sexta-feira, 4 de maio de 2012

GOIÁS TIRA GALO DA COPA DO BRASIL na sua volta ao Independência.


Foi o jogo dos gols perdidos das formas mais incríveis possíveis. Como justificar o gol que André chutou por cima do gol de Harley quase fora da Arena Independência. Ou os de Iarley e Ricardo Goulart no segundo tempo. No entanto, a classificação do Goiás, o carrasco do Galo nos mata-matas, veio num gol no melhor estilo Gighia.
Lembram-se dele? Aquele ponta direita que driblou o lateral esquerdo da favorita Seleção Canarinho e marcou o gol da vitória da Seleção Uruguai, chutando entre a trave e a mão esquerda do goleiro Barbosa. Foi Maracanazzo de 1950. Tanto Bigode como Barbosa foram condenados perpetuamente ao anonimato, apenas lembrados em ocasiões de jogos entre brasileiros e uruguaios nas Copas do Mundo seguintes.
O gol da classificação de Felipe Amorim foi assim: driblou o lateral-esquerdo Triguinho e chutou entre a trave e o goleiro Geovani, até então o melhor jogador do Galo. Seu time venceu por 2 a l, porém Geovani teve de chorar a desclassificação.
O Galo começou empolgando a Arena Independência. No primeiro gol belo lançamento de Marcos Rocha e Neto Berola marcou l a 0. Fez o gol e saiu de campo, lesionado. Entrou mal Escudero. Sofreu pênalti logo depois e Mancini fez 2 a 0.
Epa, a classificação do Galo vinha a passos largos!. O time de Cuca ia tão bem que André se deu ao luxo de perder aquele gol comentado acima e fazer 3 a 0.
No segundo tempo, o mineiro Enderson Moreira mexeu bem no Goiás– ao contrário do que analisou Bob Farias, no Sportv. Seu time ficou solto e mandou no jogo a partir daí. Perdeu chances com o experiente Iarley e Ricardo Goulart. Apavorado, o Galo errava demais.
Rever caiu, Mancini e Danilinho ficaram apenas fazendo caretas em campo. Geovani aguentou o sufoco sozinho até os 39m quando tomou o gol goiano. Galo ganhou por 2 a l e como perdera a primeira partida por 2 a 0, no Serra Dourada, caiu na Copa do Brasil. A Massa que prometeu apoio e compareceu se descontou vaiando o time e o treinador Cuca.
Em Belém, o Coritiba venceu o Paissandu por l a 0, gol de Tcheco e seguiu frente na Copa do Brasil. No primeiro jogo, em Curitiba, havia vencido por 4 a l.
Givanildo viu a queda do adversário Galo com alegria e desafogo. No próximo domingo, o Coelho pretende explorar o desequilíbrio emocional do Atlético no primeiro jogo da decisão mineira.
Decisão do Campeonato Mineiro entre América x Atlético, partida de volta, em 2001. O Coelho, comandado por Lula Pereira, classificou-se em primeiro lugar no G-8. Naquela época era essa doideira. A segunda melhor campanha foi do Galo. Foram pra decisão. No primeiro jogo, o América lascou 4 a l no time cujo técnico era José Maria Pena.
Estava eu no Mineirão, como assessor de Imprensa da FMF, e quando faltavam três minutos pro segundo jogo encaminhei ao gramado em companhia do saudoso Vinicius Fernandes, diretor técnico da entidade, americano, e que faria a entrega do troféu de campeão ao vencedor, em substituição ao presidente Elmer Guilherme, adoentado. O Galo precisava de fazer 3 a 0 pra tirar a diferença do América. E fez. Gols de Guilherme, Gilberto Silva e Lincoln.
O americano Vinicius, tremendamente amolado, me disse: “Vamos lá entregar o troféu pra eles. O América é assim mesmo”. Quando subíamos os degraus de acesso ao gramado, uma explosão. Vinicius profetizou: “Meteram outro gol na gente!”
Que nada! Era um gol de Alessandro – o mesmo de agora – aos 36m do segundo tempo. Placar de 3 a 1. Já não dava mais o Galo como campeão. No saldo de gols, América 5 a 4. Vinicius ao chegar no gramado, quase desmaiou. Secou o Galo até o final e entregou o troféu ao seu amado e estremecido Coelho.
A vitória inesperada do Coelho no primeiro jogo - 4 a l, gols de Wellington Paulo, Tucho, Rodrigo( 2), contra um de Gilberto Silva – definiu o campeonato apesar de o susto no segundo jogo ao Atlético abrir 3 a 0.
Sem poder contar com o Mineirão e o Independência desde junho de 2010 por causa das obras da Copa'2014, os clubes de Belo Horizonte adotaram a Arena do Jacaré como casa oficial para as partidas no estado.
Após um e ano e dez meses o Galo se despediu do estádio sábado passado vencendo o Tupi por l a 0 e garantindo vaga na final do Campeonato Mineiro. Outra vez.
Por mal lhe pergunte: a carteirada que a diretoria do São Paulo aplicou no beque Paulo Miranda ao determinar que Emerson Leão dispensasse o humilde atleta é justa e moral? Não teria sido melhor entrar com Ação de Danos Morais contra o santista Neymar?
Cruzeirenses chiam. E com razão. Pra João Batista Carvalho, BH, “nenhum torcedor
lúcido, pode cobrar que Montillo resolva tudo sozinho. Messi, Neymar, Pelé, Maradona, Tostão, Euzébio, Reinaldo... enfim, ninguém resolvia e nem resolverá nada sozinho, numa equipe de futebol. No caso do craque cruzeirense, não está rendendo, porque tem um problema no púbis,(ou não ?). Também, porque o time todo está ruim, precisa melhorar muito, em especial o meio de campo, que é o setor de engenharia para o time funcionar bem, não é?”
“Wallyson, Vitorino, Leandro Guerreiro, Leo, Diego Renan (melhorando), Valter (contusão), Marcelo Oliveira (precisa melhorar), enfim... ninguém está 100%”.
E digo eu: nem estará, meu bom”.
“Por isso, creio que devemos todos cobrar dos atletas e técnico, sim, mas não crucificar ninguém nesse momento de decisão de Copa do Brasil e daqui a pouco início do Brasileiro. Acho que o Cruzeiro com a entrada do Alex Silva e Souza, tende a melhorar bastante, como mostrou no segundo tempo em Curitiba”.
“Devemos sim, ter consciência que podemos melhorar muito, tanto Cruzeiro e Atlético na A e América na B, caso desejem trazer alguma coisa de positivo para o nosso futebol este ano, já que ano passado foi só fracasso”.
Sargento PM Vaz , que forma dupla com o soldado Siqueira, nas rondas pelas escuras e perigosas ruas do Santo Antônio, e os dois me evitaram prejuízo maior ao trancar um larápio que havia arrombado meu Corsa BMW e surripiado um par de óculos importado, o rádio de estimação do tempo do onça e um estepe careca. Dita a apresentação da distinta dupla, com meus sinceros agradecimentos e aplausos à PM povão, transcrevo seu chororô cruzeirense: “Como sempre uma análise de quem conhece: também acho que faltou coragem ao técnico do Cruzeiro de tirar o Montillo, pelo mau momento ou excelente marcação. Eu ousaria, pois o Éverton estava melhor para atacar; Contudo, deixava um vazio na lateral; acho que o técnico tem que conhecer todos os jogadores em outras posições e os atletas se darem. Fui criado na beira de campo e, às vezes, pra jogar bola íamos de goleiro a centro avante. Aí que saudade dos pontas!”
Me esqueci de alertar antes que o comentário do Sargento Vaz veio depois do jogo contra o América e antes de Atlético Paranaense l x Cruzeiro 0, na Copa do Brasil. Montillo nem viajou. Todavia, caso deixasse pra enviar o comentário após a derrota em Curitiba, céus, o chororô do Vaz seria uma cachoeira. Aqui no sentido lato da palavra? Nada de apodo...



Um comentário:

  1. Era simplesmente a lógica, para quem viu os últimos jogos do Galo. Não joga nada há várias rodadas, está morrendo em campo no segundo tempo todo jogo.

    Vou livrar a cara do Cuca ontem, em parte. Já havia perdido o Bernard, por inexperiência, no jogo anterior. Perdemos o Berolla com 15’. Os dois únicos puxadores de contra-ataque que temos no plantel. Mas o condeno pela outra: com Mancini e Danilinho mortos em campo, e Escudero errando tudo, perdemos o meio de campo já no início do segundo tempo. Sem reservas à altura, a meu ver quem tinha que sair era o Danilinho, entrando o único atacante do banco, o Lelei, para ver se saia uma jogada lá na frente e matarmos o jogo num contra-ataque. Mas colocou o péssimo Serginho, o time não canseguia segurar a bola no ataque, e o centroavante André passou o jogo inteiro recebendo chutão contra 2 ou 3 zagueiros. Tava na cara que não ia dar certo.

    O castigo foi ser no finalzinho, mas o gol sairia mais cedo ou mais tarde. No final, o que era difícil impedir aconteceu: um gol. A falta de vontade e brios lá em Goiânia fez toda a diferença.

    Abraço.

    Ed.

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