quinta-feira, 13 de setembro de 2012

É NO EXCESSO QUE O COPO ENTORNA: CALMA COM BERNARD!


O Atlético conseguiu os três pontos almejados diante do São Paulo, entretanto não fez uma boa partida. Me pareceu pressionado demais por tomar conhecimento, antes da partida, da vitória do  Fluminense; qualquer tropeço seu aumentaria a distância do líder. Aí, meu Bom, a meta adversária diminui de tamanho e altura, o goleiro cresce e a vista dos atacantes escurece.

Franco atirador, que me perdoem o trocadilho, Ney Franco botou o São Paulo atrás prevendo a pressão porque passaria o Galo e que poderia jogar nos contra-ataques, nos erros de ansiedade dos rapazes de Cuca.

Ney deu azar na expulsão de Douglas, equivocada, aos 28m do primeiro tempo. Erro grosseiro de um árbitro notoriamente caseiro e ruim, Sandro Meira Ricci. Isso reduziu a zero o poder de fogo dos paulistas e aumentou o estéril domínio atleticano.

O gol anotado pelo atacante Leonardo teve os méritos do goleador presente na área e do “garçom” – Bernard – que o serviu na conta. Não se deve esquecer, porém, que Cuca teve participação importante ao determinar que Bernard trocasse a esquerda pelo lado direito do São Paulo, às costas de Cortez, que atacava demais e abria espaço no setor.

Não é melhor ter mais calma na ascensão de Benard( foto de Alexandre Guzanshe/ DA Press- EM)

Então pergunto: decisivo foi Leonardo que marcou, ou Bernard que assistiu ou Cuca que determinou?

A fome atual de dar brilho próprio a Bernard é tamanha que pra alguns apenas ele foi decisivo. O que não é bom! Os elogios fáceis, os comentários aumentados, são perigosos pra um menino de 20 anos. Se cai no deslumbramento, lasca-se de vez. Por exemplo: as verdades repetidas em todas as matérias sobre Bernard podem fazer com que se sinta um super-herói.

Como este lead da matéria do Superesportes, texto do jornalista Rodrigo Fonseca: “Aos 20 anos, Bernard vai colecionando conquistas na carreira. É titular absoluto do Atlético e agora vai defender a Seleção Brasileira contra a Argentina, no Superclássico das Américas. Com a camisa alvinegra é um dos responsáveis por manter o Galo na disputa pela taça do Campeonato Brasileiro. Contra o São Paulo foi novamente decisivo. Foi dele o cruzamento que resultou no gol de Leonardo, assegurando mais três pontos”.

Bernard não teve atuação superior às anteriores. Nem Ronaldinho Gaúcho. O garoto, inclusive, penso, correu em demais e fora do tempo. Tanto que se cansou, com cãibras, e pediu pra sair. Ney Franco usou marcação especial sobre RG-49 até a expulsão de Douglas quando teve de abandoná-la pra recompor a defesa. Um jogo de poucas emoções, afora as poucas defesas de Rogério Ceni que evitaram placar maior.

Definição de Cuca:O resultado de 1 a 0 mostrou que a equipe foi madura, equilibrada e não correu risco, como a gente tinha que fazer”. Boa leitura da partida, meu Bom!
 


Ney Franco reclamou da arbitragem, mas achou justa a vitória do Galo. (Foto de João Pires/VIPComm)

Ao decidir vender Paulo Henrique Ganso por R$ 23,800 milhões o presidente do Santos, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, mandava recado nas entrelinhas ao Grêmio de Porto Alegre. Esta fortuna representa os 45% dos direitos econômicos do atleta. São Paulo e a empresa DIS, dona dos outros 55%, foram conversar. Ganso acertou contrato e os investidores toparam vender.

Negócio feito? Que nada. O Peixe recuou, não quer reforçar nenhum rival paulista. Quer conversar com o Grêmio. Jogador e investidor não querem; só aceitam o São Paulo. O meio-campo embolou-se todo e a novela “Um Ganso quase afogado” continuará dando IBOPE.

O meu ex-futuro, fracassado, candidato a vereador, mas, ainda, cheio do espírito de prestação de serviço comunitário, Gegê Angelino, diz que torce pelo Villa Nova em certos momentos. Em outros é americano. Na verdade, além de anjo protetor do Bairro Santo Antônio e adjacências, Gegê é grande pitaqueiro,  por isso não passaria jamais em branco nessa crise do Cruzeiro.

Mandou mensagem avaliando a sugestão que dei numa Trincheira anterior, a propósito da intenção dos atletas promoverem uma reunião do grupo. Sugeri que chamassem também a turma da Comissão Técnica e o presidente Gilvan Tavares. Que na dita reunião, Gilvan desse uns murros na mesa. Então, Gegê contesta na mensagem abaixo:

 “Meu jornalista de grande valia. Presidente do Cruzeiro esmurrar a mesa e por ordem na casa?? Que
 Presidente? Que Cruzeiro, que mesa? Ordem na desordem? E na casa de Mãe Joana? Lá quem manda são os herdeiros do reino da galhofa. A taba celeste tem muito mais ocas de caciques que de índios, de longo tempo para cá. Triste sina do time outrora estrelado, agora time esfacelado”.

Outro cruzeirense indignado é o José Marcelo – BH: “Caro Flávio, muito sábio em escrever antes do jogo. Realmente é difícil entender o que acontece no Cruzeiro. Não vou chover no molhado, mas como já disse antes: "O gato* subiu no telhado! * gato = Celso Roth turrão gaúcho!”

Eu me reservo ao direito de não comentar aquilo que eu vi pela televisão na transmissão de Figueirense 2 x Cruzeiro 0. A única coisa que Roth fez certo foi colocar Leandro Guerreiro de líbero atrás da zaga. Mas inventar Souza de lateral direito; Sandro Silva e Charles como volantes; mais armadores: Everton, lateral esquerdo, Tinga. Jogou Montillo para o lado de Wellington Paulista. Um balaio de gatos!

Ninguém jogou nada, nem Montillo, nem Fábio. E o mais interessante é que o Figueirense fez uma bagunça na defesa azul com o artilheiro Aloísio, mas botou Fábio pra trabalhar pouco. Deu um chute, de falta, que entrou e uma cabeçada de Aloísio, no final da partida, quando o Cruzeiro tinha apenas 10 por causa da expulsão de Léo.

Outra percepção minha: Roth tem que mandar seu time parar de fazer faltas. Time violento.  Faz falta no ataque, no meio-campo e na entrada da área. Aí toma um monte de gols. O Cruzeiro mesmo não faz nenhum gol de falta, ou de lance nascido na cobrança de falta ou escanteio. Ou seja, o time é mal treinado, mal escalado.

O time não mexeu do lugar em que estava na classificação geral. Mas vai mexer na próxima rodada quando enfrenta o Vasco da Gama, agora treinado por Marcelo de Oliveira, no Melão, em Varginha. Estará em casa, com boa torcida a favor, e fora de casa, porque o gramado do Melão não é conhecido seu. Pra time ruim como o atual Cruzeiro essa coisa funciona muito.

Aliás, o boa-praça Messias, funcionário diligente da Drogaria Araújo, responsável pelo estacionamento aqui na Prudente de Morais, como cruzeirense indignado, me pergunta: “Será que Roth não consegue 11 caras naquele elenco pra fazer um time médio?” Tem conseguido não, meu caro Messias e você sofre por causa disso. Talvez outro treinador conseguisse tal feito. Difícil, mas não impossível.

Roth não assume nada.( Foto Denilton Dias/VIPComm)

Na feia derrota, a terceira seguida, Celso Roth escolheu dois culpados, menos ele. O primeiro o árbitro do jogo Marcelo Henrique, que o expulsou. O segundo, o próprio grupo. Foi pego em flagrante delito pelo repórter do Sportv se dirigindo aos seus auxiliares no banco de reservas: “Este time não tem personalidade; nem parece um time grande”. Então a reunião pedida por Tinga tem que ser realizada, urgente!

NOTA DA ASSESSORIA DO TUPI MOSTRA BEM COMO O BOTAFOGO FAZ PRA TULIO MARAVILHA CHEGAR AO MILÉSIMO GOL DE SUA CONTAGEM MISTERIOSA

“O amistoso entre as equipes Sub-23 do Tupi Futebol Clube de Juiz de Fora e do Botafogo (RJ) – planejado para que o jogador Túlio comece sua caminhada rumo ao milésimo gol, pelas estatísticas próprias – não foi cancelado, visto que jamais chegou a ser efetivamente marcado. Os fatos: Quando do acordo verbal para a realização da partida, a diretoria Carijó deixou bastante claro que o clube – em dificuldades financeiras (como a maioria das agremiações esportivas do país) – não teria condições de pagar nenhuma cota. E propôs que a bilheteria do jogo seria do Botafogo, até o valor de R$ 30 mil; Quando da assinatura do acordo, havia no documento a exigência dos R$ 30 mil – valor impossível de ser assumido, nesse momento, pelo Tupi Futebol Clube. No mais, o Tupi Futebol Clube:
Deseja boa sorte ao jogador Túlio, em seu “projeto Gol 1000”; Reafirma seu respeito pelo glorioso Botafogo de Futebol e Regatas; Lamenta e protesta que a direção de Marketing do clube carioca tenha imputado ao clube de Juiz de Fora “não cumprimento de acordo”;

Opinião da Trincheira: vá pra casa descansar, Túlio Maravilha. Aposentadoria faz bem!!!

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