domingo, 17 de março de 2013

QUEM NÃO FOI AO HORTO PERDEU GRANDE CLÁSSICO E SHOW DE REVER


Não fui ao Horto porque me nego a passar raiva por conta das administrações inventadas para o que chamam agora de arena do Independência e aquela do Mineirão. No caso do clássico América x Atlético ainda teve outro problema: sou contra, como todo mundo sabe, o tal de "pagar -pra-ver", então não tenho essa roubalheira em casa. restou-me acompanhar o jogo pela Itatiaia, com a narração de Enio Lima no primeiro tempo e do deputado Mário Caixa Henrique no segundo. Recebi várias boas informações e me orientei na produção da Trincheira nos comentários do Lélio Metralha Gustavo.
Pelo que disseram, foi uma correria desembestada no primeiro tempo, com o Coelho surpreendendo o time de Cuca, que não teve Ronaldinho Gaúcho, Léo Silva e Júnior César. Guilherme fez a função de RG-10 e Richarlyson foi lateral esquerda, Na zaga, o homenageado Gilberto Silva que fazia seu centésimo jogo com a camisa do Galo. Pena que saiu lesionado no primeiro tempo.
O América estreava seu novo treinador Paulo Comelli. E impressionou no início, tanto que saltou na frente, com Fábio Júnior fazendo 1 a 0. Este gol despertou o Atlético que foi em busca do empate. Tardelli infernizava a defesa americana. O gol de empate foi marcado por Leandro Donizete, o primeiro dele após 52 jogos com a camisa atleticana. Primeiro tempo, 1 a 1.

No segundo tempo, antes dos 17m, o Galo mostrou que voltava com todo seu potencial. Mais que isso, que um espírito de artilheiro baixara no capitão Réver.  Pô, os dois golaços de Réver mostraram como o time do Galo tá ensaiadinho, em bolas paradas.
Na primeira, Tardelli enganou a defesa do Coelho na cobrança de falta, e Rever sobrou na área. O seu toque por cima do goleiro Neneca não foi obra do acaso. Foi coisa de beque de Seleção, que sabe jogar. No segundo, uma das armas do Galo. Cobrança de escanteio e Réver marcou de meia bicicleta.
Mas Réver não ficaria só nesses dois gols. Marcou outro de novo em jogada ensaiada de escanteio. Bernard cobrou corner e Réver marcou de cabeça virou artilheiro do campeonato. O clássico estava, realmente, quente.
Mal fez o quarto gol, o Galo tomou o segundo: jogo aberto e Noriva marcou pro Coelho. As emoções não paravam: Tardelli marcou o quinto do Galo e o terceiro dele na competição. Juntou-se ao Rever como artilheiro. Galo 5 a 2.

Diego Souza fez a melhor apresentação com a camisa do Cruzeiro. Contribuiu decididamente na goleada de 4 a 1 sobre o Boa Esporte no Melão, em Varginha.  Não apenas porque marcou o primeiro gol, mas porque teve participação ativa  em assistências perfeitas a Everton Ribeiro, a Borges e a Tinga nos outros gols.
Me pareceu mais leve, solto e querendo mostrar as suas qualidades que num determinado momento lhe deram o título de melhor jogador do Brasileiro.
Não entendi, nem como pra resguardar o craque, a saída de Everton Ribeiro pra entrada de Tinga. Aceitaria se a troca fosse por Ricardo Goulart, cujo estilo é bem parecido com o do titular. Seria boa chance pra testar o jovem contratado junto ao Goiás.
Quanto a Tinga, 38 anos, teria mais alguma coisa pra mostrar a Marcelo Oliveira?

O Boa faz péssima campanha no Mineiro e é até candidato ao descenso. Com a derrota se juntou ao América-TO na zona de rebaixamento. Contra o Cruzeiro, o Boa usou a experiência de alguns jogadores com Marcelinho Paraíba e Radamés, marido de atriz Vivienne Araújo, presente num dos camarotes, e assustou os azuis no primeiro tempo.
Fábio trabalhou muito como sempre, principalmente nas bolas altas, defeito que Marcelo Oliveira não consegue corrigir no seu time, apesar de colocar zagueiros altos. Nirley não me parece o mais adequado pra jogar ao lado de Paulão.
Também achei Egídio bem dispersivo: correu muito e produziu pouco, tanto na defesa como no ataque.O time melhorou com os meninos Maike e Elber, nos lugares de Ceará e Dagoberto, mas não serão titulares no momento.
Penso, também, que falta pulmão novo no meio, ao lado de Everton Ribeiro, pras armar as jogadas ofensivas. Ou seria Ricardo Goulart, ou Alisson.
A exibição do Cruzeiro, ao contrário do que sugere o placar, não foi brilhante. O quarteto ofensivo escalado por Pacote pela primeira vez mostrou razoável entrosamento.

O Leão de Nova Lima é o outro invicto no Mineiro e está entre a turma do G-4. Teve uma importante vitória fora de casa no sábado em cima do Araxá no Estádio Fausto Alvim por 2 a 0, gols de Tchô e Marcelo, ambos no segundo tempo. A campanha do Villa Nova, dirigido por Alexandre Barroso, refaz a história do time no Campeonato Mineiro, onde sempre foi bem.
Pena que seja eterna vítima dos políticos de Nova Lima. Não conseguiu nos seus 100 anos construir nem um estádio digno de suas tradições como primeiro campeão brasileiro da Segunda Divisão e tricampeão mineiro. Seu curralzinho tá absolutamente superado.

O Nacional que já foi de Nova Serrana e agora é de Patos de Minas, derrotou o Tupi, também no sábado, no Estádio Bernardo Queiroz por 2 a 1. Os donos da casa chegaram à vitória com dois gols marcados no fim do primeiro tempo. Caleb, ex-América, abriu a contagem aos 40. Seis minutos depois Kanu, ex-Cruzeiro, ampliou fixou. Sofreu o gol, aos oito minutos, marcado por Wesley. 
Com o resultado
, o Nacional subiu para o sexto lugar com oito pontos. Já o Tupi permanece em quinto, com nove. Na próxima rodada, o time de Patos de Minas enfrentará, em casa, o Atlético. Já o Galo Carijó da Zona da Mata terá pela frente o América-TO, em Juiz de Fora. 
Na briga direta por uma vaga no pelo G-4 do Campeonato Mineiro, Caldense e Tombense empataram por 0 a 0, no Estádio Ronaldo, em Poços de Caldas.Com o resultado, o Tombense subiu pro terceiro lugar, com 10 pontos. No entanto, o time de Tombos está ameaçado pelo Atlético.
Já a Caldense caiu
pra a sétima posição da tabela, pois o Nacional chegou ao sexto lugar. A Veterana tem sete pontos, um atrás do Búfalo. 
Um resultado que surpreendeu foi a goleada do Guarani por 4 a 1 sobre o América-TO. O jogo foi na Arena de Nova Serrana, porque o Guarani de Divinópolis é outro time sem estádio e que tem de jogar na cidade vizinha.Os dois times estão mal na competição e o Guarani empurrou o time de Teófilo Otoni mais pro buraco.

O Papa pode ser argentino, pouco importa; o que nos interessa, conforme sabedoria popular, é que Deus seja brasileiro.

Jorginho deve ser apresentado como novo técnico do Flamengo. A saída de Dorival Júnior do Flamengo, definida neste sábado, era desenhada há algum tempo. Com contrato até o fim do ano, o treinador foi mantido no cargo pela nova diretoria. Em caso de demissão, custaria um alto valor ao clube por conta da multa rescisória.
 Mas Dorival jamais esteve prestigiado pela gestão de Eduardo Bandeira de Mello. Pesava o fato de ter sido escolhido por Zinho, então diretor de futebol de Patrícia Amorim. Nas últimas semanas, o técnico passou a ter decisões contestadas internamente, estava arredio e distante de ser unanimidade, inclusive entre os atletas. Os sinais de desgaste ficaram ainda mais evidentes depois da derrota por 3 a 2 para o Resende, de virada, na última quarta-feira, no Engenhão

Um comentário:

  1. Mas pagar o pay per view hoje está mais barato que ir ao estádio. E a ser maltratado do início ao fim no estádio, fico no conforto de minha residência, tomando um chá com torradas tranquilamente, podendo xingar quem eu quiser sem ninguém me censurar por pegar no pé de determinado jogador. Melhor impossível!

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