quarta-feira, 14 de novembro de 2012

RAPOSA DÁ TROCO NO GALO E GANHA MINEIRÃO DE GRAÇA


Vamos ver se entendi bem direitinho o acordo oficializado quarta-feira entre o Cruzeiro e a Minas Arena responsável por tocar o Mineirão, segundo o Professor Anast-azia.
Os presidentes do Cruzeiro, Gilvan do Pinho Tavares, e da Minas Arena, Ricardo Barra, assinaram a papelada, deram-se as mãos e selaram um acordo de 25 anos no qual o clube fideliza com o Mineirão 100% de seus jogos na Capital. Em troca, terá benefícios especiais.
A loja oficial, o bar temático e o museu, por exemplo, foram cedidos. Isso é café pequeno, mas paga a fidelização do contrato. Haha, existe algo que paga! O Cruzeiro não pagará aluguel pra jogar no estádio. Essa é da melhor. Justifica.
O benefício não fere o edital de parceria público-privada, pois, na teoria, não há privilégio ao Cruzeiro, uma vez que todos os clubes podem fechar o mesmo acordo de fidelização com o estádio Exceto o Galo.
Este não poderá assinar contrato com a Minas Arena pra mandar 100% dos seus jogos no Mineirão, porque tá compromissado com a BWA e mandará suas partidas prioritariamente no Estádio Independência.

Segundo o presidente da Minas Arena, os clubes que não fizerem contrato de fidelização têm duas opções. Uma é assinar o contrato por partida padrão, que oferece condições iguais para qualquer clube do mundo que queira jogar no Mineirão.
Nesse caso, o aluguel padrão é de 10% da renda da partida e os clubes lucram com o restante da bilheteria e com o estacionamento em seus jogos.
Outra opção é tentar acordo pontual para abonar a taxa de 10% de aluguel, desde que haja outros benefícios para a concessionária, a serem negociados. O Atlético mantém conversas com a Minas Arena para tentar o segundo tipo.

Outro bom beneficio da exclusividade: no contrato padrão por partida está que o clube mandante de jogo no Mineirão receberá um camarote pra diretoria e seus convidados. Só naquele jogo.
Porém, no caso da exclusividade, o Cruzeiro terá três camarotes por partida pra vender e explorar patrocinadores em seus jogos, além de acomodar a diretoria e convidados.
Vamos ao que interessa e pelo qual sempre me bati, até quando fui diretor de promoções e eventos do Mineirão, no governo do Itamar Franco.

Qualquer clube que jogar no Mineirão com base no contrato padrão lucrará com a receita líquida do estacionamento e com a própria bilheteria, da qual poderá comercializar 54 mil ingressos.
No caso de aluguel do estádio é o que se adota no Independência: 10% da renda da partida. A diferença é que lá o Atlético divide os lucros com a BWA em partidas de outros clubes.
Já no Mineirão, o Cruzeiro não terá lucros em jogos de outros times, mas terá espaços de exploração comercial (mais camarotes, loja, bar temático) em seus jogos, além de não pagar o aluguel.
Poderia ser melhor, com uma empresa mineira mandando no pedaço. Mas como tudo aqui gira em torno de Rio e São Paulo, até as cabeças dos governantes, tá danado de bom. 

2 comentários:

  1. Não vejo grandes vantagens no contrato assinado pelo Cruzeiro, que será obrigado a atuar em um estádio gigantesco como o Mineirão contra equipes do interior de Minas ou adversários da 1ª divisão, como Criciúma, Náutico,
    Ponte Preta,Portuguesa, etc. Será prejuízo na certa. Já o Atlético terá a opção de jogar essas partidas em um estádio menor, com menos despesas.

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    1. Quais despesas? A despesa seria o aluguel, que o Cruzeiro não vai pagar... O resto das despesas depende é da quantidade de público, ou seja, o custo é o mesmo no Mineirão e no Independência...

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