terça-feira, 24 de abril de 2012

GALO VAI Á GOIÃNIA PRA FICAR NA COPA BRASIL SEM MEDO DO CARRASCO


Há quem reclame do calendário do futebol brasileiro. Porém, o sacrifício do sobe e desce do avião atrás dentro de competições diferentes faz parte do histórico de qualquer equipe grande ou bem colocada nos campeonatos estaduais e no ranking da CBF. É a vida. Mal chegou de Juiz de Fora onde teve difícil compromisso pela semifinal do Campeonato Mineiro no empate com o Tupi, o Galo pega outro osso: o Goiás, no Serra Dourada, a primeira partida do mata-mata nas oitavas de final da Copa do Brasil.
Essa bobagem de que o Goiás nunca traz boas recordações ao Galo tem que ser colocada de lado. Os tempos são outros. Ambos precisam de afirmação. No Brasileiro do ano passado, o Goiás caiu e o Galo quase foi atrás. Tudo foi mudado, portanto. São duas grandes equipes em seus estados correndo em busca de novas conquistas.
É verdade que o Galo terá a responsabilidade de quebrar um tabu: eliminar o Goiás pela primeira vez em disputas diretas. Estiveram em campo por cinco vezes, em mata-matas, e os goianos seguiram em frente.
O jovem artilheiro André, agora totalmente do Galo, que pagou pequena fortuna pra tê-lo em definitivo, leva na base do otimismo, com base nos tabus que o time já quebrou no Engenhão, onde jamais havia vencido. Fez 2 a 0 no Fluminense.
As duas últimas eliminações do Atlético para os goianos foram pela Copa Sul-Americana, ambas na fase brasileira da competição. Em 2004, o Goiás venceu por 4 a 2 no Serra Dourada. Em Belo Horizonte, o Galo não passou de um empate, por 1 a 1. Já em 2009, o placar de 1 a 1 da partida de ida se repetiu na volta. Na decisão por pênalti, o tabu foi mantido: Goiás 6 a 5.
O Cruzeiro, de ressaca ainda com a derrota no clássico, tem uma semana de folga. Volta a jogar só no final de semana a segunda partida contra o América, quando tem de vencer, por qualquer placar, pra chegar às finais do Mineiro. O jogo está confirmado pra Arena do Jacaré, conforme quer os azuis, mandantes da partida.
Na Copa do Brasil, dia dois, na outra quarta-feira, o Atlético-PR espera o Cruzeiro na Arena de Curitiba. Penso que Vagner Mancini voltou a subir no telhado e, portanto, esses dois jogos são importantes pra seu emprego.
Nada contra o América, pelo amor de Deus! Todavia tá difícil engolir esta reabertura do Estádio Inconfidência no meio a um amontoado de dúvidas, perguntas sem respostas, e obras inacabadas. Nem as autoridades se garantem: a PM e os Bombeiros falam em novas vistorias pra aumentar a capacidade do estádio liberado pela Promotoria pra 10 mil pessoas. Número chulé. De estadinho de beira de estrada.
Pior ainda que a solução encontrada para os 6 mil pontos cegos: vender ingressos mais baratos. Imaginem bem se a capacidade do estádio não for aumentada – ficar em 10 mil, com quer a Promotoria – com 6 mil lugares cegos, o Independência terá, na realidade, 4 mil lugares disponíveis. Mais fulero ainda. Tudo isso passa nas barbas do governador Antônio Anast-azia. O centenário América é apenas outro iludido com a obra política do Palácio da Liberdade, por ocasião das eleições últimas.
Com a capacidade que lhe derem nesta quarta-feira, compensa o torcedor comparecer porque o Independência está bem bonito. Eu o conheci na minha época de repórter da Inconfidência, cuja cabine de madeira era ao lado da cabine da TV Itacolomy, com entrada pela Ismênia Tunes. Embaixo ficava a torcida do Galo. Do outro lado, as cabines das demais emissora pra onde passei ao me transferir para a Guarani. Uma sujeira só. Um paraíso de pulgas, marimbondos e merda de cachorro. Hoje, afora seus problemas citados, uma bela obra arquitetônica. Viva o Coelhão!
De acordo com o capitão Harley Wallace, da Polícia Militar, a capacidade máxima de público do Novo Independência será de 23.018 lugares, e não de 25 mil. Para o jogo de inauguração, a única limitação momentânea de circulação do público está em um setor próximo à Rua Ismênia Tunes, onde há apenas dois banheiros e dois bares concluídos, e deveria haver o dobro. De qualquer forma, as obras estão em andamento e, caso sejam concluídas a área poderá ser totalmente liberada, sem restrições.
O amistoso contra o Argentinos Juniores dá charme às festividades de reinauguração. Não podia nunca acontecer num jogo sem expressão. Afinal, atrás de tudo tem a despedida de Euller, uma legenda na vida do Coelho.Ele deve jogar de 30 a 40 minutos do segundo tempo do amistoso.
Vou deixar pra falar mais sobre o terceiro gol do América sobre o Cruzeiro, marcado por Alessandro.Renderá, com certeza, muita polêmica. Até porque tenho na minha caixa de entrada algumas mensagens que pretendo colocar no foro das contendas desta Trincheira democrática. O goleiro Fábio e Roger estão revoltados. Alessandro abriu espaço pra paz, dizendo que é amigo dos dois atletas, com quem conviveu bem na sua época de Toca da Raposa.
Dou meu pitaco atual, sem defender ninguém. Fábio terminou o jogo de cabeça quente porque numa autocrítica, sentiu que voltou a falhar, apesar de a defesa do pênalti, mal cobrado por Fábio Júnior. Não tem ido nas bolas chutadas em direção ao seu gol e faz apenas aquele olhar à “Rodolfo Valentino”. Nem tem saído das metas nas bolas cruzadas, que passam à sua frente. Fábio é o goleiro das bolas impossíveis e anda devendo.
Quanto a Roger, penso que Vagner Mancini devia nos intervalos dos jogos procurar alguém dos times adversários e pedir que goze o marido de dona Deborah Secco. Cutuque a onça que assim ele sumirá em campo e Mancini terá de trocá-lo. Claro que o resultado será outro: Roger se tornará a fera que comandou as viradas do Cruzeiro. Sem choque de 300 volts, Roger não mostra aquele belo futebol e sua mortal perna esquerda.





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