quinta-feira, 25 de outubro de 2012

KALIL ESPERNEOU CONTRA AUDITOR RUBRO-NEGRO E AGORA O GALO PAGA ALTO PREÇO NO STJD.

 

Quando o presidente Alexandre Kalil fez aquela zoeira contra o auditor do STJD, de cujo nome não me recordo mais e nem penso que valha a pena pesquisar, pois apenas o fato me interessa, eu o alertei. O Urso Bravo saiu da Toca, da hibernação e soltou a ira contra o moço que posou nas redes sociais com a camisa do Flamengo, botou texto execrando Ronaldinho Gaúcho, pra, posteriormente, julgar o atleta e o seu novo clube. Se Kalil marcasse sua estranheza com dura manifestação oficial escrita, sem se extravasar na imprensa, talvez fosse o melhor caminho.

Kalil preferiu o caminho que conhece tão bem e que várias vezes já o indispôs com a CBF e com o STJD. Aí comprou uma briga que não o atinge pessoalmente, pois os auditores sabem que suspendê-lo de novo não é uma punição dolorida. Mas punir o Atlético é sim. A torcida – mesmo embasada no seu direito constitucional de manifestar-se livremente – seguiu os passos do seu líder presidente no jogo contra o Fluminense.

Interessante é que não jogou pedra na arbitragem, não cuspiu no pessoal da CBF. Apenas fez manifestação pacífica, como aquelas feitas contra os membros do Governo Federal, do Congresso Nacional e qualquer autoridade que mereça respeito – se é que existem mais de 10 autoridades deste padrão no País – e o Galo/time deve pagar outro preço indigesto na reta final do Campeonato.

Não duvidem que isso aconteça! Examinada a questão no STJD, será nessa instituição que o Atlético terá de se manobrar, com bom jogo de cintura, pra evitar perdas de mando de campo agora.E o Urso Bravo que abriu briga contra o STJD falando até em afastar o tal auditor, como ficaria?

O procurador-geral do STJD Paulo Schmitt formalizou denúncia contra o Atlético por causa das manifestações da torcida alvinegra no jogo contra o Fluminense, após receber vídeos, recortes e fotos da CBF. Sintomática tão posição da entidade, que, também, se sentiu atingida pela pacífica manifestação dos atleticanos. Segundo ele, "A gente vem denunciando sempre que provocados. Recebemos da própria CBF um conjunto de fotos sobre o evento. Foi oferecida a denúncia, assim como nos outros casos por infração ao artigo 191 do código. Ainda não há previsão de julgamento".
Confesso meu total desconhecimento sobre punição em casos semelhantes esse ano. Fui informado que se punido no máximo o Atlético sofrerá multa variável de R$ 100 a R$ 100 mil. A preocupação, então, é encher os cofres da entidade e não ajudar ao Fluminense (sic), afirmam os defensores da punição. Toda essa conversa fiada porque os torcedores alvinegros formaram mosaico com as letras CBF e as cores do clube carioca. Os atleticanos também levaram cartazes com montagem dos escudos da entidade e do Tricolor. Muitos usaram nariz de palhaço.
Melhor seria que Kalil, calmamente, viesse a público pedir aos torcedores que cessem as provocações. Prometem mais: a denúncia do procurador geral gerou outro tipo de manifestação no jogo contra o Flamengo, semana que vem, no Independência. Os torcedores prometem lotar a capacidade de 20 mil pessoas do estádio, formar um mosaico simbólico de R$ 100 mil e mostrar notas de R$ 5,00 à CBF via TV Globo.

CARATINGUENSE NÃO AFINA E NÃO TEM MEDO DE SOLA DE CHUTEIRA.

 

Pena que o lendário goleiro do São Paulo, Rogério Ceni, não saiba disso. Pena, também, que o crítico da TV Globo, ex-jogador, bom moço, Caio Ribeiro, preferiu mergulhar no corporativismo e criticar Ney Franco por não acatar sugestões do capitão do São Paulo.

Sabem o que aconteceu?

Corria o jogo entre São Paulo e LDU de Loja, do Equador, no Morumbi, na última quarta-feira, quando Rogério Ceni mandou um recado para o meu amigo e conterrâneo Ney Franco, através de um companheiro.

-Fala com o Ney pra botar o Cícero.

Quem decide não é Rogério Ceni, capitão e futuro cartola do São Paulo. Ney Franco não tomou nem conhecimento da sugestão em ritmo de ordem e gritou para o banco:

-Aquece aí o William José. E o mandou para o jogo.

Rogério Ceni não gostou de ser desobedecido, coisa pouco comum no Morumbi. Fez cara feia, gritou em direção do banco de reservas e foi repreendido, ainda no gramado, por Ney Franco, que como qualquer caratinguense que se preze não tem medo de careta.


Terminado o jogo, nas entrevistas coletivas, Ceni afirmou: "Para mim, não aconteceu absolutamente nada, foi coisa do jogo. No futebol, é normal gritar, tudo é longe. Não tem polêmica. Se tivesse qualquer problema, falaria aqui para vocês. Não tenho nada contra o Ney, é uma pessoa nota dez. Ele é o treinador e escolhe quem entra e quem sai. Eu apenas achei que o Cícero seria uma boa alternativa pela força que tem no jogo aéreo".

"Eu falava não com o Ney, mas com o auxiliar Éder (Bombinha). Minha relação com Ney Franco é ótima; ele é um cara do bem, coerente, de fácil convívio e super calmo. Mesmo que quisesse reclamar algo dele, não teria o que falar. Jogo de futebol não é novela, não somos atores, não tem ensaio. Quando se entra em campo, é para resolver, mas o que acontece no jogo fica no jogo".

Em princípio, houve um desmentido de Rogério de que se reunira após a partida com o diretor de futebol e o técnico Ney Franco pra botar os pingos nos "is". Só que essa informação chegou à Imprensa via o vice-presidente de futebol, João Paulo Jesus Lopes. Com este nome sobrenome, este moço não mentiria jamais. Então Rogério confirmou a reunião:

"Falamos sobre o incidente, que eu nem considero incidente, e sobre o jogo contra o Sport. Está tudo certo, existe uma hierarquia e tenho de respeitar. Dentro de campo, quem manda é o técnico. Fora dele, é o presidente e o diretor".

Ney Franco, como qualquer bom mineiro, no seu canto, fez um cigarrinho de palha, olhou em volta, chamou seu valete de fé Éder Bombinha e foi pra casa, conferir na sua internet a Trincheira especial deste filho do Sodico. Eta nós, né seu Franco?

 

CONGRESSO NACIONAL X TV GLOBO

 

Os deputados federais estão de olho nos holofotes que virão por aí nos próximos meses e anos, com a Copa da Confederação, Olimpíadas e o Mundial/14. Pipocam no Congresso Nacional um monte de projetos de leis vinculados ao esporte. Alguns deles atingem diretamente aos interesses das Organizações Globo, de seus parceiros e dos clubes de futebol. O deputado Jefferson Campos (PSD) não gosta dos horários das transmissões impostos pela Rede Globo e propõe que os jogos tenham início ás 19 horas, no horário de Brasília. Chii, nos horários das novelas!

Já o deputado José Mentor (PT/SP) propõe o fim das artes marciais mistas (MMA), que tem dado ótimos índices de audiência à Poderosa por meio do UFC. Quer que tal "esporte" seja banido das telas das televisões por causa da violência sanguinária. Quando muito aceitaria que fosse asilado nas tevês por assinatura, no terrível "pagar-pra-ver", e, ainda assim, depois da meia-noite. 

Pago pra ver estas leis aprovadas no Congresso Nacional tão submisso. Como, também, aposto que, mais dia, ou menos dia, os referidos parlamentares não estarão enfeitando a telinha global, protagonizado escândalos horrorosos que até agora estiveram por baixo do tapete. Se não existem, passarão a existir. Sabem aquele ditado que uso muito: "amigo não tem defeito; inimigo, a gente põe".

 

VERGONHA AZUL: CRUZEIRO APANHA DE NOVO DA PONTE PRETA

 

Depois de chegar à sua décima - quarta derrota no Brasileiro em Campinas, contra a Ponte Preta ( l a 0) – que o venceu, também, no turno em BH – O Cruzeiro, graças ao jogo dos números, não perdeu a nona posição na tabela de classificação. O Coritiba, no Rio de Janeiro, não conseguiu parar a máquina tricolor, que venceu com dificuldade por 2 a 1. Mas venceu! Gols de Thiago Neves e Nem. Santos e Náutico, na Vila Belmiro, deram de presente ao Cruzeiro o empate de 0 a 0 e não passaram o time azul.

Não espere que eu escreva alguma sobre a pelada vexatória de Campinas. Outra vergonha pra China Azul. O time, desmotivado, entregou o primeiro tempo pra Ponte. Melhorou qualquer coisa no segundo tempo. Os morcegos que voavam no Moisés Lucarelli, após a partida, voltaram a zumbir que Celso Roth não passará ileso até o final do ano. Difícil de acreditar com esta diretoria sem ousadia. 



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