quinta-feira, 26 de julho de 2012

GALO CHEGA A 7ª VITÓRIA COM PÚBLICO RECORDE NO NOVO INDEPENDÊNCIA



Vamos esquecer os erros do fraquíssimo árbitro Antônio Morais e até do laureado assistente Roberto Braatz, que tiraram, pelo menos, um gol do Atlético e fiquemos tão-somente no futebol rápido, convincente e de marcação coletiva que o time mostrou contra o Santos. O placar de 2 a 0 não foi a conseqüência de tudo isso. Poderia ser mais dilatado, não fossem os erros da arbitragem e a falta de pontaria dos atacantes.


(Marcos Rocha cada vez melhor: foto Michelin/DA-EM)

A partida foi de bom nível, valorizada pela equipe santista, cheia de desfalques importantes. Houve bolas na trave dos dois lados, defesas difíceis e destaques individuais como Danilinho, Marcos Rocha, Rever e Pierre pelo lado dos mineiros; Arouca e Henrique, dos paulistas.

Vejam como funcionou bem o coletivo do Galo. No primeiro gol, a mexida geral desnorteou a defesa do Santos. Pierre apareceu pela ponta-direita, atravessou a bola até Marcos Rocha na ponta-esquerda. Notaram? O cruzamento deste pareceu um passe de basquete, com as mãos; Danilinho, por dentro, quase na função e Jô, mandou a bomba de pé direito. Galo, l a 0.

Aos 14m do segundo tempo, Marcos Rocha cruzou para Bernard na pequena área e ele, em posição legal, fez o gol. Roberto Braatz marcou impedimento. Cruzes! Não teve como anular o segundo gol.

De novo Marcos Rocha: tomou a bola de Léo, cruzou na área. As torres gêmeas estavam lá esperando a cobrança de uma falta anterior. Léo Silva cabeceou, Aranha soltou e Rever marcou. Final, Galo 2 a 0, 31 pontos, mantido na liderança isolada e pronto pra pegar o Fluminense neste domingo no Engenhão.

O Independência bateu recorde de público no campeonato com 20 mil pagantes. O Atlético atingiu outra marca importante. É o time de melhor campanha na era dos pontos corridos ao chegar na 12ª rodada.

E pelo amor de Deus, amigo Bob Faria: a retórica de comentarista global precisa ir além de “encaixar, encaixado, encaixou”, verborréia de empombados treinadores e boleiros papagaios. Pior que o “consistente” do Paulo César Vasconcelos e que o “Será?” de Rogério Correa. Conselho de admirador e velho amigo da família.

Na hora do jogo de estréia do Brasil nas Olimpíadas de Londres eu andava pela Avenida Prudente de Morais a fim de resolver problemas de falta de dinheiro contumaz aos aposentados do Ipsemg e do INSS:  benefícios caem no dia certo, mas acaba sempre sobrando mês neles.
Pode-se ver que eu não tinha a menor preocupação com o resultado da partida. Perguntei ao José Pedro, simpático zelador de um prédio, fone no ouvido, acompanhando o Caixa na Itatiaia:
“Quanto tá essa coisa aí?”.
Entusiasmado, respondeu:
“Fácil, 2 a 0 pra nós”.
Na volta da CF e do BB, resolvi conferir:
“Mudou alguma coisa?”
Ainda alegre Zé Pedro respondeu:
“Tá sob controle. Eles marcaram um, mas a gente continua na frente agora com 3 a 1”.

Fiz-lhe sinal de positivo e me mandei pra casa. Lá nas grimpas da esquecida zona norte do Santo Antônio, onde o prefeito Lacerda não vai de jeito maneira, apesar de ser parte de um dos bairros elegantes da zona sul, e aqui moro dependurado nas encostas esburacadas da rua Abre Campo, nem me lembrei de ligar a TV na Record.
Fui direto ao velho e superado micro, que engasga e desliga mais do que toca pra frente. Na Internet, máquina de fazer doido, vi o placar final: 3 a 2. Céus!

Depois de pegar no tranco nos primeiros minutos a Seleção de Mano Meneses, que deveria ser de Ney Franco, arriou a bateria. Deu apenas pra passar com susto pelo poderoso Egito.  

A Bielorrússia, integrante do mesmo bloco brasileiro, estreou com 1 a 0 na Nova Zelândia e ocupa com o Brasil, líder pelo número de gols marcados, as duas primeiras posições do Grupo C. No domingo de manhã o escrete brasileiro, em Manchester, volta aos gramados pra pegar o time do leste europeu. Pelo que vi da primeira rodada, o futebol das Olimpíadas promete. Desde que o time de Mano não tenha novo apagão!

Pra quem dá valor à competição – e os clubes brasileiros costumam brigar por uma vaga nela e depois a menosprezam escalando times mistos nos seus jogos – Danúbio do Uruguai e Olímpia do Paraguai abriram na última terça-feira a 11ª edição da Copa Sul-Americana. Este ano com número recorde de participantes: 47.
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) abriu mais outras oito vagas : uma a mais para Bolívia, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela e Chile, que agora terão quatro times cada.
O Brasil continua sendo o país com mais clubes envolvidos: oito representantes, seguido pela Argentina, com seis. O Universidad de Chile, campeã de 2011,  entra direto nas oitavas de final.
Botafogo, Palmeiras, Grêmio, Coritiba, Bahia, São Paulo, Atlético-GO e Figueirense disputam o título inédito da competição, que pelo terceiro ano consecutivo dará ao ganhador uma vaga na Taça Libertadores da América no ano seguinte. Os times brasileiros entram na segunda fase e se enfrentam em modo eliminatório, em jogos de ida e volta.
Palmeiras e Botafogo fazem o primeiro desses confrontos no dia primeiro de agosto, na Arena Barueri. O país só conquistou o torneio apenas uma vez, em 2008, com o Internacional, campeão invicto. O maior vencedor é o Boca Juniors, em 2004 e 2005.



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