terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

EM DEBATE: MINEIRÃO VALE A PENA OU NÃO?



Tenho colocado no centro de debates da Trincheira a questão do Mineirão. O que eu tinha de falar sobre os convênios, acordos, contratos por baixo da legalidade e tudo mais já falei. Então . Então vou pedir licença ao menino Chico Maia, cujo blog está lincado ao meu e vice-versa,  pra destacar apenas a conclusão do interessante estudo feito pelo professor de Direito do Pitágoras, Dr. Jarbas Lacerda, sobre o assunto Mineirão.
Todo seu estudo está reproduzido na íntegra no blog do Chico; quem se interessar é só ir lá no link dele e clicar. Leiam a conclusão a que chegou o aludido professor:

- Conclusão: os inúmeros dados que publiquei aqui foram confirmados em quase sua totalidade, exceção da cláusula de custo de utilização que foi alterada, mas que não mudou minha convicção sobre os altos custos de se jogar no Mineirão! Ontem até mesmo o sempre defensor Emanuel C. da @radioitatiaia foi categórico ao afirmar que com menos de 30.000 pagantes em média no Mineirão é prejuízo! Já sabíamos! A Minas Arena segue com suas benesses, parcelas mensais (11,4 milhões) e exploração dos clubes!
No RJ Flamengo e Fluminense já disseram não ao consórcio que vai administrar o Maracanã nas mesmas condições do Mineirão. Em Fortaleza o Ceará e o Fortaleza igualmente deram cartão vermelho para os altos custos da PPP. Eu tive acesso aos dados e alguns duvidaram e o contrato confirmou isso!
Muitos duvidaram por paixão de camisa e agora está tudo aí! Estou tranquilo por que tive acesso a dados que interessavam a todos e levantei a questão em defesa do torcedor e do futebol. O sócio torcedor não é renda e figura apenas como demonstrativo de arrecadação.
Mas alguns órgãos de imprensa insistem em superestimar os dados e manipular a informação: claro têm interesse! A verdade esta aí, sei que alguns poucos ainda vão insistir e se negar a enxergar!”

Tentem entender esta decisão. Dezenove dirigentes dos 20 disputantes da Série A - faltou a Portuguesa - reunidos na sede da CBF no Rio tomaram a decisão, em conjunto com a entidade, de não programar mais clássicos estaduais nas rodadas finais do Campeonato Brasileiro.

A decisão não foi unânime, como sempre acontece no futebol tupiniquim. Cada qual quer furar o olho do outro: 11 a 8. Um dos motivos para a decisão foi o maior policiamento necessário para cobrir dois jogos simultâneos na mesma cidade.

O modelo com clássicos na reta final foi instituído pela CBF em 2011 para evitar que os jogos das últimas duas rodadas percam emoção quando um clube se tornar campeão antecipadamente. Além disso, evitar que uma equipe sem ambições no fim do torneio não leve a sério um jogo contra um postulante ao título ou a uma vaga na Libertadores.
  
Tais episódios aconteciam com frequência, como em 2009 e 2010. Com o Flamengo dependia de uma vitória sobre o Grêmio na última rodada, em 2009, e  o time gaúcho escalou  reservas pro jogo no Maracanã. Se o Grêmio ao menos empatasse aquele jogo, o campeão seria o arquirrival Internacional. O Flamengo suou muito, mas venceu por 2 a 1, de virada, e ficou com a taça.
No ano seguinte, o Fluminense, que disputava o título ponto a ponto com o Corinthians, enfrentou e venceu nas últimas rodadas, fora de casa, os desinteressados Palmeiras e São Paulo. O derradeiro rival foi o já rebaixado Guarani, que mandou a campo um time de reservas. A vitória do Flu foi muito difícil, por 1 a 0, e valeu o título.
Pelo que concluiu minha vã inteligência, os clubes querem voltar a este esquema de marmeladas e de prejudicar os arquirrivais estaduais. No caso do nosso quintal, vale lembrar que Cruzeiro e Atlético fizeram partidas sensacionais na última rodada de dois brasileiros seguidos. Nada os tirou da linha de pensamento que o importante seria vencer aquele clássico, independentemente de favorecer ou prejudicar outro adversário.

Aparício e falastrão, ainda que bom de bola pacas, o lateral Daniel Alves aprontou baita confusão em Barcelona numa entrevista ao jornal Mundo Deportivo na qual deu a entender que Neymar já seja jogador contratado pelo seu clube. O jornal com base nessas declarações informou que o clube catalão teria antecipado o pagamento de 10 milhões de euros ( R$ 26 milhões) como garantia de negócio.
Disse Daniel Alves: " Ele sabe o que está acontecendo, o acordo que tem, que é vir mais pra frente, mas se eu fosse ele, pra chegar bem à Copa do Mundo (de 2014, que será disputada no Brasil), da qual é nossa esperança, viria agora porque melhoraria muito seu jogo taticamente. Além disso, viria pra uma equipe que se adapta muito bem às suas qualidades.

Toda manobra jurídica de embromação que os advogados dos 12 torcedores corintianos presos em Oruro, na Bolívia, vai dar em nada. Vão continuar detidos até que seja julgado o recurso de apelação contra a prisão preventiva deles. O remédio tentando no Brasil, pra trocar um menor daqui com os detidos lá morreu na frente da decisão da Promotoria local.
Isso porque a fiscal de investigação (equivalente à promotora) Abigail Saba não pretende mudar sua linha de trabalho depois da confissão, no Brasil, do menor H. A. M., que teria sido o responsável pelo disparo que matou Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, na Bolívia. 
Pelo contrário: ela pretende  mudar o inquérito e incluir um 13º indiciado que seria o menor que confessou o crime.
Além disso, tão logo tenha em mãos a confissão do menor, Abigail pretende indiciar, também, os demais como cúmplices da fuga do menor. Piorou a situação do  pessoal preso nas celas imundas e pequenas de Oruro.

Fim da Taça BH de Futebol Júnior: não acredito que a taça permanecerá viva e pujante depois do afastamento por questões de saúde de seu criador e mantenedor, meu amigo Chafith Felipe. É de se lamentar. Participei ao lado dele durante vários anos da organização da competição e sei a trabalheira que dá. Chafith percorria com seus carros vários quilometros. Primeiro em busca de sedes patrocinadoras e depois na administração do torneio. Tudo terminava sempre bem.

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