domingo, 6 de maio de 2012

André perdeu gol e marcou o seu de sempre. Está na briga com Wellington Paulista pela artilharia do Mineiro. Bruno Meneghel é o pé de coelho de Givanildo. Entrou bem contra o Cruzeiro e contra o América. Tem uma velocidade de fazer inveja.
O Galo invicto já sonhava em levar outro monte de vantagens para o jogo de volta contra o Coelho na decisão do Campeonato Mineiro. Vencia por l a 0 e na segunda partida poderia até perder pelo mesmo placar que seria campeão. Então o pé do Coelho aflorou de novo: escanteio inexistente ou pelo menos cheio de dúvidas; confusão na área atleticana; Fábio Júnior chuta e Bruno Meneghel, sem goleiro pela frente, desvia e empata. Aos 48 minutos do segundo tempo.
As dúvidas quanto a legalidade do gol serão tiradas durante a semana. Nem eu, nem Márcio Resende, nem Bob Faria, nem Rogério Correa conseguimos dirimir nossas dúvidas. A começar pelo: houve escanteio ou a bola bateu no pé da trave onde estava Serginho? Bruno Meneghel estava em situação de impedimento ao desviar a bola chutada por Fábio Júnior? Geovani saíra do gol e Bruno teria ficado em impedimento com apenas um jogador do Galo entre ele e a linha de fundo, segundo Márcio Resende de Freitas, na Globo, Informou, ainda, que no chute de Fábio Júnior, o autor do gol, Bruno Meneghel, deixou a figura A e passou pra B.
Deixo lavrado aqui que essas minhas palavras – figuras A e B – não foram ditas por Márcio Resende. Elas cabem apenas na minha Trincheira, onde os lugares comuns fazem parte do nosso padecimento diário. Márcio detectou o impedimento no tira teima famoso. Juro que nem assim eu vi algo. Como no caso do escanteio.
Estou na do ex-presidente Lula. Sabiamente, quando a sanfona comia em seu derredor, ele afirmava “que não vi , não ouvi e não sei de nada”. Acrescento: e tenho raiva de que sabe.
Aliás, deixo aqui registrado, também, para os anais da história, que não ouvi uma vez sequer aquela perguntinha chata do Rogério Correa: “Será que...” Ou ele ouviu, ou leu, meus insistentes pedidos e me atendeu. Ou então a turma que manda na Globo/Minas pediu-lhe pra mudar de bordão. O querido Bob Faria, filho do saudoso Osvaldo, um dos grandes amigos que fiz na crônica esportiva, também parou de adivinhar o pensamento dos treinadores. Isso, inclusive permite que a gente não ouça mais as besteiras comuns em rádio: “Até parece que o treinador X ouviu o nosso comentarista”.
Meu bom, o certo é que o título só será mesmo decidido na segunda partida, como se previa antes. Quanto ao primeiro jogo, só me resta elogiar tudo no gramado. Uma partida bem disputada, uma arbitragem que eu temia pelo fracasso, mas que deu certo. Chega de valorizar apenas o errado.

Um comentário:

  1. Esse Rogêrio é o pior narrador de futebol que já vi. O apelido dele entre meus amigos é "Será que"... você tem razão, uma chatice.

    Marcio

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