domingo, 3 de março de 2013

MARCELO DEVE EXPLICAÇÕES: LIDERANÇA DO CRUZEIRO NÃO CONVENCE


O fato de ser líder invicto do campeonato mineiro não torna o Cruzeiro uma equipe já estabelecida, após tantas contratações. A difícil vitória (3 a 1) sobre o Tombense no Mineirão, sábado, apenas confirma a peregrinação do técnico Marcelo Oliveira atrás da melhor formação, em que pese ter à sua disposição mais de 35 atletas.
O entusiasmo da primeira vitória, na rodada inicial, sobre o arquirrival passou repentinamente. O time jogou bem, com disposição e acerto, naquela partida. E foi só. De lá pra cá, e nas constantes mudanças processadas pelo treinador, afundou-se numa mesmice, lentidão e desapego de fazer pena.

Não demora muito e as especulações sobre a proteção de determinadas "estrelas" sem a melhor condição física, escaladas na marra, por causa do nome, carregarão o clima saudável da Toca da Raposa de pesadas queixas de desunião do grupo.
Pacote não conseguiu reescalar o Cruzeiro com a mesma disposição da estreia. O time  está esburacado no meio da defensiva, expondo os zagueiros; sem cobertura nas laterais, nas subidas constantes e desordenadas dos alas; não tem criação no meio-campo, apesar da presença do bom Everton Ribeiro e pouca ação ofensiva.

Contra o Tombense, os deuses jogaram de novo a favor: Anselmo Ramon lesionou-se e entrou Vinicius Araújo com seu faro de gol. Além de marcar o seu, fez a assistência no segundo gol de Everton Ribeiro. 
As jogadas do lado esquerdo do campo existiam com Egídio e Everton não existem mais. Do lado direito, são poucas com Ceará isolado.
Marcelo encostou Ricardo Goulart e sua insistência em ter dois volantes de marcação, mais a lerdeza de Diego Souza e a falta de preparo de Dagoberto assustam.
O Cruzeiro precisa pensar grande, até fora do Mineiro. Pra ter dois volantes, precisa ter mais gente de criação, Ou então, apenas um volante - Nilton - e mais gente na preparação com capacidade de cercar e chegar à frente. Por que dessa história de um homem referência entre os zagueiros adversários e outro velocista? O esquema de Marcelo prioriza apenas o contra-ataque até nos jogos em casa? Céus.

Além dos sustos que levou ao ver seu time vencendo por apenas 1 a 0 e debaixo de tremendo sufoco do Tombense, a torcida celeste teve que amargar de novo outra pancadaria da Minas Arena. Até quando o serviço ruim será prestado não se sabe!

Quem deixou pra adquirir ingresso do jogo Atlético x The Strongest, pela Libertadores, no Independência em cima da hora, lascou-se. Nina Abreu, assessora de imprensa da FMF e da BWA, me informou que só existem ingressos de R$ 200,00, atrás do gol. Considerado setor VIP. Sant'Anão do Agaó!

Que eu não sou doido de comprar o tal "pagar-pra-ver", todo mundo já sabe! Porém que sou imbecil a ponto de tolerar jogo da Ponte Preta todo sábado às sete e meia aposto que ninguém acreditaria, Mas não sou não. Por mais que o Sportv programe todo sábado jogo da Macaca!

Pelo mesmo placar de sábado (3 a 1) o Atlético passou pelo Guarani, no Independência, e manteve-se colado ao líder com um ponto atrás. As dificuldades nesse caso, também, foram enormes, porém bem inferiores às dos azuis no dia anterior.
Sem jogadores importantes como Pierre, Ronaldinho Gaúcho e Bernard, poupados, e Léo Silva, suspenso,  concordo, em parte, com meu amigo Bob Faria que analisou a baixa produção atleticana por falta de entrosamento. Chego mais adiante: faltaram  os talentos.
Leandro Donizete, no meio-campo, e Tardellli, na ligação, foram os maiores destaques; por outro lado, sobrou esforço em Richarlyson e Júnior César, mas faltou vontade em Jô e Marcos Rocha.  A impressão, afinal concretizada, que a maioria dos jogadores passou é que o jogo seria liquidado quando quisesse. E foi.

O único susto aconteceu quase no final, quando o Guarani diminuiu num golaço de Eric, que passou na velocidade por Gilberto Silva, driblou Victor e, por fim, de novo Gilberto e só não entrou com bola e tudo porque teve humildade. Preferiu encher as redes.
Apesar de perder Luan e Rever, por cortes nos couros cabeludos, tonteira, etc, o Atlético teve o domínio territorial da partida. Não fez nada de extraordinário ou de bonito. Na cobrança de duas penalidades máximas, Tardelli marcou seus gols e Richarlyson deixou o dele no marcador final.

Só pra analisar critério da arbitragem que passou despercebido por Márcio Resende de Freitas, analista do apito na Poderosa. No segundo tempo, os times fizeram suas três substituições e o Atlético teve Rever e Luan atendidos em campo com lesões. Demoraram a sair, porque seus casos foram mais sérios.
No entanto, o juiz Cleisson Veloso deu apenas três minutos de acréscimo e, ainda assim, conforme Márcio chamou a atenção de todos, apitou o final do jogo antes do prazo estabelecido. Tudo bem que o placar estava definido e a diferença entre os adversários era enorme. Se fosse num clássico? Esse moço não tem sido tão prestigiado nas arbitragens?

O desabafo do garoto Elber, autor do terceiro gol do Cruzeiro, no final da partida contra o Tombense, tem sentido,. Outro dia, o presidente do clube, Gilvan Tavares, que gosta de falar fora de hora, manifestou favorável à sua saída por empréstimo. O atleta não quer ir e o Cruzeiro precisa dele. Será que só o exemplo de Bernardo no Vasco não bota juízo na cabeça dos cartolas celestes?
Outra bobagem dita pela boca de terceiro: antes de entrar em campo, Elber revelou que Marcelo Oliveira lhe teria dito - "Vai lá e mostra seu valor pra merecer ser aproveitado como profissional do Cruzeiro". Será que ninguém informou ao Marcelo que Elber foi grande destaque do time ano passado e só não teve prestígio de Celso Roth?

Dois campeões em baixa: o Fluminense, campeão brasileiro, pode até se justificar através da disputa do Campeonato Carioca paralelamente à Taça Libertadores. Mas é inegável que está em baixa, conforme mostrou na derrota pro Vasco por 3 a 2. E o Barcelona, nas seguidas derrotas pro super rival Real Madrid, deixa claro que os ventos bons já não sopram mais pelos lados catalães. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Escolha a melhor forma de se identificar em Comentar como: Depois pitaque à vontade.