terça-feira, 21 de agosto de 2012

COISA MAIS INÚTIL QUE ESTA REUNIÃO DA FMF NÃO EXISTE


Que me desculpem os participantes desta reunião costumeira na Federação Mineira de Futebol (FMF) antes dos clássicos estaduais, mas eu sempre a considerei uma besteira de todo tamanho. Uma perda de tempo, um falatório inútil entre pessoas e autoridades que definem o já definido; gente dos clubes a dizer “amém” à falta de ousadia, de confiança, nas autoridades militares, policia civil e bombeiros que nunca assumem o seu verdadeiro papel na véspera de grandes jogos. Vão para a saída mais fácil: a falta de segurança e vetam tudo.
Digamos: os atleticanos que moram na região do Horto, Floresta, Sagrada Família e adjacências poderão assistir ao clássico nos botecos daquelas bandas? Se puderem, quem evitará o confronto de ruas depois da partida?

Estou aqui com a foto de Rafael Arruda, do Superesportes, mostrando a reunião na FMF. Não vi ninguém importante, além da minha querida e idolatrada Nina Abreu, cuja competência, ainda que somadas as dos outros participantes, bateria de 100 a zero nos demais.

Cadê Alexandre Kalil e seu fiel escudeiro Eduardo Maluf? Cadê Gilvan do Pinho Tavares e seu assessor pra assuntos aleatórios, Alexandre Mattos? Cadê o delegado/presidente da FMF cuja cadeira no alto do pódio mostra uma figura despojada de qualquer perfil de mandatário? Santo Deus! Esta reunião me parece jogo da Copa Sul-Americana de antigamente quando os treinadores mandavam pra campo sempre uma equipe reserva.

É risível tomar conhecimento pela Rádio Itatiaia, como sempre, a única emissora presente, e pelo Superesportes, as “grandes” decisões tomadas na reunião. Clássico de uma torcida só; juiz mineiro, por sinal dos piores, ingressos à venda, preços altos, nada do repasse de 10% dos ingressos à torcida alvinegra – medida mais lógica, após o contra-senso de proibir-se o jogo de duas torcidas – enfim um catatau de besteiras transformado em ata de uma ação tão normal que é uma partida de futebol.

Vou passar a bola ao repórter José Cândido Júnior, do Superesportes, que teve o dissabor de cobrir tal pândega, apenas por uma questão de respeito ao clássico o que faço com o máximo prazer até pra desmistificar a grandeza que a FMF, Atlético e Cruzeiro lhe deram a ponto de mandar representantes do terceiro escalão pra dita reunião. Ignoremos, caro José Cândido, os prolegômenos ( cruzes!) de sua matéria pra nomear os participantes do encontro na FMF:

“Compareceram à reunião o supervisor de futebol do Cruzeiro, Benecy Queiroz, a diretora executiva do Atlético, Adriana Branco, o chefe do comando de policiamento especializado da PM, coronel Antônio Carvalho, além de representantes da FMF, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil, da CBTU, da BHTrans e do Ministério Público Estadual”.

Diz ainda a matéria do Superesportes: “Segundo o coronel Antônio Carvalho, as questões de segurança foram aliadas ao transporte e à área residencial em que o Estádio Independência se localiza. “Nós temos uma concentração de chegada dos torcedores ao estádio através dos coletivos e do metrô. Não há como separar vagões e ônibus para as torcidas de Cruzeiro e Atlético chegarem de maneira simultânea no estádio. E nas imediações dos bairros próximos ao Independência também temos moradores cruzeirenses e atleticanos, que poderiam muito bem fazer o deslocamento até ao local do jogo a pé. Isso causaria um grande risco na integridade física dessas pessoas”.
 
Lá vou eu descendo a pirambeira esburacada da rua Abre Campo, rumo ao tresloucado trânsito da Prudente de Morais, tranquilo, comendo minha goiabinha – como diria o saudoso Lalau  Ponte Preta – eis que me assombram, de repente, não mais que de repente, os números da campanha do Atlético. Espetaculares. Por que vieram assim? Ah, porque havia acompanhado uma sessão de secamento do Galo num programa do Sportv.

Fizeram de tudo pra mostrar que os mais de 80% de aproveitamento do Atlético, o simbólico título do primeiro turno e a campanha espetacular no Campeonato Brasileiro de 2012 representam apenas uma boa fase na corrida do título. E exemplificaram que diversos times, em competições anteriores, ganharam o simbólico título e no final terminaram apenas no G-4.
                                       Cuca apenas não sorri, mas tá feliz da vida com o seu Galo

Falem o que quiserem. Têm boca é pra isso mesmo, além, claro, o direito de externar suas opiniões. Porém, nada se compara à campanha do Galo até agora. Irretocável. Tem 42 pontos conquistados, em 17 jogos disputados. Um aproveitamento quase inacreditável de 82,4%. Isso não é coisa de cavalo paraguaio. O Galo está com o perfil de manter a boa fase até o fim da competição e ser campeão brasileiro, pela segunda vez na história.

Desde que o sistema de pontos corridos foi implantado no futebol brasileiro, o Galo tem o melhor aproveitamento. Para o Atlético-MG, ainda faltam dois jogos antes do encerramento do turno: o Cruzeiro neste domingo e o Flamengo, em setembro, em Volta Redonda. O time que mais se aproximou da campanha alvinegra, ao fim do primeiro turno, foi o Grêmio, em 2008.

A equipe gaúcha, depois de 19 partidas, tinha 41 pontos, ou seja, um aproveitamento de 71,9%, mesmo assim, bastante inferior. Querem outro exemplo caseiro? O Cruzeiro, campeão brasileiro de 2003, na primeira metade da competição, tinha 47 pontos, mas em 23 jogos (68,1% de aproveitamento). Na época o torneio tinha 24 participantes. Atualmente, são 20.

Recebo uma ligação do doutor Clever Prados, conforme já adiantei nessa intrépida Trincheira, é candidato a vereador. Menino da turma dos meus filhos, há 10 anos é delegado da Polícia Federal. Como este eu conheço de sobra e sei de suas qualificações para o exercício do mandato, voto nele e o indico aos amigos. Indecisos ou não! Falamos de futebol e do clássico. Não vou revelar o time do coração do doutor Clever. Não é momento apropriado. Garantiu-me que se for eleito, louco com futebol como é, pretende mergulhar, também, nessa área. Mas na parte social e humana.

Caso a diretoria do Cruzeiro decida realmente pelo silêncio como uma das armas pra combater essa irregularidade impressionante do time no Brasileiro e esconder as travessuras dos rapazes que demonstram no gramado total falta de preparo físico – ou pela falta de um preparador competente ou pelas extravagâncias noturnas – o retorno será bem pior. O presidente Gilvan Tavares (foto) adotou a postura de silêncio no desembarque de volta de Curitiba, onde o time deu o grande vexame do Brasileiro. 

Não sei de quem partiu a ideia de varrer os cacos pra debaixo do tapete e fechar as bocas dos falantes. Imagino que seja da diretoria de comunicação social, rescaldo da época ditatorial do ZZ Senador, com estágio anterior na arrogante Rede Globo. A feiura do time de Gilvan Tavares não se consegue esconder nem com cirurgia plástica.

A propósito, ainda que não me agrade a também arrogância do treinador Celso Roth penso que atender qualquer tipo de pressão, interna ou externa, pra se demitir o homem caso aconteça nova derrota, agora no clássico, é uma besteira tão grande quanto a lei da mordaça estabelecida no momento na Toca da Raposa.  

Ainda que tenha cometido e cometa erros absurdos nas escalações do time e nas mudanças durante as partidas, é preciso que se reconheça no trabalho de Celso Roth certo milagre em trazer o Cruzeiro até o final do turno longe do rebaixamento e perto do G-4. Claro que ele, também, teve culpa na indicação dos santos milagreiros.

E já que a diretoria de comunicação da Toca da Raposa mandou dizer que não há qualquer perspectiva de entrevista coletiva ou de reunião da diretoria com os atletas – caso tenham acontecido apenas se comprova a inaptidão do moço pro cargo – o negócio então será especular. Fiquem à vontade no twitter, Facebook, emails, blogs e qualquer outro veículo longe das influências e das censuras estreladas.

Neymar fez bem em não responder ao técnico Tite? Fez. Disse apenas que “aí é da consciência dele (Tite), pois a minha está tranquila”. Pra que levantar mais polêmica. No entanto, é um prato cheio nos micros dos meninos das reportagens. Existe coisa melhor que acirrar a rivalidade existente entre Corinthians e Santos, a qualquer hora, a qualquer momento?

O treinador do Corinthians, após a derrota pro Santos afirmou que muita calma que Neymar, naquele seu cai-cai, iludindo as arbitragens e agredindo os adversários impunemente dá um mau exemplo pra meninada que vem aí. E está errado? Tá não. Neymar é referência hoje.

Os meninos do futebol de base de todo o pais cortam cabelo que nem ele, correm que nem ele, imitam suas poses e seus chutes e, evidentemente, suas besteiras em campo. Só acontece aqui. Lá fora, durante as Olimpíadas, Neymar tomou vaia o torneio inteiro por causa disso. 

2 comentários:

  1. A gente acha q passando o tempo as pessoas melhoram e ficam mais competentes, no Brasil, como dizia o Kafunga , o errado é o certo e vice versa.Até quando acertam eles erram, pois se o estadio Independencia comporta duas torcidas, suas adjacencias são autenticas arapucas para confusões entre esses pseudo torcedores.Como aqui não se prende ninguém, de cambistas a esses vandalos, financiados por clubes diga-se de passagem, jogam a incompetencia para debaixo do tapete e mascaram a coisa.Se organizar um classico, um jogo já é dificil, seja na vendas de ingressos ou na questão seguranca, imagina uma Copa e uma Olimpiada...

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  2. É muito difícil um técnico que já passou pelo Cruzeiro e que foi alvo da imprensa sorrir para esta mesma imprensa mesmo estando do "lado" dela.

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