domingo, 19 de agosto de 2012

ROTH NÃO ASSUMIU AS BESTEIRAS QUE FEZ EM CURITIBA

VERGONHA, VERGONHA, VERGONHA
(foto de Giuliano Gomes/Folhapress)






Antes de transferir a culpa para os jogadores, ao afirmar que o time tinha desfalques, mas a camisa era do Cruzeiro, Celso Roth precisaria colocar a mão na consciência e avaliar o seu planejamento pra esta partida em Curitiba. Eu escrevi na coluna, salvo engano, de sexta-feira - está à no arquivo do blog - que endossava o pensamento de Vanderlei Luxemburgo, quando aqui esteve, em 2002/2003 no comando do time da Toca e ganhou quase tudo que disputou. Fez a Tríplice Coroa.

Dizia Luxemburgo ao ser interrogado sobre o próximo adversário, o Atlético, então comandado por Celso Roth: “é um jogo como outro qualquer num campeonato de pontos corridos”. Sua intenção não era desmistificar o jogão, mas fugir da pressão que a mídia local normalmente cria em torno da partida. Luxemburgo dava-lhe o peso de responsabilidade igual aos outros compromissos e desta forma tentativa diminuir as repetidas perguntas sobre o clássico.

Roth cometeu grave erro ao menosprezar a partida em Curitiba, deixando alguns atletas importantes descansando em casa por causa do clássico na próxima rodada. E como saiu a emenda? Horrorosa, vexame total que história haverá de registrar para sempre como uma goleada na qual o Coritiba deu olé, mandou a partida toda, enquanto o adversário azul olhava e batia palmas.

Expôs a ruindade do elenco e a falta de compromisso de vários jogadores com o clube e com o próprio treinador pra todo Brasil. Virou motivo de chacota, piada chula, de boteco. Não seria anormal o Cruzeiro ser derrotado pelo Coxa, apesar da péssima campanha que o time de Marcelo Oliveira faz no Brasileiro. Até mesmo perder de goleada, por que não?

Todavia, perder com os jogadores andando em campo, sem qualquer compromisso com o clube, é impossível. Já escrevi nesta Trincheira, também que o presidente Gilvan Tavares, pelo qual tenho excelente conta, em razão de seu passado de hombridade como procurador do Estado, nunca me demonstrou o perfil tão frágil quanto deixa transparecer no momento.

A situação exige tomada de posição enérgica. Como a que Alexandre Kalil teve mesmo sem o Atlético estar em queda técnica por falta de empenho, mas por causa das travessuras de alguns rapazes. Kalil não deixou o grupo extrapolar e sair do combinado. Chamou todos à responsabilidade, inclusive Ronaldinho Gaucho.

O que este grupo tem feito com o Cruzeiro, embora o time esteja num imerecido grupo intermediário na classificação geral, indigno da tradição de vencedor do clube, não justifica qualquer manifestação de respeito de quem quer que seja. A torcida, penso, está à vontade pra exigir da diretoria que mande mais da metade do elenco treinar na Toquinha, em separado,  como maças podres, enquanto seus contratos não vencem. Após, dispensados sumariamente.

Que, também, a posição inexplicável e turrona do técnico Celso Roth no desprezo à prata da casa, melhor qualificada que os seus amigos escalados, seja cobrada energicamente. Se não pelo presidente, educado e gentil pra momentos como esses, que se mande o diretor de futebol Alexandre Mattos falar grosso. Não é demérito algum imitar o presidente atleticano Kalil, já que não se teve no Cruzeiro capacidade pra fazer time igual ao dele, Kalil. Imitem-no nos gritos, nos factóides criados em redor dele que o tornam capataz de chibata na mão, pronto pra botar ordem na casa.

Por exemplo: eu cobro a besteira que Roth fez em não levar titulares que não teriam de cumprir suspensão, ou que não estavam lesionados com receio do terceiro cartão amarelo. E daí? Alguns levaram, não enfrentam o Atlético e o time passou pela vergonha da goleada. Ou aquela goleada não envergonhou a comissão técnica e a diretoria celeste? Outro erro tremendo do treinador, contumaz na falta de prestígio aos atletas da casa. Tirou Lucas Silva, talvez pelo cartão amarelo – o segundo parece da série – e deixou aquele horroroso Sandro Silva em campo pra colocar Tinga, velho, cansado, ex-jogador.

 A goleada feita no segundo tempo corre por culpa de Roth. Botou três atacantes, insistindo com Walyson que há muito não tem jogado. Tinha Elber no banco pra completar o meio-campo, tinha o outro volante Árias, que a gente sabe é não é lá essas coisas, mas é melhor que Tinga e Sandro Silva. Sacar Diego Renan pra priorizar Marcelo Oliveira é outra besteira sem tamanho.

Permitir uma linha de defesa em linha contra ataque rápido como do Coritiba é pedir pra ser goleado. O quarto gol servirá pra Roth passar em vídeo pra os zagueiros que entrarem contra o Atlético e mostrar que a coisa será pior ainda: terá RG-49 lançando, Bernard e Danilinho na velocidade ou no segundo tempo, o corisco Berola. Eu me negaria a assistir outros jogos deste Cruzeiro de Celso Roth não fosse minha obrigação profissional. Penso que a indignação da China Azul seja enorme, porque sei que o descaramento deles é tão grande quanto ela.

2 comentários:

  1. Eu sempre procurei uma definicão para esse treinador e a melhor q tive até hj, foi assisitindo a ULBRA , canal gaucho, numa mesa redonda, em q eles discutiam sobre a saida desse senhor do Inter, após a conquista da libertadores.Ele simplesmente numa entrevista coletiva, ao responder a um reporter, e durante a resposta se virou para outro reporter e o perguntou o por que deste estar olhando para ele!!!???.A definicão foi q ele não sabe conviver com o sucesso.Eu já te digo q ele não sabe conviver com o sucesso na carreira, coisa rara diga-se de passagem, mas também, não sabe conviver com o fracasso, vide 2003, em sua primeira passagem pelo Galo, quando,vaiado pela torcida, a cada erro dos jogadores em campo, se virara para as arquibancadas e dizia:a culpa é minha?...isso diante das cameras.Não sou cruzeirense, mas imagino o q os comandados desse treinador devem estar pensando depois das declaracões de seu comandante após a partida de hj, lembrando q foi ele mesmo q colocou o clube nessa situacão vexatória.Não sei se o vexame maior foi dos jogadores em campo ou a trairagem do treinador fora dele....

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  2. Muita boa sua opinião. Na mosca, Luiz Flávio

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