segunda-feira, 24 de setembro de 2012

GALO TIRA GRÊMIO DA CABEÇA E SÓ PENSA NO FLAMENGO


O que passou, passou. Não adianta mais chorar pelo leite derramado visto que os números frios de classificação apontam uma diferença atual entre o líder Fluminense e o vice Atlético de quatro pontos – 56 a 52. Então, o momento é de tirar o Grêmio que virou passado e pensar apenas no Flamengo, jogo adiado pela CBF, marcado pra esta quarta-feira no Engenhão.

De cara, um problema sério: Bernard levou o terceiro cartão amarelo no jogo de domingo; podia ser pior, pois sob intensa pressão psicológica por enfrentar seu ex-clube, Ronaldinho Gaúcho esteve perto de ser expulso. Aos 20m do segundo tempo, acertou o peito de Kleber, ao entrar com o pé alto, maldosamente. O árbitro Eber Roberto Lopes estava perto e ignorou o lance. No mínimo seria amarelo. Aí danava-se tudo do mesmo jeito: RG-49 já tinha amarelo.

Apesar do empate sem gols, das constantes faltas, de ser bem truncado, o jogo foi bom. Teve ótimos momentos no primeiro tempo. Lances como aquele criado por RG-49 aos 11m, ao driblar meio mundo e rolar para Guilherme, livre na direita. O chute final saiu fraco sem problema para o goleiro gremista Marcelo. Outro bom lance aconteceu aos 20m, com o chute de Donizete de longe pra grande defesa de Marcelo. Aos 24m, Carlos César que jogou no lugar de Marcos Rocha e pregou no final, acertou a trave superior dos gaúchos. O Grêmio deu o troco aos 42, com Elano acertando a trave de Victor. No segundo tempo, o jogo caiu bastante porque os dois times ficaram mais preocupados em diminuir o espaço do meio-campo.

Por uma falha individual conjunta de Victor e Richarlyson o Atlético quase perde a partida. O goleiro alvinegro saiu jogando com Richarlyson bem marcado. Este ficou sem saída, perdeu a bola. No término da jogada, Moreno estava livre, na frente da meta vazia, e chutou pra fora.  As defesas se superaram e pouco mais permitiram aos ataques. A entrada de Berola botou o Galo mais arisco; ele sofreu duas faltas iguais, na entrada da área e o árbitro paranaense, ruim como sempre, fingiu que nada aconteceu. Deu cartão amarelo pra Berola e expulsou Cuca que reclamou.

É fundamental a vitória sobre o Flamengo que derrotou o Atlético Goianiense, de virada, por 2 a 1. O personagem do jogo foi Vagner Love: deu duas assistências, perdeu um pênalti e um gol incrível, a dois metros da meta vazia, chutou na trave. Inacreditável, gritou o global Luiz Roberto. Por se tratar de partida adiada, é discutível se o Flamengo poderá usar Cleber Santana que estreou em Goiânia marcando o primeiro gol.

FÁBIO NÃO MERECE TANTO

“Osvaldo marca em falha de Fábio e garante festa tricolor”, eu contesto de início esta manchete do portal Globoesporte.com em que pese reconhecer que o goleiro do Cruzeiro teve certa indecisão entre sair e ficar no gol no lance. A bola veio cruzada pelo lateral Douglas que surgiu na ponta direita  sem acompanhamento. Fábio pensou em ficar e decidiu sair, tocou na bola e tirou-lhe a trajetória. Só que quando os deuses do futebol jogam contra nada dá certo. A bola desviada subiu na medida certa da cabeça do baixinho Osvaldo, livre de Léo, que a mandou para as redes. Fábio, ainda, tentou voltar, mas não houve jeito: suas pernas estão amarradas pelo azar.

Sabem o que significa essa má vontade dos deuses do futebol, do azar que persegue o Cruzeiro e alguns ídolos como Montillo e Fábio? É o baixo astral de grande parte da torcida. Os fluídos negativos dos pessimistas que se vestem de azul apenas pra enganar os demais torcedores; que vão ao aeroporto não pra levar palavras de incentivos, mas pra gritarem palavras ofensivas e agredirem os atletas com atitudes agressivas. Alguns levaram pés de alface e os exibiram na passagem de Fábio. Isso na linguagem do futebol significa fraqueza, miolo mole, ou seja, é um desaforo incomparável.

Não defendo Fábio das falhas que tem cometido a não ser pela obrigação de jogar com uma defesa ruim, mal escalada e mal postada. Nesse jogo do Morumbi, no entanto, há como remediar a sua falha visto que não lhe é dado saber quando voa na bola o que se passará no lance a seguir, ou se o adversário estará nas suas costas. Há, também, como perdoar o Cruzeiro pela derrota perigosa que o fez se aproximar dos times da zona do rebaixamento. É o quinto jogo sem vitória e agora enfrentará, em Varginha, outro adversário forte, o Internacional, que venceu (3 a 1) o Bahia – até então com a melhor campanha do returno – e está na mesma situação dos azuis.
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O Cruzeiro fez bom primeiro tempo. Taticamente com Diego Renan e Marcelo Oliveira conseguiu neutralizar a melhor jogada do São Paulo de Ney Franco: a velocidade de Lucas pela direita e de Osvaldo pela esquerda, este com Léo e Charles. Aí os deuses começaram a conspirar contra: Charles lesionou-se seriamente no joelho e saiu. Entrou o garoto Lucas Silva, expulso no final pelo segundo cartão amarelo. A dupla de ataque, também, se machucou no mesmo instante: Wellington Paulista e Wallyson foram trocados por Borges e Souza. A pretensão de Celso Roth aqui ficou bem clara: não queria ganhar, mas segurar o empate. Quem não pensa em vencer, por si só se derrota.

TUPI QUASE REBAIXADO

O Tupi Futebol Clube perdeu para o Caxias-RS por 1 a 0, neste domingo, na serra gaúcha, e complicou de vez sua situação no Campeonato Brasileiro da Série C. O gol único no Estádio Centenário foi do zagueiro Micael, de cabeça, aos 31 minutos do primeiro tempo. Com o resultado, o Galo continua na lanterna do Grupo B, com 12 pontos, e nem mesmo uma vitória no sábado, contra o Vila Nova-GO, em Juiz de Fora, tira os carijós da Zona de Rebaixamento.

OLHO NO COELHÃO

Em oitava lugar, com 40 pontos, nove atrás do São Caetano, o último do G-4, o América precisa como nunca vencer o Grêmio Barueri nesta terça-feira, no Independência, se quiser continuar na luta por sua volta à Divisão Principal do futebol brasileiro. Na última partida, na casa do adversário, o América foi derrotado pelo Bragantino por 2 a 0. Entre os torcedores o clima é de pessimismo por causa da diferença colocada entre a turma do G-4 e o Coelho. Mas como se trata da 27ª rodada, ou seja, faltam 36 pontos em disputa, jogar a toalha agora me parece cedo demais. 

3 comentários:

  1. Eu acho essa argumentação da galopress muito falha.


    Nenhum time troca de técnico quando está bom.A mudança de técnico ocorre é na má fase.


    Deram muitos votos de confiança ao Mancini e deu no que deu.


    Se um técnico não consegue dar cara ao time, não consegue colocar em prática um esquema tático, então ele não é técnico.


    Já passou da hora do Cruzeiro contratar outro técnico.

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  2. Flávio, faça um favor pra mim. Avise para o Orlando que pega mal dizer que é Cruzeirense enquanto as atitudes demonstram o contrário, a paixão pelo galo.


    Se ele fosse cruzeirense não teria essa mania de interromper o Flávio Carvalho comentando os lances de arbitragem que beneficiaram o Atlético.

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  3. Atlético MG já ñ tem mais elenco completo, falta um reserva pro Jô. Isso pode custar caro.
    Cruzeiro já passou da hora de demitir o Roth, parece q vai esperar o desespero do Z4 pra mudar.
    América pode desistir, time é horroroso.
    Tupi? Quem é Tupi?

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