segunda-feira, 3 de setembro de 2012

GALO PERDE APÓS 15 RODADAS, MAS NÃO DEIXA A LIDERANÇA


O presidente Alexandre Kalil e o treinador Cuca se acompanharam os programas esportivos da noite de domingo, sem paixão, viram que Leonardo Silva subiu nas costas de um defensor do Corinthians, cometendo falta. O desacerto entre o juiz e o bandeirinha, que anotou impedimento equivocadamente, não apaga a irregularidade do lance o que é lamentável, claro, pois seria o empate atleticano.

A situação melhoraria bem, visto que o empate teria ocorrido fora de casa e o Galo manteria um ponto à frente do Fluminense. O desabafo inclemente de Cuca contra a arbitragem me pareceu daqueles de transferência de responsabilidade, próprios de quem vê uma situação mudar: o seu time perdeu a invencibilidade de 14 jogos e há três partidas não vence. Bobagem, devia culpar o cansaço, ou coisa parecida.

O próprio Cuca numa coletiva de vestiário, após vitoriosa jornada, afirmou que o campeonato é longo e promove alternativas de humor. Que a torcida e o grupo deveriam preparar-se pra tais mudanças. Aconteceu este momento; não quer dizer que será definitivo. O Atlético não mudou o time, não mudou o grupo e está bem preparado pra continuar a briga pelo título até o fim.

Queimou parte da gordura que tinha e pode perfeitamente recuperá-la a começar da próxima rodada, apesar de ser compromisso difícil, contra o Bahia, em Salvador. Some-se ao fato de enfrentar um time em crescimento, motivado com a vitória sobre o São Paulo (1 a 0) aos desfalques de Ronaldinho Gaúcho, Rever, com terceiro cartão e Junior César, expulso em São Paulo.

Kalil reclama possíveis coincidências em erros de arbitragens contra o Atlético. Realmente existiu no clássico, com aquela falta de Montillo em Guilherme e que originou o gol de empate. Esta do jogo contra o Corinthians é no mínimo discutível pra alguns analistas; inexistente pra outros, o que gera discussão. No meu caso, estou convicto da falta e não me meto no mérito de impedimento ou falta. O árbitro tem poder maior que o assistente e, necessariamente, não precisa acompanhar sua marcação.

No entanto, o twitter kaliniano (arre!) de após jogo leva a dose de picardia própria de seu estilo mordaz:
 “Quando um bandeira erra contra o Corinthians, a comissão de arbitragem cai inteira. Vamos ver o que vai acontecer agora”, escreveu.

 Cuca se mostrou p. da vida com a anulação do gol do Atlético, anotado por Guilherme, e fez, também, uma análise equivocado: não viu a falta de Léo Silva no defensor em Fábio Santos:

Empatamos o jogo no lance que o juiz deu impedimento. Não adianta agora dizer que deu falta, que não deu. Quando é impedimento, você levanta a mão, espalma ela e faz a menção que o bandeira deu impedimento, como ele deu. O juiz ficou com a mão espalmada. Então ele deu impedimento que não houve”. É verdade, impedimento jamais. Falta aconteceu.

LOUVAÇÃO A ELBER – Penso que Celso Roth se mói de arrependimento agora de não ter, muitas vezes, nem levado Elber entre os reservas em jogos importantes apenas por turrice contra a insistência de cronistas descompromissados querendo ver o jovem atleta no time principal. O moço sacudiu a mesmice do Cruzeiro diante do Náutico e botou fogo no clássico.

Tão logo entrou, Elber criou uma jogada pela direita e o cruzamento foi interceptado pela zaga timbu no meio. No segundo lance, sofreu falta e daí surgiu o gol de Borges. Na terceira, fez um golaço, uma bomba no ângulo do goleiro Gideão.

Sua participação no terceiro gol foi tática. Puxou a marcação do lateral esquerdo para dentro e abriu o caminho pra chegada de Tinga pela ponta-direita. O cruzamento perfeito encontrou Wellington Paulista pra marcar seu nono gol.

As três substituições de Roth resultaram em sucesso. Até Sandro Silva entrou bem, mais solto, arriscou chegar na área. WP-9 fez poucas faltas, movimentou-se com acerto lá na frente, ao lado de Borges. A partir da entrada de Elber, a primeira mexida, aos 29m do segundo tempo, o Cruzeiro virou outro, mexeu com a cabeça do turrão Celso Roth.

Quem diria, hein: Jonatas Obina convocado pra defender a seleção da Guiné Equatorial. O jogador do Boa Esporte defenderá a equipe contra o Congo, em partida pelas Eliminatórias para a Copa Africana de Nações, no dia 9. Com dupla cidadania, esta é a primeira vez que o Jonatas é chamado. A seleção africana é dirigida pelo brasileiro Gilson Paulo. Outros três brasileiros também foram convocados: Emmanuel, do América-PE; Eduardo Santos, do Piauí-PI; e Ronan, do Botafogo-DF. Contratado este ano pelo Boa pra  disputa da Série B – o atacante canhoto disputou a segunda divisão do mineiro pelo Ipatinga, Jonatas Obina fez oito jogos.

 Tupi troca de treinador pela terceira vez no campeonato brasileiro da Série C: sai Felipe Surian, que volta à condição de auxiliar técnico, e assume o desconhecido Antônio Carlos Roy. Carioca, de 42 anos, Antonio Carlos tem mais acesso aos times cariocas. Trabalha por lá há dez anos, O Tupi ocupa a última colocação no Grupo B da Série C, com nove pontos, portanto ameaçado de descenso. Os próximos jogos serão em Juiz de Fora: sábado (8/setembro) contra o Macaé-RJ e no dia 15, contra o Madureira-RJ.

13 comentários:

  1. É, Flávio Anselmo, olha só você assumindo e usando a sua cruzeirice nos textos. Percebam os dois pesos e duas medidas: Quando o Palestra empatou com o Galo, ajudado pelo juiz, escreveu: "Como não analisar a atuação de Walter Montillo, a melhor este ano. Fez falta em Guilherme? Fez. Porém em seguida estava em pé pra receber a bola na esquerda e criar o lance pra Mateus empatar. Aonde estavam os zagueiros do Galo?"
    agora, quando o Galo é prejudicado novamente, escreveu: "O presidente Alexandre Kalil e o treinador Cuca se acompanharam os programas esportivos da noite de domingo, sem paixão, viram que Leonardo Silva subiu nas costas de um defensor do Corinthians, cometendo falta. O desacerto entre o juiz e o bandeirinha, que anotou impedimento equivocadamente, não apaga a irregularidade do lance o que é lamentável, claro, pois seria o empate atleticano"
    Ou seja, quando o ajudado é o Palestra, o discurso é um. Quando o ajudado é o Curintia, o discurso é outro.
    Aí fica dificíl, né?

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  2. Concordo com o Flavio. Esse negócio de culpar arbitragem 24 horas por dia é coisa de time pequeno, do Galo nos tempos de segundona. Se o juiz quisesse ajudar o Corinthinas teria marcado o pênalti do Rever. Injusto seria validar um gol com várias irregularidades. E depois vocês reclamam do lance do Montillo no clássico! Um peso e duas medidas!

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    1. E um pênalti justo. Logo, o Atlético é que foi favorecido.

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    2. E quando anularam o gol do Fred ninguém reclamou. Aí fica difícil né?

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    3. O gol do Fred nasceu de uma jogada irregular, portanto, gol irregular.
      Aos justos, o céu.
      Marcelo de Andrade

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    4. Pênalti do Rever. Aos injustos o 6x1!

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    5. Hora alguma eu falei que o pênalti do Rever não foi pênalti. O cara quando viu que falou uma besteira, desvia o foco do assunto. E nem tem coragem de assinar o que diz.
      Marcelo de Andrade

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  3. Tá bom eu desisto. Você tem razão anônimo. O Atlético já foi muito beneficiado também. Eu nunca esqueci os 6x1 e as outras goleadas do Cruzeiro. Vou virar cruzeirense. Cansei de sofrer.

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    1. Mas você é outro Marcelo. Tem muito Marcelo aqui.

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  4. Ai gente futebol não é tudo não. Bjos.

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  5. Nossa tá cheio de xará aqui. Eu já vi uns cinco marcelos.

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  6. Eu acho que vai ser 2 a 1 pro Bahia.

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    1. Cara nem fala isso. Galo vai superar falou?

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