domingo, 10 de março de 2013

FUTEBOL PERDEU AVEZ NO MINEIRÃO


Quem acredita em Papai Noel, seres extraterrestres, mulas sem cabeça, saci pererê, e outras coisas tantas do hemisfério da imaginação deverá acreditar, também, na Minas Arena, concessionária do Mineirão, de que entregará o estádio em perfeitas condições pra qualquer partida de futebol no dia seguinte à realização dos shows programados.
Além do espetáculo pago à Rede Globo pela cobertura com o cantor Elton John, realizado neste sábado, o Mineirão terá, ainda, na sua sede de gerar dinheiro ao grupo paulista, famoso explorador de pedágios em nossas rodovias federais, o Axé Brasil no período de 12 a 13 de abril.
Não entendo porque esse comprido festival de música baiana não sofre um pingo de crítica da mídia esportiva mineira. E olha que o gramado do estádio é devolvido em petição de miséria.
Não tem como ser de outro jeito. Foi assim das vezes anteriores e sempre será. São milhares de loucos pulando em cima dos tablados que enganam proteger o gramado, embalados pela zoeira e frenesi das músicas da Boa Terra.

Coisa pra levantar Jorge Amado, Castro Alves e Carlos Marighela de seus túmulos. Por fim, dia 3 de maio virá algo mais refrescante e calmo: um show de baladas com Paul McCartney. Claro, que atrás de tais baladas românticas e dançantes virá o rock pesado da guitarra do ex-Beatle.
No dia 14 de abril, os azuis enfrentam o Nacional de Nova Serrana, ou de Patos de Minas? pela 10ª rodada do Campeonato Mineiro. Em 5 de maio, haverá a segunda partida das semifinais do estadual e, com certeza absoluta, o Cruzeiro estará nela, classificado.

O pessoal do Cruzeiro tem andado numa boa tão grande com os goelas largas da Minas Arena que não se preocupa com a possibilidade do gramado ser prejudicado e até mesmo o Mineirão não estar em condições de receber qualquer público.
Segundo o pessoal da Minas Arena, a empresa " está ciente das partidas e  disponibilizará o estádio. Quando estivemos nos Estados Unidos, em 2010, também vimos uma arena, em Boston, que havia recebido um show no dia anterior e não houve problema algum no jogo de futebol do dia seguinte”.

Admitamos que sim, mas isso foi nos Estados Unidos. Falamos de Brasil, de Minas Gerais e de Beagá, onde as coisas acontecem ao avesso e o urubu de baixo "cospe" no dia cima. Hehehehe, pra não dizer outra coisa, em respeito aos milhares de leitores da Trincheira.
Contudo, saibam aqueles que não acreditam em assombrações ou em Papai Noel, que se  Minas Arena não disponibilizar o Mineirão nos conformes pro Cruzeiro, terá que pagar ao clube celeste a quantia de R$ 2,5 milhões, por força de contrato.

 CAIU O TREINADOR DO AMERICA DEPOIS DE NOVO TROPEÇÃO
  
Recebo do ex-prefeito de Caratinga e meu primo, José de Assis Costa, email pra curtir nos finais de semana, regado a bom vinho: 705 músicas do Rei Roberto Carlos. Não sei se meu gosto é esmerado como o Zé destaca, mas posso garantir que tieto pacas o moço de Cachoeiro do Itapemirim. Grato, Zé e vida eterna nessa nossa maltratada Caratinga.

O América apostou no trabalho do desconhecido   Vinicius Eutrópio e perdeu tempo e dinheiro nessa jogada arriscada. Neste sábado, após novo empate em casa (1 a 1) diante do Nacional, pelo Mineiro, o diretor Marcus Salum deu-lhe o xeque-mate:  não é mais técnico do Coelho.
Vinicius já estava trepado no telhado há dias. Tanto que Emerson Leão esteve esses dias na Capital e seu nome foi especulado. Salum disse que não houve contato, porque Leão não faz o gênero do América. Sei lá.
Parece que não houve foi acerto financeiro. Leão é bem caro. Na lista agora, o nome do eterno auxiliar de Vanderlei Luxemburgo, o ex-cruzeirense PC Gusmão. Se Salum me ouvir, não traz esse não. O momento do América exige coisa melhor...

GALO SEM MEDO DA ALTITUDE BOLIVIANA

Na Taça Libertadores, o The Strongest, campeão boliviano, é um leão velho, desdentado, moribundo, fora dos 3.600 metros de La Paz. Claro que, ainda assim, faz medo nos adversários porque chega embalado pelo ar puro da altitude e exige bastante deles, como aconteceu contra o São Paulo e o Atlético no Independência.
No retrospecto da competição, o clube boliviano disputou 56 partidas em La Paz, venceu 32, empatou 13 e perdeu 11. Ou seja, não é tão imbatível como se pensa. É mais forte, contudo, do que fora de seus domínios.
Esta semana, o Atlético pega este Leão desdentado na Toca dele. A 3.600 metros de altitude.
Complicado! O aeroporto de La Paz está a 4 mil metros. Avião quando levanta voo lá, não sobe. Desce primeiro. O Galo terá quatro dias de adaptação pra tentar manter os 100% de aproveitamento. O jogo será nesta quarta-feira. 

Com 19 participações na Libertadores, The Strongest iniciou em 2000 os confrontos contra brasileiros, numa goleada sobre o Juventude (5 a 1). No mesmo ano, outra ferrada deles em nós: 4 a 1 no Palmeiras.
Em 2003 e 2004, Corinthians e São Caetano, respectivamente, foram os únicos times nacionais a retornar de La Paz com vitória na Libertadores. Ambos os jogos com placar de 2 a 0. 
A campanha boliviana de 2005 contou com um empate diante do São Paulo (3 a 3). No ano seguinte, derrotou o Goiás por 1 a 0. Por fim, em 2012,  venceu o Santos ( 2 a 1) e empatou com o Internacional (1 a 1). No geral, o aproveitamento do clube em casa, diante de adversários brasileiros, é de 58%. 

O jogo será no estádio Hernan Siles, que tem capacidade pra 42 mil pessoas. Estive lá, num jogo da Seleção Brasileira, que venceu por 1 a 0, gol de Reinaldo. Depois, voltei numa Libertadores com o Cruzeiro que foi derrotado. Não me lembro o placar. Não gostei da cidade e nem da altitude. Tratei de estudar melhor minha agenda no futuro.

Leio outra informação importante no site Superesportes. A primeira participação do Strongest na Libertadores foi em 1965. No retrospecto geral como visitante, a equipe venceu apenas quatro jogos em 58 partidas. 
Ao todo, o Strongest também trouxe sete empates quando atuou fora de casa. Ou seja, o leão (que lá chamam de Tigre de Bengala) realmente é desdentado e precisa mais que bengala. De muletas.


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