domingo, 21 de outubro de 2012

QUE JOGO! GALO MOSTROU QUE NO SEU TERREIRO LIDER NÃO MANDA

QUE JOGO!

GALO MOSTROU QUE NO SEU TERREIRO LÍDER NÃO MANDA

 

Flávio Anselmo – 21/10/12

 

 

Brasília - Já no primeiro tempo, o líder Fluminense tinha caixa pra levar muitos gols. Estou aqui na análise daquele gol de Ronaldinho Gaúcho, de falta, anulado pelo bom árbitro baiano Jaílson Macedo Freitas equivocado ao ver o empurra-empurra de Léo Silva no zagueiro Gum como faltoso. O Galo chegou ao final do primeiro tempo com 17 chutes a gol contra um do adversário. Seis escanteios a favor e nenhum contra.

Meu mano Fábio Paceli, na casa de quem estou hospedado aqui em Brasília, lembrou que no jogo Fluminense x Vasco, Thiago Neves cobrou uma falta e um tricolor na barreira – talvez Fred – empurrou os adversários, abriu o buraco por onde a bola passou pra ir às redes.

Ao contrário, o gol aqui valeu. Diego Cavalieri pegou até pensamento e evitou gols de Bernard e Jô. Quando a bola passava por ele ia de encontro à trave como aconteceu em jogadas de Bernard e Leandro Donizete.

Encerrado o primeiro tempo só os incrédulos ainda não acreditavam na vitória alvinegra. Mais desconfiados, ainda, ficaram quando Wellington Nem abriu a contagem na fase final. Afinal, o Tricolor estava acuado e não incomodava Victor.

Mas usou sua mortal arma: explorar o erro do adversário. Bernard perdeu a bola no ataque e o Flu chegou rápido na frente pra fazer 1 a 0. Injusto demais.

 

NA RAÇA, NA QUALIDADE E NA TÉCNICA

 

A notável atuação do time que persistia atrás do gol e na marcação ferrenha aos astros tricolores – Fred, Deco, Thiago Neves e W.Nem -

Anulava o líder. A força do Galo estava na diferença de nove pontos entre eles e caso o placar fosse definitivo, o Flu abriria 12 pontos e liquidaria a disputa.

Então, RG-49 saiu na direção do gol e a bola súdita e presa aos pés. O passe pra Jô saiu na medida da bomba cruzada, sem defesa pra Cavalieri: 1 a 1. Não bastava, o apetite do Galo era de uma vitória consagradora.

Sua atuação impecável só não teve brilho exclusivo porque o menino Bernard dava um passeio no lateral Bruno do Fluminense. Ele foi autor da bela jogada do segundo gol mineiro. Chamou pra dançar o lateral tricolor e fez o cruzamento na cabeça de Jô que deslocou Cavalieri e fez 2 a 1.

O incrédulo que chorou no gol do Flu, vibrou com o empate e subiu aos céus com a virada. Estava agora convicto de que nada o tiraria daquele estado sublime. Aí veio o empate do Fluminense com Fred e o nosso personagem caiu desfalecido na cadeira. O empate acontecia aos 42m. Pronto, a diferença não seria de 12 pontos, mas ficaria em 10.

Ronaldinho resolveu botar o Independência em festa, com a grande maioria de seus 21 mil espectadores cantando o hino do Galo. Fez o passe sob medida na cabeça de Léo Silva.

Foi uma testada certeira, no ângulo esquerdo de Cavalieri, sem defesa. Galo, 3 a 2. A diferença caiu para seis pontos. E o nosso incrédulo dançou ao ritmo do hino alvinegro. Pra não se esquecer, ou duvidar, jamais.

 

POR QUE ESPERAR MAIS, GILVAN?

 

Confesso que estive na corrente contrária à demissão do treinador Celso Roth por uma questão que entendo como lógica: demiti-lo no momento seria atrapalhar qualquer planejamento para o ano que vem. A não ser, claro, que o treinador escolhido pra substituí-lo fosse capaz de iniciar um trabalho agora, como aconteceu com Luxemburgo em 2002, quando chegou à Toca, sem planos para aquele ano. No ano seguinte, ganhou tudo.

A nova derrota sofrida pelo Cruzeiro, desta vez em Araraquara, diante do Palmeiras (2 a 0, gols de Barcos) teve a assinatura de Celso Roth. Sua insistência na escalação de três volantes de qualidade duvidosa, em detrimento de profissionais como Lucas Silva e Diego Árias que mostraram melhores condições e nem estavam no banco de reservas, é impertinente. Além de contrariar os princípios de boa ética no futebol, porque visivelmente relata a amizade do treinador com estes brucutus.

Outra coisa é persistir na escalação de Ceará, totalmente fora de forma, e sem condições de chegar inteiro ao fim de qualquer partida.

O Cruzeiro tocava bem o jogo contra o Palmeiras, inclusive com melhores oportunidades, desde o primeiro tempo, quando Roth decidiu botar um dos seus afilhados, Tinga, cabeludo de longas tranças, e de ideias curtas. Tirou Magrão, outro cabeça de bagre, no entanto que tem boa marcação. Tinga escancarou o setor e não ajudou em nada o ataque.

O Palmeiras de acuado foi à frente e marcou o primeiro gol, numa das muitas faltas que a defesa insiste em fazer na intermediária. Marcos Assunção, perito no assunto, lançou Barcos na pequena área e o argentino marcou de cabeça 1 a 0.

Então Roth cometeu a burrice definitiva: tirou os dois melhores jogadores do time, Souza e Martinuccio, pra colocar Borges e Elber. Abriu mais ainda a defesa e tomou o segundo gol. Em campo, continuaram intocáveis, Ceará e Marcelo Oliveira nada fazendo.  

E imaginar que o presidente Gilvan Tavares tenha dito durante a semana passada que o time melhorou e que Celso Roth continuava nos seus planos. Não faz isso com a torcida não, senhor Presidente!

 




FLAVIO ANSELMO
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3 comentários:

  1. O jogo do Galo foi o melhor do campeonato e o melhor em muitos anos.Uma pedra preciosa no meio desse marasmo horroroso q virou o nosso futebol.Pena q a diferença seja muito dificil de tirar, mas vamos acreditar.Em dia de gloria , em dia de se elogiar o q o Galo fez em campo ontem, jogando um futebol ofensivo, bonito, cometendo , salvo engano, 7 faltas durante toda a partida(o flu cometeu 20) e mostrando q para se anular o adversario , não existe necessidade de pontapés e brucutus, o nome de Celso Roth deveria ser esquecido, em homenagem e para o bem do futebol.

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  2. flavio, vc foi perfeito no seu comentario... como sempre, muito coeso, enxergando o q realmente acontece no campo e o q os trenadores tbem. parabens... o sr dentadura enguato estiver no cruzeiro n torcerei pq acho q ele nao tem nada para acrescentar em qq time q treina so atrapalha.. como esta fazendo c o time.

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  3. Flávio, boa tarde!

    Ótimas observações quanto ao Cruzeiro... é impressionante a lentidão da Diretoria Celeste frente ao seu péssimo treinador. Não há mais argumentos que justifiquem sua permanência. Como você bem frisou sobre o Luxemburgo em 2002, é o momento para trazer o novo profissional visando 2013. Seria uma pré-temporada desde outubro com todos os períodos de testes possíveis, fora que há tempo de sobra para buscar novos valores (jogadores) no mercado.

    Talvez seja preciso mais uma derrota(Ponte Preta), dentre tantas, para que a Diretoria saia da inércia.

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