segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

GALO FOI ATÉ MAIS VELOZ E RAPOSA PAROU NA TRAVE E NO GOLEIRO DO GUARANI


De volta da intertemporada longe dos tamborins, surdos e cuícas que tanto me enfeitiçavam outrora - passei  o carnaval em Caratinga, numa voracidade incrível de leitura e devorei  a outra metade da biografia excelente do guerrilheiro Carlos Marighella, morto pelas forças da opressão da ditadura, em São Paulo, passei pela ternura da vida da bailarina Ana Botafogo e mergulhei no submundo de Falcão, o livro de MV Bill.
Retornei ao futebol no domingo, já em casa, na mansão das pirambeiras do Sant antão. Vi apenas melhores momentos.

 O Atlético me impressionou pelo ritmo que impôs desde o início contra o Araxá. Logo teve bola na trave, gol anulado por impedimento, boas defesas do veterano Marcelo Cruz e acabou com a festa antes dos 25m. Fez 1 a 0, com Jô.
Não deixou o ritmo cair no segundo tempo, daí chegar fácil aos 3 a 0. O segundo gol, anotado por Bernard, foi uma obra-prima de precisão. A matada da bola e a bomba de perna esquerda, que não é a boa, acertando o ângulo de Marcelo Cruz. O terceiro, a marca do artilheiro: a bola sobrou limpa pra Alexsandro marcar.
Foi uma boa preparação pra batalha do dia 26, em Buenos Aires, contra o Arsenal pela Libertadores.

Cuca destacou a velocidade de Tardelli, como substituto de Ronaldinho Gaúcho, e concordo com ele. A passagem da bola da defesa pro ataque, nos lances que pude ver, ficou mais agressiva, apesar de menos criativa. É uma opção nova que Cuca passa a contar pra descobrir outras caras do Galo.

Ainda que o time do Cruzeiro tenha demonstrado vontade e determinação, conforme destacou Marcelo Oliveira, empatar de 0 a 0 com o Guarani, em Nova Serrana, ou seja, fora da casa do mandante do interior, não é bom resultado nem aqui nem na conchichina. Os jogadores não usaram nenhuma desculpa porca pra justificar o resultado, isso é bom. Deram méritos ao esquema defensivo do adversário.
Destaque especial foi o goleiro Leandro, com defesas sensacionais. Quando a bola passou por ele, acertou a trave. Diego Souza e Luan estrearam. Diego foi muito lutador: buscou o jogo, deslocou-se e mandou uma bela cabeçada na trave. Luan foi feijão-com-arroz.

No intervalo do jogo, Dagoberto, esgotado, pediu pra sair. Então não estava nem preparado pra entrar se não tem melhores condições físicas. Marcelo Oliveira mexeu errado. Colocou Egídio, segundo ele, pra dar maior movimentação pelo lado esquerdo. Não teria sido melhor, então, entrar logo com Luan?
Só pra lembrar os desmemoriados: Luan atuava no Palmeiras pelo lado esquerdo, com funções ofensiva e defensiva e fazia gols decisivos.


E mais preocupante é saber que com a chegada das novas contratações as pratas vão sair. O presidente Gilvan Tavares tá louco pra emprestar Elber. Nem relacionado o menino tem sido, o que é uma mancha terrível na história de valorizar a base contada sobre Marcelo Oliveira.

A situação do América começa a preocupar. O time recentemente esteve em visita temporária ao módulo dois e sabe como é a dureza lá. Até agora, num campeonato de tiro curto, onde apenas quatro se classificam pra fase decisiva, o Coelho tem apenas um ponto do empate em casa com o Boa Esporte.

Quando a Trincheira alerta aos incautos do mundo da bola é porque se baseia em histórias como essa que o veterano Amaral, ex-Palmeiras, Corinthianas e Seleção Brasileira, experiente e andado aos 39 anos, tem pra contar na sua passagem meteórica pelo futebol mineiro.
Amaral foi contratado por um empresário chileno pra jogar no Poços de Caldas, disputante do Módulo 2 do Campeonato Mineiro. O time não deve ser confundido com Caldense, de Poços de Caldas. Esta tem uma longa história de glória no futebol das Geraes.

O jogador se desligou do Vulcão às vésperas da estreia na competição por se dizer enganado pelo empresário chileno Celestino Del Carmen Villa Zapata, que o contratou para defender o clube da região sul de Minas. 
Segundo Amaral o que lhe foi proposto financeiramente pra jogar pelo Poços de Caldas, conhecido como Vulcão, não era a real e nem cabia no orçamento do clube.Não apenas ele, mas também a comissão técnica do clube foi pega de surpresa com o fato. 
Conta aí, vai Amaral:
“Fomos enganados. Eu, a imprensa, a comissão-técnica, os jogadores e também a diretoria. Enganaram o bobo na casca do ovo. Essa pessoa (Celestino Del Carmen Villa Zapata) me procurou, me ofereceu um salário muito bom, com benefícios de primeira divisão, hotel cinco estrelas e um projeto bastante interessante.
"Fui conversar com ele em São Paulo, em um escritório chique (rua Machado de Assis, 772, Conjunto 13, São Paulo) e assinei um pré-contrato. Mas a figura sumiu, deixando na mão a todos, inclusive a diretoria".
"Conversei com o presidente Geovane Gaspar, que é uma grande pessoa e me deu total apoio. Agora, ele está correndo atrás para consertar o que essa pessoa que se diz investidor fez aqui. Nós todos fomos vítimas”.

Imagino que tal charlatão tenha pegado dinheiro com o clube pra fazer contratações fantásticas. Acertou com ex-atletas em atividade, e deu o cano em todo mundo. Senão, pra que sumir? Com certeza, visto ter uma escritório chique na capital paulista, o salafrário aplicará novos golpes em cartolas bem intencionados. Cuidado, portanto.

Convém alguém puxar as orelhas de Neymar de novo. Tá esquentado! Sua expulsão na derrota do Santos pra Ponte Preta (3 a 1) foi produto de nova fase de deslumbramento da Joia santista. Cabelos amarelos, individualista ao extremo, irritadiço com os marcadores, Neymar chegou o dedo na cara do zagueiro da Ponte, bem maior que ele.
Depois se jogou ao chão como se tivesse sido agredido. Levou vermelho, junto com o adversário. Enorme prejuízo pro time de Murici Ramalho que disputava a liderança com a Ponte e havia empatado a partida. Até jogava melhor. Saiu Neymar, o time degringolou.
Será que tudo isso é por causa da nova linda namorada global, atriz da novela das 9?

O atento tricolor Mário Sérgio Carraro, manda mensagem: "amigo e conterrâneo Flávio,coluna perfeita e interessante como sempre. E embora exalte a vitória Tricolor na Venezuela, não foi um feito tão grande assim, pois Caracas não fica tão alto. Fica a 900 metros do nível do mar. Menos que Brasília (1170 m) e mais que BH (850 m). E muito mais que a nossa querida Caratinga: 580 m! O que dificultou mesmo foi o campo".
Resposta: coisas da idade avançada, Mário Sérgio. Já estive lá e sei disso. Fui traído pelo uso do cachimbo, acostumado a falar mal de Quito, La Paz, e outras cidades andinas. 

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