domingo, 9 de setembro de 2012

VALEU GALO BRIGAR POR BERNARD NO TRIBUNAL


A diretoria do Atlético ganhou mais pontos com a Massa que o próprio time em campo no jogo contra o Palmeiras. Afinal, agiu rápido por meio de seu departamento jurídico e colocou o menino Bernard – suspenso da partida - em condições legais. A retribuição da revelação atleticana foi sensacional: marcou dois gols e desmantelou o esquema defensivo de Felipão no segundo tempo.

O confronto esteve difícil até o gol de Léo Silva; depois Bernard fez 2 a 0 e reservou para o finalzinho da partida, junto com Victor, o lance mais interessante que fechou o placar por 3 a 0 em alto estilo.

É uma das boas qualidades do goleiro Victor comandar a saída da bola cá da defesa. Normalmente o faz com as mãos e num passe perfeito até sua intermediária. Desta vez, saiu com ligação direta, já no finalzinho da partida, e de pé esquerdo procurou Bernard. A zaga palmeiras se atrapalhou e o Bernard entrou por trás dela pra fazer o gol.

Além desse passe, Victor esteve perfeito na defesa de sua meta, principalmente no primeiro tempo, quando as coisas estavam iguais. Destaco, também, a jogada bem ensaiada no primeiro gol. A cobrança de escanteio de Ronaldinho Gaúcho, na marca do pênalti pra onde olhou antes de bater na bola, dava-lhe a certeza de que Leonardo Silva estaria naquele local.

Léo subiu e bateu meio de lado na bola e só ao levantar, aos gritos da torcida, olhou para o goleiro adversário Bruno, desiludido e as redes balançando. Lance bonito.

Após quatro resultados sem vencer, o Galo reencontrou o caminho da vitória – a nona diante da sua torcida – e no melhor momento pois o Fluminense venceu o Internacional em Porto Alegre e chegou aos 50 pontos. Se não vence o Palmeiras, o Atlético se distanciaria cinco pontos dos tricolores.

O resultado do Independência diminuiu a diferença pra dois pontos. O Galo foi, ainda, beneficiado pela derrota do Grêmio (3 a 1) diante do Corinthians, resultado que parou a boa sequência do time de Vanderlei Luxemburgo e o segurou em 44 pontos.

A goleada do Bahia em cima do Vasco da Gama, em pleno São Januário, por 4 a 0 em nada ajudou ao Atlético. Os cariocas têm 39 pontos e estão nove pontos atrás dos alvinegros, vice líderes.

Teoricamente, este resultado ajudaria mais o Cruzeiro que, no entanto, voltou a perder outra vez de virada, no Recife. Na prática, a goleada baiana ajudou mesmo ao Botafogo, quinto colocado com 37 pontos, depois de derrotar o Náutico (3 a 1) no Engenhão.

Felipão, na coletiva do vestiário, ao ser perguntado por um desses repórteres que antes da resposta do entrevistado babam-lhe os ovos, afirmou que o Palmeiras só conseguirá sair da triste situação em que se encontra se todos trabalharem bem. Então se explicou melhor: todos no clube e lembrou o caso de Bernard que estava suspenso, mas a diretoria trabalhou pra colocá-lo em condições e ele marcou dois gols.

Isso demonstra, claramente, que não existe nenhuma relação aceitável entre Luiz Scolari e os cartolas palmeirenses. Então, como ele continua treinador? Com certeza por causa de multa contratual estratosférica.

Teófilo Otoni está em festa: seu famoso filho Fred voltou em grande estilo ao time do Fluminense, afastado por contusão, marcando o gol da vitória (1 a 0) sobre o Internacional, no Beira Rio. Este gol o colocou como artilheiro isolado do Brasileirão com 11 gols e o Fluminense isolado na liderança com 50 pontos. E os narradores da televisão carioca (globais) até sem voz de tanto saudarem a vitória tricolor. Contavam, também, com um tropeço do Galo...

Estou com Tinga. Tomara que ele seja um líder como foi Léo, do Santos, no desabafo depois do jogo contra o São Paulo, quando botou os cartolas na roda exigindo uma solução exata pra situação de Ganso. Tinga afirmou que chegou a hora de chamar a turma para uma reunião e de botar a casa em ordem por causa dos erros infantis nas últimas partidas. Com certeza já passou da hora e nessa reunião, no meio da roda, tem de estar o treinador Celso Roth o maior culpado.

Falar do quê sobre a nova derrota cruzeirense? O time foi aquele de sempre: cheio de zagueiros e de volantes de marcação. Com Walyson omisso pela direita e Wellington Paulista correndo feito louco atrás da bola, sem chegar na área adversária como é sua obrigação de artilheiro.

A formação de três zagueiros só não funciona por causa da ruindade de Donato e de Mateus. São pesados. Os dois me decepcionaram quando escalados. Mateus é uma avenida pelo lado esquerdo e Donato pelo meio.

O Cruzeiro fez l a 0 no Sport sem merecimento. Foi um erro na saída de bola do zagueirão deles, igual ao Donato ( parrudo e ruim de bola) que Wellington Paulista aproveitou e entregou a Walisson marcar. E chutou mal, em cima do goleiro que ao cair abriu as pernas e a bola passou por entre elas. Walisson demonstrou sua incompetência ao ter a segunda chance talvez até pra liquidar a partida, ainda no primeiro tempo, e voltou a chutar mal. No corpo do goleiro Saulo.

O meio campo está terrível. Marca mal, apesar dos três volantes e não acerta um passe, apesar de Montillo. Entrar pelo meio da defesa é mamão com açúcar, conforme o Sport demonstrou no segundo gol. Uma tabela pelo meio e Richelli tocou de letra pra Gilberto fazer 2 a l. Os becões e os volantes brucutus ficaram todos olhando. Corrijo. Lucas Silva já estava em campo, no lugar de Tinga. Ele não é brucutu.

Se o Jurídico do Atlético trabalhou bem pra conseguir efeito suspenso no caso de Bernard, o do Cruzeiro não trabalhou. O STJD negou efeito suspensivo na punição da perda de campo de seis partidas e os azuis terão de jogar fora de casa.

A diretoria escolheu o Melão, em Varginha, pra sediar as seis partidas. A primeira será no próximo domingo contra o Vasco, às seis da noite.  Nesta quarta-feira, o Cruzeiro de Roth corre outro perigo sério ao enfrentar o Figueirense, em fase de crescimento, lá em Floripa.

A 24ª rodada será nesta terça-feira à noite, em horários variados. Ou seja, o América recebe o São Caetano às sete e meia e no mesmo horário o Boa Esporte estará em Salvador pra enfrentar o Vitória, o melhor time da Segundona, líder com 50 pontos, enquanto o Ipatinga viajará a Floripa pra enfrentar o Avaí.

Santo Deus, nenhum jogo fácil pra nós mineiros nesta terça-feira. A instabilidade é o maior perigo que o Coelho enfrenta depois de surpreender o vice líder Criciúma, lá no campo deles, com a goleada por 4 a 0. Como se portará em casa, onde tem jogado mal?

7 comentários:

  1. enquanto o roth existir com esses volantes, q nao sabem sair jogando, nao da. o melhorzinho e lukas q nao tem apoio do trenador e ja comecou a entrar desanimado. a zaga nao da para comentar, pois nao vejo nenhum zagueiro p substituir os q tem, a nao ser se tiver no time de junior, mas o tecnico nao olha p base a n ser o pessimo elber e muito de vez enguanto.

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  2. Detesto ficar pegando no pé, mas fica muito veio falar de uma partida do Galo com o Palmeiras e colocar uma foto do jogo contra o Botafogo. E pior, sem dar os créditos ao autor da foto, ou seria sua?

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  3. O Atlético conseguiu efeito suspensivo porque tem força nos bastidores.

    Nada a ver com jurídico.

    E não sei se foi tão bom assim. O Palmeiras só não está na lanterna porque não quer.

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  4. E o Bernard jogou a partida contra o Palmeiras só para justificar a convocação para a seleção.

    Porque se ele dependesse da atuação nos jogos anteriores ficaria muito evidente o lobby atleticano.

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    1. Bernard é bom jogador mas esse efeito suspensivo contra um time fraco como o Palmeiras foi muito suspeito mesmo.

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  5. Flavio Anselmo,

    desculpe, mas cair nessa de que o Atlético conseguiu efeito suspensivo por competência do jurídico do clube é uma tremenda falácia.

    Você já viu alguma vez em toda a sua carreira jornalística o STJD se reunir aos sábados, logo após um feriado?

    Sem falar que ha uma nitida interferencia do Roberto Vasconcelos, que faz parte do tribunal, em favorecer o time de lourdes e prejudicar o Cruzeiro. Esse sujeito foi vice-presidente do time de lourdes na adm. de Ziza Valadares. Foi vergonhosa a atuação dessa pessoa contra o Cruzeiro e contra o futebol de MG.

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    1. Precisavam esconder o lobby para a convocação do jogador.

      Num jogo contra um time ruim ele poderia aparecer, como apareceu de fato.

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