quinta-feira, 28 de junho de 2012

VEREADOR SUGERE INTERDIÇÃO DO INDEPENDÊNCIA



A sugestão do vereador Leonardo Quintão poderia ser a mais interessante na atual crise de organização por que passa a tal Arena Independência (sic), que, pra começar, nem é uma arena na verdadeira acepção da palavra. O vereador sugeriu que o estádio deveria ser interditado porque lhe falta melhor planejamento,
Por exemplo, lugar adequado para deficientes físicos. Isso causou a justa reclamação do cadeirante que comprou ingresso de R$ 120,00 e não pode assistir Atlético x Bahia de instalações adequadas. O deficiente foi ressarcido pela BWA, e daí? O propósito do rapaz era outro: assistir à partida. 
A tal arena é bonita? É. Está bem cuidada? Sim. Veio atender às necessidades dos times da Capital, enquanto o Mineirão não chega? Em parte, sim. Por que, então, sofre tantas críticas?
Por se tratar de uma obra política, entregue à empresa paulista, dentro da concepção administrativa do professor Anast-azia, nos passos do doutor Aécio, seu predecessor: “O que é bom para Minas tem que vir de São Paulo”.
Com certeza, em breve, teremos algum paulista no governo desta província. 

Então o que o Estádio Independência tem de interessante, afora servir aos clubes da Capital?
Tem a Nina Abreu. A grande sacada de Bruno da BWA foi contratar Nina. Um doce de criatura que o destino certo dia, por meio do meu filho Santelmo, amigo do irmão dela Renato, foi-me apresentada atrás de um estágio de jornalismo.
Claro que a levei comigo para a Superintendência de Comunicação Social da Federação Mineira de Futebol. Não sei quantos anos ficamos juntos. Quando sai ao lado do saudoso Elmer Guilherme, a encantadora Nina, já fera no assunto, ficou pra sustentar a administração do Delegado e seus incapazes. Por isso, a atual gestão da FMF tá de pé.
A BWA contratou Nina a fim de aparar as diversas arestas que criou com a sua falta de respeito à grande parte da imprensa mineira, e com seu deslavado compromisso com o cartel de informação formado pela Globo, Estado de Minas e  Itatiaia.
Para estes vale tudo, até cabine de graça. Aos demais, tudo será cobrado. Somente serão de graça a atenção e o carinho de Nina Abreu que veio do interior – Três Corações – andou dando suas pitacadas em emissoras menores, e, portanto, conhece de sobra seus problemas.
Sabe que, sem as emissoras menores, a sustentação acreditada pela BWA apenas no apoio dos três grandes de Belo Horizonte, naufragará. Ah, me esqueci de colocar a TV Alterosa no meio das três, em razão de suas ligações com o Estado de Minas.
A BWA, esquece-se, que aqui na província, como tem em SP,  existem representantes das redes Band, a Record, a RedeTV, com seus públicos no País todo, e empresas menores porém barulhentas, como o Canal 13 de Afonso Alberto,  BHNews do Lélio Metralha, os programas esportivos da TV Horizonte, o Jogada de Classe do Orlando Augusto – Flavio Carvalho e eu estamos lá, também.
Existem os jornais de maior tiragem que o EM, caso do Super; o novo Hoje, o Metro e por aí vai. Nem falo dos sites, como o do Chico Maia, e o meu, com publico leitor em todo Brasil e até no exterior.
Nina Abreu por enquanto, consegue segurar o barraco do Sr. Bruno Balsimelli, presidente da BWA com a sua simpatia, competência, trânsito entre seus amigos na Imprensa. Só não se sabe até quando. Politicamente, a BWA vai até onde não encher o saco do governador, dos deputados e vereadores.Ou da omissa Secretaria Extraordinário da Secopa.
Direis: ela tem um suporte excelente na política que é o presidente do Atlético, Alexandre Kalil. Sem dúvida! Kalil é forte, bem forte. Mas pelo que conheço do Urso Bravo se o contrato com a BWA não funcionar, fizer mal ao seu Atlético, ele não titubeará em fazer tanto barulho que a casa de Bruno cairá.

Veja bem se não é inadmissível e ditatorial a medida tomada pela BWA. Pelos seus poros, talvez atendendo exigência de algum poderoso da quarteto acima destacado, a empresa proibiu o uso de faixas e bandeiras, grandes e pequenas, no Estádio, a partir desta data.


Justifica a medida porque “visa evitar prejuízo à visibilidade, bem como possibilitar a instalação de futuros painéis publicitários.” Santo Deus, ter seis mil pontos cegos no Estádio que não deixam torcedor ver nada da partida pode. Porém, bandeiras que dificultam a visão dos espaços publicitários não entram.
Imagino que as placas de publicidade vendidas pela TV Globo à beira do gramado estão na lista. Nada de faixas que as atrapalhem. Pra dizer a verdade, nem gosto de faixa e de bandeiras exageradas, apesar de achá-las bonitas e vê-las nas arquibancadas do mundo inteiro. Não tolero é proibição. Ainda mais de paulista.
Será que algum dia a BWA irá proibir a entrada, por exemplo, de cronistas esportivos que não sejam da Globo, EM, Alterosa e Itatiaia? Impedirá que a AMCE atue com o direito que a Assembleia lhe consignou em lei?  Será que o Sr. Bruno tem feito força pra acabar com os pontos cegos no Independência?
Pergunto ao descansado Governador Anast-azia: nós pagamos a reforma do Estádio Independência, que o Senhor entregou de bandeja pra BWA de São Paulo, teremos de aguentar tanta demonstração de arrogância, com furor insano pior que as ditaduras que forjam leis sem ouvir o estado de bom-senso?
Por falar nisso, Vossa Excelência que tanto ajudou nas obras do estádio que mandou derrubar precipitadamente, poderia me responder se sobrou algum pro aumento prometido em campanha para os pobres inativos?

O empate em l a l entre Boca Juniors e Corinthians, no La Bombonera, apenas adiou a decisão da Taça Libertadores pra próxima quarta-feira. Ninguém saiu beneficiado por causa do placar. O Timão levou pequena vantagem porque não perdeu, ou não levou gols que poderiam atrapalhar sua conquista no jogo de volta.
Agora, ambos precisam vencer. Segundo o regulamento, nesta fase o gol anotado no campo do mandante nada representa. Novo empate, por qualquer placar, provoca a decisão nos penais. O Boca botou uma pressão terrível em cima dos paulistas e o time do Tite soube suportar bem, inclusive as provocações argentinas costumeiras.
Bom árbitro: não deixou que Riquelme apitasse a partida. Meteu-lhe logo um cartão amarelo pelas fuças. O bicho bravo ficou mais quieto. 

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