sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

ANO NOVO, AS MERDAS DE SEMPRE

Dou uma passada por Beagá, após 15 dias em Brasília, de férias e encontro o quintal da gente remexido com as notícias ruins. Morreu Eduardo Lima, aquela figura fantástica de Montes Claros, homem autêntico de rádio. Bela voz, excelente texto, ótimo companheiro de boteco. Com ele, não se ficava chapado na mesa de bar. O papo era excelente e quando o papo é bom, botequim não põe ninguém chapado. Que Deus cuide bem dele, porque passou pela terra e deixou uma obra melhor que os mortais comuns que a habitam.
Mais m.- Morreu, também, um dos maiores goleiros que vi em atuação. De um lado estava Mazurkiewisk e no gol do arquirrival Raul Guilherme Plasman. Minas era grande nesta época. Bons políticos, gente honesta, bons dirigentes, corajosos, investidores. Hoje, tirante Alexandre Kalil, bicho bravo, sobra quem?
Certa noite, num restaurante da capital, Mazurka - como lhe chamava a Massa - foi provocado por um desses bêbados malas, e o quebrou na porrada. Pior: quebrou a mão direita, também, com o soco dado no vagabundo.
Com ciúmes do uruguaio que lhe tomava no coração da torcida o título de melhor goleiro da história do Atlético - e era, mesmo, pois já tinha o de melhor goleiro do mundo - Mazurkiewisk passou a sofrer impiedosa campanha de Kafunga, na Rádio Guarani e Tv Itacolomi. Não adiantava nada a gente ponderar com o Véio. Chateado, Mazurka juntou as trouxas e se mandou.
Agora juntou de novo, cedo demais, aos 71 anos as trouxas e se mandou desse mundo-cão. Tive bons contatos com ele, como repórter. Bom papo e atencioso.
Deixei por último a merda final, que não é maior que as outras, mas desgasta bem pela mentirada envolvida. A começar por Montillo que enquanto dizia uma coisa aqui, providenciava outra fora. Coisa típica de caráter duvidoso. Nem tanto por sua opção em ser vendido e faturar bela grana. Direito seu, como profissional. Mas por colocar esperança na gente celeste que esteve sempre ao seu lado até no ano passado quando jogou pedrinhas.
A curiola que patrocina a turma das notícias plantadas e que minam a resistência de qualquer um, ainda mais de um presidente pusilânime e sem coragem como o atual do Cruzeiro, venceu a queda de braço. Foi -se Montillo, veio Henrique. O Cruzeiro não morrerá por isso. Nem o Santos ficará mais forte.
Nem os verdadeiros defensores do futebol mineiro devem chorar por causa disso. Passarão por hipócrita. Já viu muita gente melhor ir embora e a vida continuou.
 Diego Sousa está aqui e se não der conta, tem os meninos Elder e Alisson ou um desses jovens que o Cruzeiro anuncia. Quanto sobrará ao clube neste ataque ganancioso ninguém saberá, nem talvez a Receita Federal. Tem artista demais no bolo, acostumado a dar rasteira em cobra, matar jacaré a beliscão e nem tomar conhecimento do Fisco. São intocáveis. Afinal, não ficaram ricos desta forma?

Ainda não estou definitivamente de volta. Só lá pro fim do mês. Ainda vou molhar o saco e curtir um pouco do apê que Deus e meu trabalho me deram na beira-mar.

Um comentário:

  1. Esse mundo do futebol, é que está ficando duvidoso!
    Craque “puxa” craque! Esses caras tem tido voz ativa nos clubes, como Ronaldinho, Zé Roberto, Luiz Fabiano podem influenciar em contratações a favor dos “seus times” Neymar não é diferente, uma simples conversa entre os craques, eles convencem uns aos outros da possibilidade de jogarem juntos. Claro, sem falar da grana.


    http://www.assuntodofutebol.com.br/2013/01/quem-quer-dinheiro.html

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