terça-feira, 4 de dezembro de 2012

MARCELO TEM RAZÃO. QUER SER JULGADO PELO QUE FARÁ E NÃO PELO QUE FOI

Com absoluta tranquilidade, o novo treinador do Cruzeiro, Marcelo Oliveira, falou dos desafios a serem enfrentados nessa sua empreitada na Toca da Raposa 2.

Um fator já é apontado em favor de seu sucesso:  chega ao clube rejeitado por grande parte da torcida, debaixo de críticas pelo seu passado atleticano.

Corra ao histórico do futebol e encontrarão páginas de sucesso de profissionais antes desacreditados.

 Agora mesmo, um exemplo tai: RG-49 chegou ao Galo debaixo de descrença quase total. Exceto de Kalil e Cuca.

O próprio Cuca começou seu trabalho no Galo sob suspeita porque vinha da Toca da Raposa.

Lembram-se da segunda passagem de Alex Talento pelo Cruzeiro em 2003? Chegou xingado de preguiçoso, indolente, chnelinho, como  saíra antes da Toca. Eu estava entre os críticos.

Fomos profetas do acontecido quando no final do ano negávamos nossas críticas sob falsas previsões de sucesso. O famoso "Eu sabia".

O passado atleticano de Marcelo o  torna menos competente? Ter sido um grande jogador ao lado de Cerezzo, Reinaldo, Eder, numa época de glória do Galo o torna menos preparado?

Ter sido treinador de sucesso nas divisões de base alvinegras e técnico interino com várias passagens no time titular o descredencia? Pura discriminação.

Avalio a contratação de Marcelo de Oliveira com base no seu histórico de competência. Se não der certo, é outro caso.

Como Paulo Autuori não deu, como Evaristo de Macedo, Paulo César Carpeggiani, ou Vanderlei Luxemburgo no Galo.  Futebol não é ciência exata.

Aliás, este é o defeito da torcida mineira, da imprensa mineira, por quê não de todo futebol  mineiro. Enquanto os gaúchos despejam na praça Tite, Felipão, Mano Meneses, Roth, e outros menos votados.

A maioria saída dos times do interior; aqui esta figura é desprezada.

Os treinadores vencedores nos times do interior gaúcho abrem seus espaços nos dois grandes de Porto Alegre e ganham voos maiores pelo país afora.

Sem contar hoje Ney Franco, qual treinador mineiro ganhou espaço aqui e saiu pelas trilhas tupiniquins?

Tenho falado muito do técnico Moacyr Júnior. Nunca teve chance num time grande.Existem outros.

Por que nenhum time da Capital nunca imaginou montar uma comissão técnica permanente à qual recorrer nas emergências das dispensa de treinador.

No Rio Grande do Sul é assim; por isso essa montoeira de treinadores gaúchos agora, no passado e com certeza, no futuro.

Direis:  e Telê Santana! Vale por todos gaúchos.Éé verdade. Porém, Telê saiu de Itabirito pra jogar no Rio e começou como treinador nas divisões de base do Flu.

Até chegar aqui nas Geraes e ser campeão brasileiro em 1971 com Galo, pegou experiência em outros times.  Investimento de Nelson Campos, presidente da época.

O último foi Iustrich, que nem mineiro era. Começou como goleiro no Mato Grosso e acabou no Flamengo. Depois veio trazer sua truculência pra Minas. E foi campeão várias vezes.

Sucesso em Minas  foi treinar o Flamengo e o Corinthians, sem grandes louvores. Não me lembro de outros clubes por onde tenha passado.

 Falam, também, de Martim Francisco – que conheci  pessoalmente no final da vida – em Bengala e Geninho.

Não posso dizer muita coisa deles. Martim foi campeão carioca com o Vasco em 56, esteve no Bétis de Sevilha e voltou em 58 pra ser campeão carioca de novo com o time vascaíno.

Diz a história que foi o inventor do 4-3-3 do Cruzeiro, em 1965. Penso que foi Airton Moreira.

Porém, apenas o historiador do futebol mineiro, Plínio Carneiro, tem capacidade pra destrinchar tal assunto. Sou minhoca perto dele.

No momento,  entretanto, preciso mesmo é defender Marcelo de Oliveira, ou Marcelo Oliveira?, Meu amigo Pacote.

 Moço bom, de boa índole, educador, estudioso e bem capaz de aceitar sugestões e procurar estudá-las, também. Não tem nada de turrão ou cabeçudo.

Seu pedido de trégua é merecido. Marcelo quando teve seu nome anunciado pela diretoria do Cruzeiro foi julgado por seu passado atleticano. Coisa mais imbecil, não há.

No instante em que assumiu o Cruzeiro, Marcelo tornou-se um cruzeirense; terá de buscar vitórias contra qualquer outro clube para as cores azuis. Se não fizer isso é estranho no ninho dos profissionais, homem sem caráter e imbecil.  Isso ele não é mesmo!

Parece que alguns babadores de ovos alheios não entenderam bem o que escrevi na coluna de ontem e querem transferir a este filho de Sodico o tal título que conquistaram supimpa categoria na ralar de 2012.

Não fiz mais do que reconhecer a condição de os torcedores, jogadores e diretores do Atlético comemorarem o vice-campeonato.

Alguém ( cujo nome manterei em segredo, como castigo) mandou-me email com críticas à Trincheira. Entende que reconheci o vice pra  referendar a emoção de Kalil.

Também. Dele, de seus diretores, assessores, Maluf, Cuca, RG-49 e quem mais tenha vibrado com o vice e a vaga direta na Taça Libertadores. Fiz a menção de RG-49 ensinar o brasileiro a comemorar o vice, porque na Europa é comum.

Quando se briga e conquista uma vaga direta nos torneios europeus os times comemoram como título. Só aqui no Brasil existe a máxima de que segundo lugar vale tanto quanto o último. Mentira. Vale não.

Se assim fosse, o Galo não estaria na Taça Libertadores, mas na Série B.

Kalil bateu no braço num gesto típico de torcedor apaixonado, mostrando que ali corre sangue preto-e-branco (céus!) e não vermelho como no braço de qualquer mortal não-atleticano.

Sei lá, tou com uma sensação de que teremos um campeonato mineiro porreta. Na primeira rodada, dia três de fevereiro já será jogado o nosso maior clássico na casa nova da Pampulha. Sem a besteira de torcida única.

Existe no ar, a provocação de Alexandre Kalil de que agora em diante começa a era alvinegra que os celestes amargarão por 10 anos. RG-49 renovou por mais um ano. Bernard, como ninguém pressionou por sua venda, deve ficar na Cidade do Galo.

No Cruzeiro, chega a cabeça renovadora de Marcelo Oliveira falando em abrir espaço aos jovens da base; Diego Souza vem reforçar o ataque. Borges recupera-se. Montillo, apesar do insistente interesse do carioquinha em sua venda parece que fica na Toca.

Mais surpresas virão em 2013 nos dois gigantes. E No gigantinho americano após a decepção deste ano.

Atrás da boa nova, o fato ruim. Tem sido assim a vida de Felipão. Em momentos alternados, bons e ruins. Foi  campeão da Copa do Brasil e garantiu vaga ao Palmeiras na Taça Libertadores.

Em seguida, foi o calvário do time no Brasileiro até o descenso; veio a compensação com a convite pra comandar de novo o escrete brasileiro.

Agora, morre sua mãe, dona Leda, aos 89 anos, sepultada nesta segunda-feira em Passo Fundo. Caso siga tal sequência, viria uma conquista, a Copa das Nações, e depois – bato na madeira – um fato ruim: a Copa do Mundo no Brasil. Céus!

Um comentário:

  1. Tem q deixar o Marcelo trabalhar.Julga-lo pelo trabalho.Vc vê, por exemplo, o Ricardo Gomes, q volta ao Vasco depopis do AVC, mas é respeitado no cruz maltino, sendo triclor, de familia tricolor, campeão brasileiro pelo Flu em cima do vasco em 84, criado desde menino nas laranjeiras.O Cruzeiro com Lucas Silva, com Elber mais o Fabio, Montillo, Martinuccio, Diego Souza, tem uma espinha dorsal para 2013, q pode ser bem trabalhada, se tiverem paciencia com o treinador e com os meninos q podem ser aproveitados nas laterais e zaga, posições carentes.Ese laboratorio tem q ser feito durante o campeonato miniero.Não existe, pelo visto, apesar do Roth, terra arrasada na toca raposa.

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