quarta-feira, 6 de março de 2013

RG10 NÃO DEPENDE DA SELEÇÃO PRA TER MOTIVAÇÃO ESTA NOITE


Penso que é uma tremenda bobagem achar que o esquecimento temporário de Felipão possa influir no rendimento de Ronaldinho Gaúcho no jogo desta quinta-feira contra o The Strongest. Nenhum jogador com a experiência de RG-10, com título mundial conquistado com o escrete nacional, perde o foco numa partida importante de seu clube apenas porque não entrou numa lista provisória de convocação.
Talvez tal situação atinja mais o garoto Bernard, cotadíssimo nas enquetes populares e na mídia nacional, mas despercebido na convocação de Felipão. Aliás, o próprio treinador, na sua entrevista coletiva, puxou as orelhas - como sempre faz, quando não lhe agrada determinada pergunta - de alguns repórteres insistentes sobre a ausência de alguns craques.
Segundo Felipão, ele tem quatro amistosos antes da Copa das Confederações e pretende testar em duas partidas, pelo menos, as dúvidas que ainda tem. Imagina-se, então, que RG-10 chamado apenas pra um amistoso com Scolari, venha a ter outra chance. E que Bernard tenha pelo menos duas.

Ronaldinho descartou especulações sobre decepção por não ser chamado pra nova Família Scolari. Garante que seu foco é na Taça Libertadores e no jogo contra o The Strongest pra manter o 100% de aproveitamento do Galo na competição.

O Brasil realizará dois amistosos em março: no dia 21, contra a Seleção Italiana, em Genebra, na Suíça, e dia 25, contra a Rússia, em Londres.

Tolerância zero da Conmebol contra a violência das torcidas na Libertadores continua valendo. Após punir o São Paulo e o Corinthians, a entidade meteu ferro no Velez Sarsfield da Argentina por causa de briga de sua torcida com a do Penarol, semana passada.
A velha rivalidade entre uruguaios e argentinos acendeu no jogo do Estádio Centenário de Montevidéu. Cadeiras, paus, pedras, pilhas, dentaduras, etc , foram arremessadas de ambos os lados. Sete pessoas ficaram feridas e duas foram presas.
O Velez jogará sem o apoio de sua torcida, com portões fechados, na próxima terça-feira em Buenos Aires. O Peñarol, também punido, não poderá contar com seus torcedores.
Além disso, a Conmebol botou a mão nos cofres dos clubes. O Velez pagará multa de 100 mil dólares e os uruguaios de apenas 14 mil.

Ao ver o Zé Roberto com 38 anos correndo o campo todo, com atuação destacada no trabalho de marcação, armação e até como artilheiro, como foi na goleada do Grêmio sobre o Caracas (4 a 1) nesta terça-feira, na Arena gremista, justifica-se a repatriação de velhas figuras carimbadas.

Alimentam um desentendimento maior entre a torcida do Cruzeiro e o craque Walter Montillo sem o menor sentido. Montillo é página virada na Toca da Raposa. Como ele próprio afirmou, "não deve nada ao Cruzeiro e nem o Cruzeiro me deve nada".
No mundo profissional do futebol atualmente estas pieguices e sutilezas ficam nas prateleiras. Montillo não foi mercenário, apenas aceitou uma proposta superior do Santos. O Cruzeiro fez bem em negociá-lo. Recebeu 10 milhões de euros e mais os direitos de Henrique.
O problema está na forma traumática da saída de Montillo. Ele  deixou o Cruzeiro pelas portas do fundo, sem se despedir da torcida, que o apoiou em diversas situações profissionais e pessoais.
Só agora, o argentino resolveu desabafar numa entrevista à revista Placar.
O texto da revista mostra números espetaculares do argentino:  foram 122 jogos e 36 gols. Com esses números, o meia alcançou a marca de maior artilheiro estrangeiro do clube. Pelo Cruzeiro, foram também 36 assistências. Montillo participou diretamente dos gols da equipe em 60% dos jogos em que atuou.
De herói a vilão, como sempre, houve um pequeno salto.  Montillo tá sentido porque a torcida celeste o rotulou de mercenário - coisa normal de torcedor apaixonado. O craque se diz agradecido ao Cruzeiro que o trouxe pro Brasil, porém desgastado com as declarações do presidente Gilvan Tavares:
Na verdade é que o presidente (Gilvan de Pinho Tavares) precisava me vender. Não tenho o que explicar ao torcedor. O presidente falou muitas coisas que não foram certas quando eu saí, para botar a torcida do lado dele. Mas eu não preciso disso. Minha consciência está tranquila”, disse à revista Placar de março.

Outro fato incontestável: Montillo queria mesmo é jogar com Neymar. (Foto)
Ao Superesportes, Alexandre Matos, diretor de futebol do Cruzeiro, explicou:
Fizemos uma negociação que envolveu a maior quantia absoluta entre clubes brasileiros na história, que foram 10 milhões de euros à vista mais o Henrique. É um jogador de 29 anos que respeitamos, tem uma história aqui, mas seria uma irresponsabilidade não fazer o negócio. Se hoje o Cruzeiro tem um grande elenco, é porque fizemos a opção de vender bem vendido um jogador para conseguir formatar um grande elenco. O dinheiro do Montillo foi reinvestido no futebol profissional do clube”, completou.

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