quinta-feira, 20 de setembro de 2012

CRUZEIRO ESCONDE FÁBIO DA IMPRENSA, MAS NÃO O BLINDA DE ZAGUEIROS FRACOS


Nem me pergunto mais de quem foi a ideia de blindar o goleiro Fábio sorteado pra entrevista coletiva desta quarta-feira, mas descartado pelo Cruzeiro pra evitar outras declarações bombásticas. O negócio agora é assim: fala quem a diretoria quiser e se a imprensa achar ruim, ameaçar boicote, gente corre o risco de perder o emprego. A maioria chapa branca. Não vejo problema em Fábio ficar sem falar; ele não perderá nada, a não ser a simpatia provisória dos repórteres, mas seu salário não deixará de ser um dos maiores do clube. Afinal, ele merece ganhar o justo. Os programas de rádio e tevê e as retrancas dos jornais não deixarão de existir em razão do silencia do goleiro. Se alguém perde é Jesus Cristo sempre exaltado pelo atleta, religioso convicto, em todas as declarações após as vitórias.
De quem foi a ideia de blindá-lo? Censor na Toca da Raposa só existe um que imagina crescer dentro do conceito da atual diretoria caso passe esparadrapo na boca dos insatisfeitos. O presidente Gilvan Tavares, cuja falta de blindagem sempre o coloca em más condições, como aconteceu da última vez ao declarar publicamente a corda bamba de Celso Roth, não me parece dirigente afeito a esse tipo de procedimento. Com certeza, viveu a época da ditadura, quando o Brasil todo foi proibido, inclusive, de pensar. O problema atual que devia incomodar a diretoria e Roth é como blindar o excelente goleiro Fábio contra os péssimos beques da Toca.

MIXIDIM DE VOTOS

Jorge Magalhães, o Jorginho Mixidim (assim mesmo), é famoso em Caratinga como ex-jogador, treinador, diretor e presidente do EC Caratinga e como ex-presidente da Liga Municipal. Revolucionou tudo em que se meteu e, por isso, na época em que o Caratinga disputava a Segunda Divisão, Mixidim transitou livremente na FMF e entre os demais clubes, inclusive os grandes da Capital. Bom de papo fez um relacionamento excelente na  crônica da Capital. EC Caratinga é seu time do coração. Mas, Mixidim é atleticano roxo. No seu primeiro casamento, usou uma camisa do Galo e quase que o padre não fez a cerimônia.
Candidato a vereador nas próximas eleições, meu amigo pessoal, Jorginho ligou pra contar as novidades políticas da Boa Terra, onde Marco Antônio Junqueira tá perto de derrubar Ernane Campos, ex-prefeito, fazedor de média e que a comunidade não engole mais. Pra dizer que não falou do Atlético, Jorginho pitacou sobre o esquema único do Cuca; “Isso é muito pouco para o Galo ser campeão! Só temos aquela jogadinha da esquerda com o Bernard. O adversário marca aquele lado e a gente se dana”. Falô, Jorge Magalhães e sucesso nos votos.

DINHEIRO APARECE

Não passa um dia sem que alguém me pergunte, como se eu tivesse acesso a tal informação pra lá de secreta: de onde Alexandre Kalil tem tirado dinheiro pra manter o Atlético sem problemas? Ainda que soubesse, não seria problema meu. Problema seria se o Atlético não estivesse honrando seus compromissos com credores e jogadores. De onde o dinheiro vem isso é problema do Urso Bravo. Por sinal, eu soube até de números interessantes de uma destas fontes arrecadadoras que combato bastante: o pay-per-view - ou pagar pra ver, como o chamo. Sou contra. O Galo e os times recebem boladas, entretanto a Rede Globo recebe o triplo.
Os números desse instrumento do Campeonato Brasileiro, em 2012, foram apresentados pela Globo numa reunião com os clubes no Rio de Janeiro. Kalil esteve presente. Soube que o faturamento do Atlético chegou a R$ 22 milhões até agora e deve crescer mais até o final do ano. A grana entrará no caixa do clube em 2013. Kalil foi informado, também, que o seu time é o quarto no ranking da Globo, atrás de Corinthians, Flamengo e São Paulo. O próprio Kalil trouxe esses números pra informação geral aqui.

KLEINA TROCA MACACA PELO PORCO

Gilson Kleina, ou Kleyna, como querem alguns, é da nova safra de treinadores. Tem apenas 44 anos. Velho conhecido da mídia mineira: andou por aqui no Ipatinga, Caldense, Villa Nova e até no início de sua carreira como auxiliar-técnico de Abel Braga, no Atlético. Como os grandes desafios só cabem aos jovens, Kleina topou um desses, uma missão quase impossível, a de salvar o Palmeiras. Trocou a segurança e o conforto de Campinas, onde goza de grande prestígio pelo trabalho que realiza na Ponte Preta. A Macaca está em 11º lugar e Gilson vai treinar o Porco, na zona do rebaixamento e vice-lanterna da competição.

Faltam 13 rodadas, e Kleina tem uma só estratégia: pensar jogo a jogo e entrega para o futuro a palavra final sobre sua decisão, se ela foi certa ou não. Aos 44 anos, Gilson tem que arriscar. Se salvar o Palmeiras do descenso assina a ficha de inscrição entre os treinadores de ponta. Se o time cair após 13 rodadas, tem um contrato assinado até 2013 que possivelmente será cumprido. Não poderá perder tempo e assim estreia contra o Figueirense, em Florianópolis, no próximo sábado. Gostei da ousadia do moço e espero que dê certo. O futebol brasileiro anda carente de jovens treinadores peitudos, descompromissados com os esquemas táticos atuais.
Gilson Kleina deixou a Ponte após 115 jogos, com 48 vitórias, 32 empates e 35 derrotas. Foi o técnico com mais partidas consecutivas à frente da Macaca nos últimos 15 anos. Os números renderam o acesso à elite nacional, em 2011, e uma classificação às semifinais do Paulistão da atual temporada. Iniciou sua carreira como auxiliar técnico de Abel Braga no Coritiba; depois Olympique de Marselha, no Atlético-MG e no Botafogo. Treinou vários clubes como: Villa Nova, Iraty, Criciúma, Caldense, Cianorte, Paysandu, Coruripe, onde conquistou seu único título, o de Campeão alagoano de 2006, Gama; Ipatinga, Caxias e ultimamente esteve no Vila Nova, Duque de Caxias, Boavista-RJIpatinga e o Paraná Clube.
No Duque de Caxias, recuperou o clube de situações ruins e foi ídolo da torcida do tricolor da Baixada Fluminense. Atualmente está no comando da Ponte Preta. Em março de 2011, chegou a ser anunciado como novo comandante do Fluminense, mas recusou o convite e continuou na Ponte. No dia 19 de Novembro de 2011 levou a Ponte Preta de volta a série A do Brasileirão, após 6 anos, em um jogo ganho por 4x1 diante a equipe do ABC de Natal em Campinas, em setembro de 2012 assinou com o Palmeiras para tentar tirar o clube do rebaixamento. (Globoesporte.com)

TROCA DE MÃOS

A meta da Seleção Brasileira desde quando saiu das mãos de Júlio César, até então considerado o melhor goleiro do mundo, ficou sem dono. Muita gente boa passou por lá e, como dizem os analistas, é uma posição de confiança do treinador, quem chegou mais perto de se tornar dono dela foi Jefferson do Botafogo. Goleiro mediano, que a mídia carioca vê como assombro. Imagino que ela tenha acompanhado a vitória do Bayern de Munich sobre o Valencia por 2 a 1. O placar poderia ser maior não fosse a impressionante atuação de Diego Alves, em noite inspiradíssima. Ele fez umas quatro defesas milagrosas, evitando uma goleada alemã.

GANSO LARGA PEIXE

O prazo das inscrições do Campeonato Brasileiro está no fim. No fim, também, a novela Ganso, Santos e São Paulo. O clube do Morumbi enviou ao Peixe uma proposta final pra contratar Paulo Henrique Ganso: dinheiro pra encardir e nem sei se o craque santista, atualmente, vale tanto. São R$ 23,8 milhões à vista, além de uma cláusula de mais-valia, ou seja se jogador for vendido pelo Tricolor nos próximos dois anos por um valor maior do que será pago agora, o Peixe terá direito a 5% do lucro obtido.
Porém, a moita não tá totalmente desocupada. Um problema judicial entre Santos e DIS, grupo de investidores que detém 55% dos direitos econômicos do jogador, pode impedir a transferência. O DIS ganhou na Justiça o direito de penhorar 20% das receitas do Santos, por causa de dívida referente às vendas de Wesley para o Werder Bremen, e André para o Dínamo de Kiev, em 2010. Como os investidores têm total interesse em ver Ganso no São Paulo, a diretoria alvinegra se aproveitou disso e exigiu que as ações fossem retiradas, além do valor da dívida ser renegociado. A empresa recusou. Talvez em razão do prazo das inscrições estar esgotando-se a DIS tope vincular os dois negócios.

MEU BRASIL BRASILEIRO

O amistoso das seleções B de Brasil e Argentina no rotulado Clássico das Américas teve um sabor diferente: a vitória com gol nos acréscimos e de pênalti, que, realmente, existiu, porém foi reclamado até após a partida pelos hermanos. O árbitro paraguaio Amarilla apita com a cara fechada, deixa o jogo correr, marca poucas faltas e não aceita qualquer tipo de reclamação. Jogador chorão nem chega perto dele. Não gosto do estilo dele. Prefiro quem apite bem humorado. Este pênalti gostoso de última hora teria melhor sabor se fosse “roubado”. De qualquer forma adequou o placar, visto que o Brasil não merecia ficar apenas no empate. Não foi lá daquelas partidas inesquecíveis entre Brasil x Argentina. Mas, como todo clássico teve as historinhas de sempre: gol impedido – o primeiro do Brasil, marcado por Paulinho -, gol de raça, o de empate da Argentina, feito por Martinez e gol de pênalti, no terceiro tempo, bem cobrado por Neymar.
Mano Meneses caçou vaia e achou ao trocar Lucas, o melhor em campo, numa noite de Julinho Botelho, por Wellington Nem, canhoto que cisma de jogar só pela direita. Mano teve a chance de reviver o famoso 4-2-4, ou 4-3-3 com dois pontas, Lucas na direita e Nem pela esquerda, mais Neymar como ponta-de-lança, tipo Tostão, voltando e compondo o meio. Na frente, entre os zagueiros, Leandro Damião. Pra isso tem que arruma dois laterais de ofício, nada de alas e dois volantes bons de marcação que saibam sair com a bola. Rever esteve perfeito, o melhor dos zagueiros. Thiago Silva e Rever formariam uma zaga perfeita. 

5 comentários:

  1. O torcedor é "sócio" do clube.

    Ele investe no clube através dos programas de sócio-torcedor ou até mesmo quando vai ao estádio.

    Por isso, ele merece saber qual é a fonte que permite "honrar" os compromissos.

    Esses "dribles" que ocorrem quando este assunto é colocado em pauta já não representam um bom sinal.

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    1. A boa colocação de um clube no brasileirão não pode ser o fim que justifica os meios.

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  2. Tudo o que o Fábio disse após o jogo foi provocado pela imprensa. Eu não vi nenhuma manifestação da torcida contra o Fábio durante o jogo.Nenhuma!


    Mas os jornalistas já chegaram no Fábio perguntando sobre a "terrível falha no gol de empate".


    O Fábio fez certo ao se afastar dessa imprensa.


    A galopress é especialista em fazer tempestade em copo d'água.

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    1. Queriam o Fábio na coletiva para que?


      Queriam sabatiná-lo, desgastar a imagem dele com o torcedor e provocar a saída do jogador?


      Fábio, não entre nesse jogo sujo da galopress.

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    2. Essa mesma imprensa que não relatou a retirada de atleticanos do clássico é que começou a criticar o Fábio pelo gol do Vasco.

      Quanto profissionalismo!

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