quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ALEX ALVES É OUTRO EXEMPLO PARA OS ADRIANOS DA VIDA


Alex Alves, bom jogador que despontou no Vitória da Bahia, esperançoso em fazer fama e fortuna com o futebol, acabou atropelado pelo destino que escolheu. A doença que o vitimou não é consequência da vida desregrada que o craque viveu no seu período de glória, na Portuguesa, Cruzeiro, Vasco, Palmeiras, Atlético, Herta Berlim, no Egito, enfim por onde andou e foi festejado.
Fazia alegria dos estádios com comemorações circenses de seus inúmeros e decisivos gols. Só se esqueceu de viver a própria alegria que o futebol lhe proporcionou.
Alex Alves tratava-se de leucemia, no interior de São Paulo. Morreu aos 37 anos. Idade que lhe permitiria ainda, caso não viesse a doença ou tivesse mais cuidado de si, jogar por algum clube importante.

A assessoria de imprensa do Hospital Amaral Carvalho, em Jaú, informou que o atleta morreu por complicações e falência múltipla dos órgãos, após o transplante de medula a que foi submetido em outubro. A doação foi de seu irmão.
Segundo o médico Mair Pedro de Souza, o transplante deveria ser feito antes, porque Alex tinha um tipo de doença rara e já afetava outros órgãos antes da cirurgia. Mas problemas familiares não permitiram. Houve então a rejeição agora, atingindo fígado, pele e intestino.
Alex Alves contou com a ajuda de amigos pra fazer o tratamento em um dos melhores centros de oncologia do Brasil. Nenhum nome dessa lista de amigos foi revelado. Contudo, soube-se que um deles seria Vampeta, seu companheiro de juniores no Vitória.  

O atacante afastou-se do futebol desde 2010, ainda quando atuava no União Rondonópolis, time do Mato Grosso. Seus melhores momentos na carreira foram entre os anos 98 e 99 com a camisa do Cruzeiro. Fez tanto sucesso, que acabou negociado com o Hertha Berlim, da Alemanha.
Ganhou dinheiro no futebol alemão e teve sucesso, tanto que jogou lá até 2003. Seu espírito irrequieto o trouxe de volta ao Brasil e pro Atlético. Não conseguiu repetir seu bom futebol.

Alex Alves saiu das categorias de base do Vitória pra ganhar o mundo que sonhava viver. Além de suas arrancadas, de seus dribles desconcertantes, seu oportunismo na área, e suas comemorações elásticas, tinha grande cuidado, também, com a beleza. Chegou a ser reconhecido no Exterior como “metrossexual brasileiro”, comparado ao craque inglês David Beckham.


Além do Vitória, defendeu também Palmeiras, Portuguesa, Cruzeiro, Hertha Berlim, Atlético, Vasco, Boavista, Fortaleza, Kavala, da Grécia, e União Rondonópolis. No currículo, tem o Brasileiro de 1994, como reserva do Palmeiras, além dos vices nacionais por Vitória, em 1993, Portuguesa, em 1996, e Cruzeiro, em 1998.

Ele foi casado com Nádia França, modelo que também namorou Ronaldo Fenômeno, e teve uma filha Alexandra com ela(foto abaixo). Alex Alves tinha planos de fazer um jogo festivo entre amigos no Zezinho Magalhães, estádio do XV de Jaú, assim que fosse liberado pelos médicos. Enquanto esteve internado, recebia ligações constantes de Vampeta, grande amigo que fez ainda nas categorias de base do Vitória. 




Um comentário:

  1. Uma pena, morrer tão cedo! Mas pode crer que outros jogadores morrerão jovens num breve espaço de tempo...Pode escrever aí!

    Flávio Anselmo, não deixo de ler seu blog, nem de assistir ao seu programa. Nota mil pra vc!...

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