quarta-feira, 27 de junho de 2012

PORTUGAL NADOU BEM E MORREU NA PRAIA DA ESPANHA

Fiquei desolado ao ver o meu Portugal desclassificado na Eurocopa pela poderosa campeã do Mundo, Espanha. Como disse um amigo meu dr. Antônio Souza, conhecido como Tonico de Ibirité: torcer pra Portugal era acender vela com defunto ruim. Nem tanto, mestre. A gente, no fundo, no fundo, levava certa esperança que os irmãos do Além-Mar surpreenderiam. Conseguiram isso com aquela marcação no campo do adversário, sem deixar os espanhóis jogarem. Nenhum dos goleiros teve trabalho no tempo normal, exceto Rui Patrício, 24 anos, autor de uma defesa espetacular num toque de Iniesta. Nos pênaltis os dois goleiros foram monstros e prevaleceu Castillas, o melhor do mundo, na atualidade. Cinco fios de cabelos na frente de Buffon. O mais temido português, Cristiano Ronaldo (foto) desta vez não brilhou e nem vibrou, completamente anulado no pelo esquema espanhol.
A vitória por 4 a 2 nos penais crucificou a luta e força de vontade dos portugueses, que, no entanto, saem da competição de cabeça erguida. Pra eles, que encaram o futebol com outras verdades, vale muito isso. Não vale pra nós, arrogantes e petulantes praticantes "do melhor futebol do mundo", como nos rotulamos. Além do que, injusto ou irreal, o resultado premiou a Seleção cuja maioridade já lhe deu o título anterior da Eurocopa, no meio o da Copa do Mundo, e,quem sabe, o bicampeonato continental agora.
Seu adversário será conhecido nesta quinta-feira. Não me chamem pra apostar, tão-somente pra torcer. Alemanha x Itália é briga de cachorro grande. Volto à minha pequena origem lá na Bota, por causa do Molinari do meu avô Juca e que não tenho no sobrenome. Como, também, não tenho o Pontes de Assis de minha avó Laura e do meu avô Juvenal, pais de Dona Geralda. Nesta quinta, meu grito é: Avante compatriotas de Giuseppe Garibaldi, herói de dois mundos.

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