quinta-feira, 13 de setembro de 2012

ROTH DEFENDE EMPREGO COM A EXPERIÊNCIA DO CRUZEIRO ANO PASSADO


Estou com a cópia de uma matéria que surrupiei no Superesportes – sempre nele, né isso meu Bom? Por ser o melhor site esportivo das Geraes. Nela, o texto do repórter Gustavo Andrade apresenta a defesa de Celso Roth pela sua permanência no cargo de treinador, usando por base a experiência vivida pelo Cruzeiro ano passado. Trocou quatro vezes de técnico e não resolveu nada. Safou-se da Segunda com aquela goleada (6 a1) no Galo, na última rodada do Brasileiro.

Minha instabilidade opinativa sobre o assunto nasce, exatamente, desse fato. Trocar de treinador, a essa altura do Campeonato, resolveria? Quem chegasse teria de começar tudo. Como dizem os analistas: “trocar os pneus do avião em pleno ar”. Porém- e há sempre um – não vejo mais nenhuma qualidade em Celso Roth pra superar a atual crise técnica e interna no futebol do clube. Ele gastou de imediato toda a sua parca sabedoria e nem conseguiu fazer um time nos seus seis meses habituais.

Leiam a matéria e a pesquisa do repórter Gustavo Andrade. Muito completa por sinal.

“Ao defender sua permanência à frente do Cruzeiro depois de três derrotas consecutivas, completadas com revés para o Figueirense nessa quarta-feira, Celso Roth alegou que o clube “cometeu o erro” de trocar de treinadores em 2011. De fato, as mudanças de comando durante a última edição do Campeonato Brasileiro geraram poucos resultados positivos.

A única das três trocas que demonstrou efetivamente ser bem-sucedida foi a primeira delas. Cuca deixou o Cruzeiro depois de não vencer nas cinco rodadas iniciais do Brasileirão. Quando ele saiu, o time celeste ocupava a 18ª colocação, com três pontos.

No mesmo dia em que Cuca pediu demissão, o Cruzeiro anunciou Joel Santana como novo treinador. Com três vitórias nos primeiros três jogos à frente da equipe, o comandante carioca ganhou posições na tabela. Porém, a instabilidade foi o motivo utilizado pela diretoria para demiti-lo depois de 15 rodadas.

No período em que Joel
comandou o Cruzeiro, o clube negociou jogadores importantes, como Thiago Ribeiro, Dudu, Gil e Henrique. Diante das dificuldades para a reposição, o treinador venceu oito partidas e foi derrotado em outras sete. Ao deixar a Toca da Raposa na 20ª rodada, o time ocupava a 11ª colocação.

Sucessor de Joel Santana
, Emerson Ávila foi a alternativa “caseira” encontrada pela diretoria, que preferiu não recorrer a treinadores mais experientes. A principal alternativa naquele momento era Renato Gaúcho, que acabara de deixar o Atlético-PR.

Ávila esteve à frente do Cruzeiro em seis rodadas e não conseguiu vencer. Foram quatro derrotas e dois empates. O aproveitamento de 11,11% resultou na queda na tabela. Quando a diretoria decidiu pela terceira mudança de treinador, o time estava em 16º.

Sem os técnicos renomados
, o clube recorreu a Vágner Mancini.Contratado para evitar o rebaixamento inédito para a Série B, Mancini comandou o Cruzeiro nas últimas 12 rodadas. O treinador conseguiu 38,8% dos pontos, com quatro derrotas, cinco empates e três vitórias.

A permanência na elite nacional aconteceu apenas na rodada de encerramento, com goleada sobre o Atlético por 6 a 1. O time celeste concluiu sua participação no Campeonato Brasileiro na 16ª colocação.

Se em 2011, as trocas de treinadores não resultaram em ascensão na tabela, a mudança de comando no ano anterior trouxe frutos positivos ao time celeste. Técnico nas seis rodadas iniciais, Adílson Batista deixou a equipe na sexta colocação, a sete pontos do então líder Corinthians.

Substituto de Adílson, Cuca foi beneficiado pela permanência da base de seu antecessor. À frente da equipe em 31 rodadas, ele levou o time à briga pelo título. O Cruzeiro encerrou o Brasileirão como vice-campeão, a dois pontos do vencedor Fluminense.

Agora a luta de Celso Roth é para manter o Cruzeiro vivo na briga por uma vaga na Copa Libertadores do próximo ano. Com 10 vitórias, quatro empates e 10 derrotas, o time celeste soma 34 pontos e está estacionado na oitava colocação.

Após a derrota para
o Figueirense, nessa quarta-feira, Roth se apoiou nos maus resultados do Cruzeiro em 2011. “O torcedor é passional e a gente sabe disso. O Cruzeiro cometeu esse erro ano passado de trocar de treinador. Temos de ter a sequência de trabalho, saber que erramos e continuar o trabalho, para termos número de pontos suficientes da grandeza do Cruzeiro”, disse.

As mudanças de técnico em 2011:
- Cuca deixou o Cruzeiro após as cinco rodadas iniciais, na 18ª colocação
- Joel Santana comandou o time em 15 rodadas e saiu com o Cruzeiro em 11º
- Emerson Ávila foi o treinador em seis jogos e, sem vencer, o time caiu para 16º
- Vágner Mancini esteve à frente do time nas últimas 12 rodadas. Cruzeiro terminou em 16º

                                         Departamento de arte do Superesportes


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