sexta-feira, 12 de abril de 2013

COM DIZ ALMEIDA REIS: "PAÍS GRANDE E BOBO"

políticos

             &

              botequins

Decidi que a Trincheira , aos sábados, ou quando me der vontade, se transformaria num mar de lama. Num dia de cão. Que se dedicaria a desmascarar políticos nocivos, porta-vozes do descalabro, da dissimulação, e da falta de vergonha. Não pretendo, entretanto, colocá-los nus, com investigações profundas. Até porque não tenho condições pra tanto. Nem dinheiro. Nem estômago. O asco é intolerável. Os veículos de comunicação, comprados ou não, farão isso por mim. Serei suas entrelinhas.

Por que "políticos e botequins"? Por causa de uma descoberta de certo conhecido meu: "o que bota a gente tonto em botequim não é bebida; é conversa ruim". Sábia descoberta! A política é imenso botequim, freqüentada pela conversa ruim dos políticos e que nos leva à embriaguez desmesurada. Somos seus ouvintes céticos e ainda assim votamos neles – sem imaginarmos se são bons ou ruins – nas eleições seguintes.

O Senador Aécio Neves, por exemplo, é o único representante nosso na Câmara Alta, com essa votação embriagada. Filho de político, neto de político, Aecinho foi o pior governador que jamais reinou em Minas. Manteve a Imprensa local amordaçada sob forte esquema publicitário. Queimou os críticos, se os teve em pequena quantidade, pois estes resolveram enfrentar seus poderosos patrões, em fogo brando. Lembram-se do inconseqüente Kajuru às portas do Mineirão, pela Rede Band, fazendo duras críticas ao neto de Tancredo, ao vivo, antes de um jogo da Seleção. Foi tirado do ar imediatamente e demitido. Por interferência dos dirigentes locais da emissora, junto aos Saad em Sâo Paulo, donos da distinta.

É público e notório que Aecinho quando no governo de Minas, aos ecos do fajuto Choque de Gestão, realizado por seu Sancho Anast-azia Pancho, fiel escudeiro, compesado depois com o Palácio da Liberdade. Ou melhor, com a Cidade Administrativa.  Mas eu dizia, caro leitor, que era público e notório a relação auspiciosa entre Aecinho e Lula, confessado por ele mesmo outro dia, e que lhe valeu milhões de verbas federais para obras da Linha Verde, da Cidade Administrativa, e outras na capital. Aproveitadas, também, pelo doutor Lacerda, farinha do mesmo saco. Agora, numa conversa de botequim, contesta essa amizade pra atacar a Presidente Dilma, sua adversária nas próximas eleições presidenciais.

De amigo, ainda que não partidário, a inimigo feroz do partido e da presidenta, Aécio usou apenas como ponte a política nociva, Ah, que saudade dos velhos tempos! Daqueles que resultaram em políticos como Aécio Cunha, pai, e Tancredo Neves, avô, do menino do PSDB, fantoche do ex-presidente Fernando Henrique.

*Caratinga se equivocou ao caminhar rumo às vidas das grandes metrópoles. Trânsito confuso, cidade esburacada, suja, rios imundos, calçadas perigosas, e uma violência descomunal. Herança que o jovem prefeito – na administração do então alcaide, secretário de saúde e vice-prefeito, depois adversário e desafeto, por causa da tonteira da política de botequim – herdou e não tem competência pra resolver.

* Mal cheguei à minha terrinha natal e o Super Canal, a melhor fonte de informação local, noticiava a morte do barbeiro Custódio, assassinado por três bandidos, um menor de 17 anos, com o intuito de roubar-lhe 30 mil reais. Nem esse dinheiro a família soube informar se realmente existia. E o menor? Ficará alguns dias em custódia e após será solto pra matar de novo. Em Brasília, os políticos de botequins brincam de fazer leis preservando os direitos humanos, enquanto nós continuamos presos em nossas penitenciárias domiciliares, sem as armas de fogo proibidas e transferidas às mãos assassinas de gente decente.

Aécio Neves: "Vamos disputar, vamos vencer as eleições (sic) do ano que vem.O Brasil merece algo muito melhor do que isso que está aí". Com certeza, merece o próprio filho do Doutor Tancredo. Ainda bem que Dilma lutou nos porões escuros da tortura contra a violência dos ditadores de plantão e não tem medo de conversa fiada e de palanques. Ou melhor, de botequins. Que entontecem, porém dão ressaca. Dor de cabeça e vômitos.

Sobre a possibilidade de outras candidaturas, até mais fortes que a dele, o garotão da família Neves disse que o governador pernambucano e presidente do PSB, tem todo direito de lançar-se à disputa e que os dois têm mais afinidades que antagonismos. O Senador pensa que Eduardo Cmpos, neto de outro brasileiro histórico, dr. Miguel Arraes, iria dividir os votos de Dilma, porque suas afinidades pessoais com Lula são enormes.Engano. Entrará na disputa com forte condição e talvez sobre a Aécio Neves o terceiro lugar da disputa eleitoral, sem segundo turno.

Vejam como é essa política de botequim do Brasil. O ex-governador de SP, José Serra, não compareceu ao evento organizado pelo PPS, alegando decisão médica. Na realidade, apesar de ser amigo de FHC, patrono da candidatura de AN não tolera o neto de Tancredo que o abandonou, quando governador de Minas, na disputa política contra Dilma, por revanchismo. Bolas pra ideologia política, ou fidelidade partidária.

Quem acreditou no discurso de Anast-azia ao lançar o tal programa politiqueiro nas áreas de saúde, educação e infra-estrutura, no montante de R$ 2,1 bihões? Chamado Promunícipio, irá beneficiar 853 municípios. Me engana que gosto. É o antecipação do movimento político em favor de AN, com nosso dinheiro e nossa crença que existem política decente nesse País.

Como diz Eduardo Almeida Reis: "Grande e bobo!"

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Escolha a melhor forma de se identificar em Comentar como: Depois pitaque à vontade.