segunda-feira, 6 de agosto de 2012

ATÉ SEM JOGAR O GALO MANTÉM LIDERANÇA

Galo manteve a liderança do Campeonato Brasileiro, com 32 pontos, mesmo sem poder jogar por causa da armação da CBF que adiou o seu compromisso contra o Flamengo, sob alegação de que o gramado do Engenhão não oferecia condições de segurança à integridade física dos atletas. O próximo compromisso do Atlético será quinta-feira, no Couto Pereira, contra o Coritiba do seu ex-craque e treinador, Marcelo de Oliveira, que não tem perdido duas partidas seguidas em casa.

Vasco subiu um ponto, passou pra 31, no empate com o Corinthians, em São Januário e perdeu ótima chance de assumir o primeiro lugar. O Fluminense, também, aproximou-se em terceiro, com 28 pontos, ao vencer o difícil duelo com o Coritiba, no Estádio Couto Pereira.

Porém, já dentro do G-4, o Grêmio de Vanderlei Luxemburgo é que mostra a mais crescente mudança de posição, dentro do elevador que sobe-e-desce da classificação geral. Venceu o Bahia por 3 a 1, no Olímpico, chegou aos 27 pontos, um a mais que seu arquirrival Internacional e tá na zona da Copa Libertadores.

A 15ª rodada tem o Cruzeiro nesta quarta-feira, na Vila Belmiro, contra o Santos, ambos atrás de reabilitação. Os azuis perderam feio em casa pra Ponte Preta, por 2 a 1, e o Peixe foi goleado por 3 a 0 pelo Náutico, no Estádio dos Aflitos, no Recife. O Cruzeiro desceu três posições e está em oitavo, com 23 pontos. O Santos é o primeiro antes do buraco negro, com 13.

INSTABILIDADE DO CRUZEIRO

Nenhum torcedor celeste pode afirmar que vai ao Independência convicto que o Cruzeiro vencerá. Seja qual for o adversário. O time e o esquema de Celso Roth não inspiram a menor confiança. Na derrota pra Ponte Preta por 2 a 1 foi assim. O Cruzeiro começou bem, pressionou e até chegou a criar qualquer coisa pra deixar a torcida confiante. Foi só.

Mas que time é esse que deixa o talentoso e experiente Marcinho livre e desimpedido na armação, em condições de fazer um lançamento primoroso entre os defensores celestes em linha, aos 17m, pra Cicinho livre fazer 1 a 0? Victorino e Léo voltaram a atuar juntos e ofereceram aquela avenida iluminada aos contra-ataques da Macaca.

Pode-se eleger o goleiro Roberto, da Ponte, o melhor em campo, com defesas sensacionais. Mas esconder os erros individuais do Cruzeiro nas definições a gol é impossível. A torcida segurou a barra até os 30m e, então elegeu pra cristo o volante Charles, que, realmente, não jogava nada. A atitude de Charles ao responder as vaias e mandar recado ao técnico colocando-o à vontade pra sacá-lo – a leitura labial revelou tudo – demonstrou a intranqüilidade da equipe.
  
Personalidade do líder: Fábio falhou no chute de Marcinho, que originou o segundo gol da Ponte, mas assumiu o erro e a responsabilidade pela derrota. Neste caso, não precisava tanto. Só falhou no gol, sem ser o responsável pela catástrofe. (Foto Ramon Bittencourt/VIP-COMM)




Intranquilo, a instabilidade bateu no time. Nem o empate no finalzinho do primeiro tempo, gol de Borges, em jogada de Montillo pela esquerda, resolveu o problema. Roth contribuiu com isso: voltou com Charles no segundo tempo. A torcida recuou, apoiou, gritou o nome do volante, mas não adiantou nada: o estrago estava feito. Os torcedores apoiaram, porém o time não ajuda. Não inspira confiança.  Pra complicar até Fábio voltou a falhar, aceitando uma bola chutada por Marcinho do meio de campo. Ponte 2 a 1, e o Cruzeiro totalmente abatido.

Aí começam as bobagens do treinador que não sabe compor o banco a não ser com os seus apaniguados. Tira Walyson e recompõe o ataque com dois centroavantes, Wellington Paulista, esforçado, e Borges, anulado. Tira Ceará e coloca Souza; tira Tinga e põe Marcelo Oliveira, mexendo em várias posições. Diego Renan passou para a direita, com M.Oliveira na esquerda, enquanto Souza ficou responsável pela armação das jogadas ao lado de Montillo. Uma verdadeira salada de péssimo gosto. Resultado, o Cruzeiro perdeu outra vez em casa.
 

Um comentário:

  1. Flávio, o jogo do Galo é no Independencia.

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