segunda-feira, 30 de julho de 2012

GALO PERDE TRÊS FERAS PRA PEGAR FLAMENGO E NO CRUZEIRO ROTH TÁ PERTO DA MELHOR FORMAÇÃO


Os árbitros Fabrício Naves Correa, do jogo Cruzeiro e Palmeiras (2 a 1), e Rodrigo Bragetho, mais o seu assistente Vicente Romano Neto, de Fluminense 0 x Atlético 0, com certeza serão punidos com afastamento em algumas rodadas do Brasileirão. Afinal, pisaram nos calos de gente importante, tricolores cariocas e palestrinos da Paulicéia Desvairada.

Claro que uma coisa não justifica a outra: tento me lembrar aqui quando os times mineiros foram beneficiados, na mesma rodada, com erros de arbitragem? Não consigo.
 


Kalil ficou na dele: "o chororô é livre; já nos roubaram demais..."


Algumas vezes, a gente nem reconhece a falibilidade dos árbitros, nem perante todo este esquema tecnológico de agora. Eu não confessei que do lance cantei na hora “pênalti” em favor do Cruzeiro

Diante das reclamações dos atletas palmeirenses, que julguei equivocadas, só me convenci no repeteco, ao ver que a falta existiu, mas fora da área. Nenhum dos demais árbitros, na bandeira, ou atrás do gol, soprou pra Fabrício Naves Correa que a jogada ocorrera fora da área. Ou seja, erro da turma toda. É perdoável? Não. O árbitro estava longe do lance e pecou por não acompanhar mais de perto o contra-ataque do Cruzeiro.

No caso do segundo gol de Borges, o impedimento de Wallyson também só ficou claro pra todos os entendidos após a entrada em campo do famoso tira-teima. Na hora do lance, alguns pitaqueiros informaram que o calcanhar do fulano dava condições, outros diziam que a língua de Wallyson estava adiantada.

O tira-teima pegou Wallyson retornando do impedimento e pegando a sobra do chute de Tinga que resvalou na zaga. Isso não tira o impedimento. Portanto, irregular, também, este gol. Aquele gol do Palmeiras no final, marcado por Artur, salvo engano, sem contestação a sua anulação. Totalmente impedido.

Lá no Engenhão, impedimento difícil de ser marcado. O bandeirinha que anulou o lance, Vicente Romano Neto, arriscou e se deu mal. Até então acertara todos outros impedimentos. Errou nesse que nos deu, pra nós, sopradores de apitos eventuais, em casa, com o auxílio do tira-teima, também o direito de gritar que nem os analistas da máquina de fazer doidos: O ASSISTENTE ERROU AO DAR O IMPEDIMENTO. Eu gostaria de ver igual entusiasmo e certeza de cara limpa, lá no estádio, longe dos repetecos, dos tira-teimas e da parafernália tecnológica.

Fred (foto) estaria em posição legal, porque o calcanhar de Rever lhe dava condições e o assistente não viu isso. O tira-teima da Rede Globo viu. Santo Deus, quando eu voltar a apitar futebol quero um aliado desse ao meu lado o jogo todo. 

Espero que tais acontecimentos não tragam no futuro, além das punições aos árbitros, nenhuma outra consequência de favorecimento aos ofendidos deste domingo, como compensação. Que, aliás, no caso do Palmeiras, aconteceu na própria partida com a marcação do pênalti inexistente de Victorino em Barcos. Lance normal, nada a apitar, diria Arnaldo César Coelho

Os torcedores do Atlético reclamam pênalti em favor do seu time no toque de mão de alguém da zaga tricolor. O mesmo tipo de lance aconteceu com Danilinho no segundo tempo, por coincidência no mesmo local, e ninguém reclamou nada. Lance típico de bola na mão.

Mero palpite meu, que não mudará a história da partida, e nem colocará o Galo mais líder do que agora. Não sei por que da revolta de uns imbecis que não aceitam a minha opinião e partem pra agressão verbal. Não sou dono da verdade não; se vocês tiverem melhores argumentos e lances de tevê mais conclusivos, mudo a minha opinião.

Saí do contexto da coluna de hoje. Me perdi em análises desnecessárias visto que esses assuntos foram bem explorados pelas redes nacionais. O tema que pretendo explorar não tem nada a ver, em que pese, no caso do Atlético, os desfalques de Danilinho e Pierre para o jogo contra o Flamengo no próximo final de semana, no Engenhão, são resultados de cartões amarelos. Bem aplicados ou não. Também estará de fora o lateral Júnio César, por razões contratuais: pertence ao clube da Gávea e encontra-se emprestado ao Galo.
Cuca tem outros nomes pra reposição. O elenco do Galo foi montado para tais ocasiões, numa competição difícil e longa. As contusões e as suspensões são previstas.

Qual seria a opção de Cuca, nesses casos? Como transformou Felipe Soutto em bibelô de banco de reservas, raramente lança o garoto até com a partida definida, me parece lógico que optará por Serginho no caso de Pierre, recuando Leandro Donizete. Penso que Guilherme será o substituto de Danilinho, sem as mesmas características. Então pode acontecer: Soutto na vaga de Pierre, recuando Donizete e Serginho na de Danilinho pra manter o esquema tático do lado direito sem alteração. Especulações da Trincheira!

Falta o lado esquerdo, o de Júnio César. Não creio que Cuca queira inventar qualquer coisa. Deve apenas colocar Richarlyson por aquele setor, com cobertura do meio-campo, aí porque penso que a escalação de Felipe Soutto, canhoto, seria bem mais legal. 

TIME QUASE ENCONTRADO

Caso Celso Roth fosse treinador paciente feito Telê Santana e atento às divisões de base, ruminando e engolindo as prerrogativas dadas aos técnicos de contratar quem lhes interessa, sem tomar conhecimento se trarão resultados financeiros no futuro ao clube que lhe paga, estaria bem perto de chegar ao time ideal do Cruzeiro. Dividira a razão em partes, sem ser o dono absoluto da verdade. Por exemplo, levaria os meninos Lucas e Elber no banco. Quando os velhinhos cansassem como ocorreu contra o Palmeiras, lançaria mão deles de pulmões descansados.

No lugar de Walyson teria colocado Elber, descansado e com velocidade mil. Nada de William Magrão. No lugar de Tinga, pregado, o menino Lucas. Cansou o Borges? Aí não. É do Wellington Paulista. Dois fundo de campo com o mesmo estilo. Anselmo Ramon é pra outra ocasião. Pode até ser na troca com Walyson e guardar Elber para o lugar de Montillo se o argentino pregar. Aliás, ele nunca pregou. Sempre correu bastante até o fim.

Neste domingo, porém, após ótima atuação em quase toda a partida, Montillo botou a língua pra fora nos últimos 15m. Estaria ocorrendo algo?


Celso Roth (foto de Rodrigo Clemente/ EM/DA Press) encontrará ainda neste campeonato o time ideal do Cruzeiro? 

Gostei das atuações dos dois zagueiros – Victorino e Thiago Carvalho. É preciso que eles tenham ritmo de jogo, coisa difícil de acontecer, também, com o comando de Roth. Aliás, sobre essa ansiedade do técnico cruzeirense na busca imediata de uma equipe, o repórter Gustavo Andrade, do Superesportes, fez excelente levantamento. Peço vênia pra publicar parte dele:

“Entre desfalques e opções técnicas, a escalação do Cruzeiro alterou bastante nas duas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Em busca da formação ideal, o técnico Celso Roth utilizou 20 jogadores nas partidas contra Corinthians e Palmeiras.

Nos jogos com as equipes paulistas, a dupla de zaga mudou completamente. Diante do Corinthians, Leo atuou ao lado de Mateus. Os dois jogadores não puderam enfrentar o Palmeiras e, assim, Roth escalou Victorino e Thiago Carvalho na vitória sobre o time alviverde.

O meio-campo também sofreu duas mudanças nas formações que entraram em campo nas duas últimas rodadas. Sandro Silva foi titular pela primeira vez contra o Corinthians, mas recebeu o terceiro cartão amarelo naquele jogo. Ele deu lugar a Charles diante do Palmeiras. Já o volante Tinga, que havia sido reserva no Pacaembu, ganhou a vaga de Willian Magrão no duelo disputado no Independência.

No jogo em casa, Roth alterou também o ataque. Wallyson, que havia ficado ausente nos quatro jogos anteriores, recebeu nova chance. Dessa forma, o artilheiro da equipe na temporada, Wellington Paulista ficou entre os reservas.

Quando Roth decidiu acionar o banco de suplentes diante do Corinthians, Fabinho e Marcelo Oliveira foram a campo. Já contra o Palmeiras, Anselmo Ramon teve chance durante o segundo tempo.

Em meio à série de mudanças, oito jogadores enfrentaram tanto Palmeiras quanto Corinthians: Fábio, Ceará, Diego Renan, Leandro Guerreiro, Willian Magrão, Montillo, Souza e Borges”.

Não será desta forma que o nosso estimado gauchão encontrará o seu time ideal.

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