terça-feira, 28 de agosto de 2012

SÚMULA DO PERNAMBUCANO PÕE CRUZEIRO EM TREMENDA GELADA



Não existe uma vírgula de inverdade na súmula do árbitro pernambucano Niélson Nogueira Dias, o soprador que quase avacalhou o clássico – os atleticanos afirmam que sim ao tirar-lhes a vitória com a irregularidade no lance do gol de Mateus. No entanto, a maior das verdades ficou de fora da súmula por questões óbvias: o árbitro não revelaria mais que toda aquela confusão, revolta dos torcedores e dos atletas em campo, foi provocada por sua arbitragem ruim, indecisa, inconveniente já do primeiro tempo.

Com a publicação da súmula do soprador de apito pernambucano,( foto) as especulações dos anti-cruzeirenses pipocaram. Tem gente que fala em até 20 jogos sem mando de campo aqui. Ou seja, o Cruzeiro terá de jogar este returno e mais parte do turno do Brasileiro de 2013 fora de casa. Não se assuste, meu Bom! Isso é coisa de bocas azedas, secadores de pimenteira. O Cruzeiro preparou sua defesa. Levará uma boa esfrega, mas não no nível do que desejam seus inimigos.

Apesar disso não absorvo as atitudes de Alexandre Mattos, Waldir Barbosa e do diretor de Comunicação do clube citadas em súmula, porque são ultrapassadas. Pressionar juiz no intervalo, na frente das câmeras de tevê e do policiamento ostensivo é coisa fora de moda. Nem aliso os torcedores que revoltados, ou não, talvez apenas por instinto criminoso de vandalismo, que atiraram copos dágua e outros objetos no gramado.

Lamento apenas. A atuação do árbitro e a atitude dos dirigentes e dos torcedores quase mancharam a realização do grande clássico. Os atletas brigões foram punidos com a exclusão. Passarão, ainda, pelas malhas do Tribunal Especial da CBF. Isso é normal, coisa do futebol. O Cruzeiro, também, não escapará de punição por melhor que trabalhem seus advogados. Mas isso não é coisa do futebol, não é normal. Dirigentes e torcedores estão bem informados a respeito do mal que seus atos causam ao time.

A rescaldo final será a punição dos justos, que foram ao Independência apenas pra ver a partida, que se prenunciava excelente, entre o líder do campeonato e seu arquirrival. Jogo sem favoritos, onde é possível ver-se até assombrações, almas de outro mundo, o Sobrenatural de Almeida, etc. Estes justos podem ficar sem acompanhar outras partidas de seu time do coração aqui na Capital por causa das assombrações que surgiram fora de propósito.

Não foi desperdício total, meu Bom, apesar disso. Pelo contrário, aparada as circunstâncias degradantes, o clássico foi da melhor qualidade. A boa surpresa com a determinação dos cruzeirenses, no bem armado esquema de marcação do treinador Celso Roth e da irritação de Cuca, amarrado por esse esquema. Roth, ao contrário de Cuca que tinha todo elenco principal à disposição, catou cacos por causa dos vários desfalques. E ainda perdeu Fabinho, com lesão nos meniscos, logo no início da partida.

Se a raça e a determinação dos azuis acuaram os atleticanos que custaram a ver suas fichas caírem, está escrito nas estrelas que clássico é lugar de craques. São eles que escrevem as melhores e maiores páginas numa disputa imortalizada por intensa rivalidade. Ronaldinho Gaúcho parecia neutralizado na forte marcação de Leandro Guerreiro.

Porém, ao ver-se livre desse nó com a expulsão do volante cruzeirense, junto com Bernard, proporcionou à torcida inimiga, única no estádio, ver um antológico gol. Entrou nas redes de Fábio e rodou o mundo nas redes de tevê e em fotos nos jornais. A fama internacional de RG-49 assinou a obra de arte.

De menor brilho internacional, o argentino Walter Montillo teve mais luzes no clássico - e aqui discordo dos colegas da Itatiaia que escolheram RG49 o melhor em campo. Melhor foi Montillo. Teve a sua grande – e cobrada – atuação da atual temporada. Multiplicou-se em campo.

Participou com Everton do primeiro gol, de Walisson, e foi figura central na discussão do gol de empate, de Mateus, ao brigar com Guilherme pela posse da bola, fazer falta, correr à frente, receber o passe de Marcelo, ir ao fundo e cruzar pra Mateus empatar.

Claro que o lance de Montillo não correu o mundo; quando muito foi na internet para os cruzeirenses espalhados pelo mundo afora. Deu ao clássico, no entanto, algo pra se discutir até o próximo jogo, no final deste turno do Campeonato Brasileiro.

E aconteceu no terceiro tempo, bem no estilo de Tostão, Dirceu e Evaldo. Tostão e Dirceu tinham costume de criar jogadas especiais pra Evaldo marcar no finalzinho do jogo. Os atleticanos reclamavam e apelidavam de “gol no terceiro tempo” visto que na época não havia tais recuperações de tempo de jogo como agora.

Destaque na imprensa internacional. Alguns deles:

O jornal espanhol Marca enalteceu a genialidade do craque com o título: "Ronaldinho não se esquece de marcar golaços".

Já o italiano Gazzeta Dello Sport, elogiou a jogada, mas alertou que o resultado do Galo deixou o Tricolor mais perto na tabela de classificação. "Obra-prima de Ronaldinho, mas Flu se aproxima".

O português A Bola resumiu o lance em: "Ronaldinho está de volta". Por fim, na França, o L´equipe escreveu: "A jóia de Ronaldinho".

As discussões sobre o clássico correrão paralelamente ao Brasileiro. Vida que segue. Os times terão compromissos importantes no meio da semana, já na primeira rodada do returno, ou a 20ª da competição.

O Atlético, líder com 43 pontos, recebe a Ponte Preta, com 23,  no Independência, às oito e meia desta quarta-feira. Às 10 da noite, o Cruzeiro estará no Serra Dourada pra pegar o Atlético Goianiense.

Outros jogos importantes desta quarta: Fluminense e Corinthians, no horário global, no Engenhão. O Santos recebe o Bahia, cujo treinador Caio Júnior pediu pra sair e foi embora. Outro confronto de interesse do Galo: no estádio Olímpico, o Grêmio, terceiro colocado, com 37 pontos, pega o Vasco, quarto do G-4, com 35.

2 comentários:

  1. Flávio, faça que nem os atleticanos, esqueça o clássico. Quanto mais você, mais você se enrola na sua cruzeirice. Montilo melhor em campo? Jogador que deveria ter sido expulso naquele último lance? Tá bom. Conta outra. Com gol irregular não tem perdão. É irregular e deve ser repudiado. Qualquer outra coisa cheira muita esperteza. O troco será dado lá no final do segundo turno. Pode esperar. A guerra vai triplicar. Quem iniciou a guerra, os azuis, que se vire com ela lá na frente. Mas o Roger e o Nikão desfalcam a Ponte, assim como Pierre e Bernard desfalcam o Galo.

    ResponderExcluir
  2. Ei Flavio Ancelmo,

    Quer análise fraca do jogo! No primeiro post copiou trechos do superseiláoque e disse que o Ronaldinho não reclamou da arbitragem. Sendo que na minha TV ele foi bem claro ao dizer que o árbitro estragou o jogo ao não dar a falta claríssima no Guilherme. Que jogo vc viu?
    O Cruzeiro entrou para uma guerra e não um jogo de futebol. Isto se refletiu no comportamento da torcida. Não existe atenuante para este comportamento. O juiz fazia uma boa arbitragem até o fim do primeiro tempo.
    Sei comentário não é digno de credibilidade e destoa de toda a crônica esportiva!

    ResponderExcluir

Escolha a melhor forma de se identificar em Comentar como: Depois pitaque à vontade.