quinta-feira, 6 de setembro de 2012

STJD EXAGERA NA PUNIÇÃO AO CRUZEIRO: SEIS JOGOS LONGE DE BH


O departamento jurídico do Cruzeiro anuncia que entrará com recurso contra a decisão da Terceira Comissão Disciplinar  responsável pela punição e que, talvez, consiga diminuir no julgamento do Tribunal Pleno esta pena exagerada de perda de seis mandos de campo. Não creio. Os que julgam lá preenchem metade dos que julgarão cá. Talvez um pedido de efeito suspensivo consiga levantar a punição por algum tempo. Possibilidade real. De repente, numa análise fria da situação talvez seja melhor este time feio do Cruzeiro jogar longe da torcida. Ela está revoltada com as atuações da equipe. Longe, talvez, se evite novas ondas de vandalismo como as ocorridas no clássico.

O time perdeu mando de campo em seis jogos e levou multa de R$ 64 mil. A punição por seis jogos obrigará o Cruzeiro pelo menos 100km da capital contra o Vasco (16/09), Internacional (30/09), Portuguesa (14/10), Corinthians (21/10), Santos (04/11) e Bahia (11/11). Seu retorno ao Independência aconteceria dia 25 de novembro, contra o Coritiba, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A cartolagem pegou suspensão, também: o diretor de futebol Alexandre Mattos, o gerente de futebol Valdir Barbosa e o diretor de comunicação foram suspensos por 30 dias. Leandro Guerreiro, expulso, tomou duas partidas e, assim, não enfrenta o Sport, neste domingo. Denunciado pela falta em Guilherme, no lance do segundo gol azul, Montillo foi absolvido por unanimidade, como era esperado, apesar das bocas azedas falarem em seis jogos de suspensão.

Não fosse a arte que o veteraníssimo craque holandês Seedorf desfilou com elegância no castigado gramado do Independência eu diria que o Cruzeiro pagou outro vexame ao levar 3 a 1, de virada, do misto do Botafogo. Arte no esporte é assim, não tem idade, quando vive no coração, no espírito e na cabeça de uma pessoa séria, que respeita seu corpo e sua profissão. Tamanha foi explosão de competência de Seedorf, após ver seu time levar gol de Tinga – primeiro dele no Cruzeiro – que o também veterano Leandro Guerreiro, responsável por marcá-lo, confessou que não conseguiu fazê-lo por causa da alta qualidade do holandês. Tudo isso está certo, meu Bom!

Todavia, como engolir esse outro vexame cruzeirense, em casa? O time conseguiu dois bons resultados sobre Atlético Goianiense e Náutico; passava a impressão de que bem ou mal, com as besteiras e rancores de Celso Roth, iria engrenar-se. Aí vem o Botafogo e desmanchou tudo. Foi um tombo e tanto: além de perder três pontos, o Cruzeiro despencou duas posições. Foi ultrapassado pelo Internacional e pelo próprio Botafogo. Está a cinco pontos do Vasco, o quarto colocado no G-4. E pra piorar sua situação enfrenta na próxima rodada o Sport, no Recife.

Celso Roth enganou a imprensa e, via de consequência, a torcida porque anunciou a titularidade de Lucas Silva no lugar de Charles suspenso. Ao responder uma pergunta do repórter Paulo Azeredo, do Jogada de Classe, da TV Horizonte, afirmou que trabalha assim: sem Guerreiro entra Sandro Silva; sem Charles, entra Lucas Silva. No entanto, colocou o grosso Sandro Silva de cara e o sacou no intervalo pra entrar com Elber. Daí pra frente cometeu as besteiras de sempre: Wellington Paulista entrou também no intervalo, no lugar de Wallyson.

Resultado de tudo isso: Seedorf já comandava o jogo, pois fizera a virada ainda no primeiro tempo marcando dois gols. Livre de outro brucutu marcador e com o Cruzeiro desesperado com três atacantes, passeou mais à vontade. Criou a jogada do terceiro gol, feito por Jadson.  Então, Roth ameaçado de levar um placar maior, e tornar o saldo de gols novamente negativo, colocou William Magrão no lugar de Souza. Grande solução! O alvinegro carioca venceu de sobra e com méritos o arremedo de time comandado por Celso Roth.

O bicho baiano não foi tão feio quanto o esperado. Apesar de todos os desfalques o Galo jogou o suficiente contra o Bahia, no Estádio Pituaçu em Salvador pra garantir a líder isolada, com 45 pontos, pelo menos até saber do resultado do jogo Fluminense x Santos, marcado para o dia seguinte.
Como escrevo antes deste jogo do Tricolor em razão do feriado esticado, pode ser que Cuca não esteja mais tão desesperado e triste lá na ponta da tabela. Existe uma pitada de razão na tristeza de Cuca: o time desfalcado empatou sem gols porque voltou a finalizar mal. Teve algumas boas oportunidades pra concluir em gol e desperdiçou. Porém, apenas no segundo tempo. O primeiro foi de uma pobreza geral: ninguém jogou bola nos dois times. Houve excesso de preocupação apenas na marcação, o que era esperado no Galo, desfalcado de cinco titulares.

Também não vou ao exagero de achar, feito o Cuca, que o time criou “no mínimo meia dúzia de chances e não concretizamos em gol”. Teve isso tudo não; na metade fica bem. Desafio mais complicado, ainda que o jogo seja em casa, o Atlético terá domingo contra o Palmeiras. Melhora bem em saber que Ronaldinho Gaúcho e Junior César estarão de volta, mas Bernard, suspenso, e Réver, na Seleção, não jogarão. Danilinho e Jô no departamento médico são desfalques, também, significativos, pois quebram a estrutura coletiva da equipe. Pierre também volta, pois levou apenas um jogo no STJD considerado cumprido.

Permita-me voltar ao assunto, mas quero pitacar sobre a escolha do Cruzeiro. Onde jogar durante a suspensão de seis jogos? Obrigado a jogar 100 km da Capital as opções cruzeirenses são: Ipatingão, no Vale do Aço, onde sua torcida é enorme; Melão, em Varginha, onde tem também grande número de torcedores; Parque do Sabiá, em Uberlândia, onde a preferência pelo futebol paulista é visível; e o estádio Mário Heleno, em Juiz de Fora, região de maior influência do futebol carioca.


Afora a tal distancia de 100 km de Belo Horizonte, o Cruzeiro terá de mandar seus jogos em estádios com capacidade superior a 15 mil lugares. A Arena do Jacaré não vale porque Sete Lagoas está a apenas 72km de Beagá. Outro estádio que o time usou no Mineiro é a Arena do Calçado que tem capacidade pra apenas 10 mil pessoas. Em vista disso, dependendo do estado dos gramados, o Cruzeiro deveria escolher o Ipatingão ou o Melão.

O Ipatingão tem capacidade para 16 mil pessoas e fica a 223 km; o Melão, tem 15.471 lugares e localiza-se a 306km. Que me perdoem Uberlândia e Juiz de Fora, cujos estádios são até maiores, mas a situação não permite ao Cruzeiro jogar com torcida contra. Além, claro, de não ter futebol de qualidade pra oferecer aos interessados locais, que não torcem pra ninguém.


5 comentários:

  1. O Cruzeiro experimentou resultados péssimos no Independência. Por isso, a punição de 6 jogos fora talvez não seja tão ruim assim.

    Pior seria continuar perdendo em plena casa.

    E tem outra coisa. Dificilmente alguma armação rosa para jogar copinhos será feita em Uberlândia.

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  2. Perguntas interessantes:

    Por que a imprensa mineira não correu atrás dessa notícia, desse fato real?
    Por que a PM não se pronunciou sobre este caso?
    Por que a PM não relatou a retirada de pessoas que comemoraram os gols do atlético?
    Por que a PM não investiga se os que foram retirados tem ligação com torcidas do atlético?

    Alguns vão dizer que cruzeirenses podem ter lançado objetos. Sim, mas a punição é baseada na suposta torcida única. Existiam atleticanos na arquibancada e, por isso, punir somente a torcida cruzeirense não faz sentido. A torcida atleticana também deveria ser punida.

    Atleticanos podem ter sido o estopim da confusão. Dizem que isso foi uma ação premeditada, planejada por pessoas do rosa.

    Tudo leva a crer...

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  3. Eu acho que boa parte da imprensa está a serviço do marketing do Atlético.

    É ingenuidade achar que a imprensa tem isenção total.

    Imagine um jornalista que é garoto propaganda da Loja do Galo, por exemplo. Ele terá alguma isenção para analisar o galo ou o rival?

    Pensem nisso.

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  4. O Celso Roth já engana faz muito tempo.Tomou um vareio de um time limitado como o do Botafogo, recheado de garotos , desfalcado e q tem em Fabio Ferreira um verdadeiro atacante do adversario.Bastou Seedorf, q não vinha jogando bem, aparecer para o Cruzeiro ser batido com extrema facilidade.é bom lembrar q o jogo era equilibrado antes do gol mineiro e q o Cruzeiro teve chances para aumentar a vantagem, devido ao descontrole momentaneo do Bota.No mais, Roth mete os pés pelas mãos, escala mal, mexe pior e acaba se enrolando.E o Flavio carvalho avisou, no programa de ontem, q ele iria de Sandro Silva no lugar do Lucas.Outra faceta do desse arremedo de treiandor, além de ruim de serviço é mentiroso...Deu no deu.Como botafoguense, agradeço...

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  5. Em relação ao jogo Cruzeiro e Botafogo, o Placar foi justo. O técnico do Cruzeiro é sofrível. Porém, houve falta que precedeu ao primeiro gol do Bota. Além disso, o lateral do Bota deveria ter sido expulso, pois além de dar um chute na cara do Souza tomou outro cartão amarelo. Isso comprometeria o time. De resto é incompetência do Cruzeiro e má escalação do técnico turrão. Sou fã de todos vocês!

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