domingo, 15 de abril de 2012

RODADA PRA SER ESQUECIDA – Atlético, Cruzeiro, América e Tupi, semifinalistas, não respeitaram seus torcedores.

O que não me falta são torcedores, leitores e telespectadores, tuitando e enviando-me mensagens pra que eu cumpra minhas aposentadorias. Dizem que me tornei ranzinza. Que nada tá bom pra mim; que critico times, jogadores, companheiros, cartolas e não elogio ninguém.
Verdade, ando meio exigente. Mas pergunto: quem concorda com a falta de respeito demonstrada pelos dois Galos – o da Capital e o Carijó – no empate de 0 a 0 em Juiz de Fora?
Coisa recomendada!
Os times entraram em campo sob orientação de que o empate seria bom para ambos. Arriscar pra que então? Você viu que no final até o apitador entrou no clima da palhaçada: anunciou dois minutos de acréscimo e após sugestões de alguns atletas reduziu pra apenas um minuto.
Nem isso cumpriu: terminou com 45 segundos de acréscimos.
Os torcedores no Estádio Municipal de Juiz de Fora não gostaram do lamentável espetáculo: vaiaram os dois times, foram embora antes do final e nem quiseram comemorar o título de campeão do interior, nem a classificação ao G-4 do Galo Carijó.
Direis: ambos jogaram com o regulamento debaixo do braço. Muito bem. Não usaram desodorante. O regulamento fedia.
O torcedor pagou pra ver 90m de futebol e só conseguiu ver os 13 primeiros minutos. Com certeza, os atletas acertaram em campo: “Pô, tá correndo à-toa, amigão! O empate é bom pros dois. Vamos tocar a bola, sem entrar na área”. E foi assim. Nem as vaias, nem algumas entradas mais duras de desavisados acordaram Tupi e Atlético.
Sugestão da Trincheira: se algum indignado deixou seu difícil ganho na bilheteria, recorra ao Estatuto do Torcedor. Procure o PROCON e o Juizado de Pequenas Causas. Junte recortes e críticas dos jornais, testemunhas e peça seu dinheiro de volta, em dobro. Não é pelo valor, e sim pelo desaforo.
Pra ilustrar o horroroso quadro, alguns jogadores “torceram” joelhos, tornozelos, levaram terceiro cartão amarelo e não jogam a próxima partida que coincidentemente será entre os Galos no mesmo estádio.
Porém, os dependurados e amarelados agora ficam lisos pras partidas decisivas e finais.
Você conseguiria destacar alguém individualmente nos times? No Atlético daqui, ninguém jogou nada. Aliás, apenas Neto Berola apareceu mais com aquele ridículo corte de cabelo novo. Visual de moicano. Danilinho torceu algo; Bernard e André não torceram nada. Nem jogaram!

NO CRUZEIRO, após permitir que o lanterna do campeonato abrisse 2 a 0 na
Arena do Calçado, Vagner Mancini se regozijou com a oportunidade de virar o jogo e vender seu comercial na imprensa. Dito e feito. No final, dizia que a bronca de vestiário foi decisiva na virada pra 3 a 2. Já não tinha dito isso depois de outro jogo? Emoção teve, mas o torcedor azul passou raiva, também, e descontou no pobre do Marcos autor do segundo gol uberabense, contra, no segundo tempo.
Antes, Araújo fez l a 0 sob os olhares complacentes da defesa cruzeirense. Aos 14m do primeiro tempo. Gozado que Mancini deu bronca no vestiário, porém o Zebu marcou primeiro no segundo tempo: este contra do Marcos.
Como o técnico azul gosta bastante da meninada da base, tirou logo o lateral e o expôs a a estrondosa vaia. Será que ninguém nunca fez gol contra?
Como sempre acontece, a reação cruzeirense foi natural. O segundo gol saiu aos 10m, portanto o Cruzeiro tinha tempo suficiente pra reação. Ela começou com Wellington Paulista que marcou no lance seu nono gol na competição.
Depois, o Uberaba teve o beque Gabriel expulsou e a coisa facilitou. Até Victorino fez gol, o de empate. Sem querer, WP9 chutou o goleiro rebateu; a bola foi na cara do uruguaio e entrou.
Nos acréscimos, WP-9 fechou a conta em 3 a 2 com o seu décimo gol. Artilheiro isolado, dois na frente de André.
Pra você ver que Vagner Mancini levou o jogo tão a sério até Fábio Lopes, Gilson, Amaral e Bobo jogaram.
Bom, é verdade que Vagner Mancini tem boa desculpa pra justificar a escalação desse time misto do Cruzeiro. Nesta quarta-feira, tem parada indigesta na Copa do Brasil contra o Chapecoense, na Arena do Jacaré.
No jogo de ida, como todos se lembram, houve empate de l a l em Chapecó. Outro empate igual aqui, a decisão será nos penais. O empate sem gols é do Cruzeiro. Contudo, novo empate acima de l a l é do Chapecoense.
Gosto sempre de lembrar nesses casos que a Copa do Brasil prega as maiores surpresas. Você imagina que seu time é melhor, empatou lá com gol, fica mais fácil aqui e na hora do vamos ver, dá zebra. Ou alguém se esqueceu do Santa Cruz e do Paulista – este comandado por Vagner Mancini – que tiraram o Cruzeiro da Copa Brasil no Mineirão, sem situações equivalentes?

QUANDO EU FALO da falta de respeito com o torcedor, vejo no América de Givanildo exemplo lato. O América não está mais na Copa do Brasil e, portanto, não precisava poupar qualquer jogador. Lançou contra o Guarani, uma equipe toda mudada e sem entrosamento. Ou seja, fez outra bobagem.
Ah, já estava com o terceiro lugar garantido. O jogo não mudaria nada. Com certeza mudou a expectativa desses meninos dentro do clube. Várias pessoas, inclusive o próprio treinador, vão olhá-las de viés como derrotadas vergonhosamente pelo Guarani e de goleada – 4 a 0.
Nos anais da FMF ficará registrada a derrota por 4 a 0, gols de Márcio Santos, Magalhães e Marinho (2).
Quem alertará para o detalhe que o jogo não valia nada para o América, além de seu respeito junto aos torcedores? Não me interessa quantos pagaram ingresso pra ver tal vexame cometido por Givanildo de Oliveira. Me interessa que foram americanos e, talvez, vários principiantes. Givanildo costuma, nesses episódios tirar o dele da reta e dizer que a goleada serviu pra que ele fizesse alguns estudos. Papo furado.

DA ASSESSORIA DE IMPRENSA do Tupi – “Pela quarta vez em sua história centenária (antes em 1985, 2003 e 2008), o Tupi Futebol Clube é Campeão Mineiro do Interior. O título – o primeiro do Ano do Centenário - foi conquistado na tarde de domingo, no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio (em Juiz de Fora), após o empate com o Atlético - 0 a 0. Além disso, os Carijós garantiram vaga nas semifinais do Campeonato Mineiro, ao lado dos três times de Belo Horizonte”.
“ Esta etapa do torneio começa no próximo final de semana. Em Juiz de Fora, o Tupi (4º colocado na primeira fase) enfrenta de novo o Atlético (1º) e, na capital, o América (3º lugar) pega o Cruzeiro (2º). Os jogos de volta, com mando de campo invertido, estão marcados para os dias 28 e 29 de abril. Os vencedores dos confrontos fazem a grande final da competição, em maio”.

BEM NÃO POSSO generalizar os acontecimentos da última rodada da fase de classificação do Mineiro, visto que alguns jogos foram bem sérios. O clássico do sul-mineiro, por exemplo: Boa e Caldense não aspiravam mais nada mas a rivalidade exigia deles, em respeito aos torcedores, bom jogo. O Boa venceu por l a 0 e a partida agradou.
Outra que mexeu com duas cidades foi América-TO e Democrata, em Teófilo Otoni. A vitória por 2 a 0 dos locais os manteve na elite e empurrou a Pantera pro Módulo II. O jogo foi dramático.
Finalmente, a vitória do Nacional de Nova Serrana sobre o Villa Nova, no Alçapão do Bonfim, que quase deu ao caçula do Mineiro a vaga no G-4. O Leão namorou o modulo II bom tempo, mas conseguiu safar-se na beirada do buraco.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Escolha a melhor forma de se identificar em Comentar como: Depois pitaque à vontade.