quinta-feira, 29 de novembro de 2012

QUE TODOS ASSUMAMOS A CULPA DOS FRACASSOS FUTUROS






QUE TODOS ASSUMAMOS A CULPA DOS FRACASSOS FUTUROS

 

Flávio Anselmo – 29-11-12


CARATINGA - Faz parte do histórico da imprensa esportiva nunca assumir os fracassos das precipit adas "antecipações". Por exemplo, as besteiras cometidas pelo presidente da CBF, o paulista José Maria Marins. Primeiro demitiu Mano Meneses e cortou pela metade um planejamento de dois anos, que bem ou mal nos resultados – aparentemente melhor que os dos outros treinadores – trouxe resultados positivos na renovação de valores. Duvido que os dois treinadores escolhidos fizessem a mesma opção pelos jovens, visto terem fobia por esse de trabalho de base.

A segunda grande besteira de Marins foi este trabalho de arqueologia. Cavou profundezas pra arrancar os ossos de dois dinossauros amedrontadores nos seus tempos. Hoje comprovadamente duas lagartixas que não assustam mais ninguém. Se a fama os precede em razão dos títulos conquistados em Mundiais de 94 e 2002, o tempo os castigou como conservadores e antagonistas do futebol moderno que, por exemplo, Pepe Guardiola implantou no Barcelona.

Carlos Alberto Parreira tornou-se um grande palestrante dos interessados em futebol espalhados pelo mundo afora. Ganha verdadeira fortuna por isso. E está dentro do seu campo teórico. Meramente teórico. Depois do título com Romário, fracassou em times que não conseguiam ajustar-se às suas teorias ultrapassadas. De anteontem.

Felipão é o paizão fora do tempo. Aquele de uma geração sanduiche: não aprendeu nada com o novo e não deixa de pensar como o velho. A família Scolari tornou-se coisa de literatura. Não basta juntar e motivar. É preciso renovar e encarar o que os adversários têm feito. A Espanha está anos-luz à frente de Felipão. Sua prática foi derrubada em dois anos no Palmeiras.

Pra não ficar na crítica tão-somente, digo logo que  sou contra conforme se leu acima à demissão de Mano. Sou contra a convocação de Parreira e Felipão. Seria favorável a um convite ao técnico Pepe Guardiola, sem qualquer discriminação contra estrangeiros treinarem o escrete nacional. Seria favorável porque o tenho como o que há de moderno no mundo de hoje.

No Brasil, afora Ney Franco, que reza na cartilha dos jovens pensantes e criativos, a safra tupiquinim é fraca. Falam de Tite, que no meu entender é discípulo aprimorado de Felipão e Roth. Do primeiro, buscou os esquemas de preferências defensivas. Do segundo o linguajar empolado, a simpatia dissimulada que engana bem.

No entanto, apesar de os erros cometidos pelos complicados cartolas da CBF, nos quais a Policia Federal tá de olho, e de cujo bolo o irascível André Sanches preferiu pular fora, é importante que batamos no peito e façamos o nosso "mea-culpa". Claro que os pequenos pecadores como este filho de Caratinga pagará seus pecados no purgatório, o que já é uma pena brava. Os poderosos da Globo, Sportv, Band e dos jornais nacionais, até os pasquins que mantêm cronistas  carioquinhas que se metem a antecipar informações, jantar com cartolas e ser donos da verdade, terão de ser mergulhados no fogo eterno do inferno, caso o Brasil perca a segunda Copa Mundial em casa, por causa de seus pitacos impróprios.  




Flávio Anselmo
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