sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

FICAR ENTRE VINHO E FUTEBOL

 

Prefiro abster-me do futebol nesse período, ainda que dê  pitacada de quando em vez. Proibido pelos médicos que preferem matar-me primeiro psicologicamente, no vai-e-vem das insulinas e taxas de glicose, com nove picadas nos dedos, na barriga e na coxa diariamente, abstive-me antes dos destilados, primordialmente da boa pinga.

Essa danada produzida por um pequeno sitiante na República Independente do São João do Caratinga qualificou meu paladar. Passei a dedicar-lhe minhas aventuras etílicas e onde não encontrava a das boas, contentava-me com uísque.

Acredita que cheguei até gostar do Jack Daniels, puro?

A caminhada rumo ao elitista vinho e a sua inclusão em minhas colunas deram-se por este motivo e pra que eu atingisse, também, a prateleira de cima. Uau!

Vinho bom possível de ocupar bar caseiro sempre é presente que costumo receber às pencas nas cestas de Natal.

Um aposentado como este locutor que vos fala, com dois benefícios – um estatal do dr. Anast-azia, e outro do INSS, com aquele redutor que o PT ficou de eliminar e não tirou coisa alguma, pode comprar vinha bom?

 

Vinhos vendidos no Brasil podem chegar custar até 400% a mais que em países onde os preços são mais civilizados. Um absurdo que não se justifica apenas com os elevados impostos cobrados. Boa parte desse aumento se deve à ganância empresarial.

Essa ganância também está presente em países vizinhos e produtores. O Don Melchor é vendido em lojas de Santiago por 120 dólares e no freeshopp do aeroporto de lá por 132 dólares.

Um chileno amigo que tem apartamento ao lado de Manhattan, em New Jersey, encontrou esse vinho no supermercado Cozco por 68 dólares.

Pra quem gosta de vinhos tintos mais leves os produzidos com Pinot Noir é a escolha perfeita. Experimente, meu Bom, os Pinot do Vale Casablanca, considerada uma das melhores regiões chilenas para produção de vinhos Pinot, Chardonnay e Sauvignon blanc.

Da minha parte prefiro vinhos mais austeros e encorpados, tipo Cabernet Sauvignon, Sangiovese, Nebbiolo e todas aquelas autóctones portuguesas como Touriga, Tinta Roriz, Alfrocheiro etc etc

 

Na realidade, meu capote seria pra vinho Chapinha. No entanto, o ex-conhecedor da boa pinga tem um irmão em Brasília, Fábio, que é somelier e tem por costume tentar educar o caçulinha da família e, por via de conseqüência, toda Anselmada, antes também voltada pro sangue de boi. Te cuida irmão, que 2013 promete. Abs

 




Flávio Anselmo
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Um comentário:

  1. Boas dicas, realmente os vinhos do "Novo Mundo" tem ótimo custo beneficio.

    Eu acrescentaria alguns mais:

    Tintos:
    - Os bons Carmeneres Chilenos
    - Os melhores Malbecs argentinos
    - Cabernet Sauvignon argentino
    - Alguns Pinotages Sul africanos

    Brancos:
    - Chardonnay do Napa Valley
    - Torrontes da Região de Salta ao Noroeste Argentino, região semi-árida andina

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