terça-feira, 8 de maio de 2012

INDEPENDÊNCIA ENTREGUE AO TORCEDOR É CAIXA DE PROBLEMAS e pior que os estadinhos do interior.


Quando eu era menino pequeno lá no Caratinga adorava as chegadas de circos à cidade. Faziam desfiles pelas ruas, chamando a população para as apresentações. Levavam palhaços com longas pernas de paus, elefantes, zebras, trapezistas no alto do carro de som, macacos e feras em gaiolas. O mestre de cerimônia, ao microfone, anunciava as atrações e perguntava:
“Hoje tem espetáculo?”
A meninada atrás do carro respondia: “Tem sim senhor”.
O apresentador olhava para o palhaço e gritava:
“E o palhaço o que é?”
Todos: “É ladrão de mulher”.
Fama, aliás, que se espalhou pelas lendas populares.
Vocês da BWM, administradora do Estádio Independência, podem imitar. Sem palhaços com pernas de pau, nem trapezistas, zebras ou feras. Apenas carro de som anunciando:
“Hoje tem espetáculo?” Todos os acompanhantes nos passeios: “Tem sim, senhor”.
“Sem problema de qualquer espécie?”
Todos: “Há dúvidas, meu senhor?
“Com tratamento VIP para os usuários e respeitoso pra imprensa?”.
Todos: “Impossível, meu Senhor!”
Cuidado, Mestre do microfone, se cometer o erro de dizer “e o palhaço o que é”. Não ouvirá a resposta do popular atrás do carro dos circos.
Ouvirá frase até sem rima, porém afiada que nem navalha:
“O palhaço somos todos que pagamos caro pra ir numa casa de espetáculo que não entrega nada de volta”.
Os jogos até agora, no retorno ao que insistem em chamar de “Arena Independência”, resultaram em decepção total. A casa de R$ 150 milhões que o governador Anast-azia entregou ao desportista da Capital não está inteira; foi entregue pelas metades.
Não existe estacionamento pra Imprensa, como existia antes e deixou de existir daqui pra frente. Nem uma torneira com água morna da Copasa tem lá embaixo para os repórteres. Banheiros? Não sei. No último jogo, elevador não funcionou. A entrada do público não funcionou. Os torcedores não funcionaram, nem se portaram civilizadamente. Ficaram de pé nas cadeiras.
A PM não ajuda e dá bronca em quem pede providência.
O jornalista de O Tempo, subeditor de esportes, Cândido Henrique Silva, caiu na besteira de questionar o PM Tenente Martins, que observava a entrada do portão 6 e notava que torcedores caiam nas escadas de acesso às catracas sem tomar nenhuma providência. Cândido quis saber que atitude tomar naquela situação.
Ouviu a seguinte pergunta /resposta: “Por que você não chegou mais cedo?” E vejam que o cara é um tenente!
O companheiro Cândido manifestou sua revolta num artigo publicado na edição de segunda feira de seu jornal. Conta outras desagradáveis situações que viveu no Independência; viu um pai desesperado no portão 5 a perguntar: “Onde é a fila do Portão 6?”
Ninguém sabia nada.
Essa desatenção com o usuário é culpa do administrador do estádio. Como a culpa do vandalismo, dos marmanjos pulando nas cadeiras é da falta de educação do nosso torcedor que nunca frequentou um civilizado estádio da Europa.
Segundo Cândido Henrique “chegar perto da entrada era um alívio, mas, também, muito perigoso. O obstáculo que separava o ponto de triagem da catraca é uma escada; um risco que se mostra ainda maior quando há milhares de pessoas atrás de você, vorazes pela entrada. O medo de cair e ser pisoteado poderia ser real”.
Diante desses fatos, agradeço qualquer convite pra conhecer a Arena – ou o Estádio – Independência em dias de jogos do Atlético ou do Cruzeiro.
Não posso subir rampas, não posso subir escadas, não tenho paciência com a burrice de orientadores, com a grossura de PMS despreparados e tenho fobia de multidão desenfreada que nem boiada no estouro.
Vou pedir ao comando da PM que envie para lá o sargento Vaz e o soldado Siqueira que me passaram a verdadeira impressão da bicentenária PM. Agiram rápido na prisão do bandido que arrombou meu carro na garagem e fugia com alguns objetos.
Isso aconteceu às seis e meia da manhã e os dois PMs ficaram comigo, na Delegacia da Rua Carangola até llh30m, quando apareceu um delegado pra lavrar a ocorrência. O outro de plantão havia sumido. Céus.
Só não declino de convite feito pela jornalista Nina Abreu, bela, simpática e competente Assessora de Imprensa da FMF.
Não aceitarei nem do meu filho Flávio Júnior que quis levar-me no jogo América e Argentinos, Juniors, apesar do prazer de sempre em estar na sua companhia. Mesmo porque Nina capoeirista de elevado grau me protegeria mais que Flávio Júnior, nada afeito às artes marciais.
Wellington Paulista ficou só na disputa pela artilharia do Campeonato Mineiro. Parou nos 11 gols com a eliminação do Cruzeiro. O seu maior perseguidor era André que marcou contra o América, no último jogo, chegou aos 10 gols e levou o terceiro cartão amarelo.
Restou Fábio Júnior, o terceiro colocado, vivo na decisão, mas que precisaria marcar seis gols no Galo pra superar WP-9. Na temporada, o goleador azul chegou aos 17 gols em 11 jogos. Boa média.
Pelo lado do Cruzeiro, a verdade existe: Montillo não enfrenta o Atlético Paranaense porque está lesionado. Pelo lado do Furacão, a ausência de Paulo Bayer, 36 anos, poupado, me parece xaropada. No contrato de Bayer constaria que ele seria poupado nos jogos fora do Estado. Até num jogo importante como este na Arena do Jacaré?
De qualquer forma, penso que as ausências de Walter Montillo e Paulo Bayer, dois jogadores referências de seus times, deixarão o espetáculo mais pobre. Montillo não atravessa boa fase, mas de craque pode-se esperar qualquer coisa. Bayer, no Furacão, já tem feito essa qualquer coisa.
O meia Bottinelli, do Flamengo, descartou qualquer possibilidade de vir jogar no Cruzeiro trocado pelo uruguaio Victorino. Disse que foi envolvido na transação sem saber de nada e que procurou a presidente Patrícia Amorim pra informar que gostaria de permanecer na Gávea e no Rio de Janeiro pra atender, também, seus familiares perfeitamente adaptados à vida carioca. O Cruzeiro lambe os beiços!!


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