrás nos três últimos jogos e conseguisse a virada com as alterações exigidas pelo bom-senso pra que o técnico revisse sua posição. Montillo não pode carregar sozinho a responsabilidade de armar a equipe, até porque não é a sua principal característica.
Contra a Chapecoense, os azuis tomaram o perigoso gol de Fabiano, aos 32m do primeiro tempo, e só conseguiram providencial empate no sufoco, aos 43m, em uma das muitas bolas levantadas na área, contra a defesa alta deles, e que Thiago Carvalho mandou às redes, meio sem querer. Bola levantada por Marcos naquele estilo “seja o que Deus quiser”. E quis.
Providencial porque deu tempo no intervalo de Mancini repensar o esquema. Ainda assim demorou e o time retornou sem mudanças no segundo tempo. Aos 14m, vieram as alterações: Roger no lugar de Walyson e Elber no de Marcos. Os dois incendiaram a partida. Logo depois Wellington Paulista empatou com belo chute de perna esquerda de fora da área, no ângulo.
As rápidas movimentações de Elber e o domínio de Roger no meio, fugindo bem da marcação do volante Vanderson, o que Montillo não conseguia fazer, botaram o Cruzeiro vivo. Aos 29m, em jogada pessoal, driblando em fila dois defensores, Anselmo Ramon chutou cruzado da esquerda e fez 3 a l. Belo gol.
O mais bonito, no entanto, aconteceu aos 33m: Roger enfiou uma bola de três dedos pra WP-9 pelo lado esquerdo. Com um toque preciso encobriu o goleiro Rodolfo e encerrou a goleada: 4 a l. Aos 36m, Montillo saiu, alegando cansaço e Amaral entrou na sua vaga.
MANCINI ESCONDE O JOGO – Apesar de admitir que o Cruzeiro teve melhor desempenho nos três últimos jogos foram do esquema com três atacantes, que já foi funcionou, porém não funciona mais, Mancini diz-se em dúvida com relação ao time que escalará contra o América, pelas semifinais do Mineiro, neste domingo. Claro que sabe, mas quer deixar Givanildo de Oliveira coçando a cabeça.
O esquema 4-4-2 permite ao time reduzir o espaço no meio-campo. No 4-3-3 o Cruzeiro atua com apenas dois volantes. Estes se perdem nas coberturas dos laterais e na assistência aos zagueiros. Resultado. O esquema defensivo todo falha. Qualquer pressente que o Cruzeiro levará gol antes do intervalo. Isso acontece. O time leva até mais de um gol. Volta no 4-2-2 e muda a situação.
Com Elber ao lado de Roger e de Montillo então a coisa esquenta. Roger fica mais e os outros dois aprontam uma movimentação intensa que desorienta os adversários.
Disse Mancini, após a partida pela Copa do Brasil:
”Nos últimos jogos, o time tem sido mais produtivo com dois atacantes, mas às vezes existe a necessidade de iniciar dessa forma (com três). É sempre assim, se você entra com dois, todo mundo pede três, se você entra com três, o pessoal pede dois. O importante é você estar vencendo os jogos, com dois ou três atacantes, às vezes até quatro, quando o Montillo faz o quarto atacante”.
E continuou:
”Esse equilíbrio você tem que achar ao longo das decisões que vamos ter agora. Não dá para afirmar hoje que a gente vai jogar desta forma, porque talvez seja alterado daqui para frente. Hoje, o Roger modificou o jogo, ele e Elber entraram em um momento onde nossa equipe necessitava de um pouco mais de velocidade. O Elber é veloz por movimento e o Roger é veloz por pensamento”.
Todavia, o mais importante é que Vagner Mancini reconheceu Mancini reconheceu – diga-se de passagem tardiamente e não por falta de alerta - os erros do início do jogo e ressaltou o poder de reação da equipe. Só não me agrada a desculpa costumeira, que poderia ser gravada e rodada nas entrevistas coletivas:
“Mais uma vez a gente entrou um pouco mais morno do que deveria ser. A equipe teve alguns erros de posicionamento, uma equipe que não fez aquilo que pode fazer, deu chance para que a Chapecoense, marcando bem, jogasse no nosso campo. A lição que a gente tira é que a gente tem reagido bem, mas não temos iniciado bem os jogos”.
Que discurso surrado!

A QUARTA-FEIRA encheu os olhos dos paulistas que não falaram de outra coisa a não ser a goleada (6 a 0) do Corinthians sobre o Deportivo Tachira, da Venezuela, no Pacaembu. Os visitantes tiveram um jogador expulso por agressão covarde e quase mortal em Danilo. O time deles já é fraco e com 10 tornou-se presa fácil.
O Corinthians precisava do empate pra sair primeiro do grupo.
No outro jogo da quarta, o Fluminense venceu o argentino Sarandi, em Buenos Aires, e ficou com o primeiro lugar da classificação geral. Isso lhe dará direito de jogar as segundas partidas do mata-mata em casa até a final.
NÃO ME SURPREENDI com a derrota do Real Madrid, em Munique, diante do Bayern (2 a l). O time de Mourinho perdeu para um adversário pesado e que poderá surpreender, também, no jogo de volta no Santiago Bernabeu. Dizem os grandes conhecedores e analistas do futebol europeu – eu sou foca no assunto – que os alemães têm a melhor defesa da Europa e um contra-ataque letal.
JÁ A DERROTA do Barcelona, ainda que em Londres, (l a 0, gol de Drogba, assistência de Ramirez) causou-me surpresa. Time por time, claro, o Barça é bem melhor. E provou em campo. Teve os tradicionais 68% de posse de bola, chutou duas bolas na trave e errou diversas oportunidades, inclusive com Messi. No Camp Nou, o Chelsea não escapa...

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