terça-feira, 13 de novembro de 2012

GALO COM GRANA ALTA PRA CONTRATAR ANO QUE VEM


Curto linda vista de espigões construídos bem na frente da minha sacada. Impedem a passagem de raios solares matinais que venham bronzear essa mistura de uma brancura giz e de amarelo azedo que adquiri nos últimos meses.
Daí eu sou obrigado às caminhadas diárias na nossa “Lagoa Rodrigo de Freitas” da Barragem Santa Lúcia. Fede que nem a original.
Seja o que Deus quiser! Lá rodo hora e meia, depois de fazer meia hora de exercícios numa das academias que o Dr. Lacerda plantou em várias praças de diferentes bairros de sua ex-bela cidade.
Algumas vezes tenho boas companhias e bons papos. Noutras, evito-as. Prefiro mordiscar minhas goiabinhas vermelhas, enquanto matuto as acontecências produzidas no futebol mineiro pela mídia ávida em criar “com exclusividade”. Puros chutes!
A saúde financeira positiva do Galo não é chute. É fato. Passou por diversos crivos e entregou ao presidente Alexandre Kalil um orçamento que ele intitulou de “conservador”. São R$ 180 milhões para 2013. Conservador, eu creio, se comparado aos mentirosos de Flamengo e Vasco.
Talvez na mesma dimensão de outros grandes como Grêmio e Internacional, porém abaixo dos de Fluminense e Santos. Muito aquém de os do Corinthians e do São Paulo. Acima do possível rebaixado Palmeiras. Especulo, entretanto, pois não tenho os números dos citados orçamentos.
Sem aquele sorriso simpático que encanta quando bem humorado, Alexandre Kalil ( Foto de Rodrigo Clemente/EM-DA Press)avisa que os números atleticanos podem crescer até 40% “e investimentos dentro do campo não vão faltar”.
Disse mais: “Esse orçamento aumenta a responsabilidade. A desculpa do “não posso comprar, estou duro” acabou. Temos que investir com responsabilidade”.
De onde virão tais receitas, arriscaria perguntar este filho do Sodico, mesmo na certeza de que o Urso Bravo soltaria fogo pelas ventas?
Esta pergunta tem sido feita ao presidente Kalil desde sua primeira gestão. Ele fala em antecipação de receitas, aplicação de dinheiro com seriedade e transparência; boas cotas de tevês abertas e fechadas e qualquer coisa do programa sócio-torcedor.
Além do mais, falei por falar. Como disse da vez passada, se o dinheiro vem de mãos limpas, não me cabe contestá-lo. Se de mãos sujas, é problema do Ministério Público. Também fui claro da vez passada: boto logo as minhas mãos no fogo pela seriedade do presidente e seus pares. Conheço bem todos.

Então não se fala mais na origem e sim nas despesas. Na contratação de jogadores que está  prevista no orçamento em R$ 12 milhões. “Está previsto gastar R$ 12 milhões aproximadamente. Mas pode ser 20, 10. O que você apresenta no orçamento, você não é obrigado a gastar. Você é obrigado a por para dentro”, explicou Kalil.
Muito bom, mas continuei sem entender este “você é obrigado a por para dentro”.
-O clube tem sido mais comprador. Hoje é mais comprador do que vendedor – destacou Kalil - Mas, na verdade, a gente tem que ter a responsabilidade de saber que o Atlético não é meu.
- É muito bonitinho fazer isso para a torcida e deixar de arrecadar um dinheiro vultuoso para o Atlético. Isso a gente vai pesar. O que for bom para o Atlético, será feito.
Este trecho da entrevista, eu entendi. Kalil quis afirmar que o clube de comprador pode virar vendedor pra não perder um vultuoso negócio. Exemplo: se chegarem o dinheiro que o Galo quer pelos direitos de Bernard, será negociado.
Aí então o presidente esclareceu: “Não estamos aqui para falar que vamos vender desesperadamente. Mas o Atlético é um clube apertado. Não é milionário. Como todo clube grande, o Atlético carrega um passivo grande”.

Numa das voltas de 850 metros em torno da Barragem, me veio à lembrança que levei na gozação o caso de Florent Malouda, atacante quase disponível no Chelsea e ex- seleção francesa, pintar na Cidade do Galo.
Lembram do Monsieur Caçapá? Claro que sim. Dono de tremendo sucesso no futebol francês, o ex-atleticano e cruzeirense tá autorizado por Malouda a negociar a sua vinda pro Brasil.
O ex-zagueiro informa, contudo, que até agora, nenhum clube fez proposta oficial pelo jogador do Chelsea. Se houver interesse, o clube inglês facilita as coisas.

Este futebol brasileiro é um antro de lavadeiras fofoqueiras! Falei outro dia aqui na Trincheira que Ronaldinho Gaúcho havia ligado pra Neymar sondando como era a cidade de Santos, suas praias, noites e mulatas.
Disse, também, que o Santos estaria atrás de um craque pronto, experiente, pra substituir Ganso e dividir responsabilidade no time com Neymar. Aí, alguém sondou RG-49.
Murici Ramalho aprovou. Neymar, também. O presidente santista Luis Álvaro de Oliveira tomou conhecimento da possível sondagem informal de RG-49, 32 anos e em grande fase.
Passou a trabalhar com a possibilidade de levá-lo pra Vila Famosa em 2013. No entanto, adiantou que não haverá “jogo sujo” pra tirar o craque do Atlético, onde tem contrato até dezembro. Garantiu que ninguém de seu clube fez contato com o atleta.

Dia 21 de novembro tem Argentina x Brasil, no Superclássico das Américas, no estádio La Bombonera, do Boca Juniors, em Buenos Aires. Na verdade, um superclássico de araque. Nós temos Neymar, beleza. Eles não terão Lionel Messi.
Todo mundo já conhece essa história: as duas seleções serão formadas apenas por atletas que atuam no País. A Argentina, quando muito, utilizará a turma do Brasil.
No primeiro jogo
, em Goiânia, nós ferramos eles por 2 a 1. Agora, eles precisam de vencer a gente lá por 2 a 0 e fazer melhor saldo de gols. Por 1 a 0 ou por 2 a 1 haverá disputa em pênalti.
Escrevo sobre o que todo mundo tá suado de saber. O que o leitor que mesmo, ô bobão, é saber minha opinião sobre a lista de Mano Meneses pra esse jogo. O Atlético entrou com quatro nomes: Léo Silva, Marcos Rocha, Rever e Bernard.( na arte do Superesportes)  
Eles não desfalcarão o time na rodada no final de semana, pois o jogo será numa quarta-feira. O Flu, campeão brasileiro, entra com Cavalieri, Carlinhos, Jean, Thiago Neves e o artilheiro Fred, enfim.
No dia 3 de outubro esta partida estava marcada pra Resistência, uma cidadezinha do interior argentino, mais perto de Assunção do que de Buenos Aires. Faltou energia e o jogo foi adiado. Em La Bombonera, sei não!


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