sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ENFIM, JUSTIÇA PUNE VIOLÊNCIA DAS TORCIDAS ORGANIZADAS


Que a condenação dos integrantes da Galoucura pela morte do cruzeirense Otávio Fernandes, 19, aplicada pelo Juiz Glauco Eduardo Soares Fernandes, menino que vi nascer e crescer em Caratinga, sirva de alerta aos pretensos vândalos e gangsteres armados pra nova guerra neste domingo na volta do Mineirão. 
Glauco é filho do casal amigo e conterrâneo,  doutor Geraldo Viggiano Fernandes e de dona Lucília Soares, amigos especiais, atleticanos.  
O que a sociedade cansou de pedir - cadeia pra essa turma - o 2º Tribunal do Júri de Belo Horizonte atendeu. Doutor Glauco estabeleceu ainda que os presos continuem presos, respondendo os recursos enjaulados.
 No meu entendimento, o andamento do processo andou mais rápido. O crime foi cometido em novembro de 2010 com 12 envolvidos e já se tem agora as primeiras condenações. Virão outras por aí.

Houve discussões jurídicas de desmembramento e, por fim, seis criminosos foram a Júri. Eu antecipei (enfim!) aqui nesta Trincheira que o doutor Glauco aplica a lei com rigor. Mão pesada. A a exemplo de seu pai, excelente advogado com quem trabalhei em alguns feitos, promotor e, finalmente, juiz de Direito.
O réu Marcos Vinicius de Melo, o Vinicin, levou 17 anos  em regime fechado por homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha. Outro réu, João Paulo Celestino Souza, o Grilo, tomou 15 anos e 10 meses, também em regime fechado, pelos mesmos crimes.

Aí vêm os pessimistas de plantão e analisam: "não vão ficar nem 8 anos na cadeia". Ah, é. Você gostaria de ficar este tempo preso?. Claro que nenhuma punição restituiria à vida o garoto Otávio, morto covardemente, na passagem mais gostosa e esperançosa da vida. Em plena juventude.
A condenação não servirá de conforto aos seus pais e parentes, com certeza, mas passa a minimizar a crença enraizada na cultura deste País que a impunidade sobrevive. O mundo nosso de cada dia não vai melhorar por causa dessa decisão, todavia nós nos sentiremos, talvez, um pouco mais seguros.
Já Cláudio Henrique Sousa Araújo, o Macalé, foi absolvido do crime de homicídio e condenado a 2 anos de prisão em regime aberto por formação de quadrilha. A mesma pena por formação de quadrilha foi dada aos réus Eduardo Douglas Ribeiro de Jesus, Josimar Júnior de Sousa Barros e Windsor Luciano Duarte Serafim.
O júri popular que estabeleceu as bases da sentença do Dr. Glauco Fernandes, teve quatro homens e três mulheres. O promotor Francisco de Assis Santiago - um dos dirigentes do América -  se disse satisfeito com o resultado.
 Ele teve, como de costume, atuação enérgica e dura, cheia de arranca-rabos com os advogados da defesa.

Meu Bom, de vez em quando eu cito aqui meu amigo neurocirurgião, Romero de Castro Vieira. Moço bom que nem coco. Paulista, torcedor do São Paulo, e que aportou nessas bandas atrás de expandir seus conhecimentos. Logo ganhou a simpatia geral de quem trata com ele no Hospital Vera Cruz.
No entanto, só agora soube da novidade que Romero trouxe da capital paulista. Um tratamento especial, através de equipamento indolor, que ameniza e, pode curar, problemas crônicos de coluna, tensão, e até depressão. Vou ficar por aqui a fim de não cair no ridículo de escrever sobre o que não sei.
Essa novidade pretendo trazer num artigo escrito pelo próprio doutor Romero pro meu blog. Depois, estarei, também, fornecendo o endereço de seu próprio blog sobre medicina da dor, muito interessante.  

Até que enfim, até que enfim, até que enfim o Kalil vai colocar a cereja no bolo. Pelo menos foi o que ele deixou transparecer na entrevista coletiva do lançamento dos uniformes. Falou que o anúncio oficial da volta de Diego Tardelli está bem no quintal da Cidade do Galo.
Espera apenas o tal documento do Al-Gharafa que parece vem no dorso de um camelo a nado na travessia do Atlântico. Segundo Kalil: "vou tuitar no dia que o documento chegar na minha mesa e eu assinar” o que não é nenhuma novidade visto que já repetiu tal declaração umas 300 vezes.
Acrescentou, também, o óbvio: “Eu tenho que ter a responsabilidade do presidente do Atlético. Então, a imprensa especular, a torcida gritar, não é coisa de presidente do Atlético, que é assinar o documento e dizer que o Tardelli chegou.”
Outro lado que espera ansiosa a chegada de tal documento é a redação do Superesportes. Tá no site de novo hoje, outra informação repetida umas 300 vezes:
"Há duas semanas, o Superesportes revelou que as partes chegaram em um acordo de que a transferência se realizaria".
" Depois de uma série de reuniões no Catar, Tardelli chegou a anunciar seu jogo de despedida. Ainda assim, os árabes tentaram congelar as tratativas para convencer o camisa 9 a permanecer em Doha. O jogador manteve a sua posição e enfim foi liberado. Agora, Alexandre Kalil aguarda a documentação".

No lançamento das novas camisas, o presidente Gilvan Tavares pediu paciência à torcida. (foto Rodrigo Clemente)

O quê ouvi de reclamação dos absurdos cometidos pela tal de Minas Arena na venda dos ingressos pro clássico supera os limites do bom-senso.
No programa do deputado João Vitor Xavier, na Itatiaia, ouvi torcedores informando que compraram - por altos preços - seu ingresso corporativo pela internet a fim de não enfrentar filas.
No entanto, na hora de trocar o tíquete virtual pelo ingresso enfrentou burocracias e filas terríveis por mais de cinco horas. Pode?
João Vitor fez essa pergunta elementar pro presidente da Minas Arena: "por que o torcedor na hora que compra seu ingresso não pode comprar, também, o bilhete do estacionamento?".
Coisa mais banal, ou não? Ele enrolou e não apresentou uma solução.
Pediu pro torcedor chegar mais cedo ao estádio - ali pelas 10 horas da manhã, né - pra cuidar do número de seu assento e de sua entrada no estacionamento.

Quem comprou ingresso numerado quer é comodidade, como na Europa, chegar quase na hora do jogo e com lugar garantido no estacionamento.  
Outra coisa que eu coloquei aqui e critiquei, o João Vitor cobrou do cartola da Minas Arena, também: "a reunião pra resolver tantos problemas pendentes, que qualquer pessoa antecipava como passível de acontecer, foi realizada um dia antes dos ingressos serem colocados à venda." Confiaram numa competência que ninguém tem, impossível de ser praticada nessa situação.
Resultado: ainda há tempo de você, meu Bom, vender seu ingresso, ou rasgá-lo, ou presenteá-lo e evitar os aborrecimentos do Mineirão. Vá outro jogo pra conhecer o novo estádio entregue à administração paulista pelos governadores Aécio e Anast-azia.

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