segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

RG-49 ENSINOU TORCIDA A VIBRAR COM UM VICE CAMPEONATO

Nada mudou com a última rodada do Brasileiro, exceto no que interessava ao Galo. Brigou pela liderança do torneio com o Fluminense, a maior parte da competição e corria o risco de ficar com um insosso terceiro lugar.

Desta forma teria de disputar outra classificação pra Libertadores, o que não lhe faria justiça pelo futebol  mostrado durante toda temporada.

E batalhou muito pelo vice: Na última rodada teve como adversário o seu arquirrival Cruzeiro a quem não derrotava há cinco jogos.

Por isso, o clássico de uma torcida só, a alvinegra, no Independência, o último dentro dessa insanidade inventada pelas forças de segurança, foi espetacular .

O clássico despediu-se da Arena americana de forma brilhante e preparou a  sua volta ao Mineirão, dia 03 de fevereiro na abertura do Mineiro.

Que jogo! O Galo venceu, mas tomou uma virada antes de aplicar outra que seria a definitiva pelo placar de 3 a 2.

 O belo gol de Bernard quando a partida não tendia pra nenhum dos lados estabeleceu ligeira vantagem atleticana.

 Tanto que logo depois, Leandro Guerreiro fez pênalti em Jô, bem marcado por Paulo César de Oliveira – por sinal com outra atuação fraca e descabida pela fama de melhor do Brasil que possui indevidamente.

Se Ronaldinho Gaúcho tivesse transformado a penalidade em gol, a coisa ficaria preta para o Cruzeiro

São Fábio estava lá na meta e impediu que o pênalti mal chutado por RG-49 fosse às redes. Força então pros azuis que empataram antes do fim do primeiro tempo, com gol de cabeça de Martinuccio em jogada de Montillo.

Prometia o segundo tempo! Foi tudo aquilo que a torcida imaginava. Os jogadores alvinegros sabiam que no sul a coisa se encaminhava bem.

 Grêmio e Internacional igualmente faziam uma partida de despedida. O estádio Olímpico que será transformado em  shopping.

(Os gremistas já têm prontos sua moderna arena de 45 mil lugares.) O empate sem gols lá no sul favorecia o Galo, desde que vencesse o clássico.

No entanto, na volta do intervalo, o Galo tomou  tremendo susto. O Cruzeiro voltou com apetite e logo aos cinco minutos, Everton recebeu de Thiago Carvalho e marcou 2 a 1.

O time do Cruzeiro estava melhor. Marcava melhor no meio e saía bem pelo lado esquerdo com Martinuccio em cima de Marcos Rocha, muito mal no jogo.

Montillo puxava o ataque do lado direito e, também, exigia bastante de Pierre, seu marcador.

Tinga fazia sua melhor partida no Cruzeiro, no entanto sua experiência não o ajudou na hora de revidar com cruzado de direita o tapa no rosto que levou de Leandro Donizete.

Ambos foram expulsos, e o Cruzeiro perdeu bastante com a saída de Tinga.

Os  ventos da sorte passaram a soprar pro lado do time que merecia o vice-campeonato e a vaga direta na Libertadores.

O Grêmio ficava no 0 a 0 com o Internacional que terminou o jogo com nove atletas. Dois foram expulsos. Mas impediu que os gremistas festejassem o vice-campeonato.

O  Galo fez a sua parte. Marcou com Marcelo Oliveira, contra. numa cobrança de RG-49, bola cabeceada por Léo Silva e desviada pelo cruzeirense. PCO deu o gol pro becão alvinegro.

As torres gêmeas tornaram-se impossíveis após os times ficarem com 10 jogadores.  Rever ganhou da zaga do Cruzeiro e fez o placar final de 3 a 2.

Tudo legal! O Galo despedia-se do Brasileiro com o vice campeonato, festejou como se fosse um título. O Cruzeiro ficou na Sul americana e Celso Roth disse adeus ao futebol mineiro sem deixar saudade.

Outra lição de RG-49 pra torcida brasileira, que ele trouxe do futebol europeu: pode-se comemorar um vicecampeonato sem nenhum demérito.

RG-49 ficou no meio do gramado, após o clássico, à espera do final do Grenal. Ao ser anunciado o resultado vibrou e convocou a torcida que o acompanhou, nas comemorações.

Afinal, depois que o Flu venceu antecipadamente o campeonato a meta atleticana era conquistar a vaga direta na Libertadores. E a conquista veio.

A lamentar que o Sport tenha, realmente, acompanhado o Palmeiras no descenso. De bom,  foi o Bahia safar-se e a Lusa garantir-se, também.

Estou guardando minha boca pra não gritar que o torcedor mineiro, que encheu de esperança a Fifa comprando antecipadamente 30 mil ingressos pra Copa das Confederações foi enganado.

Comprou seus ingressos sem conhecer as seleções que jogariam aqui no Mineirão.  Castigo pelo apoio mineiro: a cidade vai sediar dois jogos inexpressivos. Dia 17 de junho de 2013 o Taiti enfrenta a campeã da África do Sul; dia 22 tem Japão e México. Porcaria pura!

Das participações na solenidade do sorteio das chaves, apenas Glenda e Cafu brilharam. A  participação do capitão do penta, foi simpática e agradável.

Apresentou a bola da competição, a Cafusa, junção das iniciais de carnaval, futebol e samba.

Cafu fez tal explicação e chamou a atenção, também, pra outro detalhe: cafusa é a criança que nascia da relação entre índio e escravo naqueles tempos.

- No entanto, não tem nada a ver com meu nome – destacou o simpático ex-craque da Seleção do pentacampeonato.




Flávio Anselmo
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